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História Easy - taekook - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Easy - taekook - Capítulo 7 - Capítulo 7

Eu era uma bola de nervos quando me aproximei da sala de aula na segunda de manhã, sem saber se eu deveria iniciar a estratégia de

armadilha para homem que eu tinha concordado em testar em meu colega desavisado, ou abandoná-lo completamente enquanto eu ainda podia. Ele entrou na sala antes de mim e eu vi seus olhos riscarem para o meu lugar recentemente atribuído, e para a vaga ao lado de Bogum, que já estava sentado. Eu tinha cerca de trinta segundos para reconsiderar a coisa toda.

Jimin e Maggie não tinham me dado uma trégua na felizmente curta viagem até o dormitório, alimentando um ao outro com entusiasmo e praguejando a inveja pelo o que eu estava prestes a fazer. Ou quem eu estava prestes a fazer. Uma vez que Jimin não tinha bebido nada no sábado, além de Dr. Pepper Diet, ele surgiu da cama domingo de manhã sem ressaca e cheio de planos para a Operação Fase Bad Boy.

Fingi uma ressaca maior do que eu realmente tinha, só para dissuadi-lo, mas Jimin com uma ideia não era prontamente dissuadido. Determinado a dar-me uma aula de como-seduzir-um-cara, querendo eu ou não, ele empurrou uma garrafa de suco de laranja em minhas mãos enquanto eu resmungava e puxou-me para uma posição sentado. Eu queria puxar as cobertas sobre minha cabeça e colocar meu fone de ouvido, mas era tarde demais para isso.

Ele se jogou ao meu lado.

— Primeiro você tem de abordá-lo sem medo. Sério, eles podem farejar o medo. Isso os coloca totalmente fora do cheiro.

Eu fiz uma careta.

— Fora do cheiro? Isso é tão... — Eu tentei pensar em uma palavra mais adequada do que aaauugh, mas meu cérebro não tinha se reiniciado ainda.

— Isso é totalmente verdade, sabe? Olhe, caras são cachorros.Os caras não querem ser perseguidos; eles perseguem. Então, se você está querendo pegar um, você tem que saber como fazer com que ele corra atrás de você.

Eu revirei os olhos para ele. Arcaico e, humilhante meu cérebro declarou, preenchendo o aaauugh, muito tarde. Este ponto de vista não deveria ter me surpreendido, eu já tinha a ouvido dizer esse tipo de coisa antes. Eu nunca considerei que aqueles comentários tão espontâneos faziam parte de um credo.

Eu suguei metade do suco de laranja antes de comentar.

— Você está falando sério sobre isso? Ela levantou uma sobrancelha.

— Este é o ponto onde eu não digo — como um ataque cardíaco, — certo?

É agora.

Eu respirei fundo. Eu tinha três minutos até a aula começar. Simon disse que eu precisava de um minuto, não mais do que dois.

— Mas dois é pressionar. — Ele insistiu. — Porque então você parece muito interessado. Só um é melhor.

Eu deslizei para o assento ao lado dele, mas me sentei na beirada, tornando-se óbvio que eu não tinha a intenção de ficar. Seus olhos se bateram aos meus imediatamente, as sobrancelhas escuras desaparecendo naquele cabelo bagunçado caindo sobre a testa. Seu olhar  era intenso.

Ele definitivamente estava assustado com a minha aparição ao lado dele. Bom, de acordo com Jimin e Maggie.

— Hey! — Eu disse, com um sorriso sutil,  esperando que eu parecesse algo entre interessado e indiferente. De acordo com Jimin e Maggie, essa impressão era uma parte vital da estratégia.

— Hey! — Ele abriu seu texto de Economia, escondendo o caderno de desenho aberto na frente dele. Antes que ele o ocultasse, eu peguei uma ilustração detalhada do antigo carvalho venerado no centro do campus e da grade ornamental de ferro forjado em torno dele.

Eu engoli. Interessado e indiferente.

— Então, me passou pela cabeça que eu não me lembro do seu nome da outra noite. Margaritas demais, eu acho.

Ele molhou os lábios e me encarou um momento antes de responder, e eu pisquei, me perguntando se ele estava propositadamente fazendo minha indiferença vagamente sustentada mais difícil de manter.

— É Jungkook. E eu não acho que eu o falei.

No momento seguinte, o Dr. Namjoon entrou ruidosamente perto do pódio, prendendo sua maleta de mão na porta. Um sonoro —Droga! — ecoou pelo anfiteatro, graças à acústica planejada da sala. Jungkook e eu sorrimos um para o outro enquanto nossos colegas de turma gargalhavam.

— Então... Você, hum, me chamou de Taehy antes? — Eu disse, e sua cabeça ligeiramente inclinada. — Eu realmente prefiro Taehyung, Agora.

Suas sobrancelhas se inclinaram ligeiramente para baixo.

— Ok.

Eu limpei minha garganta e fiquei, surpreendendo-o novamente, a julgar pela sua expressão.

— Prazer em conhecê-lo, Jungkook! — Eu sorri novamente antes de me virar e me mover rapidamente para o meu lugar determinado.

Manter minha atenção na palestra e desafiar a compulsão de espreitar por cima do meu ombro era insuportável. Eu tinha certeza de que eu sentia os olhos de Jungkook perfurando a minha nuca. Como uma coceira fora de alcance, a sensação me incomodou por 50 minutos diretos, e foi um esforço me controlar em não me virar. Inconscientemente, meu novo colega ajudou, fazendo observações sobre o Dr. Namjoon que me distraíam, como a contagem do número de vezes que ele disse — Uuummm, — durante a palestra, com marcas na parte superior do seu caderno, e apontando o fato de que nosso professor estava usando uma meia azul marinho e uma meia marrom.

Em vez de me demorar no final da aula para ver o que Jungkook faria (falar comigo ou me ignorar?), em vez de esperar por Bogum para sair (engraçado, eu tinha prestado pouca atenção nele na última hora, pela primeira vez), eu balancei a minha mochila no meu ombro e praticamente corri da sala sem olhar para nenhum deles. Emergindo da porta lateral para o ar de outono, eu suguei em uma respiração profunda. Programação: Aula de Espanhol, Almoço, Starbucks.

Jimin: Como foi a OFBB?

Eu: Consegui que ele me dissesse o seu nome. Voltei para o meu lugar. Não olhei para ele de novo.

Jimin: Perfeito! Encontro você depois da próxima aula seguinte para mais estratégias antes do café. ;)

Quando Jimin e eu entramos na fila do Starbucks, eu não vi Jungkook.

— Traidor. — Ele esticou o pescoço, certificando-se de que ele não era uma das pessoas por trás do balcão. — Ele estava aqui na segunda- feira, certo?

Eu dei de ombros.

— Sim, mas o seu horário de trabalho é provavelmente imprevisível. Ele me deu uma cotovelada de leve.

— Não muito. É ele lá, certo?

Ele veio através de uma porta na parte de trás com um saco de tamanho industrial de café. Minha reação física a ele foi enervante. Era como se todo o meu interior tivesse se apertado ao vê-lo, e quando se soltou, tudo se reiniciou de uma só vez, meu ritmo cardíaco acelerou, os pulmões bombeando de ar, ondas cerebrais funcionando com fúria.

— Ooh, Tae, ele tem tatoo, também! — Jimin murmurou apreciativo. — Justo quando eu achei que ele não poderia ficar mais gostoso...

Meus olhos caíram para seus antebraços flexionados quando ele cortou o saco, abrindo-o. Desenhos tatuados envolviam seus pulsos, símbolos contíguos e escritos correndo acima de ambos os braços e desaparecendo nas mangas da camisa cinza de malha, que foram empurradas acima dos cotovelos. Eu nunca tinha visto ele sem as mangas puxadas até os pulsos. Mesmo na noite de sábado, ele tinha usado mangas compridas, uma camisa preta desbotada, aberta sobre uma camiseta branca.

Eu nunca tinha me atraído por caras com tatuagens. A noção de agulhas injetando tinta sob a pele e a confiança de fazer impressões permanentes de palavras e símbolos era estranha para mim. Agora, eu me perguntava por quão longe as tatuagens se espalhavam, apenas as mangas em seus braços? Suas costas? Seu peito?

Jimin puxou meu braço quando a fila avançou.

— Você está estragando nosso ato fabricado cuidadosamente indiferente, a propósito. Não que eu possa culpá-lo. — Ele suspirou. — Talvez devêssemos fugir agora, antes que ele...

Eu olhei para ele quando ele ficou em silêncio, e vi um sorriso diabólico em seu rosto quando ele se virou para mim.

— Continue olhando para mim. — Ele disse, rindo como se estivéssemos tendo uma conversa divertida. — Ele está encarando você. E eu quero dizer encarando! Esse menino está despindo você com os olhos. Você pode sentir isso? — Sua expressão era triunfante.

Eu poderia sentir o seu olhar? — Agora eu posso, obrigado!— pensei.

Meu rosto se aqueceu.

— Oh, meu Deus, você está corando! — Ele sussurrou, seus olhos escuros arregalados.

— Nem vem! — Meus dentes estavam cerrados, a voz firme. — Pare de me dizer ele, ele...

— Está despindo você com seus olhos? — Ele riu de novo e eu nunca quis tanto chutá-lo. — Ok, ok, mas Tae, não se preocupe. Você conseguiu. Eu não sei o que você fez para ele, mas ele está pronto para sentar e implorar. Confie em mim. — Ele olhou em sua direção. — Ok, ele está começando um novo lote de café agora. Você pode encará-lo agora.

Nós chegamos mais perto, havia apenas duas pessoas na nossa frente. Eu assisti Jungko substituir o filtro, medir o café, e definir os controles. O avental verde estava amarrado a esmo nas costas, mais de um nó do que um laço. As faixas levaram meus olhos para os seus quadris em seu desgastado jeans de cintura baixa, um bolso segurando uma carteira onde uma corrente frouxa estava presa. Ela desaparecia sob o avental, ligada a um cinto na frente, sem dúvida.

Ele virou-se, então, os olhos na segunda registradora enquanto ele apertava botões e a trazia à vida. Eu me perguntei se ele planejava me ignorar como eu tinha feito durante a aula. Isso me serviria bem, jogar este jogo. Assim que o cara na minha frente começou seu drinque detalhado para a garota na primeira registradora, o olhar de Lucas virou-se para encontrar os meus.

— Próximo? — Taehyung. — Ele me cumprimentou com um sorriso, e eu me preocupei que ele pudesse ler minha mente, e os planos tortuosos que Jimin tinha implantado nela. — Americano hoje, ou algo mais?

Ele se lembrou da minha bebida de uma semana atrás.

Eu concordei, e ele deu um meio sorriso para meu espanto, registrando o pedido e escrevendo no copo com uma caneta. Em vez de passá-lo para um colega de trabalho, porém, ele mesmo fez a bebida.

Ele acrescentou uma capa protetora e uma tampa e entregou-me o copo. Eu não podia ler o seu traço de um sorriso.

— Tenha um bom dia! — Olhando por cima do meu ombro, ele disse. — Próximo?

Encontrei Jimin no balcão elevado, confuso e de mau humor.

— Ele fez a bebida para você? — Ele pegou sua bebida e me seguiu até o balcão de temperos.

— Sim. — Tirei a tampa e adicionei açúcar e leite, enquanto ele balançava a canela por cima do café com leite. — Mas ele entregou como se eu fosse qualquer outro cliente e pegou o pedido do próximo cara. — Nós o assistíamos interagir com os clientes. Ele não olhou nenhuma vez em minha direção.

— Eu poderia jurar que ele estava tão afim de você que ele não podia ver direito. — Ele meditou quando saímos, virando a esquina para se juntar à massa de pessoas que fluíam através do centro estudantil.

— Ei, baby! — A voz de  Yoongi tirou ambos de nossos pensamentos. Ele apanhou Jimin para fora do fluxo de pessoas e eu segui, rindo de seu grito alegre até que percebi o cara de pé ao lado dele.

Meu rosto ficou quente, sangue pulsando em meus ouvidos. Enquanto nossos amigos se beijaram e começaram a falar sobre a hora em que cada um sairia do trabalho hoje à noite, Minho olhou para mim, sua boca se erguendo em um dos lados. Minha respiração ficou ofegante e eu lutei para manter o pânico crescente e a náusea sob controle.

Eu queria virar e correr, mas estava imobilizado.

Ele não podia me tocar aqui. Ele não podia me machucar aqui.

— Hey, Taehy! — Seu olhar penetrante vagou sobre mim e minha pele se arrepiou. — Parece lindo, como sempre. — Suas palavras jorravam flerte, mas tudo o que eu sentia era a ameaça por debaixo delas, intencional ou não.

As contusões estavam desbotadas em seu rosto, mas não tinham desaparecido completamente. Uma linha amarelada circulava seu olho esquerdo, e outra roçava ao longo do lado direito de seu nariz como uma mancha pálida. Jungkook tinha lhe feito aquilo, e só nós três sabíamos.

Eu olhei para trás, mudo, agarrando o café em minha mão.

Eu uma vez pensei que este rapaz era bonito e charmoso, que ele usava me enganando completamente como ele enganava a todo mundo. Eu levantei meu queixo, ignorando a minha reação física a ele, e o medo que causava isso.

— É Taehyung!

Ele levantou uma sobrancelha, confuso.

— Hein?

Jimin agarrou meu cotovelo.

— Vamos. Você não tem História da Arte em cinco minutos?

Eu tropecei um pouco quando virei e o segui, e ele deu uma risada suave e ridícula quando passei por ele.

— Vejo você por aí, Tahyung. — Ele provocou.

Meu nome em sua boca enviou um tremor por mim, e eu segui atrás de Jimin no mar de estudantes. Logo que eu pude me mover, quis escapar dele rápido o suficiente.




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