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História ...E um hamister chamado... - Capítulo 18


Escrita por: e Monnabelle


Notas do Autor


Dyryét--- > (Eu queria muito por outros casais. Tudo bem desviar a trama um pouco só pra mostrar outros casais? Ou você prefere que eu faça de outra forma?)

Capítulo 18 - E me mantém


Fanfic / Fanfiction ...E um hamister chamado... - Capítulo 18 - E me mantém

Ele estava extremamente nervoso.

Dentro de algumas horas seria levado do hospital para a casa de seu amigo.
 

Tinha completa certeza de que seu pai tinha tomado todas as providencias necessárias para que nada desse errado durante o período de recuperação.

Mas acima de tudo isso estava extremamente animado.
 

― Pronto? ― A voz de Nino soa como um despertador em sua nuca, já que estava completamente distraído a mais uma vez analisar a lista feita por Marinette.

O mais alto tinha deixado tudo bem organizado em sua casa.

Sabia que o amigo teria muita dificuldade de se locomover assim como outras coisas que já seriam resolvidas pela enfermeira que o pai dele insistiu em contratar. Mas mesmo assim não deixava de se preocupar com tamanha responsabilidade que lhe foi imposta pelo amigo descabeçado.
Mas não pode simplesmente negar um pedido tão sincero.

A alegria imposta na voz dele durante a ligação foi mais que o suficiente para o convencer a fazer a cabeça de seus pais a permitir tal aventura.
Mas também não podia negar estar feliz.

Alem de ter seu melhor amigo 24 hrs por dia pra encher o saco, estava o ajudando a dar seus primeiros passos a sua nova vida. Figurativamente e literalmente.
 

E era lógico que Marinette havia importunado Nino ate o inferno, para fazer uma surpresa a Adrien assim que esse saísse do hospital.

Convocou todos da sala mesmo a contra gosto de Chloe que ficou achando que eles iriam fazer algo na saída do hospital, ficando a creditar que teria conseguido os fazer desistir da idéia, quando na verdade mudaram a festa parar a casa de Nino. Onde gritariam um grande “Surpresa” assim que os dois chegassem.

Todos estavam muito preocupados com o amigo e queriam muito o ver, já que no hospital eram barrados, e ela havia pensado em tudo.

A faixa, a comida favorita dele e ate o que poderia comer dentro desta lista por conta de sua dieta de recuperação; e claro algumas musicas para animar o ambiente.                        Tudo estava perfeito.
E tinha de estar.
 

E ao ver tudo isso Adrien não pode se sentir mais amado.

Ficar rodeado de pessoas assim era o paraíso para ele, mesmo em seu estado atual.

― Obrigado! ― A voz dele emanava tudo o que sentia com essa simples e singela palavra, e Marinette volta a sentir que seu cavaleiro perfeito seria o homem de sua vida; já viajando em imaginar como seria a vida juntos.

― Marinette? ― Alya a chama de volta a terra com um riso bobo nos lábios; sabendo que a amiga estava em outro planeta. Um que se chamava Adrien Agreste. ― Foco. ― Diz ao tentar ajudar a amida a escolher entre os dois. ― Precisamos conversar. ― Diz seria ao pegar a amiga de canto sabendo que os demais estariam muito distraídos na festa.

― Sobre? ― Mas Marinette tinha tantas coisas ocupando sua mente que realmente não compreende de qual dos assuntos Alya poderia estar falando; e esta por sua vez apenas balança a cabeça e continua a falar.

― Sobre você e um certo gatinho. Esta tudo bem mesmo entre vocês? ― A morena diz pondo as mãos sobre a cintura como se tivesse algum super poder em pressentir problemas.

E mais uma vez Marinette pensa em como conseguir a ajuda da amiga, abrindo um grande sorriso por essa ter se oferecido, já que morria de vergonha de iniciar tal assunto, não sabendo como falar sobre ou o que perguntar.

― Sim. Na verdade não estava; eu contei a ele que gostava do Adrien e ele ficou furioso comigo ate me bloqueou no celular que estávamos conversando. Tipo... nos compramos chip extras só pra conversarmos sem ter o risco de dedurar nossas identidades. Pelo menos ainda... ― Diz tentando evitar olhar na direção de Adrien que parecia muito entretido com todos para perceber que ela havia saído. ― Mas agora eu acredito que esta tudo bem. Mas eu não sei... Ainda não entendi por que ele ficou tão furioso comigo. Isso deveria ser fácil. Não? Você gosta de alguém e essa pessoa gosta de você. Então vocês vivem juntos e felizes. Não?

― Nossa... ― Por um segundo Alya não sabe como responder, mas logo acaba esboçando um riso de deboche sem querer. ― Você consegue ser muito fofa. Mas isso é um pensamento muito infantil. ― Diz seria ao perceber finalmente que deveria falar serio sobre relacionamentos com a amiga. ― Namoro, casamento, noivado e ate a sua parceria. Nenhuma relação é fácil de lidar. Não é como nos contos de fadas. Não é só um gostar do outro e fim. As pessoas são muito mais complexas. Tem manias. Etc. E você sempre vai ter de aprender a lidar com elas. O que faz uma relação ser boa é isso.

― Eu sei. Mas os meus pais...

― Já estão mega acostumados as manias um do outro. Já nós que estávamos começando uma relação não estamos. Você ainda pior, eu pelo menos tenho uns aninhos de namoro. ― Impõe ao checar se não eram escutadas antes de prosseguir. ― O período do inicio do namoro é o melhor por que ambos estão mega curtindo se conhecer e tal, mas vocês já se conhecem ou pelo menos tem um conhecimento prévio, que faz com que um espere coisas do outro. Pode ser ótimo ou trágico. O que vocês têm de fazer é sentar e conversar seriamente.

― Eu sei. ― Diz ao abaixar a cabeça. ― Marcamos para ter essa conversa cara a cara daqui a dois meses. E neste meio tempo vamos conversando e nos conhecendo melhor. Pra ter o que falar também.

― Entendi. Diferente. Mas entendi. Na verde pode dar certo. ― Alya diz um pouco pensativa sorrindo por fim e Marinette se alegra com a confirmação da amiga logo falando em voz baixa o que mais gostaria de a perguntar.

― Mas você e o Nino são heróis e levam isso na boa. ― Pergunta tendo total noção de tudo o que fazia agora que tinha realmente tirado um tempo para se analisar e a ele. ― Como fazem isso? Como pode dar certo? Vocês não surtam quando o outro esta em perigo?

― Claro que sim. Eu morro de medo de ele se ferir e ele de mim. Vivemos cuidado um do outro e isso é bom. E o Chat Noir sempre fez isso por você. ― Da de ombros. ― Você tem medo de que exatamente?

― De agir com ele como eu ajo com o Adrien. ― Diz com um fio de voz, queria a contar, mas não sabia se já poderia fazer isso.

― Relaxa amiga, isso é impossível. Não tem como você mudar seu modo de tratar o Chat Noir do nada. Você já sabe do que ele é capaz e do que não é. Confia e também se preocupa em um nível estável. Já com o Adrien você surta só por ele parar do seu lado ou te dar um oi a distancia. Enquanto que com o Chat Noir vocês se tocam e se agarram o tempo todo e você nem liga. Não tem como uma coisa virar a outra. Seria uma grande regressão no costume que você já tem como ele. Sabe? Você já esta mais à-vontade com um do que com o outro.

― Você esta certa. Mas é por que eu não sentia nada por ele. Eu também posso abraçar o Nino ou qualquer outro garoto da escola sem... morrer de vergonha. Mas... se eu gostar do Chat Noir e a nossa relação mudar? Você não se sente mais tímida perto do Nino depois que começaram a sair?

― Claro que sim. E ela vai mudar. Por que ele vai deixar de ser apenas um colega, mas nunca vai virar a que você tem com o Adrien por que você já fica mais à-vontade perto dele. Não tem porque ficar desconfortável ou surtar. Ou sente que vai e é por isso que adiaram a conversa? ― Diz preocupada e repensando como ela mesma tratava Nino. ― Bem... Sim e não. Eu não ligava nada, mas ele também não me tocava como hoje. E me sinto bem à-vontade com ele perto de mim ou ate seus toques. Você não sabe como é bom ficar aconchegada nele vendo filmes no sofá. ― Diz ao se lembrar que costuma se dentar entre as pernas do namorado o fazendo de puf, e as vezes ate se cobrem com um cobertor; corando levemente em se lembrar de uma coisa que para ela era tão meiga mas não tinha como descrever sem parecer um ato mais carnal.

― Não. Foi mais pela briga. Ele ainda esta bravo e não quer falar disso agora. Estamos nos resolvendo. ― Diz ao se encostar na parede do corredor, pensando se ela também conseguiria se manter tranqüila na presença dele depois de seu retorno.

― Entendo. Bem o que posso fazer é ir te ajudando. ― Diz ao abraçar a amiga. ― E eu simplesmente vou amar fazer isso! Sempre shippei os dois você sabe disso! Eu quero mesmo ajudar a dar certo. ― Sorri muito animada. ― Vocês foram feitos um para o outro!

― Obrigada... ― Diz muito envergonhada logo percebendo que Adrien se aproximava das duas. ― Opa. Oi! Como você esta se sentindo?

― Bem... Dolorido. Na verdade bastante dolorido. ― Ele sorri meio sem graça. ― Obrigado por organizar essa festa. Facilita conversar com todos e...

― E sanar suas curiosidades. ― Alya completa ele ri sem graça e Marinette não consegue deixar de babar mais um pouco neste sorriso tão ingênuo e envergonhado dele. ― Eu ouvi uma delas um pouco por cima. Mas o que você vai fazer? Já pensou? Depois de se formar sabe. Vai voltar as ser modelo?

― Bem.. não... ― Ele responde ao desvira o olhar sem querer e logo Marinette intervém sabendo que era um assunto delicado.

― Ei sabe a coleção? Eu estava vendo os tecidos de acordo com o caimento. Você acha mesmo que seu pai teria tudo isso e nas cores que precisamos? O preto pode ser fácil de conseguir, mas vermelho com bolinhas pretas é complicado.

― Verdade. Eu sei que deve ter vermelho e verde também, mas acho que as bolinhas teríamos de... ou tingir ou costurar. ― Ele responde no mesmo momento estando muito mais interessado neste assunto no que nos demais.

― Não sei não. ― Marinette já torce o nariz para as idéias dele, e Alya estranha a amiga estar conseguindo conversar tão naturalmente com o loiro; ficando a observar e analisar tal conversa.
 

De fato os dois estavam bastante entretidos com tal atividade, deixando claro que era algo que realmente tinham interesse, mas isso não era novidade para ninguém ali. Então o que havia o corrido para ela ter essa mudança tão drástica próximo a ele? Será que era por estar gostando de outro?

Alya não conseguia deixar de idealizar os motivos de tamanha mudança de atitudes, Marinette realmente parecia tranqüila próximo de Adrien pela primeira vez da vida. Será que seu estado físico fragilizado ajudou? Ela perceber que ele não era um ser mágico perfeito? Que era mortal e falho como todo ser humano?
 

E logo um ou outro se arrisca adentrar a conversa e participar do debate; dando suas opiniões sobre as idéias de Adrien e as pontuações de Marinette; ficando muito curioso em ver a coleção completa ou pelo menos desenhada e logo a própria Marinette tem de ir ate sua casa buscar o caderno para poder voltar a debater e anotar tudo devidamente e Alya junto de Juleica se voluntariam a ir com ela.

― Acha mesmo que ele vai voltar ao normal? ― A mais alta questiona curiosa e muito preocupada com a parte psicológica da recuperação.

― Eu tenho certeza de que vai. ― Marinete diz com tanta convicção que Juleica sente ate pena da menor, ficando calada.

― O pai dele moveu mundos e fundos para ele ter os melhores cirurgiões. Ele pode muito bem ter seqüelas, mas nada que afete o dia a dia. Não é como se ele fosse um atleta. ― Alya completa afim de tranqüilizar a Juleica não percebendo que preocupava Marinette. ― Agora ele fará as cirurgias plásticas e voltara a ficar lindo como sempre foi.

― Faz sentido. Internamente ele já esta bem e fora de riscos, sendo que o pior de tudo é o movimento das pernas e do braço afetado. Certo? ― Juleica volta a comentar sem perceber como Marinete ia ficando. ― Ouvi falar que romperam coisas internamente.

― Sim ele teve uma perfuração em um órgão que não sei qual foi, e hemorragia interna. Mas se não precisou de uma troca é porque ele pode se recuperar. Já na perna não teve jeito tiveram de por uma chapa de sei lá que material. Pelo que a Chloe falou, é um material leve e forte para não dar diferença na vida dele. Só sei que é uma fortuna esse tipo de coisa. Realmente não é qualquer um que pode pagar pelo que o Gabriel Agreste conseguiu em tão pouco tempo.

― Verdade... Nessa hora tempo é mesmo essencial na recuperação. ― Juleica diz ao finalmente ver a reação de Marinete e a abraçar. ― Ele vai ficar perfeito! Não ouviu? O pai dele gastou no melhor que a medicina oferece. Tem um lado bom em ser tão rico.

― Você tem razão. Eu só... Não consigo imaginar como ele deve estar sentido dor. E mesmo assim esta ali, sorrindo com todos e falando de moda comigo. ― Diz pensativa e um tanto admirada; não conseguindo desvencilhar as vezes que seu feros e teimosos companheiro demonstrou as mesmas atitudes. ― Ele é mesmo muito...

― Forte. ― Alya diz com um sorriso.

― Impressionante. ― Juleica completa de sua forma e logo as três riem chegando à casa de Marinete onde ela rapidamente pega o caderno de desenho retornando a casa de Nino querendo passar o maximo de tempo que podia com ele.

 

Mas enquanto isso...

Kyoko chegava à festa.

 

Como agora era um membro da turma havia recebido o email comunitário que Marinette havia enviado, e sem saber dos sentimentos que sua “única amiga” tinha pelo seu “ex namorado” esta chega ao lugar afim de tentar conversar com ele de um modo apropriado.

A guardiã do miraculos do dragão tinha compreendido muito bem as motivações e sentimentos de Adrien, mas havia mantido certa distancia do mesmo por questão de respeito. Sabia como este estava a passar por problemas e apenas acatou ao pedido de “dar um tempo”. Mas agora estava muito preocupada com seu estado; tanto físico quanto o emocional.

Pode ver apenas pelos noticiários o que havia ocorrido com ele, isso bem depois do acontecido, se sentindo uma inútil por não ter ido o ajudar quando ele mais precisou dela.

Parou em frente à porta sentido o peso da culpa a impedir de apertar a campainha.
 

― Você veio! ― Juleica diz alegre ao perceber que a nova aluna tinha comparecido a festa.

Desde a primeira vista a moça parecia receosa e distante do grupo, e por conta disso a mais alta se alegrou em vê-la vir assim a uma festa da turma. A estrangeira de fato era tão reclusa em sala, tanto que nem ao menos puderam saber da relação que essa tinha tido com Adrien que não forçava um contato maior percebendo a distancia que a mesma tomava de si.

Mas Kyoko apenas não sabia como agir ali.

A sala era demasiadamente agitada e com toda certeza temia por ser mal compreendida e soar errado. Preferindo analisar a todos antes de agir. Mas esse dia era especial, e ela tinha de tentar se desculpar por não ter o ajudado.

{― Eu juro que não foi por cauda do termino. Eu estava concentrada nos treinos com minha mãe e isolada de qualquer forma de saber e...} ― Ela tremia ainda pensando em como conversar com ele mesmo sabendo que ele não sabia de seu segredo e mal ouviu Juleica a chamar.

― Ei. Esta tudo bem? ― A maior se aproxima percebendo o tremendo nervoso da jovem e que essa parecia se segurar para não verter lagrimas. ― Opa. Calma. Ele esta bem. Na verdade ele esta ótimo. Vem entra. Vê por você mesma. ― Completa ao tocar a campainha e ver que Alya possuía a chave da casa, dando uma olhada de leve para tal fato entrando com a estrangeira. ― Viu. Ele esta completamente fora de perigo. ― Diz com seu tom calmo e tímido como sempre, coisa que parecia acalentar a jovem nervosa.

― N-não é isso. É que... ― Ela logo parar de falar, estando muito nervosa para continuar. ― É que eu podia ter ajudado ele... mas não fiz nada. ― Diz com o corpo todo tremendo e Juleica não sabe como reagir, mas logo Alya vem e a acalenta.

― Ei. Não se culpe. Não é justo com você fazer isso. Acredite todos aqui queriam ter ajudado mais, mas estavam longe ou ocupados e não viram na hora. Você não tem culpa de nada! Aquilo foi um acidente terrível. A-ci-den-te. Isso quer dizer que não foi culpa de ninguém. O que importa é que ele esta bem agora.

― Mas… Somos ex namorados... Ele deve achar que não fiz nada por…

― É claro que ele não pensa isso! ― É a própria Marinete que a interrompe.

Não podia negar que a presença da segunda rival em sua classe foi algo que a incomodou imensamente. Os ver juntos doía profundamente em sua alma, mas tentava lidar afinal faltavam poucos meses para o fim do ano. E alem disso ele era mesmo a única pessoa ali que sabia falar o idioma nativo da estrangeira e a fazer se sentir melhor ali.

Mas a ver ali na porta da festa que “ela” organizou para “ele” era quase inaceitável.

Estava a planejar uma forma de a expulsar dali, ate que percebeu o estado mental da garota que nem sequer cogitou a linha de raciocínio dela; logo se sentindo mal por a pré julgar desta forma. Afinal ela sabia muito bem o tipo de vida que a estrangeira tinha e que realmente não poderia estar lá aquele dia, e assim como ela, esta deveria estar se culpando por não ter usado seu miraculos para ajudar o ex namorado que realmente poderia ter morrido ali; afinal nem mesmo no acidente ou no ataque ao hospital ela tinha conseguido comparecer.

Sorriu por fim finalmente sentindo o ciúme que sentia desta se esvair de seu corpo; como uma energia ruim que era expurgada para longe se sentindo ate mais leve.

― Adrien nunca exigiria nada disso de você. E sei que ele ficara feliz em te ver hoje. ― Diz com um amargor na garganta, mas lutando para ser uma “pessoa melhor” e deixar suas manias ciumentas de lado para assim provar que poderia ficar junto dele.

― Obrigada Marinette. ― E o sorriso sincero da outra simplesmente a acerta como uma espada, comprovando como a loucura de ciúmes era algo de sua cabeça e estava prestes a tratar uma moça inocente mal sem motivos.
Kyoko já estava mal por si só e não precisava de um ataque.
 

― Adrien. Olha quem veio te ver. ― Diz ainda com o gosto amargo do ciúme em sua boca, preenchendo seus lábios de forma as palavras soarem estranhamente pesadas parar os demais.

Mas o jovem espirituoso se vira curioso, se espantando brevemente ao se deparar com a tímida e receosa Kyoko, mas logo abrindo um sorriso.

― Não precisa ficar assim. Viu. Estou bem. ― Diz saudoso ao se aproximar da ex namorada deixando os demais um pouco curiosos de qual era a relação dele com a novata da sala que não falava com ninguém, nem mesmo com ele.

Mas antes que qualquer um ali pudessem perguntar qualquer coisa, os dois saem de canto para conversar, o que deixa Marinette ainda mais possuída pelo ciúme.
 

― Calma amiga. Você esta bufando e batendo o pé. ― Alya pontua ao se aproximar a entregando um copo de suco. ― Não é como se ele fosse voltar com ela agora. Não acha? E mesmo assim... Você já tem o Chat Noir certo? Lembra.

― Eu sei. O que eu sinto não obedece à lógica ok. Eu só sinto. Pode me deixar em paz um pouco? ―Marinete a responde de atravessado querendo sair daquela sala, não querendo ficar perto de ninguém naquele momento.

― Tudo bem. Só... Tenta se acalmar. ― Alya diz ao simplesmente se virar e voltar à festa deixando a amiga sozinha um pouco para respirar.

Mas Marinette estava certa. O que sentia não era racional, só não sabia como resolver isso. Como tirar tais sentimentos ruins de si? Como ser menos possessiva com ele?

Rodou e rodou e achou melhor sair para dar uma volta enquanto eles conversavam e voltar depois; ficando na causada um pouco a refletir.
 

― Bem. Vou sentir falta das suas loucuras. ― O Kwami negro diz ao pousar em seu ombro como se despedisse. ― Fomos uma dupla estranha. E já esta mais do que na hora de voltar para o *&¨% e conversar com a Tikki. ― Ele diz sem se importar com a maldição que o impedia de dizer o nome de seu humano logo voando para dentro da festa onde encontraria com a pequena kwami joaninha não esperando pela resposta de Marinette, que na verdade não tinha nada para dizer.

Concorda que já estava adiando de mais essa troca.

Ficou a bufar e pensar no que Adrien e Kyoko poderiam ter tanto parar conversar em particular, e simplesmente para se distrair resolveu ir ate onde os Kwamis tinham ido para conversar em escondidos.
 

A casa de Nino não era gigante, e todos estavam distribuídos entre a sala e cozinha, deixando que Adrien e Kyoko conversarem tranqüilos no quarto que ele ficaria, coisa que a enlouquece de raiva. Imaginar “seu Adrien” com outra garota no quarto, era o cumulo. Mas tenta ser racional e se distrair com o papo dos Kwamis que se escondiam na lavanderia, lugar que realmente não havia motivos para ninguém ira naquele momento. E ela se recosta sobre a porta de acrílico sentando se no chão para ouvir a tudo e se distrair de seus pensamentos assassinos em relação à inocente Kyoko.
E também...

Ela precisava confiar em Adrien de que ele não a trairia por ai.
 

[― Você tem razão já esta na hora. ― Ela pode ouvir a voz de sua parceira soar um pouco desistente. Pelo jeito tinha perdido parte do inicio do debate. ― Mas eu me preocupo do que você pode fazer com o que sabe.]

[― Eu não vou o contar. Ate por que eu não posso. A maldição nos impede, mas eu sei quem é o Hawk Moth! E isso não pode ser deixado de lado. Da pra fazermos algo finalmente! ― Ele diz exaltado e ela parece cada vez mais apreensiva.]

[― Plagg você tentou matar o pai do seu mestre na frente de todos. ― Impõe seria e com um tom baixo. ― Você não pode sair fazendo o que quiser assim. Sabe o que isso poderia causar? Você não iria matar só aquele humano. Mataria o *&¨e a *¨%%$ também e todos os outros humanos inocentes. Você precisa se conter.]

[― Esta certo. ― Diz envergonhado, mas ainda revoltado ao se sentar sobre a lava roupas. ― Eu só não agüento mais ficar esperando tudo se resolver. Eles...]

[― São jovens de mais para ter esse poder e responsabilidade toda, eu sei bem disso. Mas estão dando conta. É ate bom. Eles vão se acostumando a isso desde cedo. Fica uma coisa ate mais natural. ― Ela diz tentando ser animada e espirituosa, mas ele só a encara com um dos olhos mantendo o outro fechado.]

[― Esta bem. Mas você conseguiu fazer o que eu pedi? ― Ele corta brusco com um tom áspero e revoltado e ela o olha meio sem graça não sabendo como o responder.]

[― Sim. Eu o avaliei como me pediu. E acredito ter encontrado a fonte de todos os problemas. Ou melhor as fontes. ― Diz ao pousar no mesmo móvel que ele e Marinette presta mais atenção ainda, finalmente conseguindo deixar de lado sua raiva. ― Ele tem completa noção de suas obrigações sociais, e que é uma pessoa que possui muitas vantagens não se vendo no direito de reclamar o que o faz se sentir sufocado e preso. Tanto pelos valores sociais impostos como condutas e obrigações quanto pelo que ele mesmo espera de si mesmo.]

[― Um... A primeira parte eu entendi. E acho que entendi a segunda. Você diz sobre o pai dele certo? Mas o cara é maluco. Acredite em mim!]

[― Bem o foco não é as outras pessoas e sim ele. Acho mesmo que ficar aqui pode ajudar muito. E o que $$%& fez de o dar idéias do que ele pode fazer da vida também esta o ajudando a ter mais perspectivas. Ele é bem mais forte do que você fez parecer.]

[― Se você diz.]

[― Eu nunca o vi ter reações exaltadas que indiquem um problema maior. A minha parceira sempre se exalta, e eu consigo ver bem o que causa cada coisa. ― A pequena diz pensativa, queria acreditar que tudo daria certo; mas se preocupava com todos a seu redor.]

[― Na maioria das vezes é algo com o meu humano. ― Ele debocha e Marinette torra de vergonha por ser vista dessa forma pelo kwami negro.]

[― Verdade. Mas não é só isso. Ela se empenha muito sobre coisas que quer para seu futuro, vara a noite estudando para provas e para dar conta de seus planos.]

[― Isso é legal. O com o meu, eu sinto que tudo que ele faz é imposto e não tem nada que ele faça por que quer realmente. A não ser, ser o Chat Noir.]

[― Isso é verdade. Mas ele esta se descobrindo. Meio tarde para um humano, mas esta. ― Ela diz um pouco saudosa. ― Ele vai ter a ajuda da minha humana. Ele gosta muito dela e agora que ela descobriu sua identidade pode ajudar mais. Alem de ele ter muitos amigos. ― Diz animada torcendo pela felicidade dos dois. Já estava a tanto tempo acostumada em ver os sentimentos de ambos em silencio que ate começou a torcer por eles.]

[― Mas ele é uma pessoa muito fechada. Tanto para o que pensa tanto para o que sente.]

[― Eu sei. Mas acredito que o amor pode dar um jeito nisso!]

[― Ai ai. É mesmo um docinho. ― Murmura sorrindo e logo ficando serio. ― Então desta vez.. quer os ajudar a ficar juntos?]

[― Ai! Eu sabia que você estava armando algo! ― Mas ela por sua vez grita. ― Você sabe muito bem que... ― Mas o olhar pedinte dele a derruba. ― Isso não vale!!! Eu não posso ser a única a seguir as regras. Acha que eu também não sofro com isso?]

[― Tem que haver uma forma... Isso é uma maldição terrível.]

[― Eu sei...]
 

Com isso Marinette sorri explosivamente.

Ate os Kwamis estavam a torcer por eles e aprovando o fato de ela já saber o segredo dele.

Só precisava o ajudar a superar essa coisa com o pai e poderia o revelar tudo o que sabia.
E claro... Contar com a ajuda de Alya e Nino para não cometer nenhuma gafe.

Não via à hora de o tempo de recuperação dele terminar e ela poder conversar e resolver logo tudo isso. Resolver de uma vez o que os impedia de ficar juntos; seus ciúmes e surtos emocionais um pelo outro; e este detalhe sobre seu pai.

Pois apesar de ele estar ali na sala ao lado ela não conseguia falar com ele. Não tudo o que precisava o dizer.
Mas do que eles estavam falando?

Eles queriam os ajudar a ficar juntos? Que maldição é essa que estavam citando e por que falaram “desta vez”? Será que é algo que envolva seus mestras anteriores?

[― Irei ajudar ela com o que ela precisar para o ajudar e como. ― Tikki diz ao querer voar de volta a sua humana. ― E Você... Acho mesmo que pode deixar a entender que sabe coisas. O preparar para o pior. Mas não conte de uma vez. Isso pode ser um choque grande de mais.]

[― Entendi. ― Faz uma saudação de exercito. E marinete não sabe se era por zombar ou levar a serio, e sai voando através das paredes para seu mestre que estava a conversar com Kyoko.]


 

― Esta tudo bem. Eu fico feliz que esteja gostando do colégio. ― Ele diz por fim percebendo que a garota ainda parecia se sentir mal.

Kyoko havia se desculpado por não ter ido o visitar mesmo com ele explicando que não teria como o fazer de qualquer forma, e que essa era a primeira vez que todos estavam o vendo.

Mas ela não tinha como se desculpar pelo o que mais a afligia sem contar seu segredo e trair a confiança de Ladybugg.

― Então... podemos voltar a ser amigos? ― Diz por fim tímida, imaginado que ele ainda iria querer manter uma distancia dela, sem saber se ela mesma queria essa distancia ou não.

Na verdade sentia falta dele.

De conversar e passar um tempo junto. E mesmo que o termino tivesse doido, doía ainda mais perder esse contato.

― Claro! Sinto falta dos nossos papos! ― Ele diz alegre e ela cora no mesmo segundo por sentir o mesmo, e justo neste segundo Marinette retorna vendo a conversa.
 

― Opa. Desculpa. Não quis atrapalhar o casal. ― Diz sem conseguir esconder a tremenda raiva que sentia. E Adrien se incomoda imensamente com o comentário.

― Nossa... ― Acaba por deixar o comentários soar revoltado, logo virando sua cadeira de rodas e saindo dali, pois não era de seu normal esboçar tais emoções. Mas aquilo havia o incomodado.

― Desculpa. Não foi por mal. ― Ela diz ao voltar, percebendo que desta vez tinha o irritado profundamente já que ele realmente não reclamava em voz alta assim.

― Esta tudo bem. O assunto já tinha terminando mesmo. Vou pegar uma bebida. ― Ele acaba soando mais áspero do que gostaria, saindo dali parar se acalmar e poder conversar com ela melhor depois.

― Nós... somos ex namorados. ― Kyoko verbaliza envergonhada em um tom baixo, tentando explicar a reação dele a amiga. ― O termino foi há pouco tempo e... Estamos tentando voltar a ser amigos. Sei que foi só uma brincadeira mas... As coisas ainda não estão nesse nível.

― Ai. Desculpa eu não sabia mesmo! ― Mente tentando parecer mais tranqüila do que estava, ficando feliz em ouvir que eles queriam manter as coisas na amizade. ― Mas... Eu nem sabia que estavam namorando. Posso saber por que terminaram? ― Diz na cara lavada, aproveitando que ela a via como uma boa amiga se mantendo distante da sala a permanecer ali no corredor.

― Bem... Desculpa eu não ter contado. Namoramos por um bom tempo na verdade. ― Ela diz bem sem graça a olhar para qualquer lugar menos para Marinete. ― Mas ele terminou. Disse que não podia mais continuar comigo. Que gostava de mim de mais para fazer isso comigo.

― Fazer? O que? Ele te traiu? ― Diz realmente preocupada.

Não conseguia conceber o por que de tantas pessoas diferentes pintarem um quadrou ruim de seu príncipe perfeito a cada momento. Sempre com acusações contrarias ao que ela imaginava sobre ele, sempre algo novo e completamente atordoante que a obrigavam a refletir.

Ela já tinha entendido que ele não era perfeito apesar de não sentir isso quando via seu sorriso e ficava próximo dele sem o traje. Mas sabia. E a todo momento tinha de refutar o que as pessoas a diziam sobre eles.

― Pra ele sim. ― Mas a própria estrangeira se refuta e ela se acalma, voltando a conseguir respirar. Não saberia o que fazer caso Adrien fosse o tipo de homem que trai. ― Disse que não podia continuar com uma pessoa amando outra. Que era errado. Que sabia que era errado, mas estava tentando seguir em frente comigo, mas que não estava funcionando. Então que o correto seria terminar.

― Nossa... ele focou com você pensando em outra? Que desgraçado! ― Diz tentando ter a mesma reação se estivesse falando sobre outro garoto com uma amiga; mesmo achando a atitude dele linda.

― Não vejo assim. Eu... Sabia que ele gostava de alguém. E estava com o coração partido quando começamos a sair. E... Sei que ele só estava tentando. Não é como se eu fosse um estepe.

― Foi exatamente isso. E agora que ele vai ficar com a outra te largou.

― Ele não me largou por que vai ficar com ela. Ele disse que já aceitou que ela nunca vai dar bola pra ele. ― Kyoko diz ao a olhar nos olhos, e Marinette para pra fazer as contas realmente constatando que o termino deles foi antes de ela voltar no tempo. ― Pelo que sei ele planeja ir para bem longe daqui. Disse algo como “fazer o que gosta, mas longe dela”.

― Acho que entendi.

Marinette ficou sem saber o que dizer.

Isso havia sido há meses.

Bem antes de ela ter trocado de Kwami e muito provável esses planos radicais fossem o motivo das preocupações do Kwami negro.

― Kyoko. Desculpa te perguntar isso... mas. ― Sem pestanejar ela sai falando o que estava em sua mente, logo se dando conta disso e não tendo motivos e nem como desistir de suas perguntas. ― Como namorada dele por tanto tempo você tem mais chance de saber muitas coisas. E eu estou preocupada com ele. A Chloe me disse umas coisas. Ela acha que ele...

― Parece suicida? Sim ela já me disse a mesma coisa. ― A estrangeira diz convicta sabendo bem do que a amiga falava, mas Marinette ia perguntar sobre ele ser violento e não suicida. ― Isso foi há um ano. Ele esta bem melhor agora. Foi uma crise. ― Kyoko diz ao se afastar mais da festa afim de revelar os assuntos sombrios do passado a amiga em comum que parecia se preocupar muito com ele, indo ate a lavanderia. ― Ele estava com muita coisa na mente de uma vez. O pai dele tinha enfiado ele em um novo desfile e enchido a agenda dele de compromissos, o impedindo de me ver ou a seus amigos. Os ataques do Hawk Moth deixavam todos com medo de acabar sendo akumatizados e ele estava constantemente estressado e com medo de acabar sendo uma vitima e fazer mal a alguém. Eu não sei por que não confiava que a Larybugg e o Chat Noir podiam o salvar, mas ele dizia que não podia se deixar ser akumatizado. Então tomava remédios.

― Nossa! Eu... Não imaginei nada disso!! Ele parecia mesmo abatido nessa época, mas eu imaginei que fosse excesso de estudo. ― Ao ouvir aquilo ela não podia se sentir mais burra. Se ela mesma explodia com tantas obrigações, não conseguia sequer imaginar como ele ficava com as dele. ― Ele falou que estava trabalhando a mais e estudando coisas novas.

― E era isso mesmo. Eu só me preocupava com os remédios que ele tomava. Mas depois do que ouve ele não tomou de novo. E passou a fazer atividades físicas para se desestressar. Bem ate o pai dele descobrir e tentar o impedir.

― Por que ele o impediria?

― O pai dele insiste que ele tenha um tipo físico especifico e as aulas de combate corpo a corpo estavam fazendo ele ganhar massa física.

― Mas se o pai dele quer que ele seja bonito isso não é bom?

― O pai dele quer que ele tenha o que chama de “beleza limpa”, ele não quer algo sexy, gosta que o filho tenha um tom puro.

― Isso não vai durar pra sempre. Ele tinha isso por ser jovem. Eu acredito que ele vai ser um homem lindo quando ficar mais velho.

― De fato. Mas o pai quer que ele seja mais como ele é: magro e esquio já que também puxou a mãe que tinha esse mesmo perfil. Mas o Adriem prefere fazer exercícios e ganhar mais força física e melhorar suas habilidades. É algo que ele realmente parece gostar.

― Eu “realmente” não tenho nada contra. ― Marinette acaba soando meio safada e Kyoko percebe.

― Nem eu. ― Brinca. ― Mas falando serio. Ele não tem nada de suicida. Eu entendo o medo que a Chloe tem. Mas aquilo foi um incidente causado por remédios não receitados.

― Você pode me contar o que aconteceu?

― Verdade. Você não se lembra. Foi a LaddyBugg quem o encontrou e salvou. ― A estrangeira diz tranqüila a se lembrar
E enquanto Kyoko falava, Marinette simplesmente mergulhava em suas memórias.

Como pode se esquecer daquilo?

Tinha sido tão assustador e mágico.

Mas de forma alguma ligaria aquele ocorrido ao que estava passando hoje.
 



 

Ela havia acabado de “desistir” de Adrien Agreste e escolhido se entregar de vez a uma relação com o irmão mais velho de sua colega de sala e amiga Juleica e ainda estava a conhecer melhor o misterioso garoto.

Outro detalhe era que as meninas de sua sala estavam em um surto pela escolha dela em se envolver com um garoto tão mais velho já que esse estava formado na escola; e Marinette se distraia muito conversando sobre sua relação com as amigas, que queriam saber “tudo”, mantendo seus pensamentos focados em Luka e longe de Adrien.

― Ele beija bem?

― Ele já tentou pegar no seus peitos?

― Ele fala sobre fazer sexo?

E isso realmente a distraia muito.

Mas Luka era um garoto bastante respeitoso e compreensivo e para apartar todas aquelas perguntas que ele já previa que seriam feitas propôs um pequeno passeio onde ele iria com os amigos da irmã para os conhecer melhor.

A idéia era simples.

Pediria emprestado a lancha de sua mãe e sairiam para nadar um pouco em auto mar, voltando na mesma noite.

E lógico que todos ficaram muito empolgados e felizes, menos Marinette que temia por deixar a cidade sozinha mesmo que fosse por uma única tarde. Mas se tudo aquilo era por ela... não podia ficar de fora. Podia?                Estava tão complicado decidir isso que acabou sendo o que mais marcou em sua mente.

Mas por fim acabou indo.

Alya e todas as demais insistiam tanto que não conseguia mais desculpas para negar.

― Você vai ver. Vai ser um dia incrível! Sair um dia não mata; e tudo que você disse que tem pra fazer eu te ajudo depois de voltarmos. Juro! ― A morena dizia ao literalmente empurrar a menor para dentro da embarcação, enquanto Marinete olhava a seu redor procurando desesperadamente uma nova desculpa para não ir.

― Ela também esta dando trabalho? ― Nino diz ao ver as duas chegando, estando claramente a segurar Adrien dentro da embarcação. ― O que vocês dois tem contra passar “um dia” do fim de semana, com seus amigos?

― Você não entende.... Meu pai vai ficar furioso... ― Adrien murmura em tom baixo a segunda parte de sua reclamação, mas era o suficiente para Nino ouvir.

― Para com isso! Serio! Cansei de verdade!

― Se você cansou imagina eu? Mas é verdade o que quer que eu faça? ― A pergunta do loiro instiga milhares de respostas que o moreno cogita dizer.

― Olha cara... Unf.. ta foda. Mas eu juro pra você que vou dar um jeito nessa merda. ― Nino diz convicto ao por a mão no ombro do amigo e logo perceber que Luka fazia a contagem para ver se todos que iriam vir tinham chego para poderem partir.

O lugar não era gigantesco, mas era grande o suficiente para comportar um pequeno festival então eles estavam bem à-vontade ali. A única preocupação era se tinha onde se trocarem; afinal de contas o objetivo não era ficar dentro da embarcação. E depois fariam um pikenike.

Alya tinha deixado a troca de roupas na mala e estava com seu biquine por debaixo da roupa que usava, mas Marinette teve de ir ate o quarto de Juleica para se trocar.

Lá ela aproveita para vestir o manto e tentar se comunicar com Chat Noir e dar um jeito em sua situação. Mas ao abrir o comunicador se depara com uma mensagem deixada ali desde horas atrás.

*-* Ola My Lady/ Tenho péssimas noticias. Hoje vou estar fora da cidade por motivos da minha vida que você não pode saber sem descobrir quem sou./ Eu tentei muito não ir, mas estava fora das minhas mãos./ Prometo que estarei de volta ate o anoitecer./ Por favor cuide de tudo./ Desculpa te deixar sozinha. *-*

Ela não conseguia acreditar não que havia lido.

Justo hoje?

Ficou furiosa com ele, mas não podem negar que ele foi muito mais responsável por avisar antes.

Saiu da cabine percebendo que estava em pleno mar.

Todos ali pareciam extremamente animados, olhavam a tudo muito felizes e alguns dos garotos debatiam sobre quem seria o primeiro a pular na água que com toda certeza estaria gelada, sabendo da estrema profundidade.

Mas antes que pudessem chegar a um veredicto alguém sai de uma das cabines passando por Marinette e saltando dentro do mar, desaparecendo em meio a aquelas águas tão profundas.

Ela por sua vez perde completamente o fôlego e o foco ao ver que se tratava de Adrien, deslumbrando a cena como se essa fosse em câmera lenta.

― Mano! O maluco é louco? ― Um dos rapazes questiona, mas ela não se importa com quem era.

― Poha! Não acredito que ele foi antes de mim! ― Kin diz ao sair da mesma porta com um tom animado pulando na água igualmente.

― Bem. Eu vou entrar. Você vem? ― Alya diz ao retirar sua blusa e quase matar Nino e os demais garotos ali do coração. ― Não vai dizer que não sabe nadar. Por que ai não tem nem graça ter vindo. Ainda acho que foi por isso que a Chloe não quis vir. Ela inventa moda, mas é isso. ― Comenta ao desamarrar o Short e o retirar e Nino engole seco com tal visão olhando feio para os demais que também babavam nas curvas fartas da morena. ― Vem! ― Diz por fim ao por as roupas em um canto e pular na água.

― Eu já vou. ― Marinete diz se sentando na beirada e vendo o sangue de Nino voltar aos lugares certos e esse sair para “brigar” com os garotos que ficaram olhando sua namorada, sem que ela pudesse ver tal cena.

― Maravilhoso não? ― Luka diz ao parar a seu lado se referindo ao oceano límpido, nem percebendo que a namorada babava no loiro que brincava de nadar e mergulhar como uma criança feliz.

― Muito... ― Diz completamente abduzida por aquela visão, se sentindo privilegiada. ― Digo. Parece divertido. Acho que vou ir lá brincar também. ― Responde ao se dar conta da gafe.

― Com esses dois? Você nada tão bem assim? ― Luka responde surpreso logo voltando e pegando uma bola de praia inflável e jogando para eles. ― Ei. Vôlei?

― Opa! Se perder já era em. ― Kin diz ao saltar e pegar vendo que Luka entrava na água sem se importar muito com esse risco.

― Vamos de Toque, é menos arriscado. ― Adrien diz logo vendo que Nino continuava na embarcação rindo um pouco por entender o motivo.

E assim o dia se foi.
 

Tikki e Plagg ficaram sentados sobre o topo de um mastro observado a todos curiosos e felizes, descendo apenas para comer algo escondido com seus humanos e voltar a xeretar as coisas; vez ou outra vendo coisas que não deveriam presenciar saindo do lugar no mesmo segundo.
 

― Ai. Cansei. ― Adrien diz ao se sentar ao lado de Marinette que se encolhe toda ao sentir o contato de leve de sua cocha com a dela.

Este ainda estava completamente molhado por ter literalmente acabado de sair de dentro do mar, e ela apesar de saca ainda trajava seu bikine estado coberta por uma camisa larga cedida por Luka.

― C-claro... você ficou no mar ate agora. ― Ela diz quase travada de vergonha tentando não olhar em sua direção, se virando e pegando a sua própria toalha que estava ali ao lado. ― T-toma.

― Obrigado. ― Ele diz ao enxugar o rosto e os cabelos, e ela aproveita este breve momento de cegueira pra o olhar mais atentamente.

De fato ficava lindo de sunga.

Era uma visão que iluminaria suas fantasias por um bom tempo.

― Você nada muito bem Marinette. ― Ele diz ao passar por ela e voltar a estender a toalha da garota não secando o restante do corpo com ela, evitando ser mal educado. Olhando para Nino que tentava convencer a namorada aceitar a canga de Juleica emprestada, rindo um pouco da sena. ― Quem diria que o passeio teria um show não? ― Brinca e Marinette nem se da conta do claro sorriso de Chat Noir em seus lábios.

― B-bem a Alya é uma pessoa de personalidade forte. ― Ela diz tentando manter um assunto com ele sem o encarar muito.

― De fato. Mas eu não sei... Você ficaria brava se o seu namorado te pedisse para por uma canga? ― Ele pergunta inocentemente olhando a discussão acalorada dos dois namorados. ― Eu não sei como eu agiria. Não parece ter nada de errado no biquíni que ela esta usando também.

― Eu acho que eu ficaria incomodada por ele me pedir isso. É o tipo de coisa que soa como uma dica de que o cara vai querer mandar em você. Mas eu não iria querer o deixar desconfortável ou com ciúmes se ele percebeu que os caras estão olhando pra mim. ― Ela tenta o responder o mais natural possível, afinal era um assunto complicado de se ter justo com ele.

― Entendi. O Nino só fica um pouco inseguro, acha que ela é muita areia pra ele... Ops! Eu não disse isso. ― Ele para de dizer ao tapar a própria boca e ela apelas ri.

― Tudo bem. Eu não conto. ― Ri.― Mas eu entendo essa proteção quando se esta em um lugar publico, onde pode acabar chamando atenção errada. Mas aqui só tem amigos.

― Acho que ele não quer dar propaganda...

― A Alya não vai trair ele!

― Mas pode terminar se achar alguém melhor. ― Da de ombros. ― Um.. Acho que eu sei qual seria a minha reação. ― Diz pensativo. ― Porque quando a Chloe usa uma biquíni muito chamativo eu cubro ela. Mas não é algo que eu faço por que quero mandar nela, é uma coisa tão automática que não sei explicar por que faço isso. ― Diz um pouco envergonhado em assumir que sentia ciúme da amiga exibir o corpo assim. E Marinette não sabe o que pensar sobre isso. Imagina que no fundo ele possa realmente gostar dela romanticamente; quando na verdade não passava de uma proteção de irmão. ― Então eu acho que também acabaria cobrindo a minha namorada sem perceber. Mas não imagino ela usando nada chamativo. No maximo um maio como a Juleica.

― Mas você esta chamativo. Isso não é injusto? ― Ela diz por intuito e ele se olha dando um sorriso sapeca e ela cora forte tendo de sair dali. ― Droga! O que você foi falar pra ele? ― Esbraveja contra si mesma esmurrando a parede. ― O que ele vai pensar de mim?
 

― O que quem vai pensar? ― Mas justo Luka é quem ouve seus lamentos e ela empalidece.

Não podia de forma alguma ficar babando em outro estando comprometida. Tinha resolvido desistir dele uma vez que sabia que ele amava uma outra pessoa.

― É que... Eu estava conversando com o Adrien sobre os nossos amigos! ― Ela diz gaguejando muito. ― Ele estava perguntando como eu reagiria se o meu namorado agisse assim e estava pensando como ele agiria e eu acabei falando que ele estava com um traje meio impróprio e chamativo de mais... Eu... Eu não sei o que ele vai pensar de mim! Será que vai achar que sou uma pervertida? ― Diz muito nervosa, mas não queria mentir parar ele.

Sabia que podia conversar sobre tudo com ele.

― Bem... ― Mas ele corresponde ao olhar para a direção de onde o louro estava. ― Vocês são amigos a um bom tempo e esta tudo bem conversar sobre o que acha da relação dos seus amigos em comum. Alem de tentar saber como vocês agiriam na mesma situação ou na do outro. E brincar e falar do outro assim, duvido que ele veja qualquer maldade nisso. Mas... ― Diz ao voltar a olhar para ela. ― É bem provável que ele saiba que esta com um traje que chama muito a atenção. Já que foi o único a vir de sunga. Acredito que ele goste disso. De chamar a tenção para si e seu corpo. Entende?

― Eu não acho que ele seja esse tipo de pessoa. ― Ela diz, mas ele põe a mão em seu ombro.

― Ele é. ― Diz de uma única vez logo seguindo a seu quarto para tomar um banho, tirar o sal do corpo e se trocar. ― Não ponha as pessoas em pedestais. Isso pode te trazer muitas decepções e nem vai ser culpa delas.
 

Com isso ela se põe a pensar.

Se já tivesse prestado atenção nestes detalhes naquele dia.

Coisas que ele já havia demonstrado, mas ela quem não quis perceber.
 

Então parou parar tentar se lembrar do maximo que podia do final daquele dia.

Se sentou no chão no corredor da casa de Nino e se pois a refletir.

Tentar ver os ocorridos daquele dia por outra perspectiva.
 

Pois naquele dia ela estava nervosa de mais por ter visto Adrien de sunga, e ficar bem entretida com isso sendo comprometida com Luka e estar ali justamente para o apresentar a seus amigos.

Todos se divertiram muito no mar durante todo o dia, parando apenas para comer algo e por conta disso Luka precisava descansar um pouco antes de voltarem, então nada mais justo de eles esperarem um pouco.

Então todos ficaram dentro da embarcação se dividindo entre a sala e o quarto de Juleica a conversar sobre trivialidades, de uma forma natural entre meninos e meninas já que todas elas se trocaram no quarto da amiga e ficaram por ali mesmo a conversar.

― Nossa o seu irmão é mesmo muito legal. ― Alya diz ainda a secar os cabelos vendo que Marinette era a ultima a se banhar e que a amiga estava parecendo estranha, mas achando melhor dar o espaço dela. ― Fico ate feliz que a Marinette o conheceu.

― Verdade. Eu só espero que de certo entre eles. ― A mais alta comenta preocupada com o coração do irmão já que sabia que o da Marinete já tinha dono assim como seus pensamentos e alma; e este estava sempre em sua vida. Tendo completa noção dos olhares que a moça ainda dava para Adrien.

― Não tem por que não dar. ― Alya insiste no pensamento positivo, mesmo que percebesse o estado aéreo da amiga.

Aproveitando então que a maior saia para preparar pipocas para o grupo comer antes de voltarem para se recosta sobre a porta do banheiro afim de conversar melhor com a amiga.

― Esta tudo bem garota? Morreu ai? ― Brinca afim de não ir direto ao assunto.

[― Já vou sair! ― A voz da amiga parece ser de alguém que havia tomado um susto e assim Alya espera mais alguns minutos antes de insistir no assunto.]

― Precisamos conversar. Posso entrar? ― Impõe com um tom de voz tão serio que Marinette não consegue negar, abrindo aporta de leve e fazendo sinal para que essa entrasse.

― Acho que você não precisa ficar tão brava com o Nino. Falei com o Adrien e entendi o lado deles... Pelo que entendi o Nino só agiu por intuito. Ele viu que os garotos estavam te olhando muito e quis te proteger. ― Comenta ao vestir a blusa e ir pentear os cabelos passando o creme de pentear.

― Eu não vim falar da minha relação e sim da sua. A minha esta ótima. ― Diz ao se sentar sobre a pia ao lado da amiga.

― O que?

― Você passou o dia “olhando” o Adrien. Não tinha como disfarçar. Tem certeza que esta pronta parar namorar alguém? Que o esqueceu?

― Difícil esquecer alguém se a pessoa não sai do seu lado. ― Assume cabisbaixa. ― E você viu como ele estava?

― Vi. Mas “eu tenho namorado” e “você também”. ― Bronqueia. ― Marinette. Eu só quero o seu bem. Sempre vou te apoiar, mas você tem que me contar o que se passa na sua cabeça. O Luka é um cara muito legal e irmão da nossa amiga. Você não pode usar ele de estepe e brincar com ele assim. Ele não merece isso.

― Mas o que você quer que eu faça?

― Que ao menos descida o que quer.

― Eu já me decidi. Eu juro pra você. Eu desisti do Adrien! ― Dizer tais palavras doía e fazia um nó fechar em sua garganta, mas sabia que precisava dizer isso mais vezes ate se acostumar com a idéia de que não o teria. ― Só esta difícil conviver com ele. E hoje ele pegou pesado.

― E o seu banho demorado nada tem haver com isso... ― Fala maliciosa e Marinete cora forte. ― Hahaha! Fala serio!


 

Enquanto isso o dia perfeito de Adrien era interrompido por uma ligação que ele sabia que cedo ou tarde iria receber; preferindo muito ter tal bronca depois de voltar. Mas sabendo que diluir tal bronca entre a ligação e o cara a cara era melhor, apenas se levantou e foi ate o lado de fora para falar ao telefone sem que ninguém o ouvisse.

Deixou os demais entre o jogo de cartas e saiu.

Apenas Nino percebeu a aura pesada que o amigo carregava ao sair e a mudança em seu olhar. Algo ali não estava nada bem, mas não seria nada educado ir o interromper naquele momento.
O daria apoio assim que voltasse.

Pensou em conversar com ele de canto durante a volta ou assim que retornasse da ligação e voltou a se concentrar na partida.

E em contra partida Adrien estava apenas a ouvir e ouvir o monologo de seu pai de como ele foi irresponsável saindo daquela forma. Nada que falasse iria o fazer parar de falar, ou o impedir de o castigar por isso.
Não podia nem mesmo ter um dia do fim de semana livre com seus amigos.

Não podia desviar uma virgula do inscripti escrito por seu pai.

Sentia algo ruim o dominar enquanto ouvia o mesmo discurso de sempre martelar em seu ouvido e a onde a única coisa que podia fazer ali ela emitir o mesmo ruído de submissão, não podendo nem mesmo dizer uma palavra sem ser fortemente repreendido.

Aquilo era sufocante.

Ia lhe tirando o ar aos poucos.

Sentia-se sortudo por Hawk Moth não ter feito nada o dia todo, mas sabia que nada iria o impedir de ser akumatizado assim que retornasse. Pensou no caos que iria causar caso isso ocorresse com ele, e como sua parceira teria de lidar com tudo sem sua ajuda. Como ela iria destruir o local do Akuma? E qual seria ele? E se ela esperasse por ele? Se contasse com sua ajuda?

Não conseguia imaginar e não conseguia suportar a idéia de se tornar um perigo para ela e as outras pessoas; apenas por não conseguir lidar com seu emocional.

Isso era normal.

Era a sua vida.

Então por que se sentia tão sufocado com ela? Por que estava ficando cada dia mais difícil viver dessa forma?

Andava pelo convés ao tentar se controlar e se manter focado. Deveria aproveitar o fim do dia e simplesmente aceitar as conseqüências por ter escolhido vir.

Olhava para o mar extenso e que foi sinônimo de liberdade para tantas pessoas enquanto ouvia as conversas exaltadas de seus amigos do lado de dentro da embarcação. Todos felizes. Enquanto ele não conseguia estar.

Sua alegria o deixava a cada dia.

Se obrigava a por um sorriso no rosto, pois afinal se não o fizesse tudo pareceria ainda pior. Mas a cada palavra de seu pai sentia o corpo tremer. Talvez fosse raiva. Não sabia dizer.

 

Marinette estava a conversar seriamente com Alya e explicar o que estava sentindo aquele momento, e como se sentiu quando ouviu do próprio Adrien que ele gostava de uma garota; como aquilo a destruiu por dentro e a fez ver que precisava seguir em diante. Alya só pode confortar a amiga que chorava compulsivamente.

Mas logo um som forte chamou a atenção dos ouvidos treinados das duas heroínas.

Marinette no mesmo segundo saiu correndo para fora da cabine, estando muito mais acostumada que Alya a agir rápido; percebendo que alguém havia caído na água, ela não pensa duas vezes e veste seu manto para resgatar a pessoa.
 

O barco podia estar parado, mas a correnteza da noite não era algo fácil de se lidar e ela sabia que a pessoa seria arrastada para longe muito facilmente.

Mas ele não estava preocupado.

Se sentia muito mais calmo com o frio das águas do mar o tomando. Muito menos sufocado por elas do que era por seu pai.
 

O traje marinho lhe dava vantagens e por conta disso ela consegue encontrar a pessoa e o pegar.

― Adrien!? ― Confusa e assustada com isso ela o leva de volta a embarcação onde Alya esperava assustada com o que havia descoberto. ― Eu já converso com você. ― Ela diz ao desfazer o manto assim que o põe de volta ao barco usando da força elevada que o traje tinha; logo se pondo a tentar o fazer voltar a respirar.

E ao ver a comoção lá fora todos vêm ver o que se passava, sendo o próprio Luka o único saber fazer o exercício de respiração e salvar a vida de Adrien.

― Que susto em. ― Ele diz ao ver o louro abrir os olhos e expelir a água ao tossir.

E todos ali tinham o mesmo alivio no olhar.

O susto tinha sido comunitário e para todos ali incluído para Marinette; aquilo não passou de um acidente. Adrien poderia simplesmente ter escorregado no convés molhado por estar distraído no telefone e caído no mar.
Mas agora ela sabia que não.

Chat Noir nunca cairia de um barco assim.

                                                                    Ele pulou.

 


Notas Finais


Dyryét--- > (Nossa. Era pra ter posto essa coisa do suicídio muito antes. Mas não estava achando lugar então tive de encaixar assim. Espero que não tenha ficado forçado de mais o por que de ela não ter se dado conta ate a Kyoko falar; vou ver de por mais detalhes deste dia em próximos capitulos. Bjs.)


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