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História Ecos do Passado - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olaaa meus queridos!
Segue mais um cap da sakura... revivendo os momentos de adolescente, o que será que ela vai descobrir no fim dessa jornada? Acompanhem...😘

Capítulo 3 - Fantasma


Sakura

O dia estava chuvoso, talvez para combinar com as lágrimas de sua despedida. Sabia que era somente mais uma etapa do seu aperfeiçoamento como ninja, mas ainda assim o receio a abateu. Não adiantava muito estar sozinha agora, não só queria como precisava conversar para espantar a melancolia que a martelava insistentemente. Mas parecia que era esse seu destino, sentir-se sempre sozinha e distante dos objetivos que tanto queria.

Tentou espantar a tristeza, não era seu estilo ter pena de si mesma, não mais pelo menos, aprendera que a pena não a impulsionaria a se superar como pessoa e o esforço sim... então dedicava cada vez mais o seu tempo em exaustivos treinamentos, prova disso era a viagem que fazia. O país do Som permitiu que acessa-se livros médicos raros que a ajudaria a identificar e tratar doenças incomuns.

Ficou um pouco mais animada ao imaginar a honra e responsabilidade que isso representava... Uma nação compartilhar informações não era lá muito comum, mesmo entre aliados, talvez significasse que eles deviam algo a folha ou estavam ganhando alguma vantagem por isso. Enfim não estava com animo para especular o jogo de poder entre as nações e enquanto corria pelo bosque encharcado esperando chegar ao ponto de encontro com os ninjas da vila oculta do som, foi lembrando da despedida.

O dia foi em partes bem divertido, tomou um banho com as amigas e curtiu as termas relaxantes. Ino não tinha parado de tagarelar sobre o Sai e como ele era o ficante mais estranho que ela já tinha arranjado, afirmando que ele tinha uma bizarra obsessão por desenhar os seus pés.

– Verdade, não sei como ele inventa essas coisas. Acredita que ele afirmou que adora os pelinhos do meu dedão? Quem fica reparando nessas coisas? Pelo amor de kami – soltou a loira.

– Fala sério, eu estou de olho numa cabeleira a tempos e ele nem repara, se fosse você ficaria orgulhosa, porque seu dedão é mais feio que a fome – disparou Tentem de cara, causando risada generalizada irritando a loira que começou uma guerra de água.

Continuaram brincando, rindo e falando banalidades sobre garotos, ela não sabia como Hinata conseguia ficar tão vermelha por tanto tempo, esperava ter que socorrê-la a qualquer momento porque já estava ficando roxa.

Observou as carinhas felizes de suas amigas sentindo-se mal. Porque ela não podia ser como todos, e procurar alguém normal, que não tivesse seu comportamento 100% afetado pelo passado, que estivesse no máximo uns gostos estranhos e peculiares. Porque seu próprio coração era tão complicado e obsessivo? Será que era demais querer alguém que a amasse também, desde a cabeça até os pelinhos do pé? Era errado querer alguém presente? Ela não sabia  as respostas e esperava um dia descobrir. Pelo menos tinha certeza que Sasuke a amava. Ele tinha que amar! Não é mesmo?

Queria muito a felicidade, e esta quase sempre escorria por entre seus dedos, admirou Sasuke por muito tempo à distância, sem coragem para aborda-lo e o conhecer, acreditava verdadeiramente que  podia fazer os dias dele menos sombrios, mudou aspectos de si para chamar sua atenção quando ainda era invisível a ele. Chegou ao êxtase quando ele foi anunciado como membro de sua equipe, o destino finalmente lhe sorriu, e prometeu a si mesma que seria notada e conquistaria um lugar em seu coração.

Mas não foi bem assim. Tudo em Sasuke era intrigante, intenso e distante, as barreiras que ele criou se mostravam intransponíveis até para ela que  julgava conhecer seu íntimo. Não entendia suas atitudes, ao mesmo tempo que  estava próximo se afastava. Seu relacionamento, se é que podia dar esse nome, foi assim até sua partida motivada pela busca de Poder para vingar sua família.  Tudo era culpa de seu irmão e da  tragédia do passado que ainda rondava seus dias. Talvez  as coisas fossem diferentes se nada tivesse acontecido.

Mas infelizmente... essa realidade...

 Não existia.

As amigas  pareceram não notar seu momento de nostalgia, o que foi bom e manteve o clima leve e gostoso. Despediu-se de Hinata e TenTen que tinham compromissos com suas equipes deixando a loira a acompanhar até em casa.

– Você quer falar sobre isso? – Ino perguntou quando as outras não podiam mais ouvir.

– Sobre isso o que? – respondeu olhando pro chão já imaginando o assunto.

– Da girafa na geladeira... dã... não se faz de boba Sakura, você pode até disfarçar para a Hinata e a TenTen, mas eu conheço bem demais  seu olhar distante e seu sorriso triste – falou passando o braço no dela  e cutucando sua costela – Você nem ouviu quando a Hinata disse que gosta de pole dance.

- Ooo queee! Se.. seriio? A gente está falando da mesma Hinata?

- Está vendo... você nem estava prestando atenção. A Hinata não dança pole dance – falou com uma expressão risonha – apesar de que, seria bem inusitado,  mas isso não vem ao caso, você sabe que tem que resolver isso, todas nos evitamos tocar no assunto mas fugir dele não resolve Sakura, você tem que encarar isso de frente e se curar.

Ino olhou em volta esperando uma resposta da amiga, o vento do entardecer chacoalhava marotamente as folhas, era como se o céu não pudesse conter a felicidade e resolveu dividir seu riso com todos. Mas Sakura parecia alheia  a  isso quando ela sussurrou... - “mas eu só quero ser feliz... só... só  não sei como conseguir isso...”  

- Olha testa, quero te contar um segredo - disse cutucando de novo a amiga - por um tempo eu achei que nos é quem conquistávamos a felicidade, mas é ela quem nos conquista... se você deixar!

- Você precisa superar o Sasuke, guardar esse tipo de sentimento não faz bem, eu apoio sua determinação, devemos  sim lutar por aquilo que desejamos, mas também devemos ponderar se nossos desejos são surreais! Se você for se perder no processo de busca, não vale a pena!

- Você acha que não percebemos, mas você se esconde em inúmeras tarefas e treinos, isso é fuga Sakura e não faz bem. Eu sei que você ama o Sasuke... – Ela suspirou, olhou em volta e continuou – Por um tempo ...  eu ... eu o amei também, é eu sei... – sorrindo amarelo para o olhar de espanto da outra – Eu disse que só gostava... mas agora que superei posso falar disso, e queria dividir com você... bom... eu descobri que o amor liberta, ele não prende, não faz mal, se é algo que te  adoece... então... você deve deixar ir Sakura...

- Não! – disse em meio a lágrimas – então você não o amava como eu.

- Bom... talvez não. Mas isso não torna tudo que eu disse menos verdade.

Aquilo a abalou de certa forma, amava Ino e como não se sentia forte para discutir, se deixou ser conduzida pela amiga. Não esperava por aquilo e de algum jeito tudo isso parecia cômico.

- Ino quando foi que você virou a porcaria de um mestre Zen? Falou rindo em meio as lágrimas.

- Eu tenho meus momentos.

E aquela  conversa pesada, terminou leve, mas continuou martelando sua consciência por um longo tempo, e continuaria assim por longos anos.

♤♤♤

– Preparada testa? Quero notícias sempre que puder – disse Ino a apertando em um caloroso abraço.

– Por favor, não é o fim do mundo, é só um ano, talvez dois, vocês vão sobreviver – afirmou olhando para todas.

- Claro que vou sobreviver mas com Naruto viajando e agora você, ficarei sem material pras minhas piadas – disse a pentelha que ela chamava de amiga mandando uma piscadela.

- Há há muito engraçado – fingiu-se de ofendida mas não resistiu e a empurrou com o quadril.

Nisso Mebuki entrou trazendo toda a agitação disponível no planeta, empurrando todo mundo e a apertando num abraço de urso, discorrendo novamente sobre as precauções que ela devia tomar.

– Sério mãe eu estou bem e vou voltar bem – Repetiu pela quarta vez revirando os olhos e ouvindo o risinho da amiga.

– Eu sei que você sabe se cuidar, mas é a primeira vez que minha garotinha sai sozinha em missão, kawaaaaaaaiiii que orgulho, mas você só sai dessa casa se prometer comer direitinho e ficar atenta em tudo e todos – Ela disse naquele misto de mãe mandona e maluca que ela nem discutiu.

Estava tão perdida em pensamentos relembrando o último abraço dado em sua família  e amigos que não soube precisar quando ele apareceu... mas era nítido... lá estava o fantasma de seu amor, piscou algumas vezes para espantar as lágrimas que se misturavam com a chuva acabando por nublar-lhe a vista. Aquele que desejou por tanto tempo estava agora à distância de poucos passos. Ele voltou por ela e para ela. Não dava para acreditar, não podia ser real, devia ser uma visão provocada pela tristeza para perturbar seu já caótico coração. Sentiu as pernas fraquejarem diminuindo a corrida, aproximou-se a passos lentos, sentindo um nó na garganta.

– Sasuke kun... – disse num sussurro abafado pelo vento.

Ele tinha o mesmo par de belos olhos, de um ônix profundo, escuros como uma noite sem lua. Os cabelos pretos quase azulados e as mesmas feições sérias que tanto adorava, seus lábios se curvaram minimamente num sorriso zombeteiro e antes que ela percebesse que algo estava errado o ninja havia sumido.

– Uchiha errado.... – ouviu da voz rouca que soava junto ao seu ouvido fazendo seus pêlos  arrepiarem e sentiu-se cair lentamente de encontro ao corpo de seu dono, e antes que o breu tomasse seus pensamentos pensou  “estou ferrada” enquanto a dor a conduziu ao sono desconhecido.



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