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História Easier to Run - Capítulo 3


Escrita por: spk_ms e kleuda_42

Notas do Autor


Olaaaa! Sou de novo!

Boa leitura pessoas!!

Capítulo 3 - Irmãozinho


Na hora do jantar,  senti o cheiro  da sopa que Nathalie gosta de fazer. Diz que a noite é  bom comer comidas leves!

Eu termino uma de minhas atividades da escola. Troco de roupa e vejo as mensagens do celular  Dave ja mandou dúzias .

" Greco disse 50%, cara!!! Por favor, nunca te pedi nada! "

Eu fiz foi rir! Que idiota! So Dave pensa que Greco faz se dezfazer de 50% de uma grana alta dessa. Fico feliz pelo que ele divide comigo.  Afinal se ele tem clinete naquela birosca, é  gracas a mim.

Vou ate  meu armario e pego uma latinha toda desenhada de florzinhas. Na tampa está  escrito CHETER.

Tobi sempre engolia uma letra de meu nome, ela enfeitou a latinha na escola. Ela me trouxe de presente pra guardar meus dados.  Eu os tiro da lata e fico brincando com eles na minha mão!

Eram dado pequenos e vermelhos.  Daqueles que não  são  de joguinhos  de tabuleiro.  Era transparentes, era numeros escritos em dourado.

São  especiais. Eu poderia ficar rico  com eles. Mas agora, preciso apenas me focar na adoção. Depois  volto  a juntar mais grana.  Quando ficar de maior  idade, comprar  um carro.

Guardei os dados novamente. Deixei a latinha nos fundos do armário.  Ainda bem, que nem Rob e nem Nathy mexe nas minhas coisas .

Fui pra cozinha, mas antes passei na sala e vejo Rob no telefone.

- Eu queria saber, George se... poderia me render amanhã. Eu posso  pegar um plantao a noite! Eu vou explicar. Anna conseguiu um novo terapeuta pra meu filho, Chester. Eu quero acompanhá-lo .

O peso da palavra " filho" caiu por meus ombros. Respirei fundo e fui pra cozinha. Nathalie estava servindo os pratos.

- Ah, que bom que já veio. Rob, está  no telefone e logo vem.

- Obrigado. - Falo sentando numa das cadeiras . Pego um pão  e começo  a cortar em fatias.

- Ei, Chazzy! - chega Rob  sorrindente. 

- Conseguiu ? - Pergunta Nathy

- Consegui! - ele sentava mesa e olha pra mim. - Chester vou te levar amanhã  no novo terapeuta!

-  Que legal! - Digo tentando disfarçar  minha agonia de ir em outro terapeuta.

- Vou trabalha domingo a noite pra descontar amanhã.  Mas vai valer a pena. Só o fato de você  voltar ao tratamento.

Fiquei olhando pra eles sorrindo parece ate que ganharam na loteria. Comecei a comer enquanto eles falavam pelos cotovelos.

Foi entre uma bocada e outra que vi, uma cadeira vazia . Acreditem, nesse anos com eles, agora que vi, que a mesa tem 4 cadeiras. Sendo que, apenas três  eram ocupadas.

- Posso te levar e depois da yerapia podemos comer um lanche  em algum lugar. O que acha, Chester?

- Legal! Ei, vão  me dar um irmãozinho?

Eles pararam de falar e me encaram.

- O que?

- Um irmao. Vocês  não pensam em ter um bebezinho? Adoraria ter um um irmão. 

Nathalie olha pra Rob com uma cara estranha.

- Bom, Chester. Ter um filho  não  é assim tão fácil!

- Serio? - Digo meio confuso. -E estão  querendo me adotar?

- Eu digo, assim. Ter um bebê.  Não  é  assim tao fácil. Precisa trocar fralda, fazer mamadeira, dar banho.

- Eu sei tudo isso!- Digo mordendo meu pão.  - Era eu quem cuidava de Tobi. Desde bebê! Mas,

Ela olha pra Rob que apenas balança  a cabeça.

- Bom, há uma diferença entre adotar e ter um bebê! Eu não consigo  me ver grávida  Entende?

Eu pensei um pouco! Apenas concordei com a cabeça.

Percebi  que o clima ficou estranho. Mas deixei quieto. Ajudei na arrumação da cozinha depois da janta.

Mais tarde, ja arrumado pra dormir. Recebo uma videochamada de Dave.

- Chester!!

- Que foi, peste ? - Digo sem saco com ele.

- E ai, ja pensou?

- Não posso pensar com você me torrando a cada dez minutos!

- Chester, qual é? Faz isso por mim!

- Por você? Se eu for pra um orfanato tu vai fazer alguma por mim?

- Não usa de chantagem , porra! Mas, faz isso! Prometo nao te perturbar por um mês!

- Ta pouco, tem que ser por um ano!

- Chester?!

- Qual é, Dave?O que Greco te prometeu se eu fosse?

- O que ele me prometeu se tu NÃO  fosse! Me dá  umas porradas!

- Se continuar torrando minha paciência, eu que vou te encher  de porrada! Agora vai dormir, Dave!

Desliguei com ele ainda falando! Dave é assim, virou cadelinja de recado  de Greco, só pelo tosco respeito de ser "amigo" dele. Affs! Mas preciso dizer que essa amizade maluca já me fez comprar o leite e a comida pra casa.

Melhor desligar o celular. Ele vai  passar o resto da madrugada escrevendo mensagens.  Coloco na mesinha e vou pra casa. Me assuto ao ver Nathalie  na porta do quarto. 

- Problemas com seu amigo? - Ela diz .

- Torrando minha paciência! Mas, aconteceu  alguma coisa?

- Não, vim te dar algo. - Ela senta a beira da minha cama.

Me entrega um papel.

- O que é isso?

- Abra !

Eu abro o papel e vejo um desenho com dois bonequinhos segurando  as mãos.  Nele estava escrito em letras  grandes : "EU E MEU IMÃO !" Eu reconheço rápido aquela letra.

- Tobi? - digo olhando pra ela.

- Sim. Esse foi o último  trabalhinho dela na escola. Foi no dia que eu entreguei o leite na bolsa. Pedi para desenharem a pessoa mais importante da vida dela. Ela desenhou você. 

Senti que ia chorar. Mas engoli o choro.

- Pode me dá esse desenho?

- Claro, querido. Eu trouxe pra você.  Quando falou sobre ter um irmão. E que você  cuidava dela. Lebrei deste desenho.  Eu guardei este desenho pra te dar num momento oportuno. Acho que este é . Estou feliz que voltou a terapia.

Fiquei olhando pra ela, que enxuga a lágrima  que escorreu pelo meu  rosto. Eu abracei forte .

- Obrigado, mãe! Fou importante pra mim isso.

- Que bom, agora vai dormir. Porque preciso parar um pai empolgado lá  no quarto!

Eu fui ate meu armário e coloquei o desenho  embaixo da latinha dos dados.  Voltei pra cama. Deite e ela me embrulhou. Beijou minha testa e saiu do quarto .

Eu nunca fui de rejeitat os afetos deles. O alivio de ter uma paz na casa me fez aceitar. Mesmo ainda com a agonia de tentar lembrar daquele dia

" - Não  conseguiu proteger ela,moleque! Você  é  um inutil mesmo! "

- Chester! Socorro! Chester!"

Acordei no susto novamente. Mas, sem gritos, apenas suado. Levantei com dor de cabeça.  Por que estes pesadelos?

- Chester. Vamos tomar café?

Rob está na porta me olhando.

- Ja vou pai!

- Outro pesadelo?

- Eles não acabam! Vou passar o resto da minha vida com esse pesadelo.

- Nao diga isso, meu filho! Logo vai poder dormir em paz.

Fomos tomar café.  Comi pouco, estava nervoso.  O novo terapeuta pode ser enjoado igual a Anna? Tentei disfarçar  mas, ele me viu ficar tremendo.

- Chester, acalme se! Anna disse que ele é um terapeuta incrível!

- No que ele pode ser rao incrível, Nathy?

- Bom... Anna nos disse que ele é  especialista em crianças  com  traumas de abusos. 

- Não sou mais criança!

- Mas também, não  passa por adulto em lugar nenhum! - Diz Rob. - Vamos Chester!  Dê uma chance a você!  Tem olheiras por não conseguir dormir decentemente.

- Estou  dando, pai! Só espero nao me arrepender!

Eles se olham prrocupados. Admito que não estou nada empolgado com isso.

No carro, Rob põe  a bolsa no meu colo.

- O cinto Chester!

- Sabe o nome dele?

- De quem?

- Do terapeuta! Sabe o nome dele?

- Não lembro bem. É  um nome estrangeiro.  Arabe talvez!

- Arabe? Céus! Ouvir dizer  que os arabes sao meio cruéis. 

- Isso é xenofobia, Chester. E é  crime!  Veja na bolsa. Tem onpapel para eu mostrar a ele. O nome esta no envelope. 

Eu abro a bolsa e puxo o envelope.  Vejo um nome escrito rodeado de pontos salientes. Tento ler aquela letra horrivel!

- Si...shi..si..Shinoda. Parece nome japonês!

- Sim, sim! Parece que ele é japonês.

- Otimo! Vai me fazer meditar na natureza e comer comidas estranhas.

- Hum! Isso é  bom. Eu e Nathy amamos comida japonesa!

- Não  vou comer peixe cru!

- Qual problema? Eu sei fazer sushi muito gostoso.

- Ah, pai!  BLAH!

- Relaxe, meu filho. Nao tire conclusões precipitadas do dr. Shinoda!

- Vou tentar.

Chegamos. Rob olhou bem o endereço.  Pra um terapeuta, o lugar é  ate bem simples apenas um prédio de três andares. Um portão,  uma placa bem discreta. Nela estava escrito.

 " DR. SHINODA. TERAPEUTA" 

Embaixo um botão. Rob aperta e ouvimos um toque baixo.

- " Pois não? " - Diz uma voz numa caixinha de som.

- Ola , bom dia! Vim encaminhado pela dra. Anna do 12 DIP do centro.

- " Senhor Borudon"?

- Sim.

- "Ah, certo! Pode subir!"

O portão  faz um Clic! E abre devagar. Olhamos um pro outro. Rob termina de abrir e vimos uma escada. 

- Parece filme de terror.

- Chester? Conporte-se!

Subimos a escada. Uma porta se abre ao fim dela. Uma noca bonita de cabelos longos e pretos aparece.

- Bom dia, senhor Bourdon. Me chamo Byanca. Pode entrar.

Entramos. Uma sala com uma janela grande. Algumas gaiolas de passaros cantando. Um homem esta perto das gaiolas. Ele parece brincar com os pássaros

Rob e eu vamos ao balcão  falar com a moça.

- É  a primeira vez, senhor Bourdon?

- Sim. Quer dizer, é  meu filho, Chester quem vai falar com o médico.

Eu estou numa parte do balcão, onde estou vendo o homem mexer nas gaiolas. Ele esta de óculos escuros. Assobia juntos com os pássaros.

- Chester? Qual sua idade?

- 16. - digo a moça .

O homem pára,  e se aproxima da mesa aparando pela parede.

- Anna mandou algo por vocês? - Diz o homem. - Sou o dr. Shinoda. Ela me ligou ontem. Disse que mandaria um envelope por vocês. 

Rob tira o envelope da bolsa. Entrega ao homem.

- Byanca, arrume minha sala, Por favor? Eu faço a ficha deste paciente. 

- Sim senhor doutor! - A moca sai de perto.

O doutor tira o papel do envelope e pra nosso susto. Nao tinha nada escrito. Mas o Shinoda passa seus dedos nele. Rob põe  a mao na boca e olha pra mim.

- Senhor Bourdon. Chester entrará sozinho comigo. Farei uma anamnese, depois falarei com o senhor.  Sua esposa veio?

- Não, doutor!

- Bom então, falarei com você  por enquanto. Na proxima ela precisa vir junto.

- Tudo bem.

- O que esta fazendo? - Pergunto. - Por que esfrega a mão no papel?

- Eu estou lendo o relatório  da doutora Anna. - Ele diz sorrindo.

- Com as mãos. 

- Sim, Chester. - Diz Rob. - O doutor Shinoda, é  cego!




Notas Finais


Valeu ai!


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