História Easel (Jeon Jungkook) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Imagine Jungkook, Jeon Jungkook, Jeongguk, Jungkook
Visualizações 59
Palavras 1.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 2 - Confused Mind


⊱⋅ ───────────── ⋅⊰

Minha mente estava completamente confusa.

Só fui perceber mesmo que estava no mundo da lua, quando a peste da filha da vizinha começou a gritar muito alto para que eu brincasse com ela. Querendo ou não, minha mente sempre teimava em voltar para a cena de Jungkook largado no corredor e em como eu fui uma vaca por não ajudá-lo. Isso deve ser algum tipo de maneira que a minha cabeça achou para me torturar.

Não sei por que do nada eu senti uma forte preocupação despertar em mim em relação a Jungkook. Desde que me matriculei na escola (quando tinha 15 anos) ele sofre esse tipo de problema. No começo sempre achávamos que era apenas uma brincadeira de Chung-Hee e seus amigos, mas conforme o tempo foi passando, a situação passou a ser mais séria pois Jungkook constantemente aparecia machucado, mesmo assim ele não tinha nenhuma expressão em seu rosto que indicava que o mesmo se importava com o que estava vivendo.

Até hoje ele não demonstra absolutamente nada.

Quando voltei pra casa mais tarde naquele dia, mamãe estava na sala de estar enquanto uma caixa aberta descansava em cima da mesa. Quando me aproximei logo descobri que se tratava dos álbuns de fotos da minha infância. Ela ainda tem esse costume de olhá-las de vez em quando, acho que sente saudades da época que morávamos em Busan.

Ela sorriu para mim quando me sentei ao seu lado no sofá e agarrei uma pilha de fotos. Olhei uma por uma ao seu lado até parar na minha foto favorita. Acho que gosto tanto dela pelo fato de que foi a praia que meus pais se conheceram na nossa cidade natal, é a praia de Haeundae e é absolutamente linda a noite.

— Mãe, a senhora lembra dessa foto? — entrei a fotografia a mesma. 

Ela sorriu parecendo emocionada. 

— É claro que eu lembro, foi onde eu e seu pai nos conhecemos e onde ele se confessou para mim.

Quando ela falava assim, é como se a mesma voltasse a ser adolescente. Fico tão feliz que depois de tanto tempo, meus pais continuaram a se amar da mesma intensidade quando jovens.

Espero que eu possa amar assim da mesma forma.

Quando cheguei na escola no dia seguinte, só fui perceber que estava procurando por alguém quando Chaerin chamou minha atenção.

Eu realmente estou com a mente confusa.

— (S/N) está tudo bem? Você parece distraída. — disse a morena enquanto pegava seus cadernos no armário.

Estou constantemente pensando em nosso colega de classe, Jungkook, aquele que sofre bullying sabe? Então... eu acho que eu deveria ajudá-lo. Você quer se juntar a mim? 

— Estou bem. — dei de ombros e cruzei os braços.

Olhei novamente para o corredor e me surpreendi ao vê-lo passar. Pela cena que eu vi ontem, até achei que o mesmo não apareceria, mas aqui está ele.

Talvez ele não seja tão fraco assim.

O segui com o olhar e só parei quando ele desapareceu no fim do corredor.

Será que eu deveria...?

— (S/N)?! — encarei Chaerin surpresa pelo seu grito repentino. — Você não está me escutando? Estou falando já faz 15 minutos! — ela fez beicinho.

— Me desculpe Chaerin, o que aconteceu?

Ela suspirou e coçou o braço.

— Jimin quer me apresentar para a sua família, eles finalmente chegaram de viagem depois de 6 meses que estamos namorando e ele não quer mais perder tempo. — ela esfregou as mãos. — Ai (S/N) eu estou tão nervosa, o que eu faço?

Eu não consegui segurar uma pequena risada.

— Chaerin, você fala como se fosse a pior pessoa do mundo. Todos te adoram e não vai ser os pais do Jimin que não vão achar isso, apenas seja você mesma.

Eu falo como se entendesse essa situação. Eu nem mesmo estive em um relacionamento duradouro como o de Chaerin e Jimin. 

Minha melhor amiga sorriu satisfeita.

— Uau! Para alguém que está encalhada desde os 16 anos você até que está bem por dentro. — ela riu.

Fechei a cara.

— Espero que enquanto você anda com a comida você caia em cima da senhora Park e derrame tudo nela, seu resto de aborto. — comecei a me afastar.

A risada de Chaerin ficou mais alta.

— Nossa, que maldade (S/N)! — ela entrelaçou seu braço com o meu e caminhamos juntas até a aula.

Depois dos olhares que eu dei para o Jungkook na aula, acho que o mesmo vai precisar de água pois ele deve estar seco.

Até mesmo eu tenho a consciência de que eu passei mais tempo o encarando do que prestando atenção na aula do senhor Kwan. Tenho certeza que o mesmo deve estar espumando de raiva pelos cantos ao ver meu pouquíssimo interesse em química, mas por incrível que pareça ele não disse nada.

O motivo de eu encara-lo na verdade era simples.

Eu estava o analisando. Cada movimento dele com a expectativa de que ele pudesse demonstrar qualquer tipo de insatisfação com sua vida ou até mesmo dor. Mas ele estava apenas normal, não falava com ninguém e continuava escrevendo em seu caderno o que o senhor Kwan escrevia na lousa.

Senti mais preocupação vendo sua reação indiferente, do que provavelmente ficaria se visse uma de infelicidade. Por que ele simplesmente não conversa com alguém? Para ele parece mais um dia normal em sua vida, mas para mim é como se eu visse uma versão preto e branca ao seu redor.

Quando o sinal ecoou para o início do intervalo, Chaerin me puxou mais rápido do que a mão do Luba na cara da Nilce, não tive nem tempo de processar direito a situação e já estava no meio do refeitório.

— Meu Deus você está meio que necessitada né? — brinquei. — O que foi dessa vez?

— Nada não, é que hoje a comida é boa e eu queria ser uma das primeiras a chegar.

Eu ri.

— Não acredito que você me puxou até aqui por isso. — revirei os olhos.

— Ué, não é como se você tivesse outra coisa pra fazer a não ser me acompanhar.

Quem disse que eu não tenho? 

— Sim, eu vou ao banheiro. — me afastei da mesma que fez um beicinho.

Eu ri para mim mesma e segui para fora do refeitório enquanto assobiava uma melodia qualquer. Atravessei o corredor deserto e ia entrar no banheiro, mas o som de passos subindo as escadas até a parte de cima da escola chamou minha atenção.

Não somos liberados para subir lá em cima por causa da falta de grades de proteção, então quem...? 

Ignorando meus pensamentos eu desisti do banheiro e me permiti subir o mais silenciosamente para não ser pega nem pela pessoa e nem pelos professores. Quando cheguei perto das portas duplas, tive que abaixar para passar pelas fitas de cuidado e abri uma delas colocando o rosto para fora em seguida.

O telhado era lindo. As flores diversas e coloridas enfeitavam cada canto do lugar, mas no fundinho do meu coração, eu sabia que as flores não era obra dos professores. Uma estrada de pedra seguia assim que abríamos a porta e seguindo o comprimento da estrada, tinha flores em cada lado, terminava apenas quando chegava em um gazebo.

O gazebo era de madeira e em cada cantinho tinha ou um sofá de dois lugares ou uma poltrona, eram quatro assentos no total. Fiquei tentada a entrar para admirar mais, mas o aparecimento de Jungkook sentado em uma das poltronas lendo um livro com seus óculos redondos na ponta do nariz me disse que não era uma boa ideia.

Mas eu sorri para a cena, pelo menos em meio a todo o seu mundo preto e branco, ele tem um cantinho colorido para se sentir em paz.

Ele não sabe o quão adorável ele é.

⊱⋅ ───────────── ⋅⊰


Notas Finais


Até o próximo capítulo.


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