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História Ecthelion da Fonte e Calaure - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


🎼Memories 🎶 Within Temptation🎼
https://youtu.be/PP3g6Gh0Cmk
Neste mundo você tentou
Não me deixar sozinha para trás.
Não há outro modo.
Eu rezei aos deuses para deixarem ele ficar.
As lembranças aliviam a dor por dentro, agora eu sei porque.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Me fez prometer que eu tentaria
Encontrar meu caminho de volta nesta vida.
Eu espero encontrar um modo
Para me dar um sinal que você está bem.
Lembra-me que tudo isso vale a pena, então eu posso seguir em frente.
Juntos em todas essas lembranças
Eu vejo seu sorriso.
Todas as lembranças eu guardei tão bem.
Meu bem, sabes que irei amá-lo até o fim dos tempos.
Todas as minhas lembranças...

Capítulo 5 - Telperion de prata e Laurelin de ouro


Fanfic / Fanfiction Ecthelion da Fonte e Calaure - Capítulo 5 - Telperion de prata e Laurelin de ouro

Calaurë foi deixada na cela. Em dias alternados, colocavam água e comida por uma pequena abertura na pesada porta. Ela se rastava no chão nos primeiros dias, não tendo forças para sentar. Mas após poucos dias, seu forte Hröa [corpo] se recuperou, esse era o preço de ser um Eldar. Os ossos foram colando, alguns fora do lugar. Nesse tempo de solidão na prisão escura, ela se lembrava do brilho das árvores, dos ventos de Manwë, dos jardins abaixo dos salões na Taniquetil, o brilho de Telperion refletindo em olhos cinza, uma pulseira no lugar das algemas...

*

Após aquele primeiro encontro de Calaurë e Ecthelion na floresta, Elenwë fazia questão de convidar Calaurë para alguns de seus passeios. E Turgon também convidava Ecthelion, parecendo que de propósito. Ela sempre disfarçava para seu rígido pai a sua alegria com tudo isso. Se sentia incrivelmente a vontade perto de Ecthelion, mesmo que todas as vezes que o via, sentisse seu coração bater mais forte e suas mãos gelarem. Enquanto Turgon e Elenwë se preocupavam em manter a aparência, ela fazia questão de abandonar a etiqueta de princesa que tinha que manter nos salões da Taniquetil. Fazia um nó em seu longo vestido para encurta-lo e poder correr com Ecthelion pelas florestas ou atrás dos cisnes do rio, se molhando toda e dando crises de rir de pensar o que seu pai diria, enquanto sua irmã a reprimia sentada na relva. Adorava esse sentimento de liberdade.

Os quatro iam: compor músicas e poesias na calmaria de Lórien; apostar corrida de cavalos; deitar em Ezellohar embaixo das duas árvores; caminhar pelas florestas de Oromë e Yavanna; admirar os jardins abaixo da Taniquetil, sentindo o poder de Manwë e Varda; andar por Tirion, com suas ruas de pedras brancas para visitar a família de Turgon; ver os cisnes e os barcos dos Teleri, escutando as ondas cantarem, acompanhadas pelos Falmari...

Calaurë está nos jardins abaixo da Taniquetil, sentada na maior das fontes. Terminava o esboço de um desenho em uma tela apoiada em um cavalete e canta uma melodia com a boca fechada. Vários elfos Vanyar passam pelo local, ela não dá atenção para eles. Está pintando e se lembrando de lindos olhos cinza claros, a luz de Telperion que reflete no papel parece ajudá-la.

Ela olha acima de sua tela e lá estão eles. Ela assusta e puxa, quase rasgando, um papel em branco para tampar seu desenho e diz: "Ektelion [Ecthelion]! O que você..." Ela ri e continua: "Me desculpe, você novamente me assustou. Na minha mente parece que sempre sinto sua presença e é como se... Quero dizer, o que te traz a Taniquetil?" Ela fica cada vez mais nervosa. Ele sorri pega sua mão, beija e diz: "Telperion síla lúmenn’ omentielvo [Telperion brilhe na hora de nosso encontro]. Eu estava voltando das forjas e resolvi ver..." Ela pensa: mas o caminho para Tirion não passa por aqui. Ele continua: "Quero dizer, você esqueceu seu lenço na última ida até Lórien que fizemos. Queria te entregar." Ela agradece e pega o lenço. É engraçado como era contrastante seus cabelos negros em meio aos dourados dos Vanyar naquele jardim e isso era o que acontecia quando ela ia para Tirion. 

Ele pergunta sobre suas pinturas, ela desconversa falando que vai começar um novo quadro. Ela pergunta como está nas forjas e ele desconversa falando que está com muito trabalho ultimamente. Os dois então conversam, apreciando o ambiente, sobre os vários encontros que tiveram junto com Turgon e Elenwë. Ele se despede.

Alguns dias depois, ela está novamente na fonte, sempre aproveita a luz de Telperion para concluir esse quadro: olhos cinza refletindo a luz das duas árvores e notas musicais em volta, que eram a partitura da Eldalielindotaurë. Quem conhecesse o elfo que aqueles olhos pertenciam, facilmente identificaria. Dá as últimas pinceladas, pega sua harpa, cantando trechos da música. Desvia o olhar do papel e vê, cabelos pretos brilhantes se aproximando, seu coração dispara, desesperada, pega uma pintura que ela tinha concluído antes dessa, o mar com os barcos cisnes dos Falmari, e cobre seu desenho bem a tempo de Ecthelion dizer: "Telperion síla lúmenn’ omentielvo [Que a luz de Telperion ilumine nosso encontro].Fico feliz em te encontrar Calaurë" Ele beija sua mão. Quando ela ia responder que também se sentia feliz pela visita, Amarië aparece. Era uma das amigas da elfa e era particularmente animada, espontânea e contagiante.

-Calaurë, você saiu da aula de Ilmarë mais cedo! Vim ver sua pintura, ontem você ainda não tinha concluído, mas espero que agora esteja tudo pronto.

Calaurë suspira para responder: 

-Sim Amarië, mas saí com autorização dela, precisava da luz de Telperion para concluir. Pode ver.

-Mas não é essa pintura, onde está a outra?

Calaurë fica sem reação. Amarië tira a imagem do mar e revela a pintura dos lindos olhos cinza. Calaurë, nervosa, não consegue olhar para Ecthelion. E a amiga parece ver sua presença agora:

-Ektelion [Ecthelion], o que você está fazendo aqui?

-Eu é... Eu estava voltando das forjas e passei por aqui.

-Mas o caminho para Tirion é contrário, não é?

Calaurë olha para Amarië, com a expressão "Pare com isso" e ela continua:

-Ah, tudo bem, vai entender vocês Noldor, gostam de ficar andando. Ouvi dizer que Feanáro e seus filhos chegaram até Ekkaia, o mar de fora, acredita? Bem, vou indo. Adorei sua pintura Calaurë, ela é bem... representativa.

Calaurë suspira. Olha para o quadro e de relance para Ecthelion. Ele tirava um embrulho de suas vestes e pela primeira vez ela viu ele realmente constrangido, estava vermelho até as orelhas. Ela também sentia o rosto queimar, tentou se explicar:

- Eu estava fazendo a pintura... ainda não ia te mostrar, o quadro...mas Amarië... era uma surpresa que eu ia ...porque eu estava...

Ele também balbuciava explicações:

-Me desculpe aparecer de novo...estive trabalhando, ocupado nas forjas...mas estava criando... e sempre estava ...

E no final eles falaram juntos:

- Pensando em você.

Os dois ficam mudos, olhando assustados um para o outro. Ecthelion sorri, entrega um pequeno baú de madeira e diz:

- Fiz isso para você, espero que goste.

Ela abre e dentro está uma **pulseira. Tinha delicadas correntes e no centro, trançadas juntas sobre uma gema, Telperion de prata e Laurelin de ouro. As árvores tinham uma simbologia a mais para os dois, pois ela falava que os olhos de Ecthelion brilhavam prata como Telperion e ele dizia que os cabelos dourados de Calaurë eram como Laurelin. Ela sorri ao pegá-lo em sua mão e diz:

-É tão lindo, as duas juntas, é perfeito...

Ecthelion pede para colar a pulseira nela e ela estende o pulso. Ela está tão feliz, uma lágrima cai de seu olho. Nessa época, era o único motivo que choravam. Assim que ele beija sua mão novamente, ela, esquecendo onde está, dá um beijo no rosto do elfo. Agora ela sente as orelhas queimarem, devia estar muito vermelha. Pega a pintura e entrega para ele, que admira e diz:

-Maravilhoso, nunca vi algo tão belo! Espere, as notas são da nossa Eldalielindotaurë! E os olhos são...

Ele encara ela e ela concorda rindo. Ele enxuga a lágrima do rosto dela e a abraça. 

Calaurë pensa: o que está acontecendo com eles? Deviam ter vários elfos vendo isso e os dois, por um momento, parecem não se importar. Eles pensam isso juntos, pois se afastam e sentam na fonte. Ele pega a outra pintura dela enquanto ela admira sua pulseira. Ele faz comentários positivos sobre a bela imagem dos barcos no mar, mas ela está mergulhada em seus olhos, está tão feliz, queria que aquele momento durasse para sempre.

*

Ela escuta um grito, ou seria uma risada? Mas não é alegre, é sinistra e cheia de maldade. Ela se encolhe em um canto da cela quando a porta é aberta.


Notas Finais




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