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História É um mundo louco, louco - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oieeeeeee aqui esta um... Angst.
Espero que gostem e não esqueçam de comentar dizendo se gostaram ou não, suas teorias.
Boa leitura, não me matem e nem desistam de mim.
xoxo

Capítulo 7 - Capítulo 7


Onde eu errei, eu perdi um amigo

Em um moment de amargura

Eu ficaria acordado com você a noite toda

Se eu soubesse como salvar uma vida

How to save a life-The Fray

Sam estava preocupado pois Roderick Macleod havia ido até a casa de Bobby, bêbado gritando atrás da filha e quando Sam abrira a porta, o homem apontara um dedo acusador a ele, dizendo que sua filha estava escondida lá dentro e que iria arrastá-la até em casa pelos cabelos.

Bobby e John haviam segurado o homem pelos braços para impedi-lo de começar uma briga com o Winchester mais novo que sentiu-se irritado ao ouvi-lo ameaçar Rowena, antes de perceber então que ela havia desaparecido e por isso, Sam saíra correndo dali e agora se dirigia a clareira da floresta onde ela passava o tempo, Dean atrás dele.

O coração do caçador batia rapidamente, o suor descendo pelo rosto enquanto corria, afastando os galhos por onde passava e rezando para que a ruiva estivesse na clareira, descansando ou colhendo plantas como sempre fazia.

Mas ao chegar ao local, ele estava vazio, sem sinal de Rowena ali e Sam caiu de joelhos em cansaço e preocupação, os olhos ficando embaçados enquanto pensava na última vez que se viram, da linda tarde que tiveram, do último beijo deles antes de chegarem a casa dela.

"Ei Sammy... Nós vamos encontrá-la." Dean disse com a voz calma, colocando a mão sob o ombro do irmão, acalmando-o. "Ela deve estar em outro lugar na cidade, vem, vamos procurar."

"Obrigado Dean..." Sam então se recuperou, levantando-se e os dois irmãos saíram dali, voltando para a cidade, onde então começaram a procurar por Rowena, mas sem sucesso, ela parecia que tinha evaporado.

"Quem sabe, um deles não a viu?" Dean murmurou, indicando Frederick e Amelia, que andavam abraçados pela calçada onde ficavam algumas lojinhas e os dois irmãos então se aproximaram:

"Amelia?" Sam chamou e o casal se virou e, ao ver que era Sam e Dean Winchester, Frederick lembrou-se do soco e das ameaças e os encarou com raiva.

"Amelia, não de atenção a esses dois, vamos." E ele começou a puxar a jovem com ele e Sam rapidamente disse:

"Amelia, a Rowena sumiu." Sua voz era arrasada e isso vez com que a jovem se soltasse do namorado, os olhos arregalados enquanto o encarava com um olhar de culpa e por isso, ele pediu preocupado: "Amelia, por favor, se você sabe de alguma coisa, me diga."

"Você não sabe de nada querida, vamos." Frederick insistiu e Dean então perdendo a paciência o empurrou contra a parede pelo ombro, dizendo:

"Ou vai ver você tentou atacá-la de novo, não é?"

"Eu já disse que jamais me envolveria com alguém como ela, pobre e-"

"Cala a boca!" Os olhos de Sam brilhavam em raiva com a forma que ele falava de Rowena e então ele agarrou a frente de suas vestes, mas Amelia se colocou entre eles, os olhos cheios de lágrimas enquanto se arrependia com a forma que ela havia tratado a ruiva só para agradar Jéssica e, vendo o lado cruel de seu namorado ela murmurou chorando:

"Nós a encontramos há algumas horas, perto da casa dos Rockwood. Ela estava com um machucado feio no rosto e então ela e Jéssica brigaram, algumas coisas cruéis foram ditas... Pela Jess e o Frederick e então nós fomos embora e ela ficou parada lá."

"Que... coisas?" Sam perguntou preocupado, fitando a jovem que chorava a sua frente e ela balançou a cabeça, enxugando os olhos enquanto Dean olhava ameaçadoramente para Frederick.

"Sobre quem a batera... Sobre a situação social dela, sobre você." Amelia abaixou a cabeça, vendo o quão idiota havia sido em ficar ao lado da amiga, ajudando-a humilhar outra pessoa que agora havia sumido e isso poderia ser culpa delas e Sam fechou os olhos por um momento com aquela crueldade. "Me desculpem."

E a jovem então se afastou, ignorando Frederick que correra até ela, mas ela o ignorava, enquanto entrava em uma loja e o rapaz lançou um olhar cruel para os irmãos, antes de ir embora.

"Ô garota invejosa, essa Jéssica." Dean suspirou. Não gostava de garotas assim e então ele encarou o irmão, vendo o rosto preocupado dele.

Sam não conseguia tirar da cabeça o fato de Roderick ter batido nela logo depois de ele sair da casa dos Macleod provavelmente e o quão sozinha ela deveria ter se sentido e isso fez seu coração se apertar. Precisavam continuar a procurar por ela e por isso, disse:

"Depois eu falo com ela, temos que ir até os Rockwoods."

E lá, em meio as árvores que haviam perto da residência, eles encontraram um pacote no chão e então para o desespero de Sam, o laço que ele havia dado para Rowena.

Sam pegou o laço, correndo os dedos sob ele, seu coração parando por um momento enquanto a imagem de Rowena vinha a sua mente, sorrindo com o presente dele e Sam fechou os olhos que começavam a queimar, o medo de perdê-la, de ela estar machucado lhe invadindo porque sabia que ela jamais deixaria o laço para trás.

"Rowena..."

Dean odiava ver Sam naquela situação e, estava preocupado com o sumiço de Rowena, havia se afeiçoado a ela e sabia o quanto ela e o irmão se amavam por isso, ele disse com a voz gentil:

"Vamos voltar para casa e falar com o papai e Bobby para nos ajudarem. Vamos encontrá-la..."

"É minha culpa, Dean." Sam balançou a cabeça, virando-se para o irmão, seus olhos brilhando e a voz angustiada. "Eu deveria ter ficado com ela naquela noite, ter deixado claro a Jéssica que ela não tinha chances e... ter dito a Rowena que eu a amava."

"Sam, ela sabe que você o ama." Dean disse, abraçando o irmão com força e Sam então o abraçou de volta, segurando com força o casaco do irmão, desesperado por não saber o que acontecera com ela, se estava bem. "Vamos..."

Aquela tarde, Bobby e John reuniram grupos de buscas, tentando deixar um caçador em cada por saberem que a floresta era muito extensa e que monstros poderiam estar por lá e, apesar de algumas pessoas, mulheres acharem que ela era estranha, talvez uma bruxa, muitos haviam se prontificado em ajudar a procurá-la, incluindo Jody.

Sam havia se recomposto e agora pegava a bolsa com sua arma, prendendo o porta adaga que Rowena lhe dera no cinto e então, lançando um olhar de desapontamento a casa de Roderick, entrou na floresta com o grupo que liderava.

O pai de Rowena ao saber que a filha havia sumido na floresta, havia olhado friamente para Sam e Bobby, dizendo bêbado:

"Eu a avisei para voltar direto para casa. Ela não somente me desobedeceu como não fez a entrega que pedi e eu perdi dinheiro." E então, pegando uma sacola com as coisas dela, ele as jogou no chão, aos pés de Sam, com um olhar desprezo. "Eu não a quero mais aqui, não é mais minha filha, por isso não me incomodem mais com os problemas dela.

E Roderick fechou a porta e Sam fez menção de bater nela de novo, furioso com as palavras do próprio pai dela, mas Bobby colocou uma mão em seu ombro, balançando a cabeça.

"Deixe-o Sam... Vamos organizar um grupo de busca e encontrá-la, ok?"

E Sam concordou, fitando a porta uma última vez, sentindo raiva pela forma que o homem falara sem se importar com a própria filha e, decidiu que se a encontrassem, sua família iria cuidar dela. Estaria melhor do que com aquele homem que a batera e agora a expulsara sem nem ao menos se preocupar.

"Nós vamos te encontrar Rowena, eu prometo..."

Por horas as buscas duraram na floresta, entrando nas partes mais densas dela, vasculhando as pequenas grutas que haviam ali, o rio que corria, mas não havia sinal de Rowena, uma pista, nada. John lançava um olhar preocupado para o filho quando os grupos se encontraram em um ponto da floresta.

John tinha medo de que ela tivesse sido levada por alguma criatura para longe e, mesmo com as tochas a noite estava difícil procurar pistas e que agora, não havia nada que pudessem fazer a não ser voltarem para cidade e descansarem, para de manhã continuar com as buscas.

"ROWENA!" Sam gritava enquanto continuava a caminhar em meio as árvores, o desespero tomando conta dele enquanto pensava em tudo que poderia ter lhe acontecido, em tudo que ele deveria ter dito a ela e estado lá com ela porque talvez, ela então não teria sumido.

Nunca havia sentido uma dor assim em seu coração, desde a perda da mãe quando ele era criança, mas agora era muito pior porque era adulto e compreendia as coisas melhores.

O rosto de Rowena veio a sua mente, ela encostada a árvore em um vestido rosa que balançava com o vento, sorrindo para ele com aquele olhar, os cabelos ruivos caindo em ondas, como em um dos encontros que tiveram e Sam não aguentou, precisando parar e ele levou a mão ao rosto, esfregando-o.

"Sam, vamos voltar para descansar e amanhã cedo iremos continuar, ok?" John disse ao lado do filho e Sam, por mais que quisesse ficar e continuar, sabia que o pai estava certo e por isso, concordou com a cabeça, sentindo-se arrasado.

Ao chegarem a casa de Bobby, Sam passou direto por todos até o quarto e se jogou na cama, ainda em choque, seu coração se apertando enquanto aos poucos ia absorvendo finalmente o que acontecera, o sumiço dela e todo o sofrimento pela qual ela passara.

Por um momento era como se ele não conseguisse respirar e então ele virou-se de lado, pegando as lavandas secas que estavam sob sua mesinha e seus olhos se encheram de lágrimas, imaginando Rowena ali deitada de frente para ele e sorrindo, franzindo o nariz e correndo os dedos sob o queixo dele.

"Vamos ficar bem, Samuel."

"Nós temos que ficar bem."

1ª semana

2ª semana

3ª semana

4ª semana

5ª semana. 

O desaparecimento de Rowena Macleod ainda era comentado na pequena cidade, mesmo depois de um mês pois ela nunca fora encontrada e, se houvesse uma pessoa ou monstro por trás disso, não havia deixado pistas e aos poucos o toque de recolher era removido e a vida em Dumfries voltava ao normal. Menos para Sam Winchester.

Sam havia mudado desde que Rowena desaparecera sem deixar rastros e por duas semanas havia continuado as buscas, mesmo quando todos já haviam desistido, até mesmo John e Dean. Ele não conseguia entender como alguém podia sumir sem deixar rastros daquela forma e seu maior medo era que ela estivesse morta. Mas se recusava a pensar nisso, porque não saberia o que fazer se nunca mais a visse.

Sentia falta de seu sorriso, de seu olhar, da sua presença e da forma como ela se preocupava com ele, lhe tocando e lhe abraçando. Do seu perfume de lavanda que ainda estava impregnado no travesseiro por conta das flores.

Mas a falta dela havia tornado Sam mais quieto, falando com as pessoas apenas quando lhe perguntavam algo e, dedicava o seu tempo agora em caçadas, o que antes ele fazia por obrigação, havia se tornado sua vida. E quando não haviam casos novos, ou ele ia para a floresta para ficar sozinho ou no bar, preocupando sua família.

Era um final de tarde gelado, apesar do sol de outono no céu e Sam voltava da clareira quando avistou Dean correndo até ele desesperado e quando alcançou o mais novo, colocou a mão em seu ombro com urgência:

"Sam... é a Rowena. Encontraram ela perto dos Rockwood."

Sam sentiu tudo congelar ao seu redor, os olhos se arregalando enquanto seu coração parecia parar por um momento com o choque das palavras do irmão.

"Rowena..." Ele murmurou rouco, mal acreditando enquanto encarava Dean, que confirmou com um pequeno sorriso.

Depois de tanto tempo, com todos lhe dizendo que ela deveria ter morrido, ela havia reaparecido. E sem pensar, Sam começou a correr em direção ao a outra entrada da floresta, sendo seguido por Dean.

Sam pode perceber que algo estava errado, haviam várias pessoas perto da floresta dos Rockwood, mas ninguém parecia querer se aproximar e foi então que ele e o irmão perceberam, parte do chão da entrada da floresta estava coberto de neve, assim como naquele ponto flocos começavam a cair. Não somente não era normal por ainda ser outubro, mas por apenas nevar naquele trecho.

Caída ajoelhada sob a neve, Sam avistou Rowena no vestido rosa de quando sumira, com a capa e o capus vermelho cobrindo seu rosto e o rapaz então se aproximou, o coração acelerado por finalmente encontrá-la, saber que estava viva e poder tê-la em seus braços novamente.

Mas então ele franziu a testa, ouvindo as pessoas cochichando e percebendo que ela tinha o rosto abaixado, semi-coberto pelo capus e ele ignorou os cochichos, agachando-se em frente a Rowena.

"Rowena, sou eu, o Sam..." O rapaz chamou baixinho, erguendo uma mão e então com cuidado ele afastou o capus do rosto dela.

O rosto dela estava mais pálido, os olhos verdes parecendo desfocados e opacos como se estivesse em um transe sem enxergar Sam ou a neve, olhando para baixo e os dedos enterrado na neve que se acumulava ao seu redor deixando Sam preocupado e então, os lábios dela se partiram e ela caiu nos braços do rapaz que rapidamente a pegaram.

"Rowena!"

Sam a trouxe para seus braços, sentindo o quão fria ela estava enquanto algumas pessoas arfavam, observando a cena preocupados agora e Sam rapidamente se levantou com ela em seus braços, mantendo-a contra seu peito e como ela era leve, talvez estivesse mais do que antes de sumir e Dean se aproximou, franzindo a testa e então removendo seu casaco e colocando sob ela, enquanto começavam a se afastar.

"Vamos levá-la para o Bobby..." Dean murmurou porque sabia que ela não poderia voltar para casa, Roderick não a queria lá e então os dois se afastaram da multidão que começava a crescer enquanto observavam a cena, querendo saber o que estava acontecendo, onde Rowena estivera, e como a neve surgira.

Mas para Sam, no momento ele não se importava com nenhuma dessas perguntas, que se danasse a neve, a única coisa importante para ele era levar Rowena para a casa de Bobby e garantir que ela estivesse bem e por isso, ele beijou seus cabelos ruivos enquanto se apressavam.


Notas Finais


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