História Eclipse - Capítulo 8


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Brigas, Bruxas, Confusão, Demonios, Guerra, Lobos, Magia, Romance, Sadismo, Vampiros
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Palavras 12.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Prisioneiro Sentimental.


Fanfic / Fanfiction Eclipse - Capítulo 8 - Prisioneiro Sentimental.

Reiji analisava a garota sentada à sua frente achava interessante tudo que ela acabara de lhe contara, ainda buscava sentido para a maioria delas, mas não seria muito difícil entender que o que ela queria dizer era sobre ser uma bruxa, e que de alguma forma Beatriz havia conseguido se comunicar com ela, através de algum feitiço e isso era o mais intrigante. Mas nem mesmo ela parecia entender como havia feito isso, duvidava que aquele cara tivesse respostas para isso, mas pensaria sobre ele mais tarde.

Se sentia inquieta com o olhar interrogador dele sobre si, já era o bastante ter contado sobre o que havia acontecido, sem nem ao menos confiar nele, Beatriz havia dito claramente que ele era uma peça no jogo de Karlheinz, mas isso era um pouco difícil de acreditar, mas não era impossível, pela forma como ambos se tratam, e como ela havia dito, apenas contaria o necessário para ele, apenas o que achou que ele precisava saber.

— Ao que me parece Violet você tem um talento pelo qual não fui informado antes — sua voz saiu fria como de costume — Espera mesmo que eu acredite no que me disse?

Não ela não esperava, em momento algum, ela mesma ainda não tinha cem por cento de certeza do que acontecera, mas agora podia sentir uma corrente passar por seu corpo, assim como na noite em que fora atacada no jardim.

— Não espero que acredite em mim Reiji, pelo contrário, assim como é difícil de acreditar em vampiros é difícil de acreditar em bruxas — novamente ela usava um tom desafiador — Não acho que temos tempo para discutir o que é real e o que não é.

— Muito pelo contrário Violet, se você realmente teve contato com ela...

— Já disse que tive — interrompeu o vampiro — Ela tinha razão você é apenas uma peça no jogo dele.

O vampiro levantou uma sobrancelha, e antes que a garota conseguisse sair do cômodo ele a segurou pelo pulso, fazendo assim com que ela ficasse mais próxima, não gostava da ousadia dela se falar e fazer as coisas, é muito menos do que ela acabara de afirmar.

— O que quer dizer com isso Violet? — perguntou encarando os olhos dela — O que isso quer dizer?

— Karlheinz apenas está usando você e vai fazer o mesmo comigo se descobrir quem eu sou e o que posso fazer — ela nem ao menos pensou antes de falar, mas era apenas a verdade — Por isso preciso que ao conte nada a ele.

— Acredito que não esteja em posição de querer algo no momento Violet — novamente foi frio.

A garota de cabelos loiros apenas olhou com um pouco de indignação para o vampiro antes de puxar seu pulso com força, ele realmente não entenderia é muito menos ligaria para o que ela disse, e agora já era muito tarde para voltar atrás, já havia contado tudo para ele e se sentia uma idiota por confiar cada palavra a ele, e por confiar naquela mulher.

— Tem razão não estou em posição de querer nada, vou esperar sentada até ele me destruir como fez com sua mãe, ou melhor vou esperar que você faça isso comigo — as palavras simplesmente saíram, e ela nem ao menos estava ligando para o impacto delas — Fui muito idiota de imaginar que você iria entender e querer me ajudar, mas eu estava errada, você é igual a ele, um monstro.

Os olhos dele ficaram semicerrados, era evidente que ela passara dos limites em tudo que dissera a ele, e esperava que isso não se repetisse após a punição que aplicaria a ela, odiava que levassem a voz para ele, e não deixaria que ela o fizesse sem sofrer as consequências devidas. Puxou a garota novamente dessa vez a imprensando contra uma das estantes de livros, segurando seu queixo para que pudesse encarar seus olhão enquanto falava.

— Espero que não levante a voz novamente dessa maneira para mim nunca mais está me entendendo?

Suas presas foram de forma violenta contra o pescoço da garota, se cravando rapidamente ali, tirando um pequeno grito dela, mostraria a ela daquela forma que não era uma peça para ninguém, pelo contrário aprendera tudo que sabe sozinho e estudando, e não deixaria uma mera humana lhe dizer o contrário, o sangue dela passava forte pelo seu corpo e o sabor parecia diferente, mas não ligou para isso, apenas a estava punindo por ser desobediente, ela não devia tê-lo desobedecido e pagaria por aquilo de mais de uma forma.

Violet apertou os olhos sentindo a pressão das presas do vampiro, a dor estava começando a ficar insuportável, tentou fazê-lo parar, mas em vão. Sentiu outra corrente passar pelo seu corpo, seus olhos escureceram e se abriram, não estava muito certa do que estava fazendo, mas deixou toda aquela adrenalina tomar conta de seu corpo e em poucos segundos o corpo do vampiro fora atirado fortemente contra estante do outro lado da biblioteca, derrubando assim todos os livros que ali continham. A garota sentiu seu corpo deslizar até o chão, ainda um pouco consumida pela onda de energia presente ao seu redor.

O vampiro se levantou encarando tudo a sua frente, os livros estavam espalhados pelo chão, mas o que chamara sua atenção fora a garota a sua frente sentada, havia uma névoa ao redor dela, os olhos dela ainda emitiam a cor escura e brilhante do azul, mas conseguia sentir seus batimentos com a adrenalina, e para um humano aquilo seria demais, mas não para ela, conseguia sentir ainda o impacto de energia em seu corpo e não tinha ideia de como ela fizera aquilo, mas com toda certeza ela era uma Bruxa e como ela mesma disse não sabia como controlar aquilo.

— Não pense que vai me machucar e eu não vou revidar Reiji — conseguiu dizer começando a se levantar — Você é apenas uma peça no jogo dele, e isso não vai mudar.

Se ela achava que aquelas palavras o estabilizaria estava muito enganada, a opinião dela pouco importava para ele naquele momento, sua preocupação era os efeitos de tudo aquilo sobre ela, magia tem um preço, sempre teve, mas aquilo não parecia afetar ela, pelo contrário, havia magia em cada parte da biblioteca, até mesmo ao redor dele.

— Sugiro que pare com isso agora mesmo Violet, ou terá consequências que você não pode nem imaginar — sua voz não saiu tão fria dessa vez, e sim com um leve toque de preocupação.

— Não me importo com o que vai fazer, não vou parar até você me escutar — não ela não pararia e isso estava evidente — Quero que pare de me tratar como uma criança.

— Já disse você precisa parar com isso, e agora mesmo. — tentou mais uma vez tentando ser paciente.

— E esperar para você me destruir da mesma forma que ele irá fazer? — havia algumas lágrimas em seus olhos.

Reiji deu dois passos para frente, mesmo que a mente dela estivesse concentrada no que dizia, seu corpo iria traí-la, para uma iniciante na magia ela não aguentaria muito tempo, e poderia se machucar de várias formas se continuasse.

— Violet não vou fazer nada com você, apenas precisa se acalmar ou vai acabar se machucando.

As palavras apenas passavam por ela, não pareciam fazer muito efeito, a garota tentou cessar tudo aquilo, mas parecia não conseguir, fechou os olhos se concentrando, não podia deixar aquilo continuar, acabara de agir impulsivamente e conseguia sentir isso em seu corpo, respirou fundo se concentrando na corrente que passava pelo seu corpo, sentia doer em cada parte como se houvesse algo sobre seu corpo, algo pesado, seus olhos se abriram voltando ao normal, mas seu corpo foi rapidamente em direção ao chão, apenas não colidindo com o mesmo pelo fato de dois braços a segurarem, o vampiro estava sentado com ela em seu colo, sentia sua cabeça girar e estava um pouco tonta.

— Eu disse que iria se machucar, mas sua teimosia não lhe deixou parar — suspirou observando a garota — Posso ajudar você a se controlar se parar de ser uma idiota.

— Se me prometer que não vai dizer nada a ele sobre o que eu sou — sua voz saiu baixa — Apenas me prometa Reiji.

Ela o encarou, não achou que teria muitas opções, e aquela era a única no momento, ele apenas assentiu com a cabeça, a garota encostou a cabeça no peito do vampiro, tentando se recuperar das onda que ainda passavam pelo seu corpo, mas de alguma forma sua mente e seu corpo a traíram, fazendo assim seus olhos se fecharem e sua consciência se perder aos poucos, pelo menos assim se sentia segura.

Encarou o corpo dela, sua respiração estava normal, mas sabia que ela não estava bem, magia exigia muito esforço físico e mental e ela não aguentaria nem um terço de tudo aquilo, mas tudo que precisava agora era ser paciente com ela, era evidente que ela era fraca demais para tudo aquilo, mas se ela estivesse certa assim como Beatriz, Karlheinz estava tinha novos planos e melhor que podia fazer agora era evitar ser incluído neles, assim como a garota.

(...)

Ele olhava para o corpo adormecido da garota a sua frente, parecia mais calma diferente de toda a agitação de mais cedo, sua respiração estava leve, e pelos seus batimentos sabia que ela não estava tendo pesadelos e estava estar certo sobre isso, afinal tudo que ela presenciara em sua visão já havia sido um pesadelo suficiente para um dia, e de certa forma para ele também. Ainda estava com aquela imagem em sua cabeça, de uma garota frágil, fofa, gentil, sendo violentamente machucada por um monstro, não havia outra definição melhor para ele a não ser aquela.

E por mais que tivesse vontade de ficar ali com ela, apenas para ter certeza que aquilo não aconteceria novamente, precisava conversar com Kanato, não achava que fosse seu dever dizer o que acontecera com a garota a ele, mas sabia como ele era apegado a ela, e como saber de tudo isso o machucaria. Era estranho ver seu irmãozinho daquela forma, apaixonado por uma humana, mesmo que ela estivesse ali apenas a duas semanas ainda assim era incrível como aconteceu de ambos ficarem juntos. Não fora diferente com Yui, e não podia negar que sentia algo pela garota, mas ela nunca sentira o mesmo por ele, e não a culparia por isso, humanos não podem se apaixonar por vampiros, esse é um erro.

Não ele não iria a lugar algum agora, o melhor seria ficar ali com ela, se deitou ao lado dela, a deixando mais perto e logo se sentindo relaxar também, era uma sensação estranha quando ela agia como se tivesse medo dele, mas não a machucaria, ela era sua, e não poderia fazer isso, precisava agora entender como ela fazia aquilo, e ao que parecia não havia um controle.

— Ei está tudo bem Jujuba — sussurrou contra os cabelos dela, imaginando que ela ainda dormisse.

— Ayato — a voz dela soou sonolenta — O que pensa que está fazendo?

— Abraçando você Jujuba, assim você dorme mais confortável — respondeu passando as mãos pelo cabelo dela.

— Eu não tenho medo de você — sussurrou — Apenas estava muito confusa sobre o que aconteceu — comentou baixo — Mas a culpa foi apenas sua, você que me deixou confusa.

O vampiro deu uma leve risada pela situação, ela não abaixaria a guarda em momento algum, e era engraçado ver como ela mudava rapidamente, mas pelo menos já havia voltado ao normal e não estava mais pálida e assustada.

— Oe que culpa eu tenho se você é estranha.

— Vou te mostrar a estranha cabelo de tomate.

Ela não perdeu tempo antes de derrubar o vampiro no chão, apenas não esperava que ele a puxasse junto, fazendo com que ela ficasse sobre ele, o vampiro sorriu por ter seu objetivo alcançado, ela estava corada e com uma expressão de raiva, bem melhor agora. Se inclinou para frente prendendo o corpo da garota contra a cama ainda sentada em seu colo.

— Seu cabelo de tomate ambulante — respondeu empurrando o vampiro e se levantando rapidamente — baka, baka, baka.

O vampiro não resistiu começando agora a rir dela. Ela estava se sentindo irritado pelas ações dele, caminhou até o banheiro prendendo seus cabelos em um rabo de cavalo e lavou o rosto, precisava acordar de verdade. Sabia exatamente o que ele estava fazendo ao tentar distraí-la do que acontecera apenas queria que a imagem sumisse da sua mente, que parasse de machucar tanto, mas algo dizia que tudo aquilo podia ficar pior, bem pior.

— Oe você está bem jujuba? — perguntou o vampiro atrás dela, e ela apenas concordou — Que bom quero que me faça Takoyakis.

— Takoyakis? — perguntou mais para si mesma.

Aquele era um prato bem simples que ela costumava fazer com seu pai, amava aquele prato e era divertido fazer ele, talvez isso a ajudasse se distrair de tudo que acontecera.

— Ok cabelo de tomate, vou fazer o melhor Takoyaki da sua vida — sorriu brincalhona — Mas em troca eu também quero uma coisa — pensou com cuidado antes de dizer.

— Oe o que você quer Jujuba? — perguntou passando a língua nos lábios, esperava ansioso pelos Takoyakis.

— Quero que me diga quem é Yui Komori, e a relação dela com vocês — consegui dizer encarando o vampiro.

Novamente aquele assunto, e ela não esqueceria tão fácil sobre isso. Mas era intrigante agora sabia como ela conhecia o nome da garota, e se perguntava se ela já havia tido visões relacionadas a loirinha, e como ele imaginou, mais perguntas e menos respostas. Passou a mãos pelo cabelo, em um gesto de frustração e rendição.

— Você teve alguma visão com ela, por isso está perguntando tanto sobre isso?

— Eu não apenas vejo as coisas Ayato, é como se eu estivesse no lugar dela, e sentisse o mesmo que ela naquele momento — as palavras apenas saiam sem emoção.

Não estava mentindo, ela conseguia sentir exatamente o que Yui sentiu, assim como o que Naô sentia com aquele monstro, seus olhão ficaram mais uma vez marejados, mas ela não queria chorar, já estava cansada de parecer fraca, precisava enfrentar tudo isso ao seu redor. O vampiro deu alguns passos à sua frente tocando de leve no rosto da garota, que nem ao menos havia percebido uma lágrima já havia caído, ela mordeu o lábio inferior pelo contato repentino do vampiro, e logo se desviou dele.

— Agora sabe o que eu quis dizer quando falei, que queria que parasse — suspirou, se retirando do local, e sendo seguida pelo vampiro — Se não quer me falar sobre ela tudo bem, mas Ayato, isso vai continuar acontecendo você querendo ou não.

— É por isso que estava com medo de mim antes? — sua voz saiu um pouco arrastada — Ela era uma antiga noiva de sacrifício, mas ela era diferente das outras. — começou suspirando.

Natsumi encarou o vampiro, se sentou na cama, sabia que aquela seria uma longa história e ao que parecia também era complicado falar sobre isso. Mas pelo menos agora teria respostas para o que precisava, mesmo que para isso precisasse ir mais fundo para descobrir. 

(...)

O vampiro olhava para o espelho, o lugar onde havia sido mordido pelo lobo ainda não havia cicatrizado completamente, e o local parecia até diminuído um pouco o inchaço, mas isso não significava que ele não voltaria a usar a atadura no local, por mais que não fizesse diferença ela ajudava de certa forma, era estranho se olhar no espelho e não ver o mesmo cara de antes, não diria que havia algo diferente, mas também não via ele mesmo ali, seus olhos estavam mais azuis as pupilas mais dilatadas, e isso apenas o deixava mais atraente, os cabelos estavam despenteados e havia um pouco de água ainda em seu corpo, seus músculos estavam menos tensos, e de certa forma sentia vontade de dormir se ela estivesse no quarto, ainda sentia adrenalina passar por seu corpo, os efeitos da lua sangrenta ainda estavam presentes, e com eles viam o desejo por sangue.

Terminou de se enxugar, e voltou para o quarto, encontrando a garota a qual lhe despertava atenção, ela era bem barulhenta quando queria, mas na maior parte das vezes estava calada, e nem ao menos parecia que ele partilhava  o quarto com ela. Estava meio sentada meio deitada na cama, havia um livro em seu colo, o mesmo que ele viu no dia anterior, parecia concentrada em sua leitura.

— Você não sabe usar uma camisa não? — falou sem desviar sua atenção do livro.

— Não. Por que, isso te incomoda? — a garota deu de ombros — Não seria nada mal se você tirasse a sua também. — sorriu de maneira que suas presas mostrassem.

Era estranho ver o vampiro sorrindo, por mais que fosse por causa de um comentário malicioso que ele mesmo fizera, ainda assim era estranho, já que ele sempre muito quieto, estava sempre dormindo ou ouvindo música, sim estranho.

— Agradeço pelo convite, mas não, muito obrigado senhor pervertido —  o loiro apenas riu — Por que está me olhando tanto, tem algo de errado comigo?

Assim como ela havia feito antes ele apenas deu de ombros, caminhando até a cama e se sentando de frente para ela, não podia negar que achava ela atraente e bonita, mesmo que ela não acreditasse nisso, e não sabia porque, garotas humanas sempre gostam de ser elogiadas, mas ela parecia ficar incomodada com isso, como se não fosse verdade.

— Além de você ser bonita? Não, acho que tudo é perfeito — sorriu ao ver ela corar e revirar os olhos ao mesmo tempo — Como eu disse mais cedo, você é realmente fofa.

— E como eu disse mais cedo você é um baka — achava engraçado como era fácil deixar ela sem graça — Pare de me encarar isso é muito estranho.

— Você sente vergonha com muita facilidade para uma garota suja — ela abriu a boca para dizer algo, mas pareceu desistir no meio do caminho — O'E o que foi agora?

Ela voltou a prestar atenção em seu livro, era bem melhor do que dar atenção ao vampiro, não se sentia à vontade com o tipo de provocação que ele estava fazendo, mas não podia negar a vontade que tinha de revidar, e faria isso.

— Você não reclamou quando eu te beijei mais cedo, me pareceu gostar bastante vindo de uma garota suja—  havia um toque de divertimento no que ela disse.

Touché. Ela se referia ao fato dele ter ficado excitado em apenas beijá-la, e não podia negar que isso acontecera, ela estava parada bem a sua frente, usando apenas uma calcinha e uma camisa, e por mais que a lua de sangue fosse um dos motivos, o corpo dela também era, afinal ela chamava atenção dele sem nem perceber, a única coisa na qual não gostava eram os cortes dela, isso o deixava frustrado, havia a possibilidade de pessoas terem feito isso a ela, humanos assim como ela, que eram piores que ele.

— Eu não me importaria se você fizesse novamente, mas dessa vez não posso prometer parar o que começar.

— Seu Baka. — a garota pegou uma almofada na cama logo batendo no vampiro — Não diga coisas pervertidas assim.

— E por que não? — conseguiu segurar os pulsos dela, sem usar força — Não é como se você não quisesse.

Ela se encolheu, percebendo a aproximação do vampiro, ele apenas estava brincando com ela, um jogo, mas talvez não fosse ruim jogar também, apenas não esperava sair machucada de tudo isso, e não esperava outra coisa vinda dele, mas também não deixaria ser tão fácil para ele. Mesmo sabendo que ele pudesse fazer o que quisesse com ela quando bem entendesse, se já não havia feito em todas as vezes que ficará inconsciente, mas não pensaria nisso agora, talvez acreditasse quando ele dizia que não faria nada que ela não quisesse. 

Mais uma vez ela quebrou a distância de seus lábios, e como dá última vez surpreendeu o vampiro que apenas gemeu baixinho, apenas deixou que ela comandasse por algum tempo, sentindo toda a extensão da boca dela contra a sua, e a correspondeu na mesma intensidade, envolvendo suas línguas em uma brincadeira, as mãos dele pararam em sua cintura a puxando para mais perto, queria sentir o corpo dela mais próximo, afinal teria que esperar até poder tocar em cada pedacinho dele. E como ela se lembrava, o sabor de menta estava presente ali, o corpo do vampiro estava colado no seu, e ainda podia sentir sua pele um pouco úmida, assim como a extensão dos músculos se contraindo, mas logo se soltou dele, vendo a expressão de prazer que ele emitiu, sem nem ao menos se dar conta disso.

— Sem dúvidas não vou demorar para querer descobrir mais sabores do seu corpo.

— Pervertido baka — bufou irritada batendo no peito do vampiro — Não pense que vai ser tão fácil assim loirinho.

Os olhos dela se desviaram por alguns segundos dos deles descendo agora para o local enfaixado, sua mão também a acompanhou tocando o lugar, mas o vampiro não pareceu se importar, como se não sentisse o contato da mão dela, também não devia doer, ele pegou0 ela no colo mais cedo e parecia normal como se o machucado nem estivesse ali.

— Dói? — voltou a olhar para o vampiro que apenas negou — Quer me contar como você conseguiu isso loirinho?

— Nada de mais, um lobo me mordeu, não é nada preocupante, diferente de você.

O vampiro não esperou pela resposta dela, mais uma vez invadindo a boca dela com a sua, sem nem ao menos pedir permissão para ela, gostava do contato do corpo dela com o seu, e por mais que aquilo fosse apenas algo casual sem nada sentimental envolvido, pelo menos não dá parte dele e esperava que dá dela também. O vampiro quebrou o contato do beijo deitando sua cabeça sobre os seios dela, ali era um lugar bem confortável para dormir. E ela não pareceu se importar muito, já que suas mãos logo foram para seus cabelos começando um carinho maravilhoso.

— O que você quis dizer com diferente de você loirinho? — questionou lembrando do que ele dissera, mas sem entender — Não há motivos para se preocupar comigo.

— Você é minha noiva já é motivo suficiente — respondeu sonolento pelo carinho — Além do mais quem me faria carinho para dormir?

— Claro seria uma tragédia se você ficasse sem carinho — disse revirando os olhos, não ligando para a primeira parte — E o que aconteceria se eu parasse de te fazer carinho?

— Você seria severamente punida por isso — respondeu apertando a cintura da garota, que apenas soltou um suspiro — Além do mais você não tem o direito de me negar nada sua baka. 

Emi ergueu uma sobrancelha, o vampiro poderia ser até mesmo um pouco surpreendente as vezes, ele se preocupava de verdade? Talvez não, mas isso não era importante agora. Seria interessante ele fazendo cosplay do irmão com suas punições, por mais que não pudesse imaginar como elas seriam. Era engraçado ver ele agindo assim, e até mesmo ela se se surpreendia pela forma que ele a tratava, não diria que era ruim o contato que ambos estavam desenvolvendo, apenas não queria ir muito longe com ele, ele era um vampiro e ela uma humana, predador e presa, mas não deixaria ele usá-la como um objeto.

— Shu? — o chamou sem obter resposta.

Concluiu que o vampiro havia conseguido o que queria, dormir, algo que ele sempre estava fazendo, e parecia ser sempre agarrado ao corpo dela, mas apenas pensaria nisso depois, mesmo com o vampiro com a cabeça em seu peito, isso não a impedia de voltar a ler. 

(...)

A cena se repetia mais uma vez, estava sentada de frente para o piano e seus pequenos dedos deslizavam pelas teclas, mas não sentia vontade de tocar, pelo contrário, havia procurado algo para se cortar, e quando achará desistirá no mesmo momento afinal, se o fizesse não havia dúvidas que o vampiro sentiria o cheiro do sangue e viria até ela, e ao que menos queria era algum contato com ele, não depositou do que ele fez. Havia lhe prometido que não a machucaria mais, e acabou fazendo isso novamente, estava com medo dele de novo, e duvidava que isso fosse passar, era horrível ter medo de alguém que dizia gostar dela, que cuidava dela e a fazia sorrir, que dormia abraçado e lhe fazia carinho e lhe trazia café na cama, sim aquilo machucava mais do que qualquer tortura física e psicológica que ela já sofrerá, porque amar alguém pode machucar de várias formas, e talvez fosse melhor não amar.

— Por que está com essa carinha tão triste bonequinha? 

Apenas se virou rapidamente encontrando as orbes verdes de Laito a encarando, seu primeiro pensamento fora em sair rapidamente dali, mas o vampiro estava bem na porta bloqueando a saída, queria poder gritar, mas não conseguia.

— O que você quer comigo? — essa foi a única pergunta que conseguiu formular — Não se aproxime ou vou gritar.

Ele não duvidava em nada disso, mas a garota estava sentada bem de frente para seu piano, ainda se lembrava de todas as tardes passara ali tocando, e isso sempre o acalmava de várias formas, e ao que parecia servia para ela também, um pequeno refúgio para quem estava machucado, ou triste, quando alguém lhe fazia se sentir assim.

— Vejo que sabe tocar bonequinha, não acho necessidade de gritar, não vou fazer nada com você. Nfu-nfu. — sorriu, mas sem demonstrar algum tipo de malícia para ela — Quero apenas conversar com você garotinha.

— Não acho que eu tenha algo para falar com você Laito — tentou dizer, sentindo seu corpo um pouco trêmulo — Se me der licença eu preciso encontrar as meninas.

Mas o vampiro não se afastou da entrada, e ela nem ao menos se levantou, não achava que conseguiria, mas não estava mentindo quando disse que gritaria, se ele tentasse algo, apenas não desejava que acontecesse.

— Kanato realmente gosta de você, por mais que não veja muita graça em você — aquele sim era um comentário com um pouco de malícia — Você realmente parece uma boneca — e como ela não disse nada ele prosseguiu — Ele está assim por causa da lua de sangue, nós vampiros tendemos a ficar mais sádicos e agressivos nesse período. 

— Do que está falando Laito? — agora sim ele conseguirá a atenção que queria da garota.

— Duvido muito que Kanato em algum momento quisesse te machucar, e os efeitos da lua apenas o deixou assim.

— O que te faz pensar que acreditaria em alguma coisa que você disser? — não podia simplesmente acreditar nele.

— Bonequinha apenas estou aqui, porque detesto ver meu irmão triste e quando ele está com você ele está sempre sorrindo e feliz e nunca o vi assim — sim teria que ser o mais direto possível com ela. — Acredito que ele pedirá desculpas para você, assim poderão voltar a ficar juntos. 

Ela pensou por um segundo, não havia motivos para acreditar em Laito, mas até agora ele não havia feito nada contra ela, e também não havia nenhum apelido malicioso presente, pelo contrário, ele a chamara de Bonequinha, o que de certa forma era fofo, Blum também a chamara assim uma vez, e esse era um apelido que ela gostava diferente dos outros, mas ainda assim não gostava do vampiro.

— Você já pediu desculpas pelo que fez com ela? — perguntou um pouco insegura, fazendo o vampiro ficar confuso — Layla, você já se desculpou pelo que fez com ela?

— Não fiz nada que precisasse de desculpas Bonequinha, apenas fiz algo que queria fazer. — em parte aquilo era mentira, ele se arrependerá sim do que fez.

— Você é realmente um monstro — sussurrou as palavras mais para si mesma — Não quero que fique mais perto de mim, não gosto de você e duvido muito que alguém goste.

Podia parecer corajosa em dizer tudo aquilo, mas bem no fundo estava com medo, que a qualquer momento o vampiro faria algo contra ela, e não duvidava que ele faria.

— Nfu-nfu, isso magoa Bonequinha, mas eu entendo, o fato de você ter sido abusada, faz você sentir medo de mim.

Os olhos dele escureceram, como ele podia saber sobre isso, não contara para ninguém, nem mesmo para as meninas, não gostava de falar sobre o assunto com ninguém, sentia vergonha e nojo de si mesma, por não conseguir fazer nada quando acontecia, não podia se defender sozinha, e ele sempre soubera disso.

— Não sei do que você está falando Laito — mentiu tentando disfarçar, não queria falar sobre aquilo.

— Você mente muito mal Bonequinha, é perfeitamente visível o que aconteceu com você, e não me passou despercebido como você reage aos meus apelidos — de certa forma compreendia o motivo pelo qual ela estava mentindo — Não precisa ter vergonha disso, não é culpa sua. Nfu-nfu.

— Eu já disse que não sei sobre o que você está falando. Agora me deixe em paz e não fique mais perto de mim — estava sentindo raiva de si mesma, por alguém saber sobre aquilo.

— Talvez devesse contar para alguém sobre isso, apenas vai doer se apenas guardar isso para você garotinha.

Não havia um sorriso, ou tom de brincadeira na voz dele, era como se ele entendesse o que ela estava sentindo, mas isso era impossível, a menos que ele tenha passado por algo parecido, uma vítima reconhece a outra, mesmo que ela achasse impossível, não, não pensaria nisso agora.

— Preciso falar com Kanato agora, e não machuque mais a Layla, não gosto que deixem as pessoas que eu amo magoadas. — seu tom era firme, e ela não sentia medo.

— Como quiser Bonequinha. — agora ele sorriu, acompanhado de um pequeno riso.

Havia odiado ter conversado com Laito, mas de certa forma talvez ele estivesse certo sobre Kanato, talvez ele realmente não tivesse a intenção de machucá-la, mas ainda assim o fizera, sem nem ao menos perceber. Não sentia medo dele, de forma alguma, ele era uma das poucas pessoas que ela confiava de várias formas, mas ele realmente havia lhe deixado assustada, e talvez também estivesse triste pelo que fez. E esse essa seu maior erro, ela não via maldade em ninguém, não conseguia fazer isso, mas as aparências enganam, de várias formas inimagináveis.

Encontrou o vampiro em seu quarto, ele estava deitado na cama, parecia estar dormindo, caminhou até ele encantando sua face molhada, e provavelmente ele havia chorado, o quarto estava uma bagunça, e os bichos de pelúcia estavam espalhados por todos os lados, não havia dúvidas que ele fizera isso, os objetos de chá estavam quebrados, mas o lugar ainda tinha um cheiro doce, não entendia como, mas não estava mais com raiva, triste ou chateada, estava preocupada com ele. Suspirou um pouco alto passando as mãos pelas mechas roxas dele, mas sem querer acordá-lo, de deitou de frente para ele ainda lhe fazendo carinho, o corpo dele estava tenso, mas quando ela passou as mãos ao seu redor ele pareceu relaxar assim como ela.

— Está tudo bem Uvinha, eu estou aqui, e te perdoo pelo que aconteceu — sussurrou para ele — Não precisa ficar triste meu amor eu estou bem, eu prometo.

O vampiro abriu minimamente os olhos encontrando os dela ali, passou seus braços ao redor dela, mas sem dizer nada, sentia suas bochechas ficarem coradas, mas não conseguia dizer nada agora, apenas queria ficar quietinho com ela ao seu lado, seria bem melhor assim. Nao entendeu o silêncio dele, e começou um beijo calmo entre eles, gostava mais quando ambos estavam bem, o vampiro retribuiu de forma calma, não queria assustá-la novamente, e quando se soltaram do beijo, ele desceu para o pescoço dela, sentindo a pele dela se arrepiar, queria compensá-la pelo que havia acontecido mais cedo, e quando ela arfou baixinho ele teve certeza que havia conseguido isso. 

Seu corpo estava sobre o dela, e sua respiração estava um pouco ofegante, o vampiro ainda distribuía pequenos beijos em seu pescoço, e tinha as mãos em ambos os lados de seu corpo, se sentia bem assim com ele, votaram a se beijar novamente em algo mais intenso, sentindo o corpo dele corresponder de várias formas. Queria ir mais além do que apenas carícias com ele, e sabia que seria apenas com ele sempre e porque queria fazer.

— Eu amo você Naomi Nitsu — colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha — Você também se sente assim?

Talvez nem precisasse pensar na resposta, mas com certeza precisava pensar no que ele dissera, e como soará aquelas palavras, era bobo pensar que seria como um conto de fadas, mas ainda assim queria viver um com ele.

— Eu te amo Kanato Sakamaki, e sempre vou te amar.

Ele apenas precisa ouvir isso, voltou a beijar a garota que era o amor da sua vida, não podia explicar, vampiros não sentem isso, apenas atração pelo sangue, mas era bem mais do que isso, pelo menos com ela, não havia outra garota, outro sangue, outro corpo, que lhe despertasse algo parecido, e tão intenso. Era infantil dizer isso, e parecia bem clichê, mas era a primeira vez para ele, e queria tornar tudo aquilo eterno, apenas não sabia se ela aceitaria se casar casar com ele, e provavelmente faria o pedido em algum momento. Mas faria isso de forma que fosse especial para ela assim como era para ele, mas naquele momento apenas queria amar a garota assim como seu corpo, mesmo que não soubesse como fazer isso, era a primeira vez para ele.

(...)

Era estranho ser chamada a biblioteca, sabia que Ruki usava o local como um espécime de interrogatório, e todas as decisões da família eram tomadas ali, de certa forma já sabe o motivo pelo qual fora chamada ali, é algo lhe dizia que não gostaria nem um pouco de ouvir o que o vampiro tinha a dizer. Karlheinz entrará em contato com ela pela tarde, dissera para ela vigiar as garotas noivas de seus filho, ele parecia ter algum tipo de fascínio por elas, e queria descobrir o que havia de tão especial em garotas humanas. Mas algo deveria ter, já que uma delas havia despertado a atenção de Ruki, mesmo que o vampiro não dissesse nada era bem visível pelo seu comportamento, e realmente parecia ser verdade, apenas não sabia o porque.

— Está muito calada para quem adora falar Ayumi — comentou mexendo em seus livros sobre a mesa.

— E você está sendo misterioso demais, para quem quer perguntar o que Karlheinz queria comigo — retrucou.

— Já que você foi ao ponto, não precisa perguntar o motivo pra ele entrar em contato — agora encarou a garota — Não perguntei antes pois não me interessava, mas o que está acontecendo para ele dar tanta atenção aos filhos?

Ela sorriu, não era os filhos que lhe chamava a atenção, e sim suas noivas, e ainda descobriria o motivo. Encarou o vampiro a sua frente, sabia que ele costumava a ser vem direto com suas perguntas, e logo exigiria uma resposta.

— Também fico me perguntando isso Ruki, mas duvido muito que ele me conte o motivo verdadeiro para ter me contratado — deu um meio sorriso — E se eu fosse você, ficaria de olho em uma certa loirinha de olhos azuis.

O vampiro ignorou o último comentário da garota, era óbvio que ela não lhe contaria sobre nada, e duvidava que ele também, mas por agora ficaria de olho nela e no que faria.

— Não deveria brincar com Yuma dessa forma, duvido muito que ele vá gostar quando descobrir quem você realmente é.

— O que eu e Yuma temos é apenas uma relação sexual e isso não mudar, ele é um vampiro e eu sou guerreira — fez menção em se retirar — Espero que não conte a ele, não quero partir o coração dele, como eu esqueci vocês não tem isso — voltou a sorrir de forma brincalhona.

A garota não deixava de estar certa, duvidava que Yuma levaria o que eles tinham por muito tempo, logo ele de cansaria de brincar com ela e procuraria outra garota para isso, mas não podia deixar de notar que eles estavam mais próximos do que apenas uma relação sexual casual.

— Duvido que ele tenha te contado, mas vou dizer mesmo assim — ela se virou encarando o vampiro — Karlheinz não costuma cumprir as promessas que faz, então não pense que ele vai te recompensar pelo o que você está fazendo.

Mais uma vez ela sorriu, aprendeu desde pequena a não confiar em ninguém, e muito menos no vampiro, sabia os riscos que estava correndo ao trabalhar para ele, mas também sabia que assim seria mais fácil de descobrir suas fraquezas, e assim que descobrisse o que chamava tanto sua atenção em relação as noivas, poderão usar contra ele, e pelo menos assim conseguiria ficar em paz consigo mesma após tudo que ele fez para as pessoas que ela amava. Sorriu mais uma vez, se o vampiro queria assustá-la não conseguiria tão fácil, mas ela sabia uma forma de deixá-lo pensativo sobre as coisas ou sobre alguém.

— Aquela garota. Blum. Ela está morrendo, duvido muito que ela sobreviva muito tempo com Subaru, ele não é conhecido por ser muito paciente — suspirou antes de concluir — Se tem algum interesse nela sugiro que faça algo em relação a isso, ou vai perdê-la assim como perdeu Yui.

Ele apenas ergueu uma sobrancelha antes da garota sair, sabia que aquilo era verdade, em todas as vezes que se encontrou com a garota ele sabia o que estava acontecendo com ela, mas não podia fazer nada para salva-la, mas talvez se a tirasse da mansão pudesse ter mais tempo com ela. E isso era um pensamento bem idiota, da última vez que sequestraram uma das noivas dos Sakamakis, ele foram atacados por lobos.

Ayumi estava com os pensamentos em outro lugar quando sentiu seu pulso ser puxado com um pouco de força, e logo sentiu presas em seu pescoço, o vampiro de cabelos verdes a mordia sem usar muita força, e já havia se acostumado com ele, mesmo com o seu jeito masoquista de se cortar, e até mesmo lhe dera uma de suas facas, a guardou para usá-la em alguma ocasião assim como as outras.

— Seu sangue é muito doce Ayumi, eu gosto dele assim — comentou com sua voz rouca — Sei que está dormindo com meu irmão, apenas não se engane quanto a ele.

— Obrigado pelo aviso Azusa prometo me cuidar quanto a Yuma — ao que parecia todos já sabiam sobre sua relação.

— Como você sabe que estou dormindo com o Yuma ele te contou Azusa? — essa era uma pergunta bem plausível.

— Você tem o cheiro de horta, o mesmo cheio que o Yuma tem, mas em você é mais intenso.

Bom isso explica bastante coisa, o vampiro voltou a sugar seu sangue, não se importava do fato de transar regularmente com o vampiro, sempre usavam preservativo e ambos se satisfaziam um com outro, e não via problema nisso, era até mesmo uma relação saudável que ambos saiam ganhando, e terminaria ela assim que concluísse seu trabalho ali na mansão, não costumava levar seus casos muito a frente, e Yuma não seria o primeiro. 

(...)

Lobo lhe parecia bastante inquieto quando o encontrou em seu quarto, mas o grande animal lhe parecia bem mais animado e parecia bem melhor também, e quando a viu correu a derrubando no chão, e começou a lhe lamber o rosto, o seu a fez rir pelo contato da língua dele, o pelo era todo fofinho e macio, era gostoso receber carinho dele.

— Tudo bem garoto também estava com saudades de você — comentou rindo da atitude dele — O que você acha de passear comigo pelo jardim. Confesso que adoraria sua companhia essa tarde — o animal apenas uivou em resposta.

Parecia até mesmo um animal doméstico, mas ela sabia que estava muito longe de ser isso, vira isso nas vezes em que ele lutará para defendê-las, o animal estranhamente tinha uma ligação com Violet, mas parece ia ter com ela também, pela forma que agia em sua presença, não ia n hardware que era estranho poder entender o que ele queria dizer, afinal passara muito tempo com animais em sua vida, crescerá cercada por uma floresta, e amava de todas as formas a natureza e as coisas que a cercavam, gostava nem mais de florestas do que da cidade, não se imaginava morar em uma, perdera as pessoas que amava em uma. Lobo foi na frente, o rabo balançando, e às vezes pulando em suas pernas, mas algo a chamou a atenção, um som que vinha do outro lado do corredor, era piano, e Nao havia lhe dito uma vez que tocava, não imaginava que era tão bem, mas a melodia era realmente maravilhosa. Seguiu o som até a porta a abrindo de vagar sendo acompanhada por Lobo, mas para sua surpresa não era a pequena garota de cabelos lilases, e sim o vampiro ruivo de chapéu, parecia até mesmo concentrado, mas parou de tocar no momento em que a entrou na sala, reconhecendo o cheiro dela.

— Desculpe pensei que fosse outra pessoa — comentou se retirando do local.

— Você se refere a Bonequinha, ela esteve aqui mais cedo comigo — deu uma pequena risadinha — Gostaria de se juntar a mim também Layla?

Ele disse o nome dela, sem malícia, sem apelidos, assim como havia de referido a Naomi, apenas esperava que ele não tivesse aprontado nada com a garota, ou dessa vez ele se veria com ela e aparentemente com Lobo também.

— O que você fez com a Naomi, Laito? — perguntou cruzando os braços na altura do peito.

— Nfu-nfu, apenas conversamos, e descobri que temos mais coisas em comum do que podia imaginar. — comentou com uma leve risada — E você o que está fazendo agora?

Ela não respondeu, e nem precisou, o grande animal, uivou madeira uma vez, ficando entre ela e o vampiro, aparentemente ele também não gostava do vampiro, rosnou para ele e não desviou a atenção nem por um momento.

— Ei está tudo bem garoto, por enquanto está — comentou se abaixando e acalmado o animal — Prometo que se ele fizer alguma coisa deixo você destroça-lo como quiser.

— Que crueldade Layla, isso magoa coração, não vou fazer nada para você e esse animal — disse em tom de defesa.

A garota apenas levantou uma sobrancelha para o apelido novo que havia ganhado, ele realmente não ia dizer nada malicioso para ela, e esperava que continuasse assim, não gostaria que o que acontecera pela manhã acontecesse novamente, não enquanto estivesse com o vampiro por perto, e mesmo que ele a tivesse ajudado, também fora o causador, mas ele não era o único culpado.

— O que você fez para Nao, duvido muito que ela tenha gostado de estar no mesmo lugar que um pervertido como você — não se importava como suas palavras soavam.

— Já disse que não fiz nada com a Bonequinha, apenas conversei com ela sobre Kanato, nada de mais como eu disse — era apenas a verdade — Ainda não me respondeu o que você e o pulguento estão aprontando.

Ao que parece o animal não gostou nem um pouco do apelido dado pelo vampiro, rangeu os dentes ficando em posição de ataque e se o vampiro não tivesse sido rápido terei levado uma mordida, mas infelizmente a única coisa que o animal conseguirá fora pegar o chapéu do ruivo, que não gostou nem um pouco. E como um obediente animal, ele entregou a garota o que havia acabado de pegar, abanou o rabo e esfregou seu pêlo nela, esperando uma recompensa, que foi um belo carinho entre as orelhas.

— Já entendi ele não gostou do apelido, agora me devolva o meu chapéu — fez uma cara um pouco irritada.

Mas a única coisa que ele recebeu foi a risada da garota, que parecia bastante animada com o que acabara de acontecer, e ele não achava graça em nada daquilo.

— Você precisava ver a sua cara, bom garoto — piscou para o animal — Deveria tomar cuidado Laito ele não gosta de ser subestimado por ninguém, mas acho que já sabe disso.

— Você ainda não devolveu meu chapéu coração e adoro esse chapéu então me devolva agora — se sentou sobre o piano encarando o animal entre ele e a garota.

— E você ainda não me disse o que disse para Não, então até me dizer eu não vou devolver o chapéu.

— Apenas disse a verdade a ela sobre Kanato Nfu-nfu — bufou dando-se por vencido — Alguns vampiros não tem controle durante a Lua de sangue, ficamos mais sádicos, Kanato não se controla sempre.

— Isso não justifica o que ele fez, seja lá o que ele fez, isso também não justifica o que você fez comigo.

Novamente aquilo, ela realmente queria falar sobre o que aconteceu, mas esse não era um assunto que ele queria discutir, não sabia porque, mas depois que conversaram com Naomi se sentia culpado pelo que tentará fazer com a garota, mas ela não precisava saber isso, era apenas uma fraqueza que ele não queria admitir para ninguém, já bastava aquela mulher conhecer cada uma delas, e usá-las contra ele sempre, ela não seria mais uma.

— Nem tudo existe uma justificativa Nfu-nfu, algumas coisas fazemos apenas por diversão — sorriu passando a língua em suas presas — Não seja chata Layla.

Mais uma vez ela levantou as sobrancelhas, no momento ele não havia dito nada malicioso ou pervertido, o que era bom, mas não confiaria nele, nem mesmo na forma que estava agindo, nem tudo é o que parece ser.

— Como eu disse, nada justifica suas ações Laito, você é o que demonstra ser.

Talvez sim, e provavelmente ele havia passado dos limites quando atacará a garota, talvez estivesse arrependido, mas não poderia voltará atrás e desfazer aquilo. O vampiro sumiu da sala deixando ela sozinha com seus pensamentos, não podia fazer nada quanto a ele, mas pelo menos já sabia o que os deixavam tão violentos. Olhou para Lobo suspirando ainda estava com o chapéu em mãos e sabia que precisava devolver ele em algum momento.

(...)

Sua cabeça parecia que explodiria depois de tanta informação sobre a garota loira de suas visões, não esperava que houvesse tanto sobre ela, e sabia que Ayato havia escondido muitas coisas dela também, mas pelo menos sabia mais que o nome dela, sabia de onde ela havia vindo, como chegara ali, sua relação com os vampiros, e ao que parece o vampiro ruivo havia tido algum tipo de relação, ele nem ao menos gostaria de falar do assunto com ela, precisava falar com as meninas sobre isso, mas faria isso de manhã, elas já deviam estar deitadas ou algo assim. Reiji havia informado que após o que aconteceu na mansão, elas não iriam na escola, não até ter certeza de que tudo estaria seguro, após o ataque dos fundadores a entrada da mansão havia ficado isolada e até mesmo bem destruída, havia muito vidro pelo chão.

Mas a cozinha não estava vazia pelo contrário, encontrou a garota de cabelos castanhos e ela não estava sozinha, pelo contrário Lobo a acompanhava e estranhamente ela usava o chapéu de Laito, não sabia como ela ainda conseguia chegar perto dele, se fosse noiva dele sempre estaria com medo de ser atacada daquela forma, mas não era o caso, mesmo que tivesse algumas brincadeiras possessivas, Ayato era legal, se é que se podia dizer isso de vampiros.

— Pelo visto não sou a única que não está com sono e sim com fome — a garota comentou mordendo a maçã em sua mão — Não vi você durante o dia inteiro, Ayato lhe manteve muito ocupada hoje?

— Você  e Laito resolveram se dar bem finalmente? — perguntou ignorando o comentário que ela fez antes.

— Ok espertinha, e não, duvido muito que vamos nos dar bem algum dia, duvido que ele queira isso — olhou em direção a lobo que se esfregava em suas pernas — Mas sem brincadeiras, o que fez durante o dia que ficou tão ocupada.

— Ayato me contou sobre Yui, e sobre os motivos para tudo isso estar acontecendo — suspirou passando a mão pelo cabelo — Prometo contar a vocês sobre isso de manhã.

Layla encarou ela por algum tempo antes de perguntar novamente, também não falará muito com Violet, e ao que parecia todas as garotas estavam bem quietas pela mansão, e isso era devido ao que havia acontecido.

— Você teve outra visão com ela, foi por isso que ele te contou, você viu algo muito ruim?

— Na verdade não foi com ela minha visão, foi com outra pessoa — sua voz saiu um pouco baixa — Não sei como, mas de alguma forma eu levei o vampiro comigo durante a visão, e depois disso não tivemos como escapar das perguntas que ambos queríam fazer.

A garota de cabelos claros entendeu que ela não queria falar sobre o assunto da visão, e com certeza era algo bem desconfortável a de discutir com alguém, não perguntaria novamente, esperaria que ela a dissesse sem se sentir forçada a isso. Mas despertará sua curiosidade saber que ela podia levar mais alguém em suas visões.

— Como você levou ele com você, simplesmente pode levar alguém? — aquela era uma boa pergunta.

— Não sei direito, ele estava me mordendo quando aconteceu, quando vi eu já estava lá e ele também.

— Além de falta de sono, o que mais te trouxe aqui?

— Fiz um acordo com o cabelo de tomate, faria Takoyakis para ele, e em troca ele me cobraria sobre Yui — ela riu.

— Então o ruivo chato é fácil de ser subornado, isso é um grande vantagem, o que acha de trocarmos de noivo?

— Sinto muito, mas prefiro ficar como eu estou, Ayato é um idiota, mas ele não é um monstro como Laito.

Ela suspirou, sabia que Natsumi estava certa, e não havia algo que ela pudesse fazer que mudaria isso, Laito sempre seria assim. E por mais que quisesse que uma relação saudável existisse entre eles ainda cogitava em fugir dali, parecia bem mais seguro, e não seria ruim voltar a morar sozinha, até mesmo seria bom. Lobo soltou algo parecido com um rosnado baixo, ele parecia ter lido seus pensamentos mais uma vez.

— Onde está Violet e as outras eu não as vi durante o dia, não depois de ver Naô.

— Eu não sei, mas Blum, Emi e Na5o saíram para o jardim antes do sol se pôr, pareciam bem animadas, elas sempre estão rindo o que é incrível.

— Elas são como crianças, e nós somos as mais velhas, mas parece que elas que cuidam da gente.

Elas riram disso, não podiam discordar disso, elas sempre se mostravam bem corajosas com o que acontecia, e pareciam sempre estar juntas, e isso ajudava bastante, pelo menos elas tinham umas às outras e isso era mais que o suficiente, era mais do que ela tivera sua vida todas.

(...)

A lua ainda estava alta no céu, mas nem tão avermelhada como antes, e provavelmente os efeitos dela já estariam passando, olhou para sua mão enfaixada pela garota, mesmo que não houvesse necessidade daquilo, ele ainda não tirara a faixa, o que julgou como uma grande idiotice da parte dela, vampiros não se machucam, e a mordida nem ao menos deixou uma cicatriz, humanos eram realmente um pouco tolos por pensar que vampiros poderiam se machucar com facilidade, mas era o contrário, humanos que eram frágeis demais e se machucava por qualquer coisa, e isso ficará ainda mais evidente para ele naquela manhã, a menina era muito fraca e provavelmente ele a mataria facilmente se quisesse.

Não era muito diferente dela, não exitou quando ela pedira para ele matá-la, era apenas o que ela queria e saber que assim isso lhe daria paz e tiraria o sofrimento que aquele homem lhe causará, não apenas ele, não gostava de se olhar no espelho todos os dias e ver a mesma imagem dele lá, apesar de seus olhos serem como os dela, ele ainda era igualzinho a ele, e se questionava se poderia ser tão monstruoso quanto, mas como Karlheinz havia lhe dito uma vez, era apenas um experimento que deu errado.

— Você se culpa demais Subaru pelo que ele fez.

Ele olhou em direção a voz fina, ela estava em pé, usava um vestido simples meio lilás e rosa, os cabelos estavam soltos e bem enroladinhos, assim como estava quando ele a encontrou morta no jardim com a adaga cravada em seu peito. Mas aquilo apenas poderia ser um sonho.

— Yui — foi a única coisa que ele conseguiu pronunciar.

— Não devia se culpar, pelos erros de ninguém, não, você não fez nada de errado Subaru.

De certa forma vê-lo assim quebrava seu coração, ele era o único que nunca quisera machucá-la, e era o que ela mais confiava, mas ele parecia sempre estar se culpado pelo que aconteceu com ela, o que não era verdade, e como havia lhe dito, ele não tinha culpa pela monstruosidade dos outros.

— Você é apenas parte de um sonho não é real — resmungou mais para si mesmo do que para ela.

— Não Subaru, não sou apenas um sonho, você já me encontrou uma vez, pode me encontrar mais uma vez.

— Tsc. O que quer dizer com isso Yui? — seus olhos percorreram mais uma vez o corpo dela — Você está morta.

Ela sorriu, um sorriso doce e gentil, como sempre fazia, e era assim que ele gostava de se lembrar dela, quando estava sorrindo.

— E você acha que isso é culpa sua e está errado — disse calma — Você nunca me machucou Subaru.

Aquelas palavras pareciam as mesma que Blum lhe disse pela manhã, e ambas realmente pareciam iguais, eram apenas duas garotas inocentes nas mãos de um monstro.

— Tsc. Nós dois sabemos que isso não é verdade, e odeio que mintam para mim Yui — bufou sentindo irritação — O que você quer dessa vez além de me assombrar?

Não, aquela não era a primeira vez em que ele sonhava com ela, desde que encontrara o corpo dela no jardim era como se seu consciente não lhe deixasse em paz, as vezes era o mesmo sonho, as vezes era diferente, mas sempre acabava da mesma forma, quando acordava ela ainda estava morta.

— Subaru eu apenas sou uma manifestação do seu próprio consciente, e além do mais eu queria te ver.

A garota se aproximou se sentando de frente para o vampiro, levantou sua mão tocando em seus fios albinos logo os afastando de seu rosto deixando seus olhos visíveis ambas as orbes vermelhas como sangue, gostava de tocar em seu rosto, mesmo que nunca pudesse ter feito isso quando estava viva agora ela podia.

— O que você quer de mim Yui? — perguntou segurando o pulso dela e como se lembrava era fino e macio — Não posso te trazer de volta, mesmo que eu queira.

— Subaru eu não quero que me traga de volta, preciso que me mate mais uma vez, ou ele vai fazer isso.

— Do que está falando Yui de quem você está falando?

— Ele vai machucar ela, e você não vai poder impedir não enquanto afastar ela de você.

Blum ela estava falando dela, mas nada daquilo fazia sentido, e sabia que não teria respostas para nada daquilo, era apenas um sonho, e não era para ele fazer sentido, mas não podia negar que aquilo havia de alguma forma mexido com ele. Quem realmente fizera aquilo com Yui? Isso com certeza era algo que ficaria sem respostas.

— Tsc. Você não vai me contar quem fez isso com você — resmungou encarando os olhos rosados da garota — Yui você não é real, e não posso mudar isso nunca.

Ele não acreditaria que ela estava ali, não, não havia uma forma de demonstrar que conseguia falar com ele, mas precisa tentar mesmo assim, assim como Christa tentará era sua vez, e sabia que não teria muito tempo para nada disso, o vampiro acreditava que ela era apenas um sonho, e mesmo que estivesse limitada a contar as coisas para ele precisava ao menos fazê-lo entender uma parte. 

Novamente ela levou a mão até o rosto do vampiro e como ele não rejeitará o fato dela o estar tocando fez um pequeno carinho ali, antes de quebrar as distância entre eles e envolver suas bocas em um beijo, não esperava a retribuição do vampiro, mas logo ela veio. Subaru não pensou, apenas envolveu o rosto pequeno dela em suas mãos retribuindo o beijo da garota, e não podia descrever como havia esperado por experimentar os lábios dela, sentiu o contato da língua dela na sua e desceu suas mãos para sua cintura onde a puxou mais para perto, o corpo dela estava quente mesmo que isso fosse impossível. A garota sorriu entre o beijo, deixando que o vampiro comandasse o mesmo, era uma sensação boa sentir ele ali com ela.

Ambos se soltaram e o vampiro apenas encostou sua testa na dela, tinha medo de a qualquer momento quebrá-la, mais do que já fizera, havia um pequeno sorriso presente nos lábios dela, a face um pouco corada assim como ele se lembrava, naquele momento queria que fosse real, mesmo que soubesse que nunca poderia ficar com a garota, não de verdade, mas ver ela tão viva já era o suficiente para ele.

— Subaru você não é um monstro, é uma das pessoas mais gentis que já conheci — disse contra os lábios dele — E agora você precisa acordar.

— Yui — ele sussurrou envolvendo suas bocas pela última vez — Eu preferia não acordar mais.

— Mas você precisa, e mais do que nunca ela precisa de você.

O vampiro olhou na mesma direção que a garota ainda um pouco confuso, encontrou ali a garota de olhos azuis, ela estava sentada sobre seus joelhos no chão, seus olhos tinham um certo brilho e ao que parece algumas lágrimas que não cairiam também, sua expressão era de atordoamento como se algo estivesse a machucando e realmente estava. Ela conseguia ver nitidamente o vampiro e a garota sentado em sua frente, apenas não sabia como estava fazendo isso, mas assim como da última, sentia seu corpo a trair, assim como sua consciência.

— Ela precisa mais de você agora do que eu Subaru.

O corpo da garota sumiu diante aos seus olhos, como se nem ao menos estivesse estado ali em algum momento, e como ela havia dito não era um sonho, era bem real, só não sabia como podia ser possível, mas agora isso nem ao menos importava. Se levantou da janela e foi de encontro a garota, suas mãos estavam em sua cabeça como se sentisse dor ali.

— Blum — se abaixou na altura dela segurando em seu rosto para que ela o ouvisse — Tsc. Blum olhe para mim. 

Ela abriu os olhos apenas enxergando ele ali, a garota havia desaparecido, mas ainda podia sentir ela presente ali, da mesma forma que sentira Christa quando falará com ela. Segurou as mãos do Albino que estavam em seu rosto, sentindo o toque frio de antes, e diferente dele suas mãos estavam quentes assim como todo seu corpo. 

— Ele vai machucar ela quando descobrir que ela esteve aqui — sussurrou encarando as orbes do vampiro.

— De quem você está falando Blum? — e assim como Yui ela não respondeu — Ei preciso que preste atenção em mim.

— Você não entende, não pode deixar que ele machuque ela de novo — as palavras dela não faziam sentido — Subaru.

— Tsc. Oe pare de dizer coisas sem sentido garota — já estava irritado com tudo que aconteceu. 

— Ela era real, não é um sonho Baru, ela realmente esteve aqui com você — conseguiu dizer — Agora entendo porque você nunca quis me falar sobre ela, você a amava.

— Tsc, não diga coisas idiotas assim, não sou capaz de fazer nada além de machucar garotas como você. 

— Eu já disse que você não me machucou Baru.

— Pare de dizer isso, nós dois sabemos que isso não é verdade — bufou irritado, mas sem tirar a atenção dela — Não é como se eu não fosse te machucar mais, então pare de mentir para mim como ela fez, odeio que faça isso.

— E nós dois sabemos que apenas está mentindo para si mesmo sobre o que sente em relação a ela — Suspirou — E sei que você também está mentindo pra mim então estamos quites — tentou soar divertida — Eu estou bem agora.

— Não parece estar bem, e espero que me diga o que aconteceu para te deixar assim — sim ela devia explicações a ele, apenas não poderia dar elas agora.

— Não aconteceu nada, apenas não me senti muito bem poder um momento — era uma meia verdade.

— Por minha causa não é, não devia ter te machucado daquela forma de manhã, mas você me fez perder o controle — e isso era o que mais o irritava de tudo que acontecera.

— Devia parar de se culpar por tudo que acontece comigo, sou bem grandinha e me machuco sozinha também.

Aquela conversa não o levaria em lugar algum, e já estava ficando mais irritado do que o normal, ergueu a garota h seu colo que se manifestou rapidamente por isso.

— Ei pode me colocar no chão eu sei muito bem andar sozinha — bufou levemente irritada — Me coloque no chão.

— Tsc. Cale a boca garota e pare de me irritar.

Subaru se reportou para o quarto, era o único lugar da casa onde poderia ficar em paz com a garota, sentou ela sobre a cama e rapidamente se afastou dela, não queria se aproximar agora, não achava que seria certo, ainda podia sentir como se Yui ainda estivesse presente ali, e isso era bem irritante, nada agora um sonho, pelo contrário tudo fora bem real, ela realmente havia estado ali com ele, o tocara, e se odiava mais ainda por saber que ela estava certa, sentia sim algo em relação a Yui, apenas não sabia descrever o que era, e nem como aconteceu só sabia que estava ali.

Ao que parecia não tinha muitas opções ele não diria nada do que precisava, mas tudo em sua mente estavam bem claras, era por isso que ele sempre resistia quando ela perguntava sobre a loirinha, ambos gostavam um do outro, mas algo os impedia de ficar juntos, e isso deveria ter acontecido pelo fato dela estar morta, assim como a mãe dele estava e ainda assim havia se comunicado com ela.

— Entendo que não queira falar sobre isso Baru, mas algumas coisas são melhores quando ditas, e isso apenas vai sufocar você se continuar se culpando.

Ela apenas suspirou voltando a ter controle de si mesma, sua respiração estava normal, e conseguia colocar seus pensamentos em ordem, mas se preocupava em como ele estava, parecia magoado e com raiva e ela não podia fazer nada para mudar isso.

— Tsc. Não diga coisas que não sabe e fique longe de mim, não quero ser responsável caso te machuque.

— A única pessoa machucada aqui é você Subaru, apenas não percebe isso, perdeu as pessoas que você mais ama.

Os olhão dele ficaram mais escuros, ela não se referia a apenas Yui, não, havia mais pessoa, e ele sabia que ela se referia a sua mãe, apenas não sabia como ela sabia sobre ela, a garota parecia sempre ter uma nova surpresa, e parecia sempre estar emitindo para ele, aquilo não fora um sonho ou uma visão, pelo contrário foram bem real, mesmo que ele não soubesse como, e talvez ela também já havia presenciado algo assim, e isso explicava muita coisa.

— Como você sabe sobre ela Blum? — perguntou fechando os punhos — Não quero mais ouvir falar sobre ela nunca mais entendeu? 

Subaru praticamente gritou, sua expressão era de pura raiva, e dava para ver a tensão envolta dele, a qualquer momento ele explodiria e socaria a primeira coisa que visse a sua frente. Não deu chance para que ela retrucasse, apenas sumiu de sua vista. Bufou frustrada, e logo se deitou por completo na cama, encarando o teto, não havia nada que ela pudesse fazer e ele nem ao menos queria sua ajuda, mas Yui sim, ela precisava de ajuda de alguma forma mesmo que ela não estivesse viva, ela havia estado ali com eles, apenas precisava descobrir como e porque. 

— Não sei como, mas ainda vou cumprir a promessa que fiz a você, só espero ter mais tempo para isso.

Falou aquilo mais para si mesma, talvez ela não ouvisse o que estava dizendo, mas ainda tinha uma promessa para cumprir, precisava ao menos tentar, por ele, e por ela também.

(...)

O vampiro estava em seu enorme laboratório, e nada de bom saia daquele lugar, seus experimentos que criavam vida e Ian para o mundo humano, eram fakhoz mas de qualquer forma ainda servima pra um propósito maior que era o servir, e eles nem mesmo tinham ideia do que estavam fazendo. 

E agora lá estava sua maior criação, havia acabado de trazer de volta uma das criaturas mais asquerosas, de toda a terra, ou ao menos sabia que seus filhos se surprenderiam ao ver a vampira viva, depois de ter matado ela tantas vezes, mas isso nem mesmo importava tanto, a vampira Também seguiria um único propósito de o servir para seu plano de se tornar um soberano, e sabia que a vampira almejava voltar a vida para terminar o que começou com seus filhos, ela havia encontrado uma diversão na mansão, e não empediria que ela continuasse o que começou quando se apossou do corpo da antiga noiva de sacrifício. Ela tinha interesses um tanto peculiares, e isso não o atrapalharia em nada já que ela estaria ocupada distraindo seus filhos e suas noivas para que não o atrapalhasse em seus planos.

Também tinha um último passo, precisava eliminar algumas pessoas, para que não o atrapalhasse, mas isso não seria nada difícil, ele tinha mais poder e amis controle do que qualquer um poderia imaginar, era mais poderosos e ainda assim desejava ter mais poder do seu já tinha, mais controle e soberania, e quando alcasdr isso, ninguém nunca iria o parar, seria um dos seres imortais mais invencíveis.

— Posso saber no que está pensando meu Soberano, amo quando passa tanto tempo pensativo, isso me deixa excitada assim como ontem quando tranzamos — e queria fazer isso de novo com ele agora — Podemos nos divertir.

— Tenho certeza que seu apetite sexual continua o mesmo de antes Cordélia, mais não creio que agora seja o momento para satisfazer seus desejos carnais — sempre tão frio.

— E qual seria a graça disso quando você é um bom amante, e me faz gozar tão rápido, devo dizer que é um do homens que mais me satisfez até hoje Karl — a vampira o estava provocando — Não me importo se você usar meu corpo.

— Ano te trouxe e volta apenas para usar seu corpo Cordélia sua mente também pode ser algo útil para mim, apenas precisava fazer o que eu mando e terá o que mais deseja.

— Você sabe o que desejo, quero ter o amor de Laito de volta quero meus filhos de volta, Laito também é um excelente amante, mas não tanto quanto você — ela sorriu maliciosa.

Sexo era algo que ela apreciava mais do que qualquer coisa, e todos os seus amantes foram bons para a deixar saciada, mas o lorde Vampiro era um dos melhores por ser tão Bruto e nunca se importar com o prazer dela, isso era o que mais a excitava em tudo aquilo, e como ele queria iria voltar para a mansão e pegar o que queria, e mesmo que estivesse apenas a dois dias viva, sentia uma vontade enorme de brincar com Laito, e se lembrava de todas as noites em que eles se divertiram juntos na mansão, e queria muito que esses dias voltasee para ela, era algo que precisava saciar de todos os seus desejos esse era o que mais precisava satisfazer agora, também havia Reiji e esse seria o mais divertido, por ele nunca ter aceito se entregar para ela.

E agora tinha uma nescessidade maior, soltou o vertido que usava de seu corpo, a deixando completamente nua, e não se importava com isso, não tinha o menor pudor, caminhou até o vampiro e se sentou em seu colo, queria o provocar o suficiente para ele brincar com ela, como sempre fez, queria ele dentro dela, e aí fosse como sempre foi, bruto, rápido. Mas ele não pareceu se importar com ela em seu colo, e precisava mudar isso se quisesse ter o que queria dele, e mesmo que o vampiro não fosse fácil de manipular, teria que conseguir isso. Se satisfazer sozinha não era tão divertido do que quando tinha ele dentro dela, e buscava por essa sensação agora, era apenas o que mais desejava.

— Você está sendo tão mal comigo, queira que pudéssemos brincar como fazíamos antes, devo dizer que senti muita falta disso onde eu estava, e me satisfazer sozinha não tem muita graça — e isso também não o convenceria facilmente.

— Sei o que você quer Cordélia, apenas te trouxe de volta para conseguir o que eu quero, não o que você quer, me manipular não vai te ajudar a conseguir o que tanto quer.

— Apenas quero uma diversão, preciso de uma, você me trouxe de volta para me deixar sozinha naquele quarto até me enviar para a mansão, não acho justo comigo Karl.

— Não ligo para o que ache justo, apenas me importo com você fazer o que eu quero, ou posso te mandar de volta para onde você veio, e sei que não vai querer voltar para lá.

— Gosto daqui, você trouxe de certa forma uma diversão para mim, posso atormentar a alma delas, e depois você pode brincar um pouco Comigo — ela sorriu excitada.

— Achei que trazendo Christa e Yui te daria uma diversão, sei o quanto odeia as duas, e com suas almas presas aqui pode fazer o que quiser com elas — assim como ele fazia.

— Isso não me parece tão ruim, mas ainda estou pensando em outro tipo de diversão, e sei se você ainda tem algum tempo antes de voltar a torturar a alma delas, pode passar esse tempo comigo, não cama, ou aqui mesmo meu amor.

Sim, ele tinha certeza que poderia, e assim como a vampira desejava a empurrou contra uma das mesas do laboratório, a deixando de quatro para ele, e como um animal a penetrou, como já esperava a vampira estava molhada e sensível, era visível que ela desejava isso a muito tempo, pelos gemidos que saia de sua boca Quando ele a estocava com certa brutalidade, sabia que era nesse ritimo que ela sentia prazer, e daria isso a ela.

Os gemidos da Vampira saíam entrecortados pelo prazer, amava ele por isso, por ser tão Bruto e dar o que ela precisava, e queria que esse momento durasse para sempre apenas para continuar se satisfazendo com ele, não havia sentimentos nunca houve, eles apenas brincavam com o corpo um do outro, mas era uma diversão que a levava a um êxtase que não sabia descrever, apenas que queria continuar.

O vampiro não se importava com nada além de si mesmo, cessou suas arremetidas ejaculando no interior dela, e logo sendo acompanhado pela vampira que estava molhada, e saciada, sabia que não demoraria muito para ela querer fazer isso tudo de novo, poderia dar a ela, mas tortura-la era mais divertido para ele, saber que era o único que podia dar o que ela precisava.

— Espero que agora já esteja satisfeita Cordélia, vai ter muito mais disso quando voltar para a mansão, sei que deseja que Laito volte a ser seu amante — ele sabia de tudo.

— Hmm vou adorar isso, agora preciso pensar em como fazer minha entrada na mansão e a surpresa que vou causar neles quando me verem de volta a vida — isso a divertia — Espero que me acompanhe um dia até lá.

— Pretendo ir até lá antes do que imagina, e vai ser uma surpresa maior do que eles esperam — sim isso era verdade.

A vampira desapareceu do laboratório o deixando com seus experimentos, e seus pensamentos, tinha tanta coisa que aidna desejava de seus filhos, assim como uma certa noiva bruxa de um deles, ela seria a noiva perfeita, e conceberia um filho mais do que perfeito, com todo o poder que ela tinha ago

(...)


Notas Finais


Música da Emi e do Shu:
https://youtu.be/vc6vs-l5dkc

Música do Kanato e da Naomi:
https://youtu.be/-H91EVNH93M

Música da Blum e o Subaru:
https://youtu.be/SXjXKT98esw


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