História Eclipse - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Fiestar, Monsta X, TWICE, UNIQ
Personagens Cho Seung Yeon, J-hope, Jin, Joo Heon, Nayeon, Rap Monster, V, Won Ho, Yezi
Tags Eclipse, Jin, Romance Sobrenatural
Visualizações 25
Palavras 1.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeonghaseyo,leitores do meu Brasil!
Me desculpem pela a demora,pois tive problemas técnicos.
Queria agradecer as minhas dongsaengs: @Moon_Tae, por esta sempre me ajudando e me aturando todo o dia e minha beta linda @Meialistrada pela eficiente e simpatia. O que me deixa muito feliz :)
Espero que gostem desse capitulo meus amores.
Ah! Se vocês quiserem betas ou outras coisitas mais entrem no site incredible design.

Capítulo 2 - Poussée


Fanfic / Fanfiction Eclipse - Capítulo 2 - Poussée

Je suis fait chair, os, poussées. 

(Sou feito de carne, ossos e surtos). 

 

Sai do quarto com uma baita dor de cabeça, passei a madrugada inteira acordada. Maldito calmante, relaxou meu corpo, mas não a minha mente, me dirigir ao armário onde se encontrava uma caixa de remédios, peguei um dipirona e iria tomar, mas o remédio foi retirado das minhas mãos.

— Já acordada a essa hora? — Wonho apontou para o relógio que estava fixo na parede.

Puta que pariu, estava cedo pra caramba, minha aula começaria daqui a 2 horas.

— Para de se entupir de remédio.

— Me dá logo isso, grandão. — Tentei pegar da mão dele, mas estava muito alto e eu não queria fazer esforço, estava cheia de moleza e minha altura não cooperava.

— Não — Negou com a cabeça e guardou o no bolso, me empurrou até a pequena mesa de jantar e me fez sentar na cadeira estofada na cor branca com flores rosas.

— Vamos tomar café e depois vamos correr, sabe que isso é estresse. E a melhor coisa a se fazer é encher o bucho e distrair a mente.

O loiro tinha razão, o correr de nós dois era conversar, já que eu tinha dificuldades de falar sobre esses pesadelos frequentes. Massageei as minhas têmporas na tentativa de melhorar, parecia que a qualquer momento meu crânio iria explodir.

— Aqui, pegue! — Wonho trouxe consigo duas canecas cheias de café e na outra mão um prato com biscoitos recheados.

Peguei de sua mão e virei com um gole, sua expressão era de desaprovação, foda-se, faço o que eu quero. Eu nem conseguir sentir o gosto.

— Bebe esse troço com calma. Está quente, sua maluca. — Dei de ombros, o vendo mergulhar o biscoito no café, fazendo aquele ruído irritante enquanto mastigava.

— Come igual gente, parece um cavalo. — O corpulento mandou língua para mim, claro que sou vingativa, quase peguei sua língua e o imbecil ficava rindo.

— Cadê a Nayeon? — Perguntei sentido falta do espírito brilhante no qual ela gostava de ser titular.

— Dormindo, feito um anjo.

Rolei os olhos, esses dois vão acabar casando, santo jeito meloso de falar um do outro. Nem ferrando quero ficar assim, vou fazer igual a tia da Nayeon: Fica rica, viajar pelo mundo e ter 10 gatos.

Nós dois havíamos terminado de comer, me levantei da cadeira e escutei um “Vai se arrumar e não demora”. Voltei ao meu aposento e peguei um conjunto de roupa de academia na cor preta com faixas laterais brancas, uma blusa de meia manga e uma calça.

Joguei uma água no corpo, deixei aquele gelo me tirar a moleza, me aprontei e o esperei no outro cômodo.  

Wonho apareceu trajado de uma blusa branca e uma calça preta.

— Vamos?

Saíamos do prédio e seguimos até o centro da universidade, começamos como uma série de alongamentos e aquecimentos, apenas estava o imitando, coloquei meus braços para cima e entrelaçando as mãos, fiquei nessa posição durante 20 segundos, ouvindo os estalos que o meu corpo soltava.

Passou um tempo, estabeleçamos uma caminhada lenta passando por diversas matas.

— Pesadelo com a sua mãe de novo?

Assenti com a cabeça em sinal de positivo.

— Eli-ah, você já parou para pensar em procurar uma ajuda?

Parei bruscamente e lancei um olhar de ódio.

— Já conversamos sobre isso, quem procura psicólogo é maluco.

— Nem todos. Às vezes nos abrimos melhor para desconhecidos. — Deu de ombros.

— Meu cu que vou abrir. Você acha que vou gastar meu dinheiro para isso?

— Não me entenda mal, é que...

Eu não ouvi mais nada que Wonho estava falando, parecia o filme do Chaplin. Senti um calafrio na minha espinha, e um grupo de borboletas carmesins chamativas apareceram do nada formando uma barreira  entres nos dois, senti-me cercada por elas,tudo estava escuro.

Escutei uma voz sussurrante e sofrida chamando pelo meu nome, fazendo os pelos da minha pele ficarem eriçados, meu queixo começou a tiritar. Eu tinha certeza que nesta hora meus olhos estavam arregalados, meus pés se moverem sozinhos após a nuvem dos insetos se dispersarem. Não sabia para onde estava indo, tinha que sair dali o mais rápido possível, deixe meu instinto me guiar.

— Eleonora — o timbre de voz do desconhecido havia mudado para grave e assustadora.

Corri sem rumo pela floresta com as folhas de tons marrons e seus troncos secos com cipó chumbo extraindo o resto de vida delas. Parei bruscamente em frente a um grande espelho ornado com flores negras na moldura

Ocorria de não ter meu reflexo naquela porcaria. No meu lugar, uma sombra enorme desconhecida com garras no lugar das mãos, parecia imitar tudo o que eu fazia, me senti hipnotizada, meu torso não se movia.

— A dona aranha subiu pela parede.

Cantava a canção infantil de um jeito obscuro, meu coração foi a mil. Tudo naquele momento tinha ficado estático. Engoli em amiga, a dor no meu peito aumentava junto com a dor de cabeça. Não conseguia mexer um músculo sequer. O troço continuou.

— Ela é teimosa e desobediente.

Uma centena de dentes se formaram acompanhado de dois olhos vermelhos sarcásticos.

—  Veio a chuva forte e a derrubou.

Duas mãos pequenas e pálidas saíram dali em minha direção, me impulsionando para trás, meu corpo foi com tudo e senti meu crânio bater com força no chão.

Movi lentamente a cabeça para o lado… O cadáver da minha falecida mãe estava ali, os vermes saiam pelo buracos dos cortes de faca espelhados por toda sua carne, um cheiro de enxofre pairava pelo ar. Gotejava algo em minha bochecha, movi meus olhos… Aquela coisa tinha saído e estava sobre mim, de repente sua aparência mudou para um homem na faixa de 30 anos com várias tatuagens, em sua cavidade bucal descia babá com sangue.

— Olá, docinho. — Sua língua passava entre os caninos afiados. —  A mamãezinha inútil tentou proteger a cria.

As pupilas estavam negras e orbes vermelhos me avaliavam. Ainda não consegui me retirar dali.

— Não vejo hora de te devorar… Pensando bem, mudei de ideia.

Uma linha de dentes com pontas cortantes, tanto em cima quanto embaixo, viam em direção a minha garganta.

O barulho de buzinas foi alto, senti meu corpo rodeado por braços fortes

—  Vocês estão bem?

Mas que merda aconteceu? Olhei para cima, meu corpo ainda estava trêmulo. A pessoa estava me abraçando, era Kim Seokjin, seu rosto estava suado com olhos cheios de preocupação.

— Como? — Coloquei minhas mãos sobre o abdome do castanho, fazendo força para sair de seus braços. Ainda estava confusa parecia tão real.

— Um obrigado não custa nada — O modelinho tinha se pronunciado, limpando suas vestes e verificando se o cabelinho havia saído do lugar.

—  De nada —  O encarei.

Devo estar ficando louca, ia me devorar. Levei a palma sobre minha garganta, senti algo subir pela minha goela, queria vomitar. Cobrir a boca, vendo Jin se abeirar.

— Eleonora? — Wonho apareceu desesperado me abraçando. Ele começou a conferir. — Você se machucou?

— Mas que porra, eu estou legal. — Respondi me sentindo um pouco melhor.

— Você saiu correndo feito uma louca muita surtada gritando pela sua mãe. Estava muito rápida.

— Kang-Ssi quase morreu, estava no meio da rua. Se eu não tivesse alçando, estaria bem... — O vi coçar a cabeça, seus dedos estão machucados.

— Valeu, cara. — Wonho deu um tapinha nas costas dele. — Vamos, pitbull.  

Wonho me arrastou de lá. Espiei por cima dos ombros.

Os olhos castanhos de Seokjin estavam curiosos, mas parecia que ele estava escondendo algo, ou era apenas impressão minha.

(...)

— Mas o tem de errado com você?

Não respondi, também queria entender.

— Deixa, Darling, é o estresse.

— Deixa ela uma vírgula. Ela surtou.

— Eu ainda estou aqui. — Respondi tentando acalmar Wonho, ele estava aflito e Nayeon que passava delicadamente os dedos em meus cabelos curtos negros.

— Não a irrite. Eli, como sua amiga, acho que você deve ficar em casa e descansar.

— Nem fudendo. — Respondi em grosseira. — Tenho aula de anatomia, aquela professora é o cão.

— A saúde vem em primeiro. — Se manifestou Wonho, Nayeon estava de acordo.

Me ergui do sofá de nossa casa. E fui para o quarto batendo a porta com força e me encostei na mesma

— Que bosta. — Fui escorregando, logo sentando no chão.  — O que tem de errado comigo?

Deveria procurar o psicólogo da faculdade, tinha que tomar um remédio com uma dose mais forte. De uma coisa eu sabia, ele falaria que tenho transtorno pós-traumático. Eu já havia ido em um, e me senti mais louca ainda, sabia que não tinha cura, até quando vou ficar lembrando isso.

Meu celular começou a vibrar em cima da mesa onde estava, repletos de livros e cadernos.

Seu amiguinho vai perder feio hoje.

Estava como número desconhecido e abaixo desse a imagem de Wonho recebendo dinheiro de um desconhecido.

Filho da puta. Tentei ligar, mas o telefone se encontrava desligado.

 

Droga, grandão, em que roubada você se meteu.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado. >.<


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