História Éclair - Capítulo 29


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Categorias EXO, Girls' Generation, Red Velvet, SHINee
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Irene, Joy, Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Taemin Lee, Taeyeon, Yeri
Tags Angst, Baeksoo, Brotp!chansoo, Brotp!sebaek, Brotp!xiuhan, Chenlu, Culinária, Exo, Fluffy, Hunrene, Luchen, Serene, Slice Of Life, Slight!taekai, Slight!xiubaek, Slowburn, Sukai, Xiuyeol
Visualizações 116
Palavras 5.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi oi oi oi oi oi oi (avenida brasil) kkkkk
Quem é vivo sempre aparece ne hahahaha
Tô aqui de volta com uma att bem boiola com crises e tudo mais
Não sei mt o que dizer além de LULA LIVRE e o fato que eu esperei (e leia-se esperar por AGONIZAR) por MUITOS E MUITOS E MUITOS meses pra soltar essa cena do Sehun que vai sair aí (já tinha ela pronta desde quando Éclair começou aaaaaaa) então me sinto aliviada

Obg vcs que tão sempre na espera dessa novelakkkkkkkkkkk e boa leitura

Capítulo 29 - Bagel


Fanfic / Fanfiction Éclair - Capítulo 29 - Bagel

 

Junmyeon sentia um abraço lhe esquentar como brasa em meio a escuridão do quarto. O cheiro peculiar de canela estava por todo o lugar, como se espalhasse sobre si como um bagel assado. Mas não estava reclamando. Aquilo tudo só fazia com que o conforto fosse maior e cada vez mais tomava todos os seus sentidos.

O professor voltou a fechar os olhos e sentir a calmaria tomar conta de si enquanto respirava a canela reconfortante.

Era a primeira vez que ficava desse jeito com alguém. Nunca nenhum de seus namorados havia simplesmente lhe abraçado do jeito que Kai fazia, apenas dormiam do seu lado como se não fosse nada demais. Era diferente. Kai não tinha expectativas altas sobre aquilo, nem ao menos forçava nada sexual — apenas continuava com a habitual troca de carícias, que ainda dava esperanças para o coração despedaçado de Junmyeon.
Sentia-se feliz ali, pela primeira vez em muito tempo. Desde quando terminou com o ex-namorado, punha-se a pensar em suas atitudes. Não fazia o mínimo de esforço para retornar flertes, ou para marcar um encontro que fosse com alguma outra pessoa. Tinha medo. Tanto medo que parecia ser a única coisa em volta de sua mente. Mas agora, nos braços de Kai, era como se finalmente tomasse ar nos pulmões novamente.

Não que todas as inseguranças haviam desaparecido do nada, mas o fio de esperança parecia prestes a se acender novamente. Ele parecia tão diferente de toda pessoa que já havia passado pela sua vida que era praticamente impossível não sentir alguma esperança com aquela relação.  A verdade era que seu coração despedaçado precisava de alguma folga, e Junmyeon parecia ter finalmente a encontrado nos braços de Kim Kai.

Olhando para o seu lado no quarto escuro, podia vê-lo. O corpo quente parecia desperto, mas preguiçoso. Ele lhe tocava com delicadeza e suavidade, como se pudesse quebrar. O professor tentou encontrar o seu rosto na escuridão e percebeu que os olhos ainda estavam fechados, mas a boca adornada em um sorriso satisfeito.

“Estou te vendo me olhar, Junmyeon.” Ele disse, finalmente abrindo as orbes para si.
Junmyeon sorriu. Não estava esperando que ele fosse falar isso tão deliberadamente.

“Você é tão injusto. Parece como um príncipe logo pela manhã, também.” Kai riu de leve de seu comentário, aproximando-se mais do seu aconchego.

“Não sou nenhum príncipe, meu anjo. Estou mais para um grande admirador de um professor literato.” Aquelas palavras sussurradas logo pela manhã... fariam qualquer coração disparar dentro do peito. E não foi o contrário com ele.

Sentia que podia sorrir apenas ao olhar para ele ali, declarando seus poemas no seu ouvido como sempre fazia. Kai sorriu novamente ao se aproximar, deixando um selar quente bem perto de seus lábios. Não era nada sensual, muito pelo ao contrário. Era como se certificasse que ele ainda estava ali consigo. O coração de Junmyeon se esquentou.

"Bom dia, Junmyeon." O moreno sussurrou, tocando sua face.

Tinha os olhos castanhos quentes nos seus, sempre com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

"Bom dia." Kim respondeu, sem saber direito como reagir ao momento naquele presente.

"Você dormiu bem?" Ele perguntou, ainda o olhando profundamente.

"Sim." Junmyeon começou a se sentir intimidado.

Talvez fosse besteira sua, mas como não estava acostumado com pessoas tão próximas na sua vida, era normal que não soubesse o que fazer em situações como aquela. Normalmente ele não sabia muito como reagir em situações que envolviam muita intimidade. Era um defeito que havia adquirido após anos de flagelo e desinteresse das outras pessoas. Mas Kai parecia ser diferente, porque não estava contente com poucas palavras.

"Está com fome?" Perguntou, dessa vez segurando sua mão como sempre fazia.

Junmyeon olhou ali, para a mão dele quente em cima da sua. Era esquisito o quão familiar aquilo era. Não importa quanto tempo havia passado desde a primeira noite em que tinham ficado juntos só por ficar, parecia que cada vez Kai tentava se aproximar sem reservas nenhuma pra cima do professor. Ele não tinha medo nenhum de se apaixonar, e Junmyeon o invejava muito por isso.

"Não sei se estou com fome.” Disse, voltando o olhar para o moreno.

Ia dizer mais alguma coisa, mas acabou ficando quieto. Kai sorriu. Parecia ter percebido o seu desconforto, pois o aperto na mão se fez mais forte.

"Preciso comprar alguma coisa pra você. Normalmente tomo café naquela cafeteria em que nos vimos outro dia..." Ele disse, como uma sugestão.

"Ah…" Novamente, não sabia o que lhe dizer.

"Posso trazer pra você. O que acha?" O professor ficou surpreso.

"Vai buscar pra mim?"

"Claro. O que quiser. Se não quiser ficar sozinho, podemos ir juntos." De nenhuma maneira ele deixaria que o rapaz fosse buscar café pra ele como um grande folgado.

"Acho que seria melhor irmos juntos, não quero te atrapalhar." Kai sorriu largo dessa vez, puxando a mão pra fora da sua.

Pousou os dedos em seu rosto com delicadeza, trazendo-o para mais perto. Podia sentir o calor da respiração dele ali bem perto da sua, ainda cheirando a canela.

"Nunca faria isso, Junmyeon." Ele disse, selando os lábios no seu por alguns segundos.

Junmyeon ficou desconcertado.

"O que faz aos sábados?" Kai mudou de assunto, surpreendendo o professor.

Parecia tão casual ali, como se já se conhecessem há tempos. Talvez para o outro fosse assim. O professor ainda não sabia direito como responder as investidas do rapaz.

"Eu… uh…" Disse, tentando encontrar as palavras em meio o momento inesperado.

"O que? Tem compromisso?" Kim fez uma pausa.

Aqui seria um momento de decisão. Ele podia dizer a verdade e falar que não saía com ninguém já fazia uns bons três anos. Ou podia mentir, e esconder toda a sua vida patética e a bagagem de inseguranças que carregava. Resolveu fazer o que nem ele mesmo esperava:

"Eu… escrevo. Estou escrevendo um livro." Disse, calando a boca no mesmo momento.

Não sabia por que, mas sentia que aquilo era extremamente mais íntimo do que qualquer outra coisa que poderia ter lhe dito ali naquele momento. Kai pareceu perceber também, pois ele sorriu diferente dessa vez. Parecia mais acolhedor.

"Mesmo?" Perguntou, sondando com um ar de felicidade em saber daquela informação.

"Sim." Junmyeon confirmou.

Agora não adiantaria voltar atrás. Teria que seguir firme e admitir para si mesmo que estava no estágio de escrita ligeiramente mais avançado do que esperava. A escrita já estava tomando conta de seus sentidos há algum tempo, e só faltava admitir para si mesmo que era aquilo que queria seguir, que era ali que se encontrava. Finalmente havia tirado isso de si mesmo, e parecia uma sensação libertadora — e ligeiramente mais desgovernada, também...

"Posso ler?" Kai perguntou, com a curiosidade brilhando em seus olhos.

"Ainda não terminei."

"Mas quero ler mesmo assim." Junmyeon riu.

"Por quê?" Realmente queria saber.

Não era como se fosse uma coisa realmente interessante para um pretendente — se é que poderia chama-lo assim — iria gostar de saber. Quer dizer, quantos de seus namorados realmente se interessaram pelas coisas que ele fazia? Nenhum dos quais ele podia lembrar. Sem exceção.

"Tenho certeza que é fascinante, e quero ser o primeiro a lhe dizer isso."

É claro que Kim Kai não apenas diria o que ele nunca sonhou que iria ouvir sobre si, ele faria questão de ir além. Fazer com que se sentisse tocado com tudo o que ele falasse.

Junmyeon olhou bem pra ele, tentando encontrar qualquer coisa que mostrasse que ele estivesse mentindo. Qualquer indício que aquilo era só mais uma cantada barata que havia recebido como tantas outras na vida, mas não achou nada.

"O primeiro?" Disse, ligeiramente envergonhado agora por perceber que ele falava sério.

"O primeiro, Junmyeon. Seu fã número um." Junmyeon riu.

“É um livro triste. Não sei se vai gostar.” Kai fez uma pausa, voltando a tocar suas mãos.

“Gosto de poesias, Junmyeon. Gosto de você, também. Não sei como não me despertaria o interesse.” O professor ficou atônito.

Kai observava seus olhos, sem quebrar o contato. Sorriu de lado antes de sussurrar:

“Você mudou.”

“O que?”

“Sua expressão... parece mais relaxado. Fico feliz em ver isso em você. Quando te conheci, você estava bem diferente de como eu estou vendo você agora.” O que aquilo deveria significar?

“Ah… eu… me sinto bem hoje.”

“Mesmo?” Kim apenas concordou com um aceno, sem saber direito porque ele queria uma confirmação.

Kai sorriu, puxando os dedos bronzeados até a sua face.

“Eu também, Junmyeon.” ele disse “Melhor do que me sentir bem, sinto que finalmente estamos falando a mesma língua.” Junmyeon apenas olhou pra ele.

“Do que está falando?” Kai fez uma pausa, brincando com seus cabelos castanhos.

“Te disse antes que estava interessado em você, e é verdade. Se está aqui comigo, agora, acho que finalmente está permitindo o seu coração a se libertar. Fico feliz por ter me escolhido para me confiar essa liberdade.” O professor ficou em silêncio.

Não sabia como ele conseguia, mas era assim. Sempre assim. Parecia que a capacidade de leitura de Kai era mais sensível do que qualquer outra. E agora não era diferente.

“Eu... ainda não sei o que te dizer.” O moreno negou com um aceno.

“Você não tem que me dizer nada. Eu só quero a sua companhia. Você me concede isso?”

“Sim.” Junmyeon sussurrou, sem saber bem o porquê.

Sua atitude fez o outro rapaz sorrir.

“Bom.” Disse, puxando os lábios do professor para os seus.

O selar foi suave novamente. Tinha a mesma quentura confortável do momento, mas parecia mais profundo. Ou talvez fosse apenas o professor finalmente se encaixando com os beijos de alguém que gostasse de si de verdade. Podia sentir a diferença, de algum modo.

“Jun...” Kai murmurou  “Você quer subir? Podemos ir até o meu apartamento se quiser.”

“Hum…?” O moreno sorriu com a sua dúvida.

“Não estou pensando em nada. Quero que tome um banho, relaxe, vista algo confortável e venha comigo até o café.”

"Ah…”

“Acho que você poderia vestir algo meu. Talvez eu tenha algo mais... comportado pra você.” Junmyeon riu de leve.

“Certeza? Nada com muito glitter ou tiras de couro?”

“Isso também. Mas não acho que combinaria muito a luz do dia, quebra o mistério da coisa.” O professor riu novamente.
Voltaram a se olhar, mas nenhum fez menção de finalmente se levantar. A redoma que havia sido criada ali era gostosa demais para deixar outros fatores da vida lhes afetar. Parecia um recanto daqueles das histórias de amores perdidos, em meio ao momento crucial em que algum dos heróis tinha que finalmente partir. Mas nenhum deles se sentia como um herói naquele momento, Junmyeon conseguiu perceber.

“Se você não se mover, Junmyeon, ficaremos aqui o resto do dia.” O professor sorriu.

“Você que é o dono do bar, não eu.”

“Sei disso. Você é o dono da minha vontade de ficar aqui com você.” Kai sorriu. “Você quer continuar conversando?” Junmyeon deu se ombros.

“Você quem sabe.” Ambos se olharam ao mesmo tempo.

“Eu quero saber mais de você, é a única coisa que quero fazer agora.” O professor ficou surpreso novamente.

Mordeu o próprio lábio como se ponderasse o que falar. Não era tão bom em se abrir para outras pessoas, principalmente porque não estava acostumado a falar sobre si mesmo. Aparentemente, isso iria acabar agora.

O professor tomou coragem antes de continuar a falar.

“Pode perguntar.”

“Então… esse seu livro…” Junmyeon sorriu.

“Você não desiste.”

Kai se aproximou mais, deitando a cabeça sob o seu peito. Os olhos castanhos tão perto estavam atentos para qualquer reação que o professor, o que o fez sentir ligeiramente intimidado.

“Não me disse sobre o que se tratava o livro, então estou curioso.”

Era difícil explicar, mas o professor tentou se esforçar.

“É um romance. Casamento em crise. Trata-se de um casal que perdeu o amor de suas vidas e acabaram se perdendo no caminho também.” Kai franziu o cenho parecendo sem entender.

“São casados e perderam o amor de suas vidas? Como isso é possível?”

“Eles tinham um filho.”

“Oh…” O rosto dele mudou de expressão no mesmo momento. “Isso é bem triste.”

“Sim, é. É disso que o livro se trata, na verdade.”

“Da tristeza?”

“Sim. E de encontrar caminhos para fora dela também. É como se, no fim, fosse apenas uma luta em que o caminho era fazer as pazes com o luto. E aceitar que a morte existe para o curso natural da vida acontecer.” Kai apenas ficou olhando para ele.

Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, tão breve quanto um sopro. O professor queria muito perguntar o que ele estava pensando.

“Você é exatamente o que eu pensava.” Disse, de repente, fazendo Junmyeon ficar surpreso.

“O que?”

“Sua sensibilidade para viver é o que te faz especial, Junmyeon. Eu sinto muito que ninguém reconheceu isso em você antes. Você merece muito mais do que já te ofereceram.”

Não sabia o que responder novamente. Poderia dizer que sim, reconhecia que as pessoas não eram tão sensíveis como ele era, mas sempre enxergou isso como um defeito, nunca uma qualidade. Sempre se julgou por sem sensível, muitas vezes sendo chamado de chorão e covarde. Ter alguém que reconheça sentimentos como algo bom, de valor, fez algo mudar dentro de si naquele momento. Parecia que a cada minuto que passava do seu lado, Junmyeon tinha uma visão totalmente diferente de si mesmo.

“Você acha isso mesmo?” Perguntou, realmente curioso para o que ele tinha pra falar.

“Reconhecer que sentimentos são válidos constrói sabedoria. É isso no que eu acredito. As pessoas precisam se conectar mais, não acha?” O professor ficou lhe encarando.

Nunca havia pensado dessa forma, mesmo sendo a favor da quebra do padrão de desinteresse que o modernismo construiu. Sim, as pessoas deviam se conectar mais, mas as pessoas também tem medo de se conectar. E, apesar de reconhecer que ele estava certo, Junmyeon ainda fazia parte dos medrosos.

“Quem é você?” Disse, para descontrair o clima que havia se estabelecido.

Kai riu com gosto pela primeira vez formando uma covinha funda nos olhos.

Era bonito de se ver. Ele era bonito de se ver. Principalmente ali, falando as coisas que falava para si com tanta propriedade.

“Apenas um curioso...” Disse, ainda sorrindo “Você já tem um título para o livro?” Junmyeon sorriu para o seu interesse.

“Tenho vários, na verdade. Divido todos eles por capítulos, cada um significa alguma coisa em alemão.” Kai ergueu as sobrancelhas em surpresa.

“Hum, que complexo.”

“Acho que parece mais complexo do que é de verdade.” O moreno torceu os lábios como se estivesse pensando.

“Talvez…” Disse, voltando o olhar para si “Ou talvez você não quer aceitar que sabe fazer algo tão complexo.”

“Eu não sei.”

“Você sabe sim, Junmyeon. Veja quão complexos nós já nos tornamos em poucos minutos.” O professor riu, se esticando para tocá-lo no rosto.

O primeiro toque fez o outro rapaz sorrir. Os dedos contornando a face dele como uma pintura. Não cansava de dizer o quão lindo ele era.

Kai fechou os olhos em meio a caricias. Beijou a palma da sua mão, e se acomodou em suas mãos. Era a primeira vez que tinham um contato tão intenso assim, o que era esquisito. Não entendia porque a proximidade com ele parecia mais natural que as outras pessoas. Talvez fosse pelo rapaz ser tão aberto, ou talvez fosse porque era pra ser. Não sabia. Mas se tivesse que esperar para ver acontecer, tinha certeza que valeria a pena.

O celular de Junmyeon começou a tocar de repente, como uma música e fundo em meio a calmaria. Kai resmungou, abrindo os olhos. O professor se esticou, tentando procurar pelo aparelho em meio a bagunça que haviam feito antes de dormir. Estava jogado na cama, de baixo do lençol.

Junmyeon franziu o cenho para o número iluminado na tela. Aquilo não era nada bom.

“Quem é?” O moreno perguntou.

O professor atendeu a chamada, olhando para o rapaz na sua frente. Não tinha um jeito melhor de fazer aquilo, então resolveu atender de uma vez:

“Sehun?” Sussurrou, como se fosse amenizar o rosto de Kai se transformar em um mar de tristezas.

Não tinha timing pior para aquilo acontecer.

 

 

 

Havia pilhas e pilhas de livros sobre bebês nas costas de Sehun quando ele entrou na próxima loja de seu interesse: O Mundo Infantil. Seu objetivo era reunir o tanto de informações possíveis até a vinda do bebê — tinha chamado carinhosamente o seu plano de “Projeto Aglomerado, parte 1”. Não era muito bom com nomes, mas aquele seria o projeto mais importante da sua vida então o nome não importava muito, mas sim a procedência do plano oficial. Essa sim teria que ser perfeita.

O projeto do aglomerado estava sendo exaustivo, pois a preparação da sua chegada exigia um esforço do qual não estava acostumado. Desde ir atrás de livros de manuais de bebês, até a Fase Teste — como agora —, tudo estava lhe exigindo muita energia mental. Não queria que Irene sentisse que ele não iria conseguir resolver tudo, então fez o que sabia fazer de melhor: formulou um projeto de pesquisa. Carinhosamente pensou em algum nome inclusivo, sem estigmas sociais — como havia conversado com Baekhyun mais cedo. Então resolveu seguir com esse nome até que o Aglomerado nascesse e resolvesse assumir seu papel social na sociedade (só não sabia quantos meses os bebês demoravam para entender isso tudo).

Por esses motivos complicados é que se confundia tanto em relação as cores que deveria comprar para o bebê.

Azul? Rosa? Ou amarelo? 

Será que deveria escolher pelo gênero socialmente imposto? Ou deveria partir para o conselho de Baekhyun, e imaginar que o aglomerado não irá gostar de papéis sociais? Talvez preto fosse a melhor opção: fácil de lavar, sem sujeiras ou pó que possa acumular ácaros. Mas aí também teria o problema do calor que a falta de luz faz receber. Já estava entrando em crise e estava apenas na fase de comprar utensílios.

“Senhor, posso ajuda-lo?” Sehun se assustou, olhando para baixo.

Uma mulher de aproximadamente 25 anos de idade lhe olhava de um jeito estranho. Talvez fosse sua mochila exagerada, ou talvez a quantidade de coisas que carregava nos braços como o pesquisador excepcional que era. Mas Sehun não ligou. Estava apenas extremamente aliviado por tê-la ali para ajuda-lo.

“Sim! Por favor!” A moça sorriu, com uma expressão peculiar.

“Primeiro filho?”

“Na verdade, esse é o problema.” Sehun fez uma pausa “Como sei se um bebê não vai odiar viver sob um papel social?”

Um silêncio se instaurou na conversa, e a mulher parecia paralisada. Ficou lhe encarando como se não tivesse escutado o que ele havia acabado de falar.

“Desculpe?”

Ela parecia mesmo confusa...

“Você sabe… menino… menina… azul e rosa… não quero nada como isso. Mas a ausência de cores emitirá mais calor, o que pode ser ruim para um recém-nascido.”

Parecia que tinha evocado algum tipo de força maligna, pois a expressão que ela lhe deu era de pura descrença. A moça colocou a mão sob o peito como se tivesse sido ofendida.

“O senhor quer tudo sem cor? Mas… é um bebê.”

“Tecnicamente… ainda está na parte do aglomerado.”

“Aglomerado?”

“Quando as células ainda estão fazendo meiose.” Pois se a explicar “Multiplica-se até criar o tecido, primeiro o aglomero, depois a formação da gástrula.” A mulher parecia atônita, sem saber o que responder.

Será que ela não entendia de biologia básica? Aquilo tudo havia aprendido em um dia de pesquisa do Projeto Aglomerado. Soube que estudavam sobre isso na escola, então achou que ela iria entender. Aparentemente estava enganado.

“Vou chamar a gerente pra conversar com o Senhor.” Sehun franziu o cenho em confusão.

Mal pode perguntar qualquer coisa, pois a funcionária já havia fugido dali. Sem saber o que fazer, ele apenas se dirigiu para a seção qual estava ansioso para ver: a de comidas industrializadas.

Chegou mais perto do corredor sentindo como um herói desbravando uma floresta desconhecida, como Link em Legend Of Zelda. A diferença é que ele não tinha nenhum espírito que pudesse lhe guiar pelo caminho apertando um botão — teria que fazer tudo isso sozinho. Portanto, tratou de respirar fundo, apertar a mochila pesada de livros nas costas, e se afundar entre o mundo de comidas pastosas.

A primeira coisa que viu, foram prateleiras: muitas, muitas e muitas delas. Não entendia porque as prateleiras eram cheias de uma variedade de diferentes potes com comida em forma não sólida. Não que não fosse sólida, mas o alimento pastoso lhe parecia inútil. Era pasta. Eventualmente, teriam o mesmo sabor em algum ponto. Isso só o confundia para escolher o pote correto, que fosse do gosto do Aglomerado.

Parecia que as empresas corporativas disputavam para lhe oferecer o melhor produto não sólido possível, dentre a vasta disponibilidade de escolha entre as marcas. Mas Sehun não queria escolher, queria apenas pegar o pote certo sem dúvidas ou receios. O que estava sendo bem difícil no momento, levando em conta que haviam vários sabores: do mais salgados até o mais doce — incluindo as papas que eram um meio termo, o que consideravam agridoces. Não sabia como a papa de frango poderia ficar do lado da de geléia de uva, parecia uma sugestão muito ruim de combinação degustativa. Apesar de Baekhyun um dia lhe ter dito que queijo não era um alimento salgado na França.

Vai ver o mundo da gastronomia era esquisito por si só.

Sehun suspirou, puxando um ou outro item da prateleira sem saber direito o que fazer. Talvez devesse comprar todos. Ou talvez apenas as salgadas e outro dia voltaria para testar as doces. Ou, melhor ainda, talvez devesse comprar um de cada sabor popular entre os seres humanos recém-nascidos, e aí poderia eleger qual era o melhor para mais tarde.

Ou talvez devesse ligar para alguém.  

Pegou o celular do bolso.

Deveria perguntar para Irene? Seria mais seguro se sim. Mas ele também queria se mostrar capaz de escolher a melhor comida para o seu bebê. Não podia passar o resto da sua vida paterna deslocado, e pedindo ajuda aos cantos. Bom, pelo menos não os cantos com quem convivia.

Não hesitou mais um minuto em discar o número que um dia havia sido familiar na sua agenda. Estava torcendo muito para que ele atendesse. Muito mesmo. Na realidade, Sehun sentia mais que precisava falar com alguém do que qualquer outra coisa que pudesse fazer para esse projeto. Pela primeira vez na vida, estava completamente perdido.

Por fim, o celular atendeu depois de 5 toques.

“Sehun?”

A voz do outro lado estava um pouco baixa, quase um sussurro; o que fez o programador pensar que estava atrapalhando alguma coisa. Logo se sentiu culpado por ter agido em meio a desespero.

“Junmyeon… você pode falar? Se não puder, tudo bem. Eu desligo.” Disse, cuidadoso.

“Não, não. Só me dê… um momento.”

Ouviu um farfalhar do outro lado, e talvez... um trinco se abrindo? Não era muito bom com deduções acústicas. Sehun esperou até que a linha voltasse a fazer algum som novamente.

“Pronto. Pode falar.” A voz estava normal agora, mas ainda um pouco rouca.

“Você está bem?” Perguntou com preocupação. “Sua voz parece um pouco diferente.”

“Aaah… é… uh… não, não. Eu… estou bem.” O outro franziu o cenho.

“Tem certeza? Se eu liguei em uma hora ruim, eu posso retornar depois.”

“Não, não, não. Tudo bem, pode falar.” Sehun fez uma pausa.

Era bem óbvio que ele não podia falar, mas não iria insistir mais do que já havia insistido. Se ele estava esperando do outro lado da linha, o mínimo que podia fazer era explicar rapidamente a sua situação.

“Eu… na verdade tenho uma coisa pra lhe perguntar.”

“S-sim?”
O programador suspirou, passando as mãos nervosamente pelo cabelo.

“Como é que você sabe do que eles vão gostar? Quer dizer, existem milhares delas: frango com milho, maçã, uva, peru com legumes e arroz, carne com abóbora, frutas vermelhas, iogurte e… nossa. Até de kimchi? Isso não pode ser verdade.” 

Demorou um pouco para o outro rapaz responder na linha. Foi quando Oh percebeu que estava perdido de uma vez. Nem Junmyeon entendia sobre essa coisa de comidas em papa?

“Sehun… o que está dizendo?”

“Eu só... eu não entendendo. Por que tantos sabores? Porque tantas categorias diferentes? Cor, textura, sabor, cheiro… tudo isso me confunde. Não sei qual delas um bebê iria gostar.”

“Você está… comprando papinha de bebê?”

“Ah. Então é assim que se chama?”

“Sim…”

“Bem, então sim. Estou comprando uma delas. Talvez 3, na verdade. Na verdade eu não sei.”

“Escuta.” Junmyeon falou baixo. “O que está acontecendo?”

“Eu vou ser pai, Junmyeon.” Um silêncio se instalou pela linha. “Estou pirando e não sei o que fazer. Isso é ruim?” Sentiu o caroço formar no fundo da garganta.

Não queria ser essa pessoa. Não queria pirar e surtar com tudo o que estava acontecendo e as possibilidades do que poderia vir a acontecer. Ele queria apenas conseguir se achar de novo, provar para si mesmo que não iria falhar e que não precisava continuar dependendo de pessoas.

Mesmo que estava justamente fazendo isso agora.

“Onde é que você está?” Junmyeon perguntou, preocupado.

“Em uma loja de coisas para bebês.” Silêncio novamente.

Demorou alguns segundos até que ele respondesse.

“Sehun... talvez deva voltar para a casa. Acho que talvez você não esteja tão bem.”

“Não, eu estou bem sim. É só que... não sei. Estou pensando se seria muito ruim se eu sentasse aqui nesse chão suspeito e ter uma crise de ansiedade— é. Talvez eu não esteja bem.”

“Meu Deus Sehun... respire fundo.” O programador respirou.

“Junmyeon... eu não sei o que fazer. Me diz o que fazer. Você é um professor sensacional, entende de crianças.” O professor ficou em silêncio.

Todos esses silêncios causavam arrepios em Sehun. Parecia que só confirmava que tudo estava perdido.

“Crianças de mais de quatro anos, sim, eu entendo.” Ele continuou, de repente “Agora... bebês? Eu sei porque está pirando. Eles são assustadores.”

“Junmyeon, não está me ajudando!” O outro suspirou.

“Eu não sei o que te dizer Sehun. Talvez você devesse sair daí e dar uma volta em algum lugar com ar livre.”

“Tipo uma praça?” Silêncio novamente.

“Talvez você deva ficar aí mesmo. Quer que eu chame alguém?” Sehun suspirou.

“Não, eu só... eu não sei. Eu achei que queria isso antes, entende? Mas então comecei a ler todos esses manuais e percebi que não sei absolutamente nada sobre bebês. As estatísticas apontam que eu vou falhar no teste Pai.”

“Sehun... tente se acalmar.” Junmyeon disse, usando sua voz de professor compreensivo “Quando foi que descobriu isso?”

“Irene fez um teste. Ele deu positivo.”  

“Oh...” Silêncio novamente.

“Sei o que está pensando. É loucura. Pouco tempo atrás estávamos brigando com essa coisa toda do casamento, agora teremos um bebê. É como se o mundo estivesse brincando com a gente.”

“Bem... vocês são bem apaixonados... não são?” Sehun negou, inutilmente, já que ele não poderia ver.

“Não é esse o ponto, Jun. A coisa é que eu e Irene... nós mal temos como nos sustentar. Irene iria entrar na faculdade esse ano e de repente ela tem um bebê para carregar.”

“Ela pode entrar ainda, não é o fim. Só... vão precisar revezar.”

“Você acha? Não quero que ela fique sobrecarregada.” Junmyeon riu de leve.

“Bem, ela vai ficar. Quer dizer, sobrecarregada como uma melância.” Sehun sorriu.

“Melância... é um nome melhor que Aglomerado.”

“Vai chamar seu bebê de Aglomerado?”

“Talvez Melância seja melhor.” Junmyeon riu, achando graça.

Alguma voz se fez presente no fundo da conversa, mas logo foi abafada. Sehun não escutava nada mais além de vozes abafadas.
“Junmyeon?” Sehun perguntou, sem receber nenhuma resposta.

Poucos segundos depois, sentiu que ele havia voltado para linha.

“Sehun?”

“Sim?”

“Ah... achei que havia desligado. Hã... me desculpe por ter...” Ele parecia perdido na própria fala. “E-eu precisei conversar... com alguém.” O programador ficou quieto por alguns segundos.

“Entendo.” Sehun fez uma pausa “Escuta, está tudo bem. Você pode desligar se precisar. Você já me ajudou bastante, Jun.” Silêncio novamente preencheu a linha.

Sehun não estava entendendo muito bem se ele estava cauteloso para falar consigo, ou se o problema era que havia ligado numa hora ruim. Então achou melhor dispensá-lo em ambos os casos. A final, seu problema era uma coisa que só ele mesmo poderia resolver.

“Me desculpe, Sehun. Mais tarde eu ligo pra você, pode ser?” O programador concordou com um aceno, mesmo sabendo ser inútil.

Continuava esquecendo que telefones não tinham câmeras.

“Tudo bem.”

“E... sobre as papinhas? Você deveria só pegar um sabor mais tradicional, como frutas sortidas. Não acho que o bebê iria reclamar.” Isso o fez ficar boquiaberto.

Olhou para a prateleira e viu que realmente parecia a melhor opção, pois quase não tinha nenhum potinho desse sabor.

“Existe isso? Nossa! Você é um gênio, Junmyeon!” O professor riu.

“Até mais, Sehun. Te ligo mais tarde.”

“Até. E obrigado.” Silêncio se vez na linha novamente, antes de Junmyeon desligar.

Agora estavam apenas ele, as prateleiras, e um pouco menos de ansiedade em seu peito. Talvez devesse mesmo ir para alguma praça. Se pudesse correr por uns bons sete quilômetros resolveria a sua confusão e ele poderia olhar para as estatísticas com calma. Nada iria desabar, certo? Quer dizer... ele ainda poderia trabalhar para alguma facção se tudo desse errado. Ou poderia virar hacker.

Não, Aglomerado não poderia ter um pai na prisão.

Talvez devesse apenas levar algumas dessas comidas pastosas e surtar o quanto pudesse antes que os problemas de verdade pudesse aparecer. É, deveria fazer isso.

Sehun resolveu pegar 5 potes de cada uma daquelas pastas de frutas e seguiu em frente. A loja num geral estava bem vazia, então haviam poucas pessoas na fila. Enquanto esperava, seus olhos se dirijam para outro lugar.

Era um standee chamado “Cheguei!”. Haviam fraudas, toalhinhas, cobertores e pequenas meias coloridas, todas para bebês bem pequenos. Dentre todos os objetos ali — que faziam Sehun sentir alguma coisa esquisita —, a pequena meia listrada com as cores do arco íris, com uma estrela amarela de pelúcia na ponta, foi o que mais tocou seu coração; pois lembrava Irene. Sua Irene que era apaixonada pela galáxia e lutava com amor de justiça.

Ele se aproximou, pegando a pequena meia na mão. Ficava tão pequena ali na sua palma, que o fez pensar: como um ser tão pequeno poderia ter tanto impacto na vida das pessoas? Era minúscula. E macia. E com linhas coloridas fazendo um sorriso fofo na estrela. Sehun imaginou um pezinho ali, que poderia facilmente ser substituído pelos seus dois dedos médios. O buraco da meia mal cabia seus dedos de tão pequeno que era o espaço.

De repente sentiu que tudo fazia sentido. Havia acabado de descobrir um novo universo ali, naquela pequena meia de colorida. Finalmente havia encontrado sua resposta.

A meia era como um paradoxo em que o tamanho não parecia real. Era menor que o seu próprio tamanho, mas também era maior para o tamanho dos seus sentimentos por ela. Apenas a imagem da estrela sorrindo para si fazia com que um sorriso brotasse no seu próprio rosto.

Parecia que a estrela estava contente por ele ter se entendido.

E Sehun realmente estava.

Pegou a peça de roupa e levou para o caixa. A pequena meia iria ganhar um lar a partir de hoje. Enquanto caminhava até a fila novamente, Sehun olhava para ela como se fosse a coisa mais surpreendente do mundo, e talvez fosse. Pelo menos por agora, Sehun só queria continuar segurando a meia por algum tempo até que sentisse a sua força voltar. O que, curiosamente, estava funcionando.

Assim que chegou sua vez de passar as compras, a atendente do caixa sorriu.

“Bom dia, Senhor.” Sehun apenas concordou com um aceno, pois ainda estava se sentindo emocionado.

A moça começou a passar todas as papinhas com um bip do código de barras, exibindo um sorriso no rosto.

“Lembro de quando vim aqui pela primeira vez, e comi várias desses apenas para testar o sabor.” O programador ficou mudo.

“Certo...”

“Não vale a pena. Tem uma razão para se chamar papinhas de bebê, sabe.” Não, Sehun não sabia.

Mas isso era tarde demais.

“O Senhor vai ser ganhar um bebê?” Sehun concordou com um aceno.

“Menino ou menina?” Ele pensou.

Olhou para a meia novamente, e lembrou do que havia combinado antes com Baekhyun. A cor do enxoval e todas as questões sobre o Aglomerado antes dele mesmo existir. Nada daquilo era importante, porque o seu bebê era a única coisa que lhe importava no mundo agora. Nada mais se comparava ao tamanho dele em sua vida.

“Será que isso importa?” Sussurrou, mais como uma reflexão.

A moça pareceu sorrir mais largo com a sua declaração.

“Não, claro que não.” Disse, olhando para a meia que ainda estava na sua mão. “Vai levar a meia?” Sehun olhou novamente para o pequeno objeto.

Mesmo se Irene não fosse gostar, ele queria aquela meia. Talvez estivesse agindo feito um maluco por colocar tanta fé numa pequena estrela insignificante de pelúcia, mas era assim que ele se sentia. Mais perto do infinito quando estava cercado de estrelas.

“Sim.” Ele finalmente disse “Eu vou levar.”


Notas Finais


AI GENTE É ISSO
Toda vez que eu ia no mercado ria sozinha com as papinhas, nunca pude falar isso pra ninguém, como somos agonizantesssss kkkkkkk
Próxima att acho que sai em breve rsrsrs
Até maisss


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