História E se fosse verdade (Jikook) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 257
Palavras 1.693
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Parte I


Fanfic / Fanfiction E se fosse verdade (Jikook) - Capítulo 2 - Parte I

Jimin's POV

Hoje o dia estava lindo. O sol tocava meu rosto gentilmente e uma leve brisa bagunçava levemente meus fios loiros. A primavera realmente tinha chegado. As flores desabrocharam, e o jardim estava repleto de cores e perfumes. Eram várias tonalidades de rosa, amarelos em degradê, azuis que poderiam ser confundidos com o céu de brigadeiro. Lírios, margaridas e camélias brancas se espalhavam em vasos por todos os lados. A grama estava verde e bem aparada, me fazendo ter a sensação de pisar em um tapete felpudo. Eu poderia ficar aqui o dia todo e...

"DR. PARK!"

Quase cai da cadeira em que estava sentado. Min Yoongi, meu colega de trabalho, tinha me chacoalhado para me acordar. Me remexi na cadeira, sentindo uma forte dor na região da lombar. Tentei me alongar para aliviar a dor, mas outra se fez presente no meu pescoço.

"Eu estava dormindo? Por quanto tempo eu fiquei apagado?" Perguntei olhando para meu relógio no braço esquerdo.

"Exatos 6 minutos". Respondeu de mau humor. "Vamos, estão te chamando na sala 5."

Saí apressado pelos corredores, não sem antes parar na frente da máquina de café para pegar mais uma xícara cheia do líquido preto.

E assim são os meus dias. Muito trabalho, pouco sono. Já estava no hospital a mais de 23 horas e se dependesse de mim, eu ficaria um pouco mais. Faz um ano que eu dou o meu sangue neste lugar e me dedico muito todos os dias com o único objetivo de conseguir a minha tão sonhada vaga permanente.

O dr. Choi, diretor do hospital, era extremamente exigente com seus funcionários, só os melhores trabalhavam para ele. Quando surgia uma oportunidade de algum médico ser efetivado, surgia também uma grande disputa entre os estagiários. Todos queriam trabalhar no maior hospital de Seul.

Meu grande rival nessa batalha era Kim Yugyeom, dois anos mais novo do que eu, mas duas vezes mais arrogante que qualquer médico efetivado do hospital. Se gabava por todos os cantos que já tinha recebido duas propostas de emprego, uma em um hospital de Busan e outro em Daegu. Mas todos sabiam que o que ele queria mesmo era ficar em Seul. Eu ainda não tinha recebido nenhuma proposta, mas estou apostando todas as minhas fichas aqui. Não sei o que vou fazer caso não seja efetivado, meu estágio termina no próximo mês.

"Bom dia, senhora Kim. Como se sente hoje?"  Perguntei simpático para minha paciente de 80 anos que sofria de Alzheimer.

"Estou melhor que ontem, Dr. Park. Graças a você." Ela sorriu.

"Oras, eu não fiz nada. A senhora é que está respondendo bem ao tratamento. Fico feliz que esteja funcionando." Agradeci enquanto examinava seus sinais vitais, pedindo que a enfermeira anotasse todos os dados no prontuário.

"Doutor, você é um anjo. E é tão bonito. Casa comigo?" Propôs juntando as palmas das mãos em frente ao peito.

"Mas é claro, senhora Kim. Deixe-me buscar meu terno e comprar as alianças e eu voltarei, ok?" Disse sorrindo para a senhora que parecia já ter se esquecido sobre o que conversavam. "Enfermeira, continue com a medicação e faça novos exames de sangue e urina, por favor."

Aquele lugar estava uma loucura. Nuca tinha visto o hospital tão cheio. Em duas horas, passaram por mim, a senhora com Alzheimer, uma criança com crise de asma, um homem com pedras nos rins, outro com a garganta inflamada e um adolescente com o pé quebrado que tentou passar a mão na minha bunda enquanto eu o examinava.

Meu estômago roncava, eu nem lembrava quando tinha comido pela última vez e nem quantas xícaras de café eu havia tomado. Eu precisava parar com isso ou acabaria com problemas no estômago, além do que já era a milésima vez que eu me dirigia ao banheiro.

Lá dentro, Yoongi tentava com muito esforço arrumar os cabelos negros que estavam bagunçados, enquanto Taemim, chefe dos enfermeiros, estava encostado na pia mexendo no celular.

"Parece que alguém está tentando ficar bonito para alguém, hein?" Perguntei me direcionando a Yoongi.

"A noite vai ser boa?" Taemin complementou.

"Parem com essas bobagens. Eu vou jantar com meu ex e minha ex sogra. Estou tentando ficar mais apresentável para não matar a velha de susto. Vamos nos encontrar para finalmente contarmos que não estamos mais juntos. Aish, vai ser um choque! Ela sempre fala que eu sou o genro dos sonhos." Yoongi deu uma piscadinha para o espelho e arrancando risadas dos três.

"Pelo menos você vai sair." Disse Taemin. "Eu tenho que sair daqui, buscar meus dois filhos na casa de um amiguinho, preparar o jantar e ajudar os dois a fazerem lição de casa. Ah, Jimin. Você tem tanta sorte de só ter que se preocupar com seu trabalho."  Deu dois tapinhas no meu ombro e suspirou cansado.

Yoongi e Taemin saíram juntos do banheiro, conversando ainda sobre as tarefas do dia que teriam que cumprir depois do plantão.

Aquilo me acertou em cheio. Era verdade, eu não tenho nada além do meu trabalho. Eu só vivo para isso. Moro sozinho, não tenho amigos fora do hospital, e não tenho um relacionamento sério desde a época da faculdade. Deus, eu nem me lembro mais como é estar apaixonado.

Me olhei no espelho e dei um sorriso tristonho. Nesse momento o meu celular vibrou no bolso do jaleco, e vi que era o meu irmão ligando.

"Jimin, você vem mesmo jantar aqui, não é? Estou cozinhado desde cedo. Meninas, parem de correr, vocês já tomaram banho!" Eu conseguia ouvir as risadas das minhas sobrinhas, uma de 5 e a outra de 3 anos no fundo da ligação.

"Claro, Jin. Eu disse que iria. Só estou um pouco atrasado." Olhei no relógio e já eram 19h, eu tinha dito que chegaria nesse horário na casa dele. Eu sabia que meu irmão odiava atrasos e provavelmente me esfolaria vivo se eu não aparecesse para o jantar. Eu tinha mais medo dele do que da nossa mãe.

"Acho bom mesmo." Respondeu usando seu tom de voz materno. "Sabe, o Namjoon convidou um amigo dele também. Acho que vocês dois podem dar certo. Ele parece um cara legal, ele também não é de sair muito, como você."

"Hyung! Quantas vezes eu já falei para você e o seu marido pararem de tentar me arrumar um namorado. Eu consigo arrumar um encontro sozinho. Só para a sua informação, eu até já fui pedido em casamento hoje!" Tentei retrucar, um biquinho infantil surgindo nos meus lábios.

"Ah, claro claro. Eu só queria que você encontrasse alguém que não estivesse sangrando." Riu anasalado.  "Jimin, você precisa sair, se divertir e --"

"Jin..." Suspirei manhoso e impaciente. Meu irmão sempre me dava o mesmo sermão. Mas eu não tinha tempo, eu precisava focar no trabalho. Depois eu poderia pensar em me envolver com alguém.

"Tá bom, tá bom. Só venha. Estamos te esperando." Jin desistiu.

Desliguei o telefone e sai do banheiro. O Dr. Choi estava no final do corredor, e eu me apressei para falar com ele. Ao mesmo tempo, Yogyeom surgiu de uma das salas e me seguiu.

"Park, eu consegui estancar o sangue do paciente da sala 4 enquanto você dormia. Não precisa me agradecer." Yogyeom sorriu debochado.

"Eu não estava dormindo." Respondi sem o encarar. Ele não perdia a oportunidade de me provocar.

"Senhores." Dr. Choi chamou nossa atenção. "Temos um paciente com ferimento a bala entrando na sala de cirugia. A quanto tempo estão no hospital?"

"12 horas, senhor" Yugyeom respondeu prontamente.

"Um pouco mais que isso, senhor." Disse de cabeça baixa. Sabia que ele não me deixaria operar por estar trabalhando a tantas horas seguidas.

"Senhor, Kim. O paciente é seu."

"Vou me preparar, senhor." Yugyeom me encarou vitorioso.

Já estava virando as costas quando ouço a voz do meu superior.

"Dr. Park. Creio que saiba que temos uma vaga a ser preenchida neste hospital. E eu já tomei a minha decisão." Declarou com uma expressão séria. Eu comecei a suar frio e meu estômago pareceu dar um nó em si mesmo.

" A vaga é sua." Dr. Choi anunciou, tentando esconder um pequeno sorriso ladino.

"É sério, dr. Choi? Muito obrigado, muito obrigado mesmo! Não vou decepcioná-lo!" Sem pensar, o abracei. Ele timidamente me deu dois tapinhas nas costas e afastou o seu corpo, me olhando com uma expressão divertida.

Eu não estava acreditando! Isso era realmente sério? Ele iria me contratar? Meu deus, eu trabalhei tanto por isso.

"A vaga é sua porque escolheu cuidar dos pacientes ao invés de puxar o meu saco. Uma estratégia arriscada, eu diria. Mas eu gosto." Sorriu simpático. "Parabéns, estou muito satisfeito com seu trabalho. Agora, vá para casa. Descanse."

"Mas antes, eu só preciso..."

"Mas nada." Me interrompeu.  "Eu só preciso que você vá embora e descanse. Park, você está aqui a mais de 26 horas." Eu o olhei espantado. "Eu sei tudo que se passa nesse hospital." Ele tocou o meu ombro e saiu andando na direção oposta.

O dia não poderia acabar melhor! Corri para o estacionamento, entrando no meu carro e acelerando o máximo que podia.  Enquanto dirigia, não me aguentei e liguei para o meu irmão.

"Jin!" Gritei empolgado.

"Oi Jimin, é o Namjoon. Jin está dando o jantar para as meninas. Espera só um minuto." Ouvi meu cunhado chamando meu irmão que não demorou muito para atender. "Oi querido, onde você está? Sorte a sua que o amigo do Nanjoom também está atrasado."

"Já estou no caminho, hyung. Devo chegar em 10 minutos. Jin, adivinha só! Eu consegui o emprego! Vou ficar em Seul! Eles vão me efetivar no hospital!" Falei tudo de uma vez, sem se quer respirar.

"Minha nossa, Jimin!! Que notícia boa! Venha, vamos abrir aquele vinho que você me deu no natal! Hoje é dia de comemorar!"

Eu não conseguia parar de sorrir. Este estava sendo o melhor dia da minha vida. Na verdade, a minha vida ia começar agora!

Desliguei o celular e olhei para o painel do carro a fim de ligar o som. Quando voltei meus olhos para a estrada tudo o que vi foi um clarão... e depois tudo escureceu.



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