História Eclipse - Capítulo 8


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Categorias Star Wars
Personagens Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Rey
Tags Angst, Reylo, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 47
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Distância e o elo da Força


Fanfic / Fanfiction Eclipse - Capítulo 8 - Distância e o elo da Força

A base era cheia de veículos antigos e naves enferrujadas cobertas por poeira de anos atrás. O lugar inteiro cheirava a refúgio e falta de opções; não era exatamente acolhedor, mas tinha o necessário para os rebeldes se virarem.

— Biggs, revise quais naves estão funcionando e quais podemos usar como sucata — Luke instruiu o rebelde. — Vamos esperar por Holdo e Leia enquanto damos um trato nesse lugar.

— Nós vamos nos manter por perto caso aconteça alguma coisa — Qui-Gon disse junto de Yoda.

— Finn, Poe — Luke chamou os dois pilotos quase formados. — Se agrupem com Rey e mais alguns para sondar a entrada, pode ter todo tipo de criatura lá.

— Vamos lá — Poe se pôs a caminhar.

— Deve ser uma barra pra Rey, né, isso tudo com o Ben… — Finn disse de forma preocupada.

— É — o outro concordou distraidamente, se incomodando de repente. — Você… se preocupa bastante com ela, não é?

— Claro — Finn respondeu na mesma hora. — Ela é minha melhor amiga, afinal. Você não se preocupa?

— Sim, mas o que eu quis dizer é… você não gosta dela? — Poe parou no meio da base, entre as várias pessoas apressadas andando para lá e para cá.

— O quê? Não! Eu pensei que você gostasse dela! — Finn riu sem jeito.

— Ah, não mesmo! Ela… não faz o meu tipo — o piloto coçou a nuca, seu rosto ruborizando.

— Que garota faz o seu tipo? — Finn voltou a andar.

— Nenhuma garota faz o meu tipo, se você me entende…

— É sério? — de repente foi Finn que parou, estupefato. — Então você também…?

— E-eu… você…? — Poe sentiu percorrer pela espinha o mesmo calor que afogueava a face de Finn.

— Ah, olha lá a Rey — Finn quase saiu correndo na direção da mulher, sentindo-se sem ar.

Ela estava tentando puxar uma alavanca encrostada na parede, aparentemente concentrada na tarefa.

— Rey? Temos que fazer uma sonda pela entrada — Finn chegou nela um pouco antes de Poe. Rey não reagiu ao comentário dele. — Rey? Rey?

— Ah, oi — ela ergueu os olhos castanhos para o amigo.

— Quer uma ajudinha com isso aí? — Poe se aproximou.

— Eu agradeceria — Rey deixou a tarefa para o piloto, que não sucedeu mais do que ela em tentar abaixar a alavanca.

— Enfim, temos uma sonda para fazer e… caramba, você dormiu bem na noite passada? Sua cara está péssima!

— Que falta de educação, Finn — Poe riu, ainda com os braços ocupados na alavanca emperrada.

— Eu dormi o bastante — a mulher assegurou, tentando sem sucesso esconder seu cansaço.

— Luke não vai se importar se você descansar um pouco, sabe — Finn insistiu. — Sabemos como isso tudo está sendo para você…

— Não, vocês não sabem não — ela retrucou sem pensar, impaciente, e percebeu em seguida como foi dura com o outro. — Me desculpa. Eu só estou…

— Cansada demais até pra raciocinar — Poe concluiu e largou a alavanca, se dando por vencido. — Isso aqui não tem mais concerto… mas você tem. Vai dormir um pouco, vai? Nós cobrimos você.

— Isso mesmo, e sem reclamar — Finn concordou antes que Rey pudesse protestar. — Luke não vai nem sentir sua falta.

Ela pensou em continuar contrariando eles, mas desistiu com um breve suspiro e um pequeno sorriso.

— Obrigado — ela disse aos dois e foi em direção à nave, se perguntando se aquela base tinha algum quarto e sabendo que, mesmo se tivesse, os da nave seriam bem melhores.

Rey não demorou para chegar no quarto onde esteve dormindo durante a viagem, com a mesma cama grande e meio dura dos outros quartos da nave. O lençol cinza azulado não tinha cheiro nenhum, e ela sentiu falta dos cobertores de casa; do cheiro do travesseiro e das roupas recém-lavadas pela mãe, do cheiro de comida especial quando o pai almoçava em casa, do cheiro de óleo e metal da oficina dele… e do cheiro de Ben. Rey nem sequer sabia que tinha reparado no cheiro dele, mas naquele momento, com a distância entre os dois mais sufocante do que nunca, era inevitável se lembrar daquele aroma… indescritivelmente reconfortante.

Ela fechou a porta e se jogou na cama, morrendo de cansaço mas com dúvidas sobre seu sono. Era comum para ela, afinal, permanecer acordada quando estava muito estressada, e ela nunca esteve tão estressada antes.

Eu só queria falar com você…

 

No outro lado da galáxia M1A1, um homem de cabelos negros encarava o capacete em suas mãos. Era sua nova face; o que Snoke ofereceu como armadura. Parecia mais uma forma de fugir, na verdade… mas era o que ele andava fazendo ultimamente, não era? Fugindo de seus sentimentos, dos pensamentos confusos, dos buracos que se abriam e das coisas estranhas que se formavam neles, crescendo, se alimentando de seu desespero, saindo do controle…

Ele largou o capacete na cama e respirou fundo, exaurido. Eu só queria falar com você…
 

De repente, eles não estavam mais sozinhos. Rey se levantou, sentindo o ar à sua volta se encher de energia, e Kylo quase podia tocar a Força ao seu redor. Então eles se viram, e não acreditaram em seus olhos.

— Mas o quê…?! — Rey se ergueu da cama. — Ben? Como você… o que está fazendo aqui? Como chegou aqui?

— Eu não fiz nada — Kylo se levantou também e estudou o ambiente, se encontrando no mesmo quarto, porém desta vez com Rey. — Estou sonhando?

— Não parece um sonho pra mim — o choque começou a passar e Rey percebeu que era real.

Então eles apenas se encararam, sem conseguir dizer as milhares de sentenças entaladas em seus corações. Eu tenho pensado em você, eles gostariam de falar. Tenho visto seu rosto sempre que fecho os olhos. Tenho ouvido sua voz a todo instante. Por que você me abandonou?

— Eu não abandonei você — Kylo disse de repente, como se tivesse reconhecido o próprio pensamento no olhar de Rey.

— Então o que foi tudo isso? — ela se colocou na defensiva como de costume. — Você virou as costas para mim, Ben.

— Não me chame mais por esse nome — foi tudo que ele conseguiu dizer diante das acusações dela; eram todas verdade. Mas o que ele poderia ter feito? Tinha que seguir Snoke.

— Como assim? — Rey não entendeu o que ele quis dizer.

— Eu me chamo Kylo Ren agora — o homem manteve a voz firme.

— Por que mudou de nome? Está seguindo Darth Vader? — ela fez a ligação entre Ben e o avô.

— Eu vou terminar o que ele começou — Kylo confirmou.

— Isso é patético — Rey riu com desdém, com amargura. — Você conhece a história dele. Sabe que ele se redimiu no final.

— Quem garante isso? Quem garante que Luke não mentiu apenas para nos manter afastados do Lado Sombrio?

— Por que Luke mentiria?

— Mentiram para nós durante a vida toda — ele abaixou a voz, se aproximando. — Rey, você não vê? Só o Lado Sombrio mostra a verdade.

— Eu não acredito em você — a voz dela se embargou.

— Mas vai acreditar — Kylo disse mais para si mesmo, aflito por ver as lágrimas brotando nos olhos dela. — É o único jeito.

— Isso não é verdade — Rey rebateu com determinação. — Você ainda pode voltar. Pode voltar pra mim.

— Rey… — Kylo se sentiu mais distante; a conexão estava se esvaindo. — Eu não posso…

Ela desapareceu. Estavam sozinhos novamente.

Agora ela olhava para a parede metálica da nave, se perguntando se aquilo sequer foi real.

Kylo olhou para as próprias mãos, cobertas pelas luvas negras, sentindo-se longe do próprio corpo. Era como vê-las através da água, como se elas não pertencessem ao seu corpo de fato.

E se não tivesse acontecido? Que prova eles tinham? Naquele momento, tudo que eles podiam pensar era em como estavam cansados e que talvez suas mentes estivessem lhe pregando peças; era a explicação mais razoável que havia. Mas aquela presença… foi tão real, quase tão sólida e palpável, que eles não podiam negar o fato de ter estado juntos.

Rey se deitou na cama novamente, ainda mais confusa, mas de certa forma menos preocupada. Ele estava bem, longe demais, mas ainda assim bem. Era o suficiente para ela dormir quase em paz.


Notas Finais


espero que tenham gostado da pequena revelação entre Finn e Poe, não vou negar que shippo stormpilot hihi <3 mas não vai ser o foco da história, então se vc não shippa nem esquenta com isso


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