História É tarde demais - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku)
Tags Ciume, Comedia, Drama, Katsudeku, Musica, Raça Negra, Resolução, Termino, Yaoi
Visualizações 327
Palavras 2.587
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Caramba, esse deu um trabalho para fazer, espero que tenham um coração forte para chegar ao final da história.
Esse capítulo não segue a linha de comédia que os outros seguiram.
Boa leitura.

Capítulo 3 - O amor que eu te dei


Já chega. Era o pensamento que Katsuki Bakugou tinha.

Estava cansado de fazer as coisas como seu pai dizia e só se dar mal, desistiu de manter a estabilidade com sua família. Queria seu verdadeiro amor, Izuku.

O loiro pensava nas memórias que teve quando falou com seu pai, quando ele o obrigou a fazer tais coisas.

Lembranças

Era hora do crepúsculo, o céu estava preenchido por nuances de cores mais frias, pequenos flocos de neve salpicavam aquela noite; indicando o início do inverno. Katsuki estava em seu quarto contando suas economias, queria sair com seu namorado no próximo dia, estava disposto até mesmo à pegar um serviço rápido para ganhar alguns trocados.

Passos são ouvidos de seu cômodo, eles viriam do corredor, passos fortes e firmes. O loiro reconhecia tais passos em quaisquer lugar, era seu pai; um homem ainda mais temperamental que ele ou sua mãe, o homem de quase quarenta anos tinha cabelos tão loiros quanto o do filho, parecia um Katsuki mais velho. Era absurda a semelhança que os dois possuíam.

O menor escuta o ranger da porta para revelar tal figura, pelas feições que seu pai fazia, ele estava bravo, seu olhar lembrava alguém algoz. Os dois pares de olhos vermelhos se encararam com tamanha ferocidade, entretanto, os de Katsuki estavam cedendo; talvez pelo cansaço, não queria brigar com seu pai, na verdade, não queria nem escutar o que ele teria para dizer.

— Katsuki. — Proferiu com tamanha frieza que o menor se arrepiou, achou tal cena um absurdo, como poderia ele sentir todo esse medo só com um olhar e uma voz rouca?

— Oi pai. — Respondeu seco, não estava interessado, por mais que a situação não estivesse bem, pensava muito em seu encontro com o esverdeado no outro dia; estava ansioso.

— Eu soube de certos podres seus. — Disse esbanjando toda sua raiva, queria avançar em seu filho ali mesmo, contudo, iria se conter.

— Como? Eu não tenho podres. — O loiro mais novo falara com tranquilidade, afinal, era a verdade, ele nunca fez algo errado. Seu pai devia estar em mais uma crise de raiva, sua família é famosa por isso.

— Mas tem namoraDO! — O pai do loiro deu enfase no do, deixando claro o que queria dizer com isso. Katsuki ficou estático, como pudera esquecer que seu pai era homofóbico? Sua mãe até então sabia do seu relacionamento, e então escondeu de seu pai. Como ele descobriu? Não sabia se era melhor enfrentar o velho ou simplesmente obedecê-lo.

— Eu não tenho nada. — Resolveu usar os artifícios do joão sem braço para se fingir de desentendido no assunto, mas não funcionaria com o maior.

— Não é o que o nosso vizinho disse. — Droga, quem iria imaginar que o pai de Kirishima abrisse sua maldita boca para dizer logo isso. — E também não foi o que eu vi no sábado passado. — O menor gelou, sábado foi quando seu pai saiu para a cidade vizinha e os dois saíram em um encontro. Ele deve ter passado em algum lugar em que os dois estavam na volta. Katsuki engoliu em saco, sabia onde a conversa levaria.

— Tá, e? — Não sabia se fazia o certo, entretanto, não podia deixar a conversa seguir com seu pai na frente.

— E eu quero que você termine com esse tipinho, do contrário, você não pisará mais nessa casa. — Tal frase deixara Katsuki sem um local para pisar, nem onde se segurar, apenas caiu. — Ouça Katsuki, você não nasceu para ser gay, você é meu filho. — O mais velho falara tamanha tolice e pensamento imundo com aquele corpo, se intitulando de seu pai.

O loiro menor sabia como revidar, sabia que se discutisse, havia uma chance de ele ganhar, principalmente se enrolasse até sua mãe chegar, mas não conseguiu. Seu pai possuía autoridade máxima naquele momento, como se ele estivesse hipnotizado.

— Certo, pai. — O loiro maior sorriu pela primeira vez naquele cômodo, para ele era uma conquista, seu filho estava em suas mãos.

— Você irá terminar com ele amanhã, eu irei contigo, quero ver de perto o rosto de sofrimento do outro. — Katsuki não acreditava em tais palavras, queria chorar, se entregar à angustia ali mesmo, mas sua mente estava presa, seu pai havia trancado-o em uma jaula.

O maior se retirou do local, deixando um espaço vazio, nem mesmo o loiro poderia novamente preencher o lugar, havia perdido todas as suas esperanças. Se deixou levar pelo seu pai, havia se tornado um monstro e iria machucar a única pessoa no mundo que não poderia machucar. Se arrependia imensamente de ter uma mente em colapso, se arrependia de não ter contado uma única vez para sua mãe.

E apesar de não conseguir chorar naquela noite, Katsuki não desceu para o jantar, não fez nada, ficou encarando o teto de seu quarto esperando que ele fosse o salvar. Por horas, esperou, e quando finalmente viu que não havia saída, fechou os olhos. Um novo dia aguardava ele amanhã.

Fim das lembranças

— Aquele idiota... — O loiro profere após lembrar dos acontecimentos, isso que ainda teria o término de seu namoro, ele chorava só de tocar no assunto. Não tinha ciência de como conseguiu se controlar quando viu o esverdeado no Karaokê, e ainda mais quando ele cantou aquela música; e ainda chorou no final. Foi impedido de chegar perto do seu amor pelos próprios amigos de ambos, aquilo doía no fundo de sua alma. Se encarasse um espelho agora, veria apenas estilhaços do que um dia ele foi, não era mais Katsuki Bakugou.

Lembrou que sua mãe chegara hoje de viagem, iria aproveitar a deixa para contar tudo para ela, a mais velha precisava ter conhecimento de tais atos, e ele precisava de ajuda.

Com tudo isso rolando, era impossível não lembrar de seu término, deixou as lágrimas rolarem.

Lembranças

No outro dia, quando o sol atingia o seu ponto mais alto, Katsuki ligara para seu namorado pedindo para eles se encontrarem na sorveteria ao lado da escola, onde Katsuki o pediu em namoro, iria terminar ali também.

Seu pai ficara satisfeito com a audácia de seu filho, apesar de não ter certeza de que eles já teriam combinado coisas assim.

O loiro maior leva os dois até o local marcado com seu carro, o menor segurava seu coração para que ele não saísse de controle. Não queria chorar na frente de seu pai, e apesar de sua mente estar presa naquela jaula, seu coração era livre.

Katsuki se sentou na mesma mesa em que o pedido aconteceu, ficou à espera do seu namorado; que não demorou muito para chegar. Seus cabelos brilhavam com o sol, seu sorriso conseguia derreter qualquer gelo que estivesse presente, olhos lhe encaravam com carinho, sentiu um aperto no peito, o loiro menor queria que aquele aperto fosse um infarto, não queria fazer isso com seu namoro e enganar ele mesmo. Era errado.

— Kacchan! — O esverdeado expressa sorridente, o aperto no seu âmago aumentou, precisava deixar o local o quanto antes. Izuku achara o encontro um tanto especial, ao ver que o loiro sentou exatamente onde eles iniciaram o namoro. O maior quase chorou quando percebeu que o outro sentou exatamente na mesma cadeira daquele dia.

— Deku. — Respondeu seco, fez uma carranca e o menor não entendeu o motivo. Já esperava alguma coisa ruim, mas não esperava pelo pior.

— Kacchan? — O mais novo tentou uma vez iniciar uma conversa, necessitava que o outro não respondesse dessa forma.

— Deku, vou ser direto, eu quero terminar. — O loiro dizer tal absurdo, foi um tiro no coração dos dois, acabara de destruir um relacionamento que deviam levar para a vida. Sentiu-se um inútil por não conseguir parar seu pai.

— K-k-kacchan? P-por que? — O esverdeado nem pensou direito, sentimentos ruins invadiram seu corpo, imediatamente chorou, nem falar sem gaguejar consegui. — S-se e-e-estiv-v-er b-b-brinc-c-ando, p-pare! — Falou com toda sua força disponível, mas Katsuki não estava brincando.

Ver a cena fez o loiro se corroer, precisava mesmo fazer isso? O outro mal aguentava ficar em pé, e como o loiro não queria mais ver o sofrimento; não por ele não ligar, mas sim por ele sofrer juntamente ao menor. Achara ridículo o quanto aquilo o afetava, só ali ele teve completa ciência que estava muito mais que apaixonado pelo esverdeado. Saiu correndo do local, entrou no carro do seu pai que logo deu partida, o loiro menor encarou seu pai pelo canto do olho, vendo um sorriso vitorioso em sua face, o que fez Katsuki querer chorar.

Fim das lembranças

— DROGA! — Gritou com tudo que estava guardado dentro dele, sua mãe já havia chego da viagem e ele não percebeu, seu pai também estava em casa. Os dois chegaram no quarto rapidamente à tempo para ver o seu filho em prantos, chorando como um bebê. Seu pai achara aquilo um escárnio, já sua mãe viu algo fofo.

— Pode parar de chorar, homem não chora filho, qual foi o problema? — Seu pai pergunta sem deixar de lado seu discurso imbecil.

— VOCÊ É O PROBLEMA, SEU VELHO ESCROTO! — Estava cansado de mentir, não aguentava mais segurar tudo isso, sentia que iria explodir de todas as maneiras possíveis, era como uma bomba. Gritou com força, chorou desesperadamente. Sua mãe logo desconfiou de tudo, quando ouviu de que seu filho chamou seu esposo, tinha uma ideia do que se tratava. Iria tirar essa história à limpo.

— TENHA MAIS RESPEITO COM O SEU P- — Foi impedido por um tapa em sua boca, a loira estava uma fera.

— CALE A BOCA! — Proferiu irritada, todos ali estavam no limite, não eram uma família feliz, Katsuki pensava que poderia ela ser incompleta, ele não ligaria, se pelo menos ele pudesse se sentir bem; apenas ele e sua mãe. — Katsuki, você ainda namora? — Ela perguntou para ter certeza de que não faria nada de errado. O loiro maior ainda não falou nada depois de interrompido.

— Não... — O mais novo estava frustrado, irritado, triste, olhou seu pai com um olhar de assassino e então chutou com força aquela jaula que prendia sua mente, arrebentando ela por completo. — ESSE INFELIZ ME FEZ TERMINAR, PRECONCEITUOSO DE MERDA! — Não teria respeito algum, só recebe respeito quem também dá, essa era sua filosofia.

— Ora ora... — A mãe do menor olha para seu esposo com um rosto psicopata. — Alguém aqui está encrencado... — Segura seu marido pelo pescoço.

— Eu não podia deixar que ele virasse gay! — Tentou se defender.

— Se você der um passo errado, você morre. — Expressa toda sua raiva, não consentia sobre seu próprio marido ser tão de má indole, ter uma opinião tão desrregulada, infantil e obtusa. — Katsuki, vá atrás de seu namorado, deixe que do monstro cuido eu. — Ela sorri para seu filho.

O mais novo não acreditou no que foi dito, agradeceu do fundo do seu coração para sua mãe e correu dali, não olhou para trás, queria chegar até a casa de seu namorado, esperava muito que ele aceitasse seu pedido de desculpas...

Já na casa de Izuku, as coisas estavam um tanto bagunçadas, Uraraka ainda estava na casa do amigo ajudando ele à limpar a casa que foi desordenada ontem pelos seus amigos e por eles mesmos. O esverdeado fazia cara de choro pelo que ocorreu ontem, mas esperava fortemente que o que Momo falou fosse apenas a mais pura verdade, esperava que Katsuki fosse aparecer em sua casa hoje querendo falar sobre o que aconteceu ontem. Queria se entender com o loiro, descobrir o motivo do término, não precisavam necessariamente voltar.

Uraraka esperava Momo chegar na casa, ela prometeu voltar hoje pela manhã para limpar a bagunça, dar conselhos, passar um dia como amiga. Ela esperava que Katsuki chegasse no fim da tarde e iria embora levando Uraraka consigo antes do horário.

Até que a campainha tocou, os dois vão até a porta para receber a garota, o esverdeado abre a porta revelando a figura. Uraraka encara ela calada.

— KACCHAN? — Izuku fecha a porta no mesmo segundo, põe as mãos em sua cabeça e entra em desespero. — AAAAA, eu não estava preparado para ele chegar essa hora, e agora? — Ele dizia andando de um lado para o outro. Uraraka via a cena com uma "gota" na sua cabeça, estava obvio que o loiro conseguia escutar tudo que ele dizia.

— Deku, abre a porta. — O maior tinha ciência de que ele não trancou de verdade, portanto, se ele girasse o trinco, a porta seria aberta. Contudo, não o fez, queria que o esverdeado abrisse novamente a porta por vontade própria.

Um silêncio permaneceu por segundos, segundos esses que pareceu anos para os dois garotos. Até que Izuku se dirige outra vez até a porta e a abre, revelando um Katsuki com olhos cansados, indícios de que chorou. Izuku não estava diferente, o que fez eles se encararem com certa dúvida.

— Você estava chorando? — O menor pergunta achando aquilo um tanto estranho, o maior desviou o olhar.

— Bem, eu vou deixar vocês sozinhos... — Uraraka fala e foge dali rapidamente, deixando o menor na mão. O esverdeado pensou que ela iria pagar depois por aquilo.

— Bem, não importa, entre. — Falou por fim para o seu ex namorado; que entrou na casa avistando a bagunça e segurando sua vontade de rir. Viu o DVD do raça negra em cima da televisão, pipocas no tapete, copos no sofá, já entendeu o que aconteceu ali. — Não ria! — O menor profere indignado e envergonhado.

— Tudo bem. — O maior responde, se dirige ao quarto do menor acompanhado do mesmo. — Deku, preciso falar com você. — O loiro diz.

— Eu também, Kacchan. — O esverdeado encara o outro com intensidade. — Não aceito aquele término! — Jogou logo o que sentia.

— Era exatamente sobre isso que vim falar. — O menor sente uma pontada no seu coração.

— Verdade?

— Verdade.

— Então, pode começar? — O menor indaga e o loiro assente.

Ele explica como tudo começou, do começo ao fim, contando cada uma daquelas memórias, de como se sentia e sobre seu pai. Contou até mesmo do momento antes de sair de casa. O menor estava sem palavras.

— Deku, entenda, eu nunca quis terminar contigo, pois eu ainda te amo. — Tais palavras vindo da boca do loiro, deixara o outro sem reação, aquele era mesmo seu ex?

— K-kacchan, eu não sei o que dizer... — Pensava muito sobre como o loiro sofreu esse tempo, bem mais do que ele sofreu. Sentia-se um monstro por não pensar no outro lado, contudo, ninguém imaginaria tal absurdo acontecendo.

— Deku, eu preciso de você na minha vida, eu não aguento mais... — Katsuki disse o que estava guardado no fundo de seu coração, o que sua mente nunca deixou que dissesse por causa de seu pai, e então, sentiu-se leve.

Uma estranha sensação invadiu os dois, eles conheciam tamanha nostalgia, se lembraram dos momentos de seu namoro.

— Kacchan, eu quero voltar, e você? — O esverdeado tomou coragem para acabar toda aquela confusão de sentimentos, todo aquele sofrimento, pegou as rédeas, não deixaria mais nenhum dos dois sofrerem.

— É claro que quero Deku, é o que eu mais quero! — Diz sem acreditar no que estava acontecendo, não achou que seu namorado poderia lhe perdoar.

— Nunca mais sofreremos, se algo assim acontecer novamente, me avisa tá? Não tome outras medidas, eu te amo demais para te perder. — Ele se fazia de forte, mas estava em um estado pior do que o loiro, iria explodir em lágrimas, abraçou o loiro como refúgio.

— Nunca mais perderei você, meu mel... — Profere um apelido que há tempos não dizia.

Os dois selaram aquele "acordo" com um beijo nostálgico, apaixonado. O fim era apenas um começo para eles.

Nunca é tarde demais.


Notas Finais


Caramba, espero muito que vocês tenham gostado desse capítulo!
Me destruiu desenvolver.
Comentem o que acharam, sua opinião é deveras importante para mim!
Caso achem erros, se possível, avisem, às vezes alguns escapam de meus olhos cansados.
Esse é o fim da fic, desculpe-me se vocês esperavam mais.


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