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História É Só Cabelo - Capítulo 1


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Notas do Autor


- oi!! nossa, nem sei o porquê de ter tido a ideia de escrever essa oneshot super curtinha, mas tudo bem ksksksk talvez seja pelo fato de eu ainda estar digerindo a ideia do chanyeol estar indo, e logo mais o baek ir também... mas enfim, imaginei essa história como um momento fofinho entre os dois, e até acredito que poderia rolar, quem sabe né 👀 domestic!chanbaek é algo que sempre vai ter um espacinho na minha cabeça;

- não é nada muito aprofundado, e também não tem lemon, então peço desculpas caso alguém estiver procurando algo assim aqui ;; é só uma ideia que estava matutando, então... é isso! espero que essa one seja pelo menos divertida para vocês, e quem sabe eu possa escrever mais coisas relacionadas aos dois nesse estilo também -- é >bem< diferente do que tô acostumado a postar. enfim, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Baekhyun entrou no apartamento e trancou a porta atrás de si, girando o trinco. O Sol batia contra a porta de correr da sacada, e os raios atravessavam o vidro até o tapete da sala de estar; um fim de tarde propício para um dia mais ou menos. Um dia bittersweet, como aquela palavra em inglês. Agridoce. Iminente, mas ao mesmo tempo bastante esperado. Largou a ecobag com as compras para o jantar sobre a ilha de mármore da cozinha, e retirou os sapatos na área de serviço para caminhar livremente pela casa — mais precisamente até o banheiro onde Chanyeol com certeza estava. 

— Chanyeol? Cadê você? 

Park havia ido até sua casa para poderem comer juntos naquele sábado especial. Sem agendas marcadas, sem compromissos com gravações ou alguma entrevista: um dia só deles. Além disso, havia pedido para ele chegar mais cedo, e usar a cópia das chaves do apartamento que fizera como presente.

Andou pela sala, atravessou o cômodo e chegou no corredor, cuja porta da suíte estava entreaberta. Conseguia ouvir o barulho do som ligado no banheiro do quarto; Chanyeol cantarolava com a música. Ainda, escutava um zunido abafado pela algazarra da canção. 

Entrou no quarto e caminhou para o banheiro, cuja luz estava acesa mesmo com a janela escancarada sobre a banheira. Sim, estava certo: Chanyeol ainda não havia conseguido raspar a própria cabeça. 

Quando o namorado notou sua presença, comentou: 

— E se não ficar bom? 

— Bem, independente disso, você precisa cortar, não é? — Byun respondeu enquanto se encostava no batente da porta, cruzando os braços cobertos pela manga comprida — Não aceitam cabeludos no quartel. 

Chanyeol havia deixado o cabelo crescer bem, isso tinha que admitir. Não passava a tesoura há mais de seis meses, e os fios castanhos já estavam um pouco abaixo da nuca. Na mão direita, segurava a máquina na altura um, suficiente para desfazer a cabeleira e revelar a raiz naturalmente preta que começara a aparecer por baixo da tintura marrom.

Apertou o botão vermelho na base para desligar o aparelho, e deixou-o sobre a pia branca. Chanyeol estava do jeito que Baekhyun adorava vê-lo rotineiramente: sem maquiagem alguma, vestindo roupas largas e com uma faixa no cabelo para segurar a franja, agora pendurada em seu pescoço. Ele conseguia ficar tão grande visto de perto; se esticasse um pouquinho mais o antebraço, conseguiria tocar a lâmpada no teto. 

— Mas é diferente, sabe? Acho que nunca usei o cabelo assim. 

— Chanyeol, ele vai crescer. 

— Eu sei, eu sei, mas... Enfim, você sabe do que eu tô falando. 

Baekhyun olhou-o com as sobrancelhas franzidas, esboçando piedade. Ele sabia que Chanyeol gostava de mudanças, de sempre evoluir e passar para o próximo estágio; mas aquilo era um passo bem peculiar a se tomar. E todos eles teriam que passar por isso, Baek principalmente – sua vez seria no final do mês seguinte. 

Entrou de vez no banheiro e parou ao lado do namorado, virado para encarar o reflexo dos dois no espelho grande e retangular. Estavam super despojados naquele dia, como se não fossem dois caras famosos que viviam maquiados e vestidos com roupas perfumadas nos palcos. Estavam sendo só Chanyeol Park e Baekhyun Byun, dois rapazes sul-coreanos que cumpririam o alistamento militar como qualquer outro garoto da mesma faixa etária. 

— Quer ajuda? — perguntou ao mais alto, e então levantou a mão esquerda para alisar as costas dele. Fez movimentos para cima e para baixo no intuito de deixá-lo mais calmo — Lembra que eu tinha te dito que poderia cortar para você? E você me disse... 

— Que eu cortaria sozinho, eu sei, Baek — Chanyeol fingiu resmungar, mas na verdade conteve uma risada com a leve presunção do namorado. Baekhyun amava estar certo — Mas tô com medo de você me zoar. 

— E por que eu faria isso? 

— Baekhyun, por favor, né. Nós nos conhecemos há basicamente dez anos, não me vem com essa. 

— Tá com medo de eu raspar sua careca? Chanyeol, literalmente não vai ter nada para eu zoar, justamente porque não terá cabelo. 

Chanyeol olhou-o pelo reflexo e franziu o cenho, voltando a encarar a maquininha sobre a pia. Levou a mão até ela e segurou-a, sem tirar o objeto da superfície. De repente, Baekhyun moveu a destra até os dedos de Park – a mão com o dedo tatuado, as unhas de cutículas comidas e dedos calejados de tocar tantos instrumentos. Pousou a palma ali, e apertou-lhe os dedos.

— Eu não vou zoar com nada, Chanyeol, prometo. 

Depois de alguns segundos brincando de encarar no reflexo no espelho, o mais alto relaxou os músculos e deu de ombros, dando-se por vencido. O jeito que Baek subiu e desceu as sobrancelhas, incentivando sua escolha, foi o suficiente para a tomada de decisão. Bem, ele era seu namorado de anos, de qualquer forma. Talvez não houvesse uma coisa sequer que jamais deixara o outro fazer. 

— Tá, pode ser. Pegue uma das cadeiras da sala.

O banheiro era espaçoso o suficiente para colocar a cadeira de jantar diante da pia, e ainda sobrar espaço para Baekhyun ir de um lado para o outro por trás. Levou o móvel estofado em branco até lá, com o maior cuidado para não bater com as pernas nas quinas dos móveis, e posicionou-o ali. Chanyeol olhou para a cadeira, ainda com uma pontinha de hesitação no peito, e Byun deu dois tapinhas no encosto:

— Vamos, isso não é uma cadeira elétrica.

— Tecnicamente, a máquina é… Elétrica. A sensação deve ser a mesma.

— Chanyeol! — Baekhyun não sabia se ria ou se ficava indignado — Se não fizer isso, vão fazer com você depois quando pisar no quartel. Vaaamos… 

Bateu os pés duas vezes, imitando uma criança. Fixou os olhos nele novamente, e fez um gesto com as mãos imitando um vendedor de loja promovendo algum móvel. Park revirou os olhos e sentou-se na cadeira, sem questionar mais, mas resmungando um leve “tonto” para que o namorado ouvisse de propósito. Byun o esperou se acomodar no assento — o encosto chegava até o meio de suas costas, e a camiseta delineava seus músculos definidos — e apanhou a máquina sem fio de cima da pia. 

— Qual velocidade estava usando, mesmo?

— Velocidade dois, e no pente um. Zero ficaria muito… Sem nada.

— Saquei. Segure aqui rapidinho — deu o aparelho para o outro, e arregaçou as mangas da camiseta cinza até os cotovelos. Recebeu a maquininha de volta, e a ligou — Você não quer cortar um pouco na tesoura antes?

— Faz alguma diferença?

— Na verdade, não sei — foi honesto na resposta, já que também nunca havia cortado o próprio cabelo naquela altura — Acho que não. 

— Então pode começar isso aí. Tô preparado. — arrumou a faixa na testa para segurar a franja, tentando transparecer certa confiança.

Chanyeol cruzou os braços contra o peito e deslizou um pouco na cadeira; ficaria mais fácil para Baek passar a máquina com a cabeça dele naquela altura próxima de si. Tentaria fazer do jeito que vira a mãe cortar o cabelo de seu pai algumas vezes; ir de baixo para cima, uniformemente. Olhou para o rosto do mais alto pelo espelho novamente, e falou:

— Olha, se eu errar alguma coisa, vou tentar consertar.

— Errar?! — Chanyeol arregalou os olhos para ele, além das sobrancelhas franzidas — Baekhyun, você sabe o que está fazendo, né?

Baek quis rir, mas se segurou com a gargalhada. O zunido da máquina ecoava no banheiro de porcelanato branco e verde-pastel, e Byun mexia com ela para lá e para cá com a mão direita. Park desviou do pente elétrico uma vez, e continuou:

— É tô falando sério, Baek!

— Fique calmo, meu Deus do céu! — o garoto de cabelos castanhos retrucou, respirando fundo e se concentrando de uma vez por todas — Nós somos ligados: se você entra em desespero, eu também entro! Isso tem, sei lá, vinte por cento de chance de dar errado, mas eu não faria essa sacanagem com você.

— E como posso confiar em você?!

— Acha mesmo que eu deixaria o meu namorado aparecer numa base militar com o cabelo feio? Até parece que você não me conhece.

Apoiou a palma esquerda no ombro de Chanyeol, e massageou a região com a ponta dos dedos. Suspirou outra vez, e disse com toda sinceridade que tinha:

— Eu não faria isso com você. Mas também precisa ficar calma, está bem? Se ficar se movendo mais do que já está, é perigoso eu machucar seu pescoço ou sua orelha. Por favor, fique quietinho, Chanyeol. Se não quiser ir ao salão, então preciso que colabore.

Park bufou, mas não rebateu. Talvez ele estivesse certo, e precisava enxergar a situação de um jeito mais racional. É apenas cabelo. Vai crescer. Eles não vão fazer com que fique usando este penteado para sempre. Ir cortar o cabelo num salão de beleza também não era uma ideia muito boa, levando em consideração que outras pessoas poderiam vê-lo e tirar fotos num momento que não estava com a mínima vontade. Por isso, era aquilo que tinha à disposição: Baekhyun, a confiança e a máquina de cortar cabelo comprada na Amazon.

O barulho do motorzinho era irritante. O fazia lembrar dos aparelhos do dentista, e Chanyeol detestava ir ao dentista. 

Byun segurou o objeto com firmeza. Apesar das brincadeiras, sabia que o namorado estava com muito receio e uma pitada de medo. Preocupado com a aparência, e achando que não ficaria bem daquela forma. 

Cortar direito era o mínimo que podia fazer.

— Okay, vou começar pela sua nuca, e vou de trás para frente.

Antes de aproximar a máquina, deu uma última olhada na cabeleira castanha de Chanyeol, e no fato de não poder mais vê-la pelo próximo um ano e meio, provavelmente. Nas próximas vezes que se encontrasse com ele, o mais alto estaria com o cabelo num corte acima das orelhas e no tom originalmente preto. Possivelmente, ficaria usando um topete. 

Seria a primeira pessoa a ver Park sem cabelo comprido. Que tipo de privilégio era aquele?!

Pousou a máquina, e fez o primeiro corte.

Os fios caíram sobre os ombros da camiseta velha do namorado. Nisso, Chanyeol fez uma careta engraçada para o espelho, como se alguém tivesse raspado um garfo no fundo de uma panela. 

— Posso continuar?

— Quanto você cortou?

— Literalmente cinco centímetros acima da nuca, quase perto da sua orelha esquerda.

— Okay, pode continuar — cerrou as pálpebras ao finalizar a resposta, mesmo que não pudesse ver nada diretamente — A sensação é a de que estou indo pra guerra.

Baekhyun revirou os olhos, e continuou o serviço.

Cortou mais um tanto daquela região, e subiu um pouco mais. De repente, passou o pente do meio da parte de trás até o topo da cabeça, cortando várias mechas de uma só vez. O punhado de cabelo caiu bem no colo de Chanyeol, que o apanhou e encarou-o diante de si com os olhos esbugalhados.

— Baekhyun, puta merda!

— O que foi?!

— Olha o tanto que você cortou agora! Não tem como ir mais devagar? — aparentava tanta incredulidade que Baek sentiu-se no julgamento de um crime hediondo.

— E o que você estava esperando? Se quiser, posso deixar como está, e aí você pode fazer uma trança desse lado da cabeça. — mexeu os cabelos intactos bem ao lado do buraco que havia feito, e isso fez as bochechas de Chanyeol ficarem vermelhas instantaneamente.

— Não quero, obrigado. Mas seja menos debochado, que saco.

— Estou brincando. Agora silêncio, vou continuar e preciso de concentração.

Aparou o que faltava daquele espaço recém-cortado, e uma grande parte da franja de Chanyeol caiu sobre as pernas do rapaz. Park engoliu a seco, mas deixou de reclamar — seus argumentos não valeriam de nada. Baekhyun deslizou a máquina mais um pouco, num movimento de vai-e-vem do lado direito; mais mechas se soltaram e deixaram de compor o penteado que mantivera por meses. Uniu as mãos no colo, cruzou os tornozelos e apertou os olhos, tentando se acostumar com o zumbido elétrico.

Cinco minutos se passaram, e Baek estava movimentando a mão mais vagarosamente. Nesse meio tempo, pediu que Byun pegasse seu celular no quarto para que pudesse trocar a música da caixinha de som, que estava tocando uma playlist da qual não curtia tanto. Agora, era seu próprio cover de “Without You”, da Mariah Carey, que saía do aparelho.

— É a minha música preferida da trilha sonora. — Baekhyun falou após um tempinho calado. Cortou mais uma parte da franja do namorado, mas dessa vez apanhou os fios com a mão livre. O piso claro do banheiro já estava tomado por cabelo.

— Acha que vão gostar?

— Mas é claro que vão. Tipo, é você cantando uma música dela. Se não gostarem, estão malucos.

Deu um sorrisinho contido, de cabeça baixa. Baek estava arrumando a parte da nuca que ficara mal cortada.

— Quem vai cortar o seu cabelo quando você for?

Baekhyun fez um “hm” pensativo, e entrou na onda da discussão. Deu duas batidinhas no ombro do outro para que Park voltasse a ficar com a cabeça reta, e falou:

— Kyungsoo, talvez? Ele ficou bem com o cabelo raspado, e se não me engano ele retocou várias vezes por conta própria, lembra?

— É, talvez ele iria querer. Aliás, vou mandar uma foto pra ele.

— Agora? 

Chanyeol ponderou a ideia, e então desistiu. Queria saber como ficaria no final, para só então sair mostrando aos outros. E se não ficasse bom?

— Tudo bem, eu espero.

O maior medo dele era esse: ficar muito diferente. Ficar feio. Era até irônico alguém tão vaidoso como ele, que era elogiado em todos os lugares e apreciado pelo seu carisma e charme, ter medo de raspar o cabelo. Havia até sonhado com isso: na noite anterior, sonhara que havia postado uma selfie de cabelo raspado, como Minseok fizera no próprio alistamento, e uma enxurrada de haters encheram a postagem com comentários maldosos.

Não contou isso a Baekhyun, achando que o garoto consideraria aquilo um medo infantil.

Mais cinco minutos. Ergueu os olhos, e Chanyeol ficou surpreso com o reflexo.

Estava bem mudado. Só restavam alguns pedaços castanhos no couro cabeludo, revelado com a cor original. Há meses não enxergava os limites do próprio cabelo, pois sempre o usava com a franja caída ou repartida ao meio; a parte da frente era uma linha reta, e felizmente seu crânio não tinha um formato esquisito; caso fosse, sentiria-se devastado. Faltava o final das laterais, e dar um retoque na parte de cima. Baekhyun parecia estar se divertindo.

— Vou terminar daqui uns minutinhos. Viu? Não foi nada ruim.

— Eu… Não sei ainda, Baek.

— Está ótimo. Tome banho quando eu terminar, okay? Enquanto você lava o excesso, eu varro o chão.

— Vai cair mais cabelo?

— São os fios que sobraram e a máquina não derrubou. Ah, a bateria também está chegando no fim, acho que não foi carregada o suficiente — analisou a maquininha em mãos, e então voltou-a para o namorado — Quase no fim, meu amor.

Chanyeol suspirou. Sabe-se lá como ficaria depois do banho, se Byun acabou deixando uma falha ou não. Até aquele instante, tudo parecia estar normal, mas e depois disso? Será que conseguiria se encarar no espelho sem o arrependimento amargo bater na boca do estômago? 

(...)

— Chanyeol, o que houve?

Parado no meio do banheiro com a vassoura na mão, Baekhyun fitava o namorado que estava dentro do box da banheira. Através do vidro esfumaçado pela temperatura do chuveiro, conseguia distinguir Chanyeol parado e virado na direção do espelho que ficava na parede do box. 

Desde que Baek apanhara as coisas para limpar o chão e começara a varrer o cabelo, Park estava daquele jeito. Encarando o próprio reflexo.

— Baekhyun, eu tô ridículo.

— Não está. Já te falei isso umas quatro vezes desde que terminamos.

Mas como enfiaria aquela ideia na cabeça? Chanyeol estava muito surpreso. A falta do cabelo comprido fez com que seu rosto ficasse mais evidente, e sentia uma urgência de esconder aquilo com alguma coisa: um bucket hat, um boné ou uma touca; qualquer uma das opções. 

Não postaria uma foto. Nem em um milhão de anos postaria algo para os outros verem.

— Vão rir de mim. 

Cruzou os braços e continuou parado sob a água do chuveiro, que batia contra sua nuca. Alguns fios escorriam pelo ralo debaixo dos pés, e o rapaz não parava de pensar nas possíveis reações do público. Estava dentro de casa, por que sentia-se tão mal?

Baekhyun deixou a vassoura na parede à direita, e aproximou-se do box. Puxou o vidro até que pudesse ficar com o rosto e ombros dentro, e conseguisse encarar Chanyeol de perto. Caramba, como adorava ele. Park era tão alto, tão grande em todos os sentidos, e poder vislumbrar seu corpo diariamente era uma das coisas que Baek mais amava.

Foram poucos os momentos em que se imaginou sem Chanyeol por perto. Sem dormir na mesma cama que ele, usar o mesmo carro e ir para dezenas de agendas em conjunto. Como se sentiria ao ficar tão distante dele assim? Como seriam as primeiras semanas, ou os primeiros meses virando para o lado no colchão e encontrando o espaço vazio?

— Chan, vire para mim. Por favor.

Chanyeol deu meia volta no box e ficou parado de frente ao namorado, com as mãos unidas e sentindo a brisa que entrou quando Byun puxara o vidro. Não era intencional, mas sua expressão de descontentamento e mágoa era bem evidente.

— Você não precisa mostrar seu cabelo pra ninguém. Tipo, é seu, sabe? Não deve satisfação se não está confortável.

Não recebeu resposta, então prosseguiu:

— Você fica bonito de qualquer jeito, confie em mim. Eu te beijo e te amo há anos, e nunca te vi numa fase ruim enquanto estivemos juntos até agora. Você é basicamente o cara mais… Gostoso que eu já vi, pelo amor.

— Mas é claro que você vai falar essas coisas — Chanyeol fingiu um sorriso, olhando para baixo — não tô reclamando do seu corte, okay? Você fez o seu melhor, mas não me acostumei com meu próprio cabelo ainda.

— Chanyeol, não é bem assim… Calma, vou entrar.

Afastou-se do vidro e puxou a barra da camiseta para se despir. Assim que tirou as meias e a calça, Baekhyun entrou no box só de cueca. Sentiu a quentura da água caindo nas costas e molhando o cabelo comprido, e Park deu um sorriso de canto pelo fato de Baek ser tão propenso a atitudes repentinas. Ficaram de frente um para o outro, com o Sol lá fora nos seus últimos instantes de posse do céu. Os raios que entravam pela grande janela faziam os olhos de Byun ficarem num tom claro, assim como seus cabelos; e Chanyeol adorava aquilo.

O mais velho segurou seu rosto com as duas mãos molhadas, e falou num tom baixo:

— Eu te amo, tá? Acho bem difícil o Park fucking Chanyeol deixar de ser o grande ser perfeito que é, mas se caso alguém questionar isso, pode deixar que dou um jeito. Você está lindo.

— Você vai abrir um processo contra essa pessoa? — Park riu com a fala do namorado, levando as próprias mãos até a cintura do outro.

— Se for preciso, óbvio que vou. Até porque a pessoa estaria zoando da minha obra de arte, do cabelo que eu cortei. Que absurdo!

Baekhyun tinha umas tiradas ótimas, e Chanyeol era grato por isso. Por qual motivo havia encontrado uma pessoa tão maravilhosa em toda sua vida, que tentava deixá-lo para cima sempre que fosse necessário? 

— Às vezes acho que não te mereço. Sério. Enfim, vou me acostumar com tudo isso, acho.

— É claro que merece. Assim como eu mereço você. Vai ficar tudo bem — Baekhyun levou a mão esquerda para cima, e afagou o cabelo cortado do amante. Era muito gostoso de passar a mão — Agora chega de ficar choramingando por causa disso, okay? Nenhum soldado pode proteger o país com uma franja atrapalhando a visão dele.

— Diz isso da boca pra fora, seu tonto. Mas tudo bem, te aceito como meu motivador número um no meus momentos de incertezas.

— Ai Chanyeol, vai se ferrar…

Fechou os olhos quando sentiu que o mais alto já estava se aproximando para receber mais. Era óbvio que Chanyeol não se contentaria só com um carinho no topo da cabeça. Firmou o toque na cintura de Byun, fazendo com que suas coxas se encostassem, e partiu os lábios para ganhar seu beijo mais do que merecido.

Beijou-o com ternura e intensidade ao mesmo tempo. Quando Baek deixou que a língua de Park tocasse na sua, o mais baixo soltou um gemido que foi abafado pelo som do chuveiro. Deitou os antebraços nos ombros do namorado e cruzou os pulsos atrás da nuca alheia, deixando-se levar pela dança dos músculos. Ele beijava tão bem. Interromperam o toque por um momento, e o mais baixo murmurou:

— Seu cabelo curto me deixou com ainda mais vontade de ser fodido por você.

— Então a gente não pode esperar.

Não ligava de ficar lá por mais alguns minutos, ou até transportar aquele beijo para outro lugar da casa. Byun estava com uma enorme vontade de sentir Chanyeol em si mais um pouco, e descobrir a sensação do cabelo curto do rapaz roçando entre suas pernas à noite.

Aquele sábado ainda seria bem longo.


Notas Finais


- então, gostaram? como falei, ficou bem curtinho; mas aff eles ficariam tão fofos numa realidade assim :(( espero que a história tenha ficado legal, e caso for pedido, posso estender para algo a mais no futuro, né? obrigado pela leitura, minhas redes sociais vão ficar aqui embaixo <3

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ao3 (uso mais para leitura): https://archiveofourown.org/users/jesseslipstick


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