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História Eclipse - Jaemin - Capítulo 74


Escrita por:


Notas do Autor


OIEEEEEEE GALERAAAAAAAAAA
COMO VOCÊS ESTÃO?
espero que bem, porque EU ESTOU DE VOLTA
I'M BACK, BITCHES

Capítulo 74 - Eclipse; 74


“I'm not a perfect person. There's many things I wish I didn't do

But I continue learning

I never meant to do those things to you

And so, I have to say before I go

That I just want you to know.ー Hoobastank. Reason.

_Essa festa foi louca. - Eu gargalhei um pouco alto demais enquanto ajeitava meus cabelos por cima da ventania fria da madrugada. E por cima do som alto do carro. A festa havia acabado em um verdadeiro clima de celebração.

O outro sorriu pra mim, logo voltando seus olhos para a estrada escura.

_Pelo menos acabou. - Jaemin comentou, não parecendo discordar com nada do que eu havia dito antes. Ele colocou sua mão na minha coxa, acariciando-a.

É claro que era ruim o bastante saber que todos estavam submetendo-se aos riscos de perder a própria vida por minha causa. Era ruim demais permitir que tais coisas como estas pudessem acontecer. Poderia sentir mais do que poderia aguentar. Wong Yukhei também não. Muito menos àqueles que chamam-o de irmão - a maioria deles, eram mais novos do que eu. Eram crianças grandes, crianças que possuíam lobos em suas almas, e estavam ansiosos com isso como se fossem dar um passeio na praia. Um piquenique na floresta. Eu jamais poderia colocá-los em perigo, também. 

O meu coração batia apressado, e os meus nervos pareciam estar desfiados e expostos. E talvez, eu não poderia mais restringir a minha vontade de gritar alto.

Sussurei contra o volume alto da caminhonete vermelha, tentando manter-me sob controle. _Leve-me com você esta noite.

_Mei Lin, você está exausta. E não queria que você estivesse no meio... Daquilo.

Fiz uma careta, erguendo uma das minhas sobrancelhas em confusão enquanto podia sentir minha mandíbula tensa.

_Se não me levar esta noite, irei ligar á Yukhei. Posso ter certeza que os amigos dele não decepcionariam a noona.

Ele não me respondeu.

Os olhos dele estreitaram-se. Aquilo era golpe baixo, eu sabia disso. Mas não queria dizer que não pudesse usar meus truques na manga.

O carro estacionou bem debaixo de uma árvore aglomeradas de folhas, e um poste mal iluminado. Ele ainda não havia me respondido. Estávamos na casa do Lin, agora. A luz da frente estava acessa.

_Te vejo lá encima? - Roubei um selinho dele antes de descer da caminhonete.

Segui o caminho até a porta da frente de casa na ponta dos pés. Em silêncio. O Lin estava adormecido na sala de estar, em uma poltrona minúscula e apertada demais pro tamanho dele, com o pescoço jogado para trás e um grande saco de doritos no colo. A televisão estava ligada, e roncava tão alto que eu poderia ter ligado uma serra elétrica que ele jamais poderia ter acordado.

Balacei o ombro dele, vagarosamente.

_Hey, pai! Hey, Lin?

_Hun? - Ele murmurou, ainda com os olhos fechados e naquela mesma posição.

_Pai, estou em casa agora, e você pode machucar sua coluna dormindo deste jeito. Vamos, hora de se mexer.

Foram precisas quatro sacudidas - quase cinco - e os seus olhos nunca se abriam completamente, mas eu consegui tirá-lo daquela poltrona. Ajudei ele a subir aquelas escadas, onde ele desabou no topo daquelas cobertas grossas e quentes encima da cama, totalmente vestido, e começou a roncar de novo.

Ele não procuraria por mim tão cedo. 

O garoto de pele fria me esperou com uma expressão de desgosto logo acima da janela do meu quarto. Ele estava sentado logo ali, mexendo em seus dedos enquanto esperava-me colocar meu pijama e escovar meus dentes.

_Venha até aqui. - Chamei-o. Puxei seu corpo de cima do batente da janela. Ele resmungou, com aquela expressão manhosa estampada na face. Eu sorri com aquilo.

Coloquei ele na minha cama, e deitei por cima de seu corpo, com o meu rosto escondido sobre o seu pescoço gelado. Ficamos naquela posição até ele começar com os cafunés sobre as minhas madeixas escuras, e os meus olhos começarem a pesar. Talvez ele tivesse razão. Talvez estivesse cansada o suficiente para acompanhá-los.

Ele pegou a coberta e colocou por cima de nós. Minhas pernas estavam abertas e ao redor de sua cintura. Estava silencioso demais. Ele estava quieto demais.

A chuva começou a cair.

_Durma.

_Não estou com sono. - Levantei minha cabeça e olhei fundo em seus olhos. Ele revirou os olhos, e gargalhou, apertando minhas bochechas e empurrando-me de perto de si.

_Está sim. - Respondeu com afeto, quando subiu encima de mim e revirou a coberta grossa. Ele estava me sufocando enquanto se divertia com isso.

A gargalhada dele me contagiava.

_Idiota. - Consegui escapar da coberta sufocante, e subi encima dele, atacando a coberta por cima da cabeça dele, também. Parecíamos duas crianças no meio daquela tempestade. Eu tinha vontade de gritar para aquele céu nublado: “Tu és pra mim, a chave da porta das borboletas escondidas no meu estômago”.

Os minutos passaram-se rapidamente, e eu ele estávamos rindo um ao outro. Mas eu estava alarmada quando Jaemin me puxou para deitar ao seu lado.

Seus cabelos escuros estavam bagunçados neste momento. Inalei profundamente seus fios escuros antes de lhe dar um selar nos lábios e no pescoço deste. Ele sorriu complacente.

_Tem certeza de que não quer ficar e  dormir? - Indaguei, lançando um olhar amargo a ele.

Ele suspirou fundo, ajeitando seus fios desgrenhados pela nossa bagunça anterior, e levantou-se daquela cama. Puxou a minha mão, pegou-me no colo e pulou da janela comigo em seus braços.

Estava garoando lá fora quando ele pulou comigo da janela. Ele correu comigo pela floresta escura, quieta, em passos largos e rápidos. E mesmo com ele carregando-me em seus braços fortes, eu poderia sentir aquele frio na barriga e meus cabelos desmanchando-se naquela garôa fina, e aquele vento gelado que batia contra nossas faces. O garoto estava correndo comigo como sempre costumava fazer quando éramos somente nós, sem aqueles problemas. Só por diversão, só para sentir o vento bater contra nossas madeixas. Esse era o tipo de coisa que, em tempos de guerra, sempre deixava-me mais contente, mais feliz.

 Quando nós chegamos na floresta fria de Hahoe, a família deste garoto estava lá, conversando relaxada, casualmente. A risada estrondosa e bonita de Jaehyun ecoava no espaço largo, de vez em quando. Jaemin me colocou no chão, e andamos de mãos dadas em direção aos vampiros. Percebi que estava de pijama, e Jaemin soltou uma risadinha indiscreta.

_Sabe o que eu penso?

_Hun, não. O que você pensa, LinLin?

_Penso que tudo está conectado. Tudo.

Ele sorriu confuso quando beijou o topo da minha cabeça, e aproximou-me mais perto de seu corpo. _Acho que estou perdido.

_Acho que Jessica Jung talvez esteja conectada com os assassinatos em série de Seul. Não acho que somente ela esteja praticando estas atrocidades, mas sim outras pessoas, também. Pessoas de outras espécies.

Ele fez uma careta.

_Não era Jessica Jung no seu quarto.

_Ela deve ter feito amizades. Deve ter feito muitos amigos. Pense nisso, Jaemin. Se for Jessica Jung praticando estas atrocidades sobre Seul, talvez ela tenha feito novos amigos por aqui. Ela os criou. Um exército. O exército dela.

Ele considerou o que eu disse. Sua testa estava enrugada em concentração.

_Definitivamente possível. De qualquer maneira, temos que estar preparados independentemente de qualquer coisa que possa vir acontecer, até termos certeza o suficiente. Você está muito perceptiva hoje, Mei. Impressionante.

_Florestas frias e escuras não me trazem uma sensação muito boa. Principalmente a floresta de Hahoe. - Admiti, entrelaçando nossos dedos.

Os músculos da mandíbula dele ficaram rígidos com o que disse. Seus olhos passaram minimamente pelas folhas aglomeradas nos topos das árvores. Enquanto seus olhos vasculhavam as sombras daquela floresta obscura, a expressão mais macabra passara pelo rosto dele. Seus lábios ficaram rígidos em uma linha reta, e os olhos dele brilharam com uma movimentação estranha. Uma esperança selvagem, aquilo que parecia ser uma manada de lobos.

_Há algo de errado com Seulgi?- Perguntei assim que percebi o quão a garota baixa estava acuada em um canto isolado da floresta, próximo as rochas, enquanto observava Sicheng esticar os braços como estivesse aquecendo-se para controlar e ensinar um exército. Ela não parecia tão otimista quanto o resto deles. E seus lábios estavam imóveis a um biquinho fofo.

Jaemin gargalhou com zombaria. _Os lobisomens estão á caminho agora, e ela não consegue ver o que pode acontecer a nós.

Seulgi apesar de estar distante de nós, conseguiu escutar a voz zombeteira de Jaemin do outro lado da floresta. Ela virou sua cabeça em nossa direção, e mostrou a língua. Jaemin riu de novo.

_Hey, Jaemin! - Saudou a voz estrondosa de Jaehyun, aproximando-se de nós. _Hey, Mei. Você vai participar conosco, também?

O outro que estava ao meu lado, repreendeu-o. _Ah, faça-me o favor, Jaehyun. Não dê idéias a ela.

Jaehyun gargalhou, divertindo-se com a irritação do outro.

Taeyong se aproximou de nós. _Quando nossos convidados irão chegar?

Jaemin se concentrou por alguns instantes, e depois respirou fundo. _Um minuto e meio. Mas já irei avisando-lhes, eles não confiam em nós suficientemente para usarem a sua forma humana.

Taeyong balançou a cabeça positivamente. _Entendo. É difícil pra eles. Mas de qualquer forma, estou muito grato por todos eles terem vindo.

Encarei Jaemin, meus olhos brilharam. _Eles virão como lobos?

O garoto balançou a cabeça positivamente, também. Tomando cuidado com a minha reação.

Yangyang era um lobo bonito. Um lobo branco. Por mais que tenha o visto somente uma vez próximo á clareira com Namjoon. O único lobo que não transmitia medo pra mim. Engoli em seco quando lembrei de Jeno Lee e Wong Yukhei. As duas memórias eram aterrorizantes.

_Preparem-se, eles estão esperando por nós. - Um brilho estranho apareceu nos olhos de Jaemin, como se alguma coisa tivesse acabado de acontecer a ele. Alguma coisa nada agradável. Ele virou-se abruptamente.

_O que quer dizer? - Seulgi perguntou, sussurrando.

_Shh... - Ele precaviu, virando-se de novo e colocando seus dedos sobre os lábios da mais baixa. Olhou por cima da escuridão da floresta e permaneceu em silêncio.

O círculo formal daqueles vampiros abriram-se rapidamente, formando uma linha solta, com Jaehyun e Sicheng em cada ponta. Jaemin olhou ao redor, e entrelaçou nossos dedos novamente.

Permaneci com meus olhos grudados na floresta, mas não consegui ver nada naquela escuridão. Sentia a garôa começar a engrossar sobre nós.

_Merda! - Jaehyun soltou, quase sem fôlego, surpreso. _Vocês já viram alguma coisa assim antes?

Lia e Joohyun trocaram olhares arregalados. Eu sentia a respiração pesada de todos eles.

_O que houve? - Perguntei por baixo fôlego, curiosa.

_O bando... Ele está maior. Quase o dobro de antes. O bando cresceu.

“Juntaremos as alcatéias”.

Eu não havia dito á ele que Kristal Jeon, Jeon Jungkook e Haechan juntaram-se ao bando? Eu me estiquei para ver seis lobos na escuridão. Finalmente alguma coisa brilhou no escuro, - os olhos deles, mais altos do que deveriam ser. Havia me esquecido do quanto os lobos eram enormes, grandes. Como cavalos, só que mais grossos, mais musculosos e mais peludos, - os dentes como facas afiadas. Impossíveis de não ver. De não tremer.

Só podia ver os olhos. E quando me dei conta, havia nove pares nos encarando fixamente. Olhos irreconhecíveis. Não tinha nada ali que assemelhava-se á eles na forma humana. Tudo era mais macabro, assustador, e perturbador daquela forma...

Eu contei os pares rapidamente na minha cabeça. O dobro.

Haviam dezoito lobos na floresta.

_Fascinante. Sinto cheiro de todos os tipos. Há alguns que não são deste bando. - O garoto sussurrou, sorrindo silenciosamente enquanto observava as sombras e os olhos daqueles lobos.

Taeyong deu um passo lento, deliberadamente um passo á frente. Foi um movimento cuidadoso, designado para reassegurar.

_Bem vindos. - Taeyong saudou, educadamente.

_Obrigada. - Jaemin soltou de uma forma vazia, estranha e eu me dei conta imediatamente que ele estava traduzindo o que os lobos diziam. Eu olhei para os olhos brilhantes, e para a criatura maior que estava no centro. O mais alto de todos eles. Era quase impossível separar o formato do grande lobo negro da escuridão da floresta. Johnny.

Jaemin falou de novo com a mesma voz destacada, falando as palavras daquele que se parecia ser um alfa.

_Iremos observar e escutar, nada além disto. Isso é o máximo que vocês podem pedir ao nosso autocontrole.

_Isso é mais do que suficiente. - Taeyong sorriu. _O meu filho, Sicheng. - Ele fez um gesto aonde Sicheng estava escancarado, tenso e pronto. _Tem experiência nesta área. Ele irá nos ensinar como os recém-criados lutam, como eles devem ser derrotados. Mas digo, e tenha a plena certeza de que todos vocês podem continuar com seus estilos de caça.

_Eles são diferentes de vocês? - O outro perguntou a Johnny.

_Não. Todos são muito novos. Todos eles são como crianças, e usarão a força bruta ao invés de habilidades, e estratégias. Esta noite o número deles é de trinta. Dezoito para nós, dezoito para vocês, não deve ser difícil. Os números poderão cair. Os mais novos brigam entre si.

Um estrondo passou pela linha sombria da floresta de Hahoe, ao lado dos lobos. Um baixo murmúrio de rosnados, que de alguma forma parecia ser de entusiasmo. De glória, celebração.

_Estamos dispostos a lutar. - Jaemin traduziu. O tom dele estava diferente, agora. 

Tudo ficou em silêncio por duas batidas frenéticas de um coração. Sicheng deu um passo á frente, entre o espaço vazio dos lobos e os vampiros. Sua pele pálida estava tão clara quanto os olhos dos lobos, e seus olhos escuros pareciam-se noturnos. Brilhavam como nunca.

Ele suspirou, claramente desconfortável.

_Meu pai tem razão. Está certo sobre isso. - Sicheng falou estrondosamente para todos nós, e de vez em quando mantinha seus olhos grudados nos nossos, quase como se estivesse ignorando a presença da platéia atrás de si. _Eles irão matar como crianças. As duas coisas mais importantes que precisam se lembrar são, primeiro, não deixem que eles passem os braços deles em volta do pescoço de vocês, e segundo, não tentem matar de forma óbvia. É isso que eles esperam de vocês. Contanto que vocês os peguem pelos lados e continuem movendo-se, eles ficarão confusos e responderão efetivamente. Jaehyun?

O mais alto saiu da linha com um enorme sorriso nos lábios.

Sicheng correu para a linha inimiga. Ele acenou para que Jaehyun pudesse vir para frente.

_Ok, Jaehyun, primeiro. Ele é o melhor exemplo de um ataque de um recém-criado.

Os olhos de Jaehyun estreitaram-se. _Juro que tentarei não quebrar nada.

Sicheng sorriu de canto. _O que quis dizer é que, Jaehyun não acredita em sua força. Ele não confia em própria força. Ele é muito ansioso em relação ao ataque. Os recém-criados também não vão tentar nada subto. Vá com a forma de morte mais fácil, Yoonoh.

_Não me chame assim. - Jaehyun retrocedeu alguns passos. O corpo dele ficando tenso.

_Está certo, Yoonoh, tente me pegar.

Não conseguia ver mais Sicheng. Ele era como um vulto em que Jaehyun quisesse pegar, sorrindo enquanto rosnava. Jaehyun era impossivelmente rápido também, mas não como Sicheng. O chinês parecia um fantasma - todas as vezes em que as mãos grandes e fortes de Jaehyun pareciam ter agarrado ele com firmeza, os dedos de Jaehyun não apertavam nada além do ar frio. Estávamos presos na luta.

Aí Jaehyun congelou.

Sicheng agarrou ele por trás, com os dentes ha poucos centímetros do pescoço do mais alto.

Jaehyun xingou alto.

Houve um rosnado de apreciação dos lobos que estavam quietos assistindo.

_De novo. - Jaehyun insistiu, não aceitando aquele resultado. O sorriso dele havia desaparecido.

_É a minha vez, Yoonoh. - Jaemin respondeu o nome do outro com zombaria. Eu sabia que Jaehyun odiava quando chamavam-o assim. Meus dedos ficaram rígidos com os dele.

_Em um minuto. - Sicheng declarou, virando-se pra mim. _Primeiro, quero mostrar uma coisa para Mei. Eu sei que você se preocupa com Seulgi, mas isso realmente não é necessário.

Seulgi ficou imóvel, parecendo uma bonequinha logo atrás de Jaehyun. Sicheng se moveu para frente e aí escorregou para o lado esquerdo dela. Apesar de saber que Sicheng faria de tudo para não machucá-la, meu coração batia descompassadamente.

A coreana fechou os olhos.

Sicheng saltou, nem parecendo estar do lado dela. Havia sumido por alguns instantes.

Seulgi ainda estava de olhos fechados.

Sicheng estava voando, e ela continuava com os olhos fechados, sorrindo ternamente. Ela deu um passo pra frente no exato momento em que Sicheng saltava de um lado para o outro.

E então, ela agarrou o rosto de Sicheng ainda com os olhos fechados, com os lábios no pescoço dele.

_Te peguei! - Ele estava de ponta-cabeça, e ela aproximou seus lábios dos dele. Beijando-o desajeitadamente.

Sicheng gargalhou, virando-se, e alcançando o chão. _Você é realmente uma monstrinha assustadora.

Os lobos murmuraram. Desta vez era algo cauteloso, afetivo.

_Legal, hein. - Seulgi disse, coradinha.

_Sim. - Concordei, sorrindo minimamente.

_Ok, agora é a minha vez. - Jaemin murmurou rapidamente, separando nossos dedos. Eu fiquei ansiosa de repente.

Jaemin havia fechado o espaço de Sicheng agora, e essa luta parecia ser mais justa do que as outras. O chinês tinha um século de experiência para guiá-lo, neste momento. O garoto era mais rápido, mas os movimentos que Sicheng usava era quase desconhecidos pra ele. Eles vinham pra cima um do outro, de novo e de novo. Nenhum dos dois conseguiam ganhar vantagem, rosnados de ambos surgiam o tempo inteiro. Era fácil de se assistir, mas era difícil desviar o olhar.

Sicheng deu um passo para trás e sorriu cansado. _De volta ao trabalho, todos nós teremos uma chance.

Todos tiveram sua vez. Lia, Joohyun, Taeyong. _Estão vendo o que estou fazendo? Sim, concentrem-se nos lados. Concentrem-se nos lados. 

O sol estava nascendo no horizonte. A escuridão profunda da noite estava desaparecendo.  As nuvens pesadas haviam sumido completamente. E o vento frio continuava intacto. Os topos das árvores estavam iluminados pelo nascer do sol.

_O bando acha que seria melhor se pudessem registrar o nosso cheiro. Como se fôssemos familiares a eles. Se ficassemos imóveis, facilitaria para eles.

_Certamente. - Taeyong concordou. _Tudo o que vocês precisarem.

Johnny estava no comando, como sempre. Tão grande e tão assustador como se tivesse acabado de sair de um dos meus pesadelos. Um monstro enorme e peludo. O bando era assustador.

Johnny se aproximou de Taeyong, o bando estava logo atrás dele, inalando profundamente. Sicheng ficou rígido da cabeça aos pés. Jaehyun estava sorrindo, relaxado.

Johnny cheirou Taeyong, estremecendo um pouco enquanto fazia.

Meus olhos passaram cautelosamente pela linha dos lobos. Havia alguns lobos que não reconheci. Havia um lobo cinza claro que parecia ser o menor de todos os eles. Os pêlos de sua nuca ergueram-se em contragosto em minha direção. Havia mais dois deles, com uma pelagem de areia do deserto, que pareciam desengonçados, e descoordenados ao lado dos outros.

Eu examinei um lobo de pelagem quase ruiva. Ele pareceu sentir o peso do meu olhar curioso sobre ele. Sua postura era casual e indiferente aos que para os outros pareciam de aprovação. Ele era grande também! Tão grande como Johnny. Talvez o segundo maior do bando.

O lobo retribuiu o olhar, e mostrou os dentes afiados. Era pra ser uma cena assustadora, senão fosse por sua linguinha vermelha estar descuidadosamente sobre as presas, conseqüentemente causando uma cena fofa.

Eu gargalhei.

O sorriso do lobo aumentou. Ele e juntamente mais um lobo de pelagem branca, aproximaram-se de mim, ignorando completamente a linha que nos separavam. E ignorando completamente a fila entre eles. Eles passaram por Jaehyun e Seulgi, para pelos menos ficarem a dois metros de distância de mim. Os dois pararam ali, seus olhos passaram por Jaemin.

O lobo de pelagem branca se aproximou mais, deixando sua cabeça cair, fazendo com que ele não fosse mais tão alto quanto antes. Eu passei a mão vagarosamente sobre a pelagem clara. E vi o fucinho deste erguer-se em um sorriso calmo, os olhos praticamente fechados com o cafuné que estava recebendo.

_Yangyang? - Eu sorri com a probabilidade de ser realmente ele.

A resposta foi uma lufada de hálito quente que saiu de seu fucinho contra a brisa fria da floresta. Aquilo parecia ser uma gargalhada.

O lobo de pelagem ruiva estava acuado em um canto. Chamei-o. Sentei-me no chão, coloquei a cabeça do lobo de pelagem branca na minha coxa direita, enquanto puxava o lobo de pelagem ruiva para apoiar sua cabeça em minha coxa esquerda.

Ele hesitou por um momento.

Eu levantei minha mão, meus dedos tremendo pela brisa fria da floresta, e a terra molhada que estava bem debaixo de mim - e toquei em seu pêlo. Era macio, áspero e quente. Passei meus dedos sobre a cabeça, tentando sentir como era aquela textura, e alisei o pescoço de ambos, onde a pelagem parecia se intensificar, aprofundar.

Os olhos negros do ruivo, fecharam-se.

De repente, seus olhos escuros se abriram e sem aviso prévio, ele me lambeu. Sua língua grande e quente passara pela minha mandíbula até a altura da orelha.

Eu grunhi de nojo, gargalhando desesperadamente.

_Eca! Que nojo, Yukie. - Eu limpei meu rosto com a manga da blusa do meu pijama, incapaz de evitar rir dele.

Yangyang fez som de risada.

Todos estavam olhando para nós. Os vampiros com expressões faciais perplexas, ou até mesmo enjoadas. E os lobos, bem, não poderia enxergar muito bem as expressões faciais deles. Mas algo me dizia que a expressão facial de Johnny não era uma das melhores.




Notas Finais


escrevo isso desde das três horas da tarde, comentem pelo o amor de deus!(╥﹏╥


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