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História É um mundo louco, louco - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Oieeee vamos levantar a moral de samwena pq esse casal sim tem sentimenros verdadeiros involvidos.
Boa leitura. Don't kill me. Deixem o feedback
xoxo

Capítulo 11 - Capítulo 11


Então finalmente nos deparamos com o ponto final

Eu consigo ver seus olhos naquela escuridão

Fingindo que está tudo bem

Mas existe um outro coração me consumindo

E é o meu

Promise not to fall-human touch

Novembro havia chegado e naquela manhã, Rowena acordou com frio, pegando um cobertor e se enrolando nele enquanto ia até a cozinha, mas apesar de Jody não trabalhar naquele dia, ela havia saído com Bobby para comprarem mantimentos e a ruiva sorriu, sabendo que os dois gostavam um do outro mais do que como amigos.

Ao terminar o seu chá matinal, a ruiva escutou alguém bater a porta e foi até ela, e apesar do frio que vinha de fora, seu corpo se aqueceu ao ver que era Sam, que carregava uma bolsa com o armamento e sorria ao vê-la.

"Bom dia Ro..." A mulher estava com a ponta do nariz e as bochechas rosadas do frio, enrolada em um cobertor e ele a achou muito fofa enquanto entrava na casa de Jody, dando um selinho em Rowena.

"Hm, bom dia Samuel..." Ela sorriu com aquele esplêndido bom dia com direito a beijo enquanto o guiava em direção ao sofá em frente a lareira erguendo uma sobrancelha, curiosa. "E o que você faz aqui tão cedo?"

"Então, o Dean quer ir treinar na floresta e te convidou para ir em uma hora, o que acha?" Ele perguntou, sentando-se no sofá de madeira cheio de almofadas e puxando-a pelo braço gentilmente, trazendo a ruiva para se sentar entre suas pernas e ela gemeu ao pensar no frio.

"Deve estar congelando na floresta..."

"Não se preocupe, eu vou te aquecer." Sam sussurrou em seu ouvido, envolvendo seus braços ao redor dela e Rowena sentiu o rosto esquentar com as palavras, o coração pulando uma batida e ela virou o rosto para ele, murmurando:

"É?"

"Uhum..." Ele murmurou enquanto corria seus lábios sob a pele gelada dela, aquecendo-a e a bruxa se virou para ele, ficando mais alta que ele, suas mãos em seus cabelos castanhos, acariciando-os enquanto fechava os olhos, seus lábios se partindo enquanto murmurava:

"Você se lembra que a Jody tem várias armas e é uma ótima atiradora, não é?"

Sam sorriu, pois havia encontrado Jody e Bobby juntos no armazém e a mulher lhe dissera que ele podia ir até sua casa, mas que não fizessem nada que não deveriam, mostrando o quão protetora ela era.

"Eu sei... Mas podemos ficar nos aquecendo um pouco no sofá, com beijos..." Ele sugeriu, seus olhos escurecidos e Rowena sorriu de lado, ainda com os olhos fechados, aproximando seus lábios e Sam fechou a distância em um beijo.

O cobertor caiu no chão, mas Rowena não se importava pois os braços de Sam que corriam agora por suas costas abraçando-a lhe aqueciam enquanto ela mordiscava seu lábio inferior, aprofundando o beijo, seus dedos se enrolando nas mechas dele.

O beijo era lento e as mãos grandes e quentes de Sam corriam pelas costas de Rowena em uma massagem, fazendo-a alongar-se sob seu toque enquanto suas línguas se tocavam, até interromperem o beijo em busca de ar.

A bruxa então deitou-se contra o peito de Sam, os lábios avermelhados do beijo enquanto sorria, recuperando o oxigênio e o caçador então puxou o cobertor para cima deles e a envolveu com os braços, descansando as mãos sob a barriga dela, vendo-a puxar um pouco mais o cobertor para ela enquanto aconchegava-se em seu peito e ele murmurou divertido, acariciando sua barriga:

"Você está sempre querendo ficar quentinha..."

"Humm, não é minha culpa se você parece um cobertor gigante me envolvendo." Ela murmurou sorrindo e franzindo o nariz e então admitiu: "Eu não consigo me imaginar sem você aqui comigo..."

"Eu também Rowena... e nem quero me imaginar sem você, meu coração bate por você, bruxinha..."

Mesmo com o frio que havia chegado, os monstros não davam tréguas e agora Dean, Sam e Rowena estavam na floresta onde o mais velho ensinava Rowena a atirar, o que estava sendo um pouco complicado.

Sam havia colocado alguns canecos sob pedras para servirem de alvo e, enquanto ele analisava algumas cartas de vilarejos próximos sobre suspeitas de seres sobrenaturais, Rowena e Dean discutiam.

Dean estava parado atrás da bruxa, ajeitando a posição do braço dela novamente, enquanto ela segurava uma pistola e ele revirou os olhos quando ela errou o alvo pela segunda vez e ela bufou frustrada em seu sotaque escocês.

"Isso aconteceu porque você não está mantendo seus braços na posição que te ensinei."

"Bom, ela cansa." Ela se defendeu com os ombros. "E posso ter errado o alvo, mas acertei alguma coisa."

"É, acertou meu cantil de cerveja que esqueci ali, obrigado." Dean disse, cobrindo o rosto por um momento, enquanto pensava em outra forma de ajudá-la a melhorar sua mira. "Você pode fazer melhor do que isso, é mais fácil do que fazer saquinhos de feitiço e essas coisas."

"Bem, obrigada." Ela disse, surpresa com o elogio e então, voltando a segurar o braço dela na posição correta, ele sugeriu:

"Olhe para aquele caneco e imagine que é alguém que você não gosta, como o Frederick. E atire."

Sam sorriu, balançando a cabeça com os dois que discutiam mas se gostavam e então abaixou as folhas, admirando o sorriso de Rowena quando ela conseguiu acertar o alvo e Dean ficou satisfeito, bagunçando seus cachos e sendo fuzilado pelo olhar dela, antes do mais velho se aproximar de Sam, agachando-se.

"Vamos Sammy, deixe esses papéis para depois e descanse um pouco, ou pratique com a gente."

"Ok, Dean." E Sam colocou os papéis no chão, aceitando a mão que o irmão lhe estendia e então pegou duas pistolas, entregando uma ao mais velho e sorriu de lado: "Competição, melhor de duas, o perdedor paga o jantar na taverna?"

Os dois trocaram um sorriso, e então Dean disse confiante:

"Se prepara para pagar as minhas tortas, maninho."

Rowena então se sentou sob uma pedra, envolvendo a capa ao redor de seu corpo, apoiando a cabeça sob as mãos que tinham os cotovelos sob as pernas para observar os irmãos e os dois conversavam enquanto carregavam as pistolas, antes de ela pegar um dos livros que Sam trouxera, mergulhando nele.

Dean que havia tido outro sonho aquela manhã, resolvera falar com Sam sobre isso, para saber o que ele achava, se realmente seriam apenas sonhos e se, ele acreditava em anjos.

"Ei Sammy, você já teve sonhos estranhos?"

"Que tipo de sonhos, Dean?" Sam perguntou virando o rosto para o irmão após dar o primeiro tiro, acertando o alvo, desconfiado e Dean revirou os olhos para ele.

"Não esse tipo de sonhos. Não quero que me conte sobre suas fantasias com a nossa cara ruiva ali." E então Dean ficou mais sério e Sam ao perceber que algo o incomodava, perguntou com a voz suave:

"São os seus sonhos que estão te incomodando?" E ao ver o mais velho confirmar com a cabeça, Sam apertou o ombro dele com a mão livre e, conforto, dizendo: "Você pode contar para mim, talvez falar sobre eles te ajude."

Dean suspirou, dando o tiro e acertando também, focando na pedra onde o alvo havia sido derrubado e começou a contar ao irmão sobre os sonhos que começara a ter com um anjo cujo rosto ele não conseguia ver, mas que sempre dizia a mesma coisa.

"... eu cai do céu para te conhecer." Dean terminou frustrado enquanto o irmão o escutava pacientemente e então, fitou o mais novo. "Você... acredita em anjos?"

Os dois irmãos então se sentaram na grama, após alguns tiros fitando o lago a frente deles e Sam lhe passou o cantil com café para o irmão, enquanto pensava em sua resposta.

"Se existem monstros ruins, acredito que anjos do bem também possam existir, já vimos todo o tipo de coisa incrível acontecer, então porque não um Deus, anjos?"

"É... talvez realmente haja um paraíso lá em cima." Dean disse, encarando o céu e dando um gole em seu café, pensativo quando então Sam sorriu, passando um braço sob o ombro do irmão:

"E talvez esse anjo que disse ser da guarda realmente esteja procurando por você em algum lugar." O mais novo podia ver o quanto Dean parecia tocado com esses sonhos e se realmente esse anjo era real, queria muito que ele encontrasse Dean, ele merecia ser feliz.

Uma hora depois, os três se preparavam para deixarem a floresta quando escutaram um grito de uma criança próximo de onde estavam e então, trocando um olhar eles correram em direção ao grito, passando por várias árvores e então se depararam com uma menininha de cabelos loiros encolhida contra uma árvore, segurando o braço que tinha uma mordida muito profunda e chorava assistindo a um rapaz de cabelos pretos em um casaco marrom claro no chão e por alguma razão, a imagem dele fez o coração de Dean pular uma batida.

Na direção dele vinha uma mulher que parecia tudo menos com uma, com olhos como fendas e uma boca cheia de dentes compridos e pontiagudos e preparava-se para dar o bote. Era uma vetala solitária.

Quando ela viu os três aparecerem, lhe deixando em desvantagem, ela deu a volta e começou a correr e Sam então removeu sua adaga de prata, correndo na direção dela antes que ela sumisse e gritou para Dean e Rowena:

"Levem os dois para a cidade, vejo vocês lá!"

Dean rapidamente se abaixou ao lado do rapaz caído, virando-o de barriga para cima e ele gemeu, abrindo os olhos que eram azuis devagar e por um momento, o caçador ficou paralisado, encarando o rosto suave do rapaz que agora via que deveria ter sua idade.

Os olhos de Dean se arregalaram, os lábios se partindo enquanto o coração acelerava ao encarar os olhos azuis dele que apesar da dor se iluminavam ao ver o caçador que lhe salvara e abriu um pequeno sorriso, colocando uma mão sob o ombro de Dean e murmurando:

"Obrigado por vir Dean..."

"Como você..." Mas Dean então balançou a cabeça, desistindo.

Milhares de perguntas vinham a mente de Dean que encarava o anjo, que estava sem asas que visitava seus sonhos por meses, mexendo com ele e por mais que quisesse respostas e também poder abraçá-lo com força e não deixá-lo se afastar, o caçador sabia que agora não era hora, haviam coisas mais urgentes a serem feitas, como cuidar dele e da garotinha.

"D-de nada, vem, vou te ajudar. Meu nome é Dean Winchester." Dean acabou respondendo, mesmo que o anjo soubesse seu nome e então ele passou um braço ao redor das costas do outro, ajudando-o a se levantar enquanto sentia seu corpo se aquecer com o contato de seus corpos e o anjo disse com a voz suave:

"Meu nome é Castiel."

Dean acabou sorrindo a contra-gosto porque finalmente pudera ouvir o nome dele em sua voz suave e baixa e ele correu um olhar rápido sob Castiel, perguntou preocupado:

"Você está bem? Ela te machucou?" Mas Castiel negou enquanto era ajudado por Dean, seu corpo parecendo se moldar ao do caçador, fazendo-o sorrir timidamente enquanto caminhavam até Rowena e a menina.

"Não, graças a vocês."

Rowena havia se abaixado de frente para a menininha, correndo uma mão sob seus cabelos loiros para acalmá-la e então, levou as duas mãos até o braço machucado dela, dizendo gentilmente:

"Ei... Eu vou apenas examinar o seu braço, ok? Logo a dor vai sumir."

"Ok..." A menina tinha parado de chorar e agora encarava a jovem com os olhos cheios de lágrimas mas, já não tinha mais medo porque a ruiva parecia uma boa pessoa.

"Ei, Rowena, como ela esta?" Dean perguntou enquanto se aproximavam das duas e os olhos de Castiel se arregalaram em preocupação ao ver a menina que ele cuidava como se fosse sua filha, desde que a mãe morrera.

"Claire!" Mas Dean o segurou com mais força com seu braço, impedindo-o de correr pois Castiel havia sido arremessado no chão e não deveria forçar e lhe disse gentilmente:

"Não se preocupe, a Rowena está cuidando dela."

E a bruxa sorriu, concordando e então ergueu uma mão sob o machucado da Claire, murmurando:

"Mahday, eelohtah sahn. Serloh, eelohtah."

Rowena repetiu as palavras algumas vezes e então lentamente a mordida da Vetala começou a se fechar e Claire enxugou o rosto com a mão livre, fitando Rowena admirada:

"Você é uma bruxa?"

"Sou, e esse é o nosso segredo, ok?" A ruiva pediu, piscando um olho e Claire concordou animada, abraçando-a:

"Obrigada!"

Dean sorriu para Rowena e então Claire se levantou, correndo até Castiel e o abraçando com força e o rapaz a envolveu com o braço livre, aliviado de ver que ela estava bem após ser atacada.

"Ah Claire..."

"Papai, que bom que o senhor está bem..." Ela murmurou enquanto ele acariciava suas costas e Dean o fitou surpreso ao ver que ela era sua filha e Castiel lhe deu um pequeno sorriso, murmurando:

"Tenho sido o pai dessa linda menina desde que ela tinha 4 anos... Eu a amo muito."

Dean ficava cada vez mais confuso e, mais atraído ao anjo, perguntando-se como era possível ele ter uma filha. Anjos podiam ter relacionamentos? E por que ele fora atacado e não conseguira se defender? Ele fitou o anjo que se apoiava sob ele e Dean então apertou o braço ao redor de Castiel, como se para protegê-lo para que não caísse ou sumisse de seus braços e então Rowena perguntou:

"Você está machucado? Posso ajudar..."

"Não, estou bem... Apenas um pouco dolorido da queda." Castiel disse, sorrindo agradecido a bruxa.

Rowena então segurou a mão de Claire, guiando-a para fora da floresta enquanto Dean ajudava Castiel mais atrás e o caçador agora sentia uma estranha sensação de conforto enquanto tinha um braço ao redor de Castiel, ajudando-o e sentindo o calor do corpo macio dele, sem saber que o anjo pensava o mesmo, sentindo o coração acelerar como nunca havia acontecido antes.

Minutos depois, Sam os alcançou para o alívio do irmão e principalmente de Rowena ao vê-lo bem.

"Está morta." Sam confirmou sobre a Vetala enquanto ia até Rowena, apertando seu ombro de leve e acariciando-o enquanto sorria para ela, vendo a preocupação por trás do olhar firme da bruxa e então ele disse de forma mais gentil só para ela ouvir: "Estou bem."

"Eu sei Samuel..." Ela suspirou, levando a mão livre ao rosto de Sam, limpando o sangue do monstro que havia espirrado nele. "Mas da próxima vez, deixe alguém ir com você, as Vetalas não caçam em pares?"

"Caçam, mas alguém deve ter matado a parceira dessa ali, pois encontrei seu corpo carbonizado." E então sorrindo, ele murmurou perto de seu ouvido: "E se algo sério me acontecesse, sei que você conseguiria me ajudar."

"É claro que sim..." Ela sorriu, suas unhas acariciando seu queixo, balançando a cabeça enquanto Claire olhava com curiosidade para Sam, que sorriu para ela então.

Sam foi até o irmão para ajudá-lo com Castiel que parecia bem, apenas cansado e abalado com o ataque e perguntou curioso:

"Vocês moram aqui em Dumfries?"

"Sim, o papai veio do céu para morar aqui com a gente ano passado." Claire respondeu com um enorme sorriso.

Dean e Sam se entre-olharam confusos, mas Castiel apenas sorriu, embora se sentisse um pouco nervoso e apertou seu braço ao redor do ombro de Dean um pouco mais e o caçador, sem perceber o trouxe para mais perto dele e os dois irmãos acabaram deixando de lado a estranha resposta, por Claire ser criança.

Naquela noite Sam e Rowena estavam sentados em um banco que havia do lado de fora da casa de Jody, uma vela no chão para iluminar o local e aproveitavam a privacidade pois não havia ninguém ali, era um local tranquilo.

Os dois estavam enrolados em um cobertor devido ao frio que faziam, mas era agradável ficar ali fora observando a tranquilidade do local e a lua e o rapaz tinha os braços ao redor da cintura de Rowena enquanto a ruiva apoiava a cabeça em seu ombro, segurando um caneco de chá quente em suas mãos, bebericando-o.

"Você tem certeza de que não quer um pouco? Realmente ajuda a se aquecer." Rowena perguntou sorrindo, olhando para cima e encontrando os olhos de Sam que, apesar de beber chá de vez em quando, preferia café, mas ao ver os lábios de Rowena enquanto ela dava outro gole, fitando-o ele balançou a cabeça de leve, sorrindo.

Uma de suas mãos estão foi para o rosto dela, um pouco gelado e o trouxe para perto, surpreendendo-a e lhe beijando. Rowena então fechou os olhos, seu corpo se esquentando tanto pela bebida quando pelo beijo que correspondia e Sam sorriu contra os lábios da bruxa, sentindo o gosto do chá de frutas vermelhas junto com o próprio gosto dela.

Rowena colocou o caneco sob o banco enquanto se virava para Sam, apoiando suas mãos sob seu peito, beijando-o com mais vontade e logo seus lábios se partiam para aprofundar o beijo e a mão de Sam que estava ao redor de sua cintura, massageava e lhe apertava, mantendo-a colada ao seu corpo.

Quando o casal interrompeu o beijo em busca de ar, seus rostos corados do beijo, Sam trouxe Rowena para cima de suas pernas, ajustando o cobertor ao redor deles enquanto a abraçava e a ruiva se encostou contra seu peito, satisfeita e Sam inclinou o rosto, beijando a bochecha dela e sussurrando:

"Essa foi uma maneira muito melhor para nos mantermos aquecidos."

Rowena o encarou surpresa e sorriu de lado, levando uma mão ao rosto dele enquanto depositava um beijo sob seus lábios e os dois ficaram assim por algum tempo, abraçados e trocando beijos tranquilamente.

"O que você fez lá na floresta, curar a Claire foi muito bonito Ro..." Sam murmurou com um sorriso, suas mãos acariciando a cintura dela lentamente e Rowena, que tinha os olhos fechados enquanto ficava apoiada contra seu peito, disse sincera:

"Não foi nada, eu quis ajudá-la, era só uma garotinha assustada em uma floresta que precisa de nós." E ao ter visto que a menina não ficara com medo ao ver o que Rowena podia fazer, só a fez querer ajudá-la ainda mais.

E por um momento Rowena imaginou um garotinho de cabelos castanhos e com seus olhos verdes correndo até o casal com a jaqueta de caça de Sam e aquilo fez o coração de Rowena bater mais forte, apoiando uma mão sob seu peito então enquanto sorria. Com Sam ela podia imaginar um futuro assim com filhos, não agora, mas no futuro e o rapaz ao observá-la, perguntou curioso:

"O que foi Ro?"

"Só pensando sobre o futuro..." E ela ergueu o rosto, sorrindo para ele enquanto franzia o nariz e Sam lhe deu um lindo sorriso, levando uma mão até a de Rowena sob o peito dela, pressionando-a ali e ele murmurou:

"O meu futuro está com o seu, porque o meu coração bate por você."

"Ah Samuel..." Ela disse emocionada, ainda com aquele sorriso e beijou seus lábios.

Na tarde seguinte Rowena ajudava Jody na botique e agora havia saído para comprar algumas coisas que a mulher pedira na feira e a ruiva pensava na lista distraída quando sentiu dois homens se aproximarem, segurando-a pelos braços e ela rapidamente começou a se debater, pensando em algum feitiço quando então viu que um deles era o prefeito e o padre que parecia triste e então, algemas de ferro foram colocadas em seus pulsos e os olhos verdes se arregalaram em choque, sentindo o ferro pesar sob seu corpo e o prefeito disse sincero:

"Eu sinto muito, Rowena Macleod, mas você está sendo acusada de bruxaria e será levada a praça principal para responder por elas."

"Não, me soltem!" Rowena gritou, sentindo o medo tomar contar dela e debatendo-se contra as algemas de ferro, mas sabia que era inútil já que isso a deixava fraca e impossibilitada de usar seus poderes.

Algumas pessoas paravam para ver o que acontecia, alguns chocados e outros até mesmo ansiosos para assistirem a condenação e enquanto era levada a força, Rowena viu John que ao avistar a cena, largou o que tinha nas mãos e correu até eles, o rosto sério.

"O que vocês estão fazendo com a Rowena?" Ele disse, colocando uma mão sob o ombro da jovem e encarando o padre, que suspirou balançando a cabeça.

"Algumas pessoas estão acusando a Rowena de bruxaria, com provas sobre isso incluindo o , o filho e o pai dela e ela terá que ser levada a praça para ser julgada, sinto muito."

John ficou chocado enquanto via a bruxa fechar os olhos por um momento, os lábios partidos e então John, que havia se afeiçoado a ela e, que seria parte da família inclinou-se um pouco, apertando sua mão sob o ombro dela para que ela o encarasse e ele prometeu:

"Eles não vão te machucar Rowena, nós vamos dar um jeito!"

As palavras dele a surpreenderam e, apesar de ela não estar pronta para ser julgada sem brigar, uma parte dela temia não poder ver Sam e o futuro deles ser tirado e enquanto o prefeito começava a levá-la de novo, ela pediu desesperada:

"Diga ao Samuel-"

"Você vai dizer a ele, seja lá o que for." John gritou confiante enquanto corria na direção oposto, indo atrás de Bobby, Jody, seus filhos e quem mais fosse necessário para ajudar Rowena a sair daquela situação.

Dean estava na casa de Castiel e Claire, pois havia ido até eles para ver se estavam bem e precisavam de algo e enquanto a menina descansava no quarto, Castiel entregava um caneco de café e uma fatia de torta para Dean, enquanto se sentava ao lado dele na mesa e o caçador o olhou surpreso:

"Como você sabe que eu gosto de torta?" Mas Castiel apenas sorriu de forma serena.

"Eu venho te observando há muito tempo Dean." E a mão dele alcançou a de Dean que estava sob a mesa e o caçador não desviou de seu toque, ao contrário, apertou sua mão enquanto fitava os olhos azuis de Castiel, o corpo se aquecendo e decidiu que era hora de acabar com todo aquele mistério, ficando mais sério:

"Você realmente é o anjo que vinha visitando meus sonhos, não era? O que queria dizer com ter caído?"

O anjo franziu a testa com um pequeno sorriso, seus olhos azuis parecendo perdidos enquanto abaixava a cabeça e encarava as mãos deles, com o coração acelerado, como se estivesse nervoso. Todas essas sensações ainda eram novas para Castiel, mesmo estando há um ano na Terra e o caçador era o responsável por esse sentimento engraçado mas que era bom em seu coração.

"Ei... olhe para mim." Dean disse, dessa vez com a voz mais suave, soltando sua mão da dele para fazer o anjo erguer o queixo e encará-lo e Castiel então suspirou, dizendo:

"Eu sou um anjo do senhor Dean." E ao ver a surpresa no rosto do caçador, que ainda segurava seu queixo, ele continuou com sua história, a voz suave e baixa. "Eu fui designado para cuidar de você e por muito tempo desejava poder te conhecer, falar com você."

"Mas por que?"

"Porque você é uma pessoa boa, um rapaz que estava sempre tendo que lutar com monstros para poder ajudar as pessoas, que amava a família e que não se importava de se sacrificar." Castiel sentiu o rosto corar de leve, mas não desviou seus olhos dos verdes de Dean, e sorriu enquanto via a surpresa dele:

"E isso me fez querer estar ao lado de você e sentir todos esses sentimentos que você demonstrava a sua família, mas como um anjo eu não podia, não compreendia os sentimentos direito e por isso, decidi cair. Deixar de ser um anjo para vir a Terra por você."

"Castiel..."

O coração de Dean batia cada vez mais rápido enquanto absorvia todas aquelas informações sobre anjos, sobre a função de Castiel e os sentimentos dele pelo caçador e ele soltou o queixo dele, levando a mão ao próprio rosto, esfregando-o por um momento e o anjo continuou:

"Quando um anjo cai, habitamos o corpo de um humano, no caso o pai de Claire que, estava morrendo. Mas por alguma razão, quando eu caí eu não perdi todos os meus poderes, continuei a ser eu. Apenas ficaram mais fracos."

Dean não disse nada por um momento chocado e então, apesar disso uma felicidade tomou conta dele por mais estranho que fosse se sentir assim por um rapaz, um anjo do Senhor. Porque por muito tempo se perguntava porque ele e Lisa não puderam ficar juntos e agora percebia que talvez era porque estivera esperando pelo anjo, mesmo que ainda não soubesse.

"Então, foi você quem matou a outra vetala?" Dean perguntou curioso, lembrando-se do que Sam dissera e Castiel confirmou, levantando-se da cadeira e então, fechou os olhos, sentindo-se um pouco nervoso com o que ia mostrar a Dean. Nenhum humano, nem mesmo Claire havia olhado para elas.

E os olhos de Dean se arregalaram ao ver a silhueta de asas negras, que pareciam caídas, provavelmente como Castiel dissera, de quando viera para a terra e era a coisa mais bela e sobrenatural que Dean já vira em toda a sua vida de caçador e, se ainda houvessem duvidas sob as palavras dele, todas sumiram e como se atraído por elas, ele se levantou, aproximando-se de Castiel.

O anjo ficou surpreso ao sentir a mão de Dean gentilmente tocar sua asa esquerda, correndo a ponta de seus dedos sob as penas transparentes e então Dean murmurou, sorrindo de lado, seus olhos brilhando:

"Você não precisa mais esperar por mim Castiel, eu estou aqui." E quando Castiel abriu os olhos azuis, fitando o caçador de forma surpresa, tão próximos que podiam sentir o calor do outro, Dean disse ainda acariciando suas penas: "Você só demorou um pouquinho para aparecer para mim..."

Castiel balançou a cabeça de leve, abrindo um sorriso que iluminou seu rosto inteiro, fazendo Dean admirá-lo e então, ele perguntou algo que deixou o caçador surpreso:

"Eu posso te abraçar?"

A testa de Dean se franziu em surpresa mas ele abriu um pequeno sorriso, concordando e lentamente Castiel o abraçou e ambos sentiram uma corrente elétrica percorrer seus corpos e, apesar dos conflitos, Castiel por ainda estar se acostumando a sentir e Dean, por sentir-se ligado a um anjo, ambos sabiam que o que tinham ali, nada poderia separar e o anjo murmurou, surpreendendo Dean ainda mais, que o apertou em seus braços:

"Eu prometo que mesmo como um anjo caído, te protegerei Dean."

Sam estava na botique de Jody, ajudando-a a fechar pois com o inverno, escurecia mais cedo e quando os dois saíram encontraram John ofegante, com uma expressão de preocupação e ele balançou a cabeça, fitando o filho e a amiga e Sam franziu a testa:

"O que foi pai?"

"A Rowena acaba de ser levada a praça para ser julgada por bruxaria."

Um silêncio decaiu entre os três e então, enquanto Jody cobria a boca com as mãos sentindo o desespero tomar conta, Sam ficou paralisado, os olhos castanho-esverdeados arregalados enquanto absorvia as palavras do pai. Rowena, a sua Rowena poderia ser condenada e morta naquela tarde e o coração dele falhou uma batida.

"Não..." E então Sam pareceu acordar balançando a cabeça enquanto encarava o pai e Jody. "Quem a levou?"

"O prefeito. Mas quem fez as acusações foram os Klauss e... o pai dela."

"Desgraçado... Eu não vou deixá-los machucarem ela!" Jody disse com raiva, os olhos brilhando e então Sam franziu a testa, colocando uma mão sob o ombro dela, para lhe acalmar, fitando-a:

"Nós vamos dar um jeito... Encontrar pessoas que ela ajudou e que a defendam..."

"Eu falei com o Bobby, ele já está atrás de algumas pessoas que foram tratadas pelas ervas da Rowena." John prometeu e Sam assentiu, mordendo o lábio enquanto pensava em mais pessoas:

"Ela salvou a vida de uma garotinha. E de uma outra jovem contra o Frederick. Vou falar com Dean para falarmos com ela." E então, encarou Jody: "Por favor, fique com a Rowena, não quero ela sozinha nessa situação."

"Não vou deixá-la, ela não estará sozinha." Jody prometeu e John concordou, apertando o ombro do filho, que balançou a cabeça em agradecimento e então Jody e John se afastaram dali as pressas em direção a praça.

Sam tentava se manter frio por fora, mas por dentro sentia seu coração falhando algumas batidas, por medo de perder Rowena. Seu coração batia por ela e, se a perdesse, como ele continuaria a bater?

Sam começou a correr o mais rápido que podia para afastar esses pensamentos escuros de sua mente, concentrando-se apenas no rosto de Rowena, em seu sorriso, quando ela franzia o nariz por estar feliz, em seus olhos místicos e seguiu na direção da casa de Castiel, para onde Dean havia ido.

"Dean!" Ele bateu na porta com pressa e logo o irmão apareceu, confuso e então preocupado ao ver a expressão de desespero de Sam:

"Sam, o que aconteceu?"

"Os Klauss e o Roderick acusaram a Rowena de bruxaria. Ela foi levada para ser julgada." O mais novo disse desesperado, balançando a cabeça e Dean o encarou horrorizado, temendo pela vida da ruiva por quem se afeiçoara e então disse sério:

"Eles vão ter que passar por cima de nós para matá-la, vamos desmascarar esses babacas..." Sam concordou, encarando o irmão agradecido e então disse:

"Precisamos de pessoas que testemunhem a favor dela. A moça que ela salvou de Frederick, não sei quem ela era..." E vendo Castiel se aproximar, ele completou em um pedido: "E da sua filha Castiel, a Claire, por favor."

"Eu acho que posso descobrir quem ela era e ajudá-los a desmascarar as pessoas que o Dean disse serem, babacas?" E Castiel fitou Dean, que concordou e sorriu para o anjo, antes de se virar para o irmão, que o olhou confuso e o mais velho disse:

"No caminho te explicamos."

E então Castiel entrou, voltando então com Claire, segurando-a no colo e ele disse gentilmente para a menina que considerava sua filha:

"Você se lembra daquela jovem gentil de cabelos laranjas que te curou?" A menina o encarou com seus grandes olhos azuis e sorriu, balançando a cabeça enquanto abraçava o pescoço do pai: "Você poderia contar a algumas pessoas sobre isso?"

"Posso... ela foi muito boazinha. É uma bruxa do bem."

Sam sorriu para a garota e Castiel em agradecimento e então os quatro saíram dali e, Castiel surpreendeu a todos quando fechou os olhos por um momento e então disse onde poderiam encontrar a jovem que Rowena salvara.

Rowena estava de pé no centro da praça ao lado de uma forca, suas mãos algemadas em ferro enquanto o prefeito da cidade lia as acusações feitas por Frederick, que tinha o ombro ainda em recuperação, o , Jéssica e, seu próprio pai Roderick, os quatro ao lado do prefeito enquanto eram rodeados por uma multidão que assistia ao julgamento, muitos achando desnecessária aquela situação, mas alguns concordando com o quarteto, querendo ver Rowena ser punida.

Ao seu lado estavam John e Jody e a mulher tinha uma mão sob o ombro da ruiva, apertando-o em conforto enquanto mantinha-se calma por ela e se as algemas permitissem que Rowena alcançasse a mão de Jody, estaria apertando-a pois o apoio da mulher que agora cuidava dela e de John lhe faziam se sentir mais forte, mesmo com o ferro lhe enfraquecendo.

"Me desculpe por tudo isso Jody..." Rowena sussurrou, encostando suas costas levemente ao ombro da mulher, mas ela balançou a cabeça, sussurrando gentilmente embora seus olhos agora encarassem os quatros acusadores irritada:

"Não é sua culpa Rowena, eles quem estão cometendo um erro."

A ruiva evitava olhar para seus acusadores ou a multidão, e tinha medo de olhar para Jody e John e se mostrar fraca na frente dos outros, porque os dois eram os únicos assim como Sam, Dean e Bobby com quem ela se abriria e por isso ficou com o queixo erguido e encarando mais a frente, acima das cabeças do público enquanto suas mãos lutavam contra as correntes que a enfraqueciam. Se pelo menos pudesse se livrar delas, poderia sair dali, mas não antes de dar uma demonstração de seus poderes aqueles quatro.

Seus olhos verdes mostravam não somente raiva, mas a decepção por ser acusada por Roderick quando ela nunca fizera nada a ele mas ser sua empregada ao invés de filha. E então o prefeito começou a falar:

"Estamos aqui hoje devido a uma acusação séria referente a Rowena Macleod por parte de Frederick Klauss, Franklin Klauss, Jéssica Moore e Roderick Macleod. As acusações são as seguintes: Ameaça, prática de bruxaria..."

Por dentro, apesar da raiva e vontade de arrancar o sorriso malicioso do rosto de Frederick que ela sabia que ele deveria ter, ela tinha medo do que poderia acontecer naquela tarde enquanto a voz do prefeito se tornava distante para ela e Rowena queria que Sam pudesse estar ali ao seu lado para que pudesse ter uma esperança de que tudo ficaria bem de algum jeito como sempre acontecia quando ele estava com ela, ver o seu lindo rosto sempre mostrando seu amor e carinho por ela e seu coração se apertou e então o pai de Frederick começou a falar sobre ela.

"A tentou enfeitiçar meu filho para seduzi-lo inúmeras vezes, provavelmente atrás de nosso dinheiro." Franklin falou em um tom enojado, olhando para Rowena que então encarou Frederick em choque, vendo o olhar malicioso do rapaz e Rowena tentou se mover na direção dele com força, seus olhos verdes brilhando em fúria mas a corrente em suas algemas lhe impediram de se mover, começando a deixar seus pulsos marcados e ela sibilou:

"Seu mentiroso... Foi você quem tentou me seduzir!"

"Eu te disse antes, eu nunca ficaria com uma bruxa maltrapilha!"

"Mas você é horrível... Tenho desgosto por você garoto." Jody disse, olhando-o indignada e Rowena balançou a cabeça, gritando:

"Você vai pagar por isso Frederick!"

" , acho melhor você se controlar ou vou garantir pessoalmente que sejas condenada a morte sem um julgamento." Franklin disse friamente, olhando-a com repudia e Rowena naquele momento queria poder dizer algum feitiço e Jody apertou seu ombro ainda mais para evitar que ela se mexesse e machucasse ainda mais os pulsos e John sussurrou:

"Mantenha-se firme, não deixe que eles te provoquem, você vai sair dessa."

"Eu duvido, quando terminarmos aqui, nem aquele caçador será capaz de te ajudar." Frederick a provocou, correndo os olhos por ela enquanto Jéssica cruzava os braços com um olhar de desprezo:

"É isso que você ganha por ter me dado um tapa, sua sujeitinha ruim."

Rowena sentia o medo tomar o lugar de sua raiva ao perceber que sua vida naquele momento estava nas mãos de Frederick, Franklin, Jessica e Roderick e que seria difícil sair daquela situação e então ela fechou os olhos para se controlar e não demonstrar suas emoções ali, sentindo seu coração se apertar franzindo a testa de leve e desejando que tivesse encontrado Sam naquela manhã e tê-lo beijado.

"Continuando com as acusações, temos o depoimento de Frederick Klauss que foi machucado..."

"Rowena!"

Os olhos de Rowena se abriram em surpresa e então seus lábios se partiram enquanto seu coração começava a disparar, encontrando Sam na multidão que gritava seu nome enquanto lutava para passar pelas pessoas, acompanhado do irmão, Bobby, Castiel, Claire e mais algumas pessoas, parando ao lado de John, e Sam se colocou do outro lado de Rowena.

A bruxa franziu a testa, lutando contra as lágrimas que enchiam seus olhos, fitando Sam que levou as mãos até os pulsos dela, acariciando-os onde as algemas deixavam marcas.

"Samuel?"

"Isso acaba aqui, Rowena." O rapaz disse sério, a voz rouca e baixa para que apenas ela escutasse. "Ninguém mais irá tentar te machucar ou te condenar por algo."

"Como?" Ela murmurou com a testa franzida, um sorriso triste em seus lábios enquanto o encarava, suas mãos tremendo enquanto seguravam as dele. "Você vai arriscar a sua vida e da sua família contra Klauss só para me salvar?"

"Eu te disse, meu coração bate por você..." E encarando os olhos verdes que brilhavam Sam encostou sua testa a dela por um momento, nervoso enquanto sentia sua pele contra a dela e então ele quebrou o contato e Sam encarou o prefeito dizendo ainda sério:

"Rowena Macleod não fez nada de errado, ela nunca tentou seduzir Frederick Klauss." Sam nunca iria conseguir se esquecer do olhar de pavor de Rowena quando Frederick a beijou a força no beco, antes de ele aparecer e impedir que algo pior acontecesse e o caçador iria fazer de tudo para fazer ele pagar por aquilo.

"Mas aconteceu ao contrário, ele tentou tirar vantagens dela e então quando foi impedido, começou a humilhá-la e espalhar mentiras."

"Como você se atreve a falar que o meu filho-" Franklin começou a dizer com raiva, apontando um dedo para Sam, mas o prefeito o interrompeu, perguntando calmamente ao rapaz:

"E você tem provas?"

"Tenho duas testemunhas. Dean Winchester e Andrew Eldard." E Sam fez sinal para os dois, que se aproximaram do prefeito e um silêncio caiu sob a praça, os corações de Rowena e Sam batendo rapidamente enquanto ouviam as versões dos dois.

Dean fora o primeiro, lançando um olhar de repúdio a Frederick enquanto contava que havia ido atrás do irmão quando o encontrara discutindo com o outro por ter tentando abusar de Rowena enquanto ameaçava o irmão.

E então foi a vez de Andrew, que envergonhado contava que passava na rua escura quando escutara Rowena implorando para que ele parasse enquanto o homem a ignorava, prensando-a contra a parede, mas Andrew ao perceber que era Frederick, tivera medo de se intrometer, sabendo da influência e das ameaças da família dele, mas que agora se arrependia por nunca ter feito algo até aquele momento.

"Mentiras, e Dean Winchester é irmão de Samuel!" Frederick gritou indignado, querendo avançar para Rowena, mas Sam estava a sua frente, com um olhar assustador que o fez congelar.

"Não é mentira, você mesmo me disse no dia seguinte que tentou ensinar uma lição a Rowena, mas que fora interrompido." Amelia disse da multidão balançando a cabeça em decepção por um dia ter estado em um relacionamento com ele e Frederick a encarou em um misto de choque e raiva. "E você a humilhou antes de ela sumir."

Todos cochichavam enquanto lançavam olhares desconfiados aos Klauss pois Amélia era a filha do prefeito e nunca mentiria ou faria uma acusação em falso e Frederick, percebendo que estava perdendo, apontou um dedo para Rowena e gritou desesperado:

"E as acusações de bruxaria? Ela tentou me matar logo depois que foi encontrada na floresta."

E com dificuldade devido ao ombro, tirou do bolso de seu novo casaco uma minúscula bolsinha queimada que continham restos de ervas e ossinhos e algumas mulheres ofegaram, olhando com medo e desprezo para Rowena e ela fechou os olhos por um momento, lembrando-se que nunca voltara para pegar o saquinho.

O prefeito aproximou-se, examinando a bolsinha envolta em um lenço para não tocar e então ele encarou Rowena e perguntou:

"Rowena Macleod, você é uma bruxa? Não pode mentir aqui."


Notas Finais


Sorry not sorry


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