História Edmundo e Lúcia (Shipper) - Capítulo 19


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Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Aslan, Caspian X, Edmundo Pevensie, Eustáquio Mísero, Lúcia Pevensie, Pedro Pevensie, Personagens Originais, Sr. Tumnus, Susana Pevensie
Tags Edlu
Visualizações 221
Palavras 4.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eai galera aí estão alguns segredos que vocês possam ou não desvendar. Desculpe qualquer erro 😅😘😘

Capítulo 19 - The Captivity and the Mirror


Fanfic / Fanfiction Edmundo e Lúcia (Shipper) - Capítulo 19 - The Captivity and the Mirror

Ela retribuiu o beijo de Edmundo como se somente ele fosse a cura para a sua dor. Edmundo beijou Lúcia de uma forma tão desesperada que a fez cair junto com ela na cama. 
- Desculpe. - Ele disse ainda sobre ela, Lúcia olhou fixamente em seus olhos e acariciou seu rosto. 
- Será mesmo? Que depois de tudo você está comigo de verdade? Você é real? - Ela parecia um tanto indecisa. Ele riu.
- Eu sou real Lúcia, eu demorei para perceber, mais hoje depois de tudo que aconteceu eu não vou deixar que te tirem de mim. Por que eu... te amo. - Lúcia ainda não acreditava nas palavras dele, ela pós uma de suas mãos em seu rosto e começou a chorar. 
- Porque está chorando? - Edmundo levantou  e os dois se sentaram sobre a grande cama
- Eu não consigo acreditar que depois de tudo isso, eu possa ter um momento de felicidade. - Ele a abraçou. 
- Eu te amo Lúcia, tanto, que tive medo por você, por nós dois e por Narnia. Fiquei longe de você e isso me destruiu e agora o mesmo aconteceu com você. Mas eu não vou mais permitir que ninguém estrague a nossa felicidade. Ninguém. - Disse passando o dedo sobre sua lágrima e a beijando novamente.

 

3 Dias depois


Dormir em uma torre não era a melhor opção para quando você era dono de um enorme castelo. E ainda mais quando uma garota linda e indefesa estava dormindo na sua cama. Susana ainda não havia dito nada depois que lancei a maldição a ela e, Sinceramente? Eu havia quebrado muitas coisas nela. Seu corpo, seu coração e sua mente. Mas nunca pensei que teria êxito destruindo sua alma. Ela sempre foi forte, mais forte do que qualquer um. No tempo que passei fingindo ser seu irmão. Por vezes, me peguei pensando que se tivesse sido mais como ela em minha outra vida, talvez, meu pai não tivesse me odiado tanto.

Levantei da cama, e fui em direção à janela, que dava para os fundos da propriedade. Pensar nela me fazia questionar tudo sobre mim mesmo. Até mesmo minhas atitudes.

Eu não tinha vergonha do que havia feito. Mas, quando ela olhava para mim... Fazia com que eu me sentisse podre e sujo. Eu nunca havia pensado mal de mim mesmo, mas ela fazia isso comigo.

Apoiei a cabeça contra o vidro frio. Fechei os olhos e respirei fundo. O quarto parecia tão mais frio sem a voz dela me infernizando sem seu coração batendo contra meu peito. Detestava dividir meu espaço em qualquer lugar, mas quando se referia à Susana, eu sempre queria estar por perto. 
Era estranho por alguns momentos nesses anos eu me pegava pensando se realmente chegaria até o fim. Pois de todos eles, ela, somente ela me fazia repensar em tudo. Foi por isso que fiz questão de relembrar tudo que havia acontecido comigo. Só para me lembrar do meu dever nesta terra. No qual nem ela nem ninguém vai impedir. 

Marchei rápidamente até o grande espelho de corpo inteiro na parede oposta. Eu não perdia tempo com essas idiotices, porém, pela primeira vez me senti inseguro sobre minha própria aparência. Não a de Pedro, A verdadeira. O meu antigo corpo queimado sem o mínimo remorso por todos eles, aqueles demônios destruíram minha vida. Bati contra o espelho. 

- Arqueos está aí? - Ouvi uma voz familiar vinda do espelho. 

- Quem está aí? Não interfira. - Seu reflexo foi se tornando mais nítido. Não pode ser. Eu a matei. - Pensei

- Poliana? - Olhei seu rosto ainda com a mesma mancha de sangue que deixei á séculos atrás. 

- O que está na fazendo aí? Você morreu. Quem te pós aí? - Disse gritando.

- Eu mesma. Depois de tantos anos finalmente encontrei você. Feiticeiro. Ainda querendo ter o trono que não te pertence. 

- Sai daqui. Você está morta! 

- Sim estou. Você matou todos nós. Até a única que te amou. Eu acreditei em você Arqueos, eu ia te seguir por toda a eternidade. Mas por que a criança? 

- Ela ia me impedir de ter o trono. Você prefiria ela do que a mim. Todos que ficaram entre eu e o trono foram mortos, menos ele. TUDO POR CULPA SUA! Poliana.
 
- Eu dei minha vida pelo verdadeiro rei jamais vou me arrepender disso. Mas de que adiantou tanta destruição hein? Você enlouqueceu por causa dele.

- Me queimaram VIVO! E depois me enterraram. Ele me socorreu. 

- Não ele te manipulou e fez isso a você. Destruiu nossa família Arqueos. E ele ainda tem poder sobre você.

- Não ousaria falar o nome dele aqui, você não tem esse direito! - Gritei de ódio.

- Eu não preciso, ele já te destruiu, te usou só para conquistar o trono. 

- O trono sempre foi meu, não pense que não irei me vingar. - Disse quebrando o espelho. Que ficou em cacos, mas que logo se regenerou.

- Quem é essa mulher? - Susana finalmente abriu a boca. 

- Não é da sua conta. Pensei que estivesse morta. - Disse a encarando. 

- Infelizmente não. - Falou deitada a cama.

- Quer que eu dê um jeito nisso então? - Falei já indo em direção a ela.


Susana estava deitada presa sobre correntes nas mãos. Seu corpo estava encoberto por uma camisola lilás e um robe de seda da mesma cor. Os cabelos negros ondulantes encostando nos ombros em uma massa desgrenhada, sinal de que ela acabara de acordar.

Ela não disse nada. Ficamos nos encarando no comodo escuro, com apenas um feixe de luz do lugar entrando por uma janela. Todos os nervos de meu corpo queriam se juntar à ela, mas me limitei a sentar em um banco na frente dela. 

- Boa noite, Susana - foi tudo o que consegui dizer, de todas as coisas que planejei. Mas, apenas aquilo saiu.

Ela me encarou por um tempo imensurável. Com seriedade, como se estivesse medindo forças.

- Boa noite, Arqueos - sua voz foi sem entonação.

Mais alguns minutos de silêncio. Pelo menos, da minha parte. Susana parecia extremamente decidida.

- Por que resolveu falar agora? - perguntei.

Ela arqueou uma sobrancelha negra.

- Eu não sei.

E não disse mais nada.

- Você não deveria se intrometer nos meus planos - murmurei, encarando os veios da madeira no chão.

- Por que não?- desafiou- Temos uma delimitação agora?

- Talvez, devêssemos- soltei sem pensar.


- Talvez devêssemos- concordou- Mas você consegue? Ficar longe de mim?

Soltei uma risadinha forçada.

- Do que está falando? Você não é tão irresistível assim, Pevensie. - disse isso olhando diretamente para seu rosto, pois suas curvas me fariam trair o que saiu de minha boca.

Ela sorriu levemente, os lábios carnudos se erguendo em um dos cantos.

- Não sou? Então, porque está me olhando desse jeito?

Cocei o alto da cabeça, pensando em uma resposta coerente.

- Quero te observar apenas isso.

- Observar?- ela parecia descrente.
- Isso.

Ela sacudia a cabeça concordando com tanto sarcasmo que resolvi calar a boca.

- Você sempre foi assim?- questionou.

- Assim como?- me preparei para algum xingamento.

- Fofo. - Não pude deixar de ficar confuso. Aquilo me pegou de surpresa. Sacudi a cabeça

- O que está fazendo? Por acaso está tentando me confundir ou algo assim?

- Por que eu faria isso?- desafiou.

- Por um motivo muito obvio, não? Você está tentando achar alguma falha em mim, para me destruir, não é? Pois não vai.

Ela riu.

- Você é tão estupidamente paranóico- ela sucudiu a cabeça

- Arqueos, eu lutei tanto contra você. De forma desesperada, devo admitir. E onde isso me levou? À dor e sofrimento. Eu não quero mais sentir isso. E sei que nunca mais vou saber o que é liberdade, então, por favor, me deixe encontrar algo em você para gostar.

- Você está delirando. - Disse me levantando completamente desnorteado.

- Eu quero que isso... - ela apontou para mim e depois para o próprio peito-... dê certo. Quero que todas as mentiras e traições fiquem para trás. Eu quero que confie em mim. Me conte sua história.

Foi muito súbito, e claramente, suspeito.

- Você acha que eu estou tão desesperado pela sua atenção que vou rastejar ao primeiro sinal de afeição?- provoquei- Você ainda não aprendeu a arte de manipular, garota. Acredite, tenho muito mais experiência que você.

Ela se limitou a me encarar.

- Está vendo? Estamos sempre lutando um contra o outro, tentando antecipar o que o outro vai fazer.

- Quer dizer você tenta me antecipar. Porque você não está em condições de fazer nada por ninguém. 

- Tem razão, mas quem está começando a sentir a derrota não sou eu? - Fechei os olhos com força.

Ela tinha razão. Eu estava perdendo o foco do verdadeiro problema. Edmundo e Lúcia. 

- Você se acha muito esperta Susana, olhe para você tentando me distrair, sei que eles já se casaram e estão prestes a firmar o casamento. Mas eu não vou permitir que isso aconteça. - Sua respiração estava acelerada e fora de ritmo. Seus olhos verdes brilhavam pelas lágrimas que tentava conter.

- Eu sei. Sabia que diria isso. 

Ela ergueu os olhos levemente saltados.

- Aquela mulher te chamou de feiticeiro, você é o feiticeiro que ficou aprisionado na floresta da confusão? Lia minha amiga contou a história de um feiticeiro que se negou a tomar o reino vizinho para si e foi aprisionado por isso. Urzabum era o nome, o homem que te prendeu? 

- Pare de tentar, não vai conseguir. 

- Você é o homem que mandou ele matar os filhos e a esposa?  

- Essa história é falsa! Urzabum não era rei, ele era o feiticeiro eu era o rei. Não rei ainda era o príncipe mais velho o primogénito. O direito de governar era meu.
- Sim Matei meus pais, e meus outros irmãos só para ter o meu trono de volta, mas não consegui matar a criança, minha esposa a protegeu dando a vida por ela. 

- Poliana? - Disse a me encarando. 

- Sim - As lágrimas escaparam de meu rosto, mas ela não se mexeu.

- Você me infectou. - Disse pensando em voz alta.

Ela não disse nada.

- Me transformou no que eu mais odeio. Ainda tem algo humano dentro de mim.

- Sinto muito por você Arqueos. - falou com serenidade.

- Sente? Você está enlouquecendo aqui dentro garota, se lembra do que fiz a você hoje de manhã? Lembra? Ainda sente muito por mim depois de eu tê-la violado e tirado sua chance de ter filhos?

- Você foi manipulado, e ainda está sendo me diga Arqueos quem é o verdadeiro vilão dessa história? Quero acabar com isso de uma vez.

- Sabe o que é o pior de tudo isso? É que eu tive esperança de que isso iria acabar quando eu morresse. Mas, eu não vou morrer, vou? E ele não vai me deixar ir. Eu vou ficar preso a ele pra sempre.

- Do que está falando Arqueos? 

- Eu não aguento mais Susana, isso só vai acabar quando ele estiver morto! Então eu vou finalmente ser livre. Governar.

- Está falando da criança que sua esposa salvou? 

- Sim ela mesma, o meu irmão mais novo o verdadeiro herdeiro de Narnia. - Susana respirou fundo e logo se lembrou das palavras de Aslan. 

 

" Há muito tempo atrás... Um cocheiro se tornou o primeiro rei de Narnia e com sua rainha tiveram um herdeiro que seria o próximo na linha de sucessão. Mas uma terrível guerra fez com eles tomassem uma decisão difícil, com medo de perder seu filho eles decidiram que o herdeiro de Narnia iria viver no outro mundo e um dia retornaria para ocupar seu trono como grande rei. O herdeiro jamais retornou, até surgir a profecia dos filhos de Eva e de Adão.

- Quer dizer que ele vai retornar? – Perguntou Pedro confuso.

" Edmundo é Adotado nossos pais acolheram o bebê ainda na primeira guerra."  - Confirmou Pedro

- Sim.

- O que isso tudo quer dizer? – Lúcia perguntou.

- Se o filho de Narnia ressurgir, uma guerra virá.

" Vou declarar guerra ao meu irmão ele é um impostor que matou gente inocente" 

- Como é?! - Edmundo se espantou.

- Acalme-se majestade - Aslan se levantou de sua pedra e foi até os meninos. - Ele não irá impor uma guerra, será tudo um mal entendido.

" Eu juro Susana não fui eu que declarei guerra ao meu irmão acredite em mim, você sabe que eu nunca faria mal a minha família" 

- Apenas digo que para não haver guerra, a cerca de sangue será rompida e a coroa de rosas deve ser colocada no touro prateado.

" É o único jeito Lúcia vocês não são irmãos de Sangue o único jeito de Salvar Edmundo é você se casando com ele e, o tornando rei"

- Isso é uma profecia? - Lúcia perguntou.

- Não minha querida apenas um conselho, e digo aos reis. Nada está definitivamente perdido, as vitórias parecem-se muito com as derrotas. Nem umas nem outras são definitivas. E, não há nenhuma prisão em nenhum mundo na qual o amor não possa forçar a entrada. Esse será meu último conselho gravem minhas palavras." 

(...)


- Edmundo? Ele é o herdeiro? - Perguntou ela aflita. 

- Sim é ele o meu irmão mais novo. O escolhido por Aslan. O real motivo de eu odiar sua família. 

- Nada está definitivamente perdido? Espero que tenha razão Aslan. - Sussurrou Susana para si mesma. Tudo se encaixou. Ela se conteve o máximo que conseguia, ela não podia ficar mais ali e deixar que ele ou a mente por trás dele acabasse com a sua família. Naquele momento o trono não importava mais. Ele já havia arrancado muita coisa. Ela teria que pensar com muita calma no que iria fazer apartir dali.

- Quantos anos você realmente tem Arqueos? - Arqueos achou estranho sua mudança de assunto repentina. 

-  1110. - Susana teve que se segurar para não vomitar. 

- Mas minha real idade é 27, foi a idade em que morri, não envelheci depois dela. - Menos mal ela pensou.

- Quando passei três anos no corpo de Pedro. No início, pensei que fosse enjoar de sua presença constante. Mas com o passar dos dias, semanas e anos, eu me vi preso aquele mesmo relacionamento você é igual a Poliana.

Susana não disse nada.

- Então, já que vamos ficar juntos dessa maneira, porque não colaborarmos um com o outro? - disse, Arqueos cortando o silêncio

- Bom... Deus sabe que não quero estar aqui com você. Mas se for para ser assim, que seja de uma maneira aceitável. - Comentou Susana.

Arqueos Soltou um riso forçado.

- Você faz isso aqui parecer o inferno - Disse Arqueos vendo-a desviar os olhos.

- Idem! - Ela disse.

- Susana, eu ...

Susana saiu de sua cama apoiou as palmas das mãos contra o carpete, vindo na direção Arqueos.

- Não quero que você lute - Ela sussurrou.

O coração do antigo príncipe começou a acelerar miseravelmente. Apoiada nos joelhos e nas mãos, ela veio até ele. Seus movimentos lentos e precisos como os de uma pantera. Porém ela parou já próximo ao seu rosto pois as correntes não chegavam até ele. 

- Ops acho que não vou conseguir chegar até você. - Arqueos como Pedro a olhou duvidoso.

- Você seria capaz de se entregar assim? Para um estranho? 

- Quem sabe? Tire essas correntes e eu te mostro. - Arqueos não se conteve ele apenas deu um estalar de dedos e as correntes se abriram. Susana estava livre.

Ela chegou até ele que estava sentado sobre o chão passando as pernas em volta de meu quadril. Suas mãos desceram para o seu abdômen. E a única coisa que Susana conseguia pensar era como aquilo era estranho mesmo sendo Arqueos ainda era o seu irmão ali.

Suas pequenas mãos subiram lentamente para o seu rosto, fazendo-o olhar apenas para os seus olhos misteriosos.

- Você seria capaz de se entregar assim, Arqueos? - repetiu, seus lábios à centímetros dos dele.

Incapaz de pensar com clareza, tudo o que fez foi assentir.

- Sim- sussurrou, hipnotizado.

- Você é completamente meu?

- Seu... -concordou.

- Assim como eu sou sua Poliana - ela deixou suas mãos caírem para as costas, arranhando, deixando sua posse evidente.

Cada nervo do corpo dele estremeceu.

- Somos apenas um do outro-disse, sua boca contra a dele.

- Para sempre- assentiu iludido.

E acabando com o martírio, a boca de Susana encontrou a dele. 


                  *********†********


- Inferno! Ela nunca me deixava esquecer o porquê de minha obsessão por ela. Seus lábios eram a minha perdição. Susana era paciente e precisa com seus lábios dominando os meus e sua língua invadindo minha boca lentamente. Eu não podia dizer o mesmo de mim. Queria possuí-la de todas as formas possíveis. Dominá-la. E mesmo sabendo que aquilo poderia ser uma ilusão não deixei de aproveita-la. - Pensou Arqueos.


- Você vai pagar por todos os seus crimes Arqueos TODOS! - Ela sussurrou Arqueos acordou de seu sonho e percebeu que Susana estava a fazer alguma coisa. Antes dele acordar e para-la. A rainha de Boreal foi mais rápida e cravou uma faca em seu abdômen. 

- Desculpe Pedro, desculpe irmão eu sinto muito mas eu preciso fugir, preciso proteger nossa família eu volto para te buscar eu prometo. - Susana olhava diretamente nos olhos de Pedro e para ela, parecia que ele tinha respondido. Enquanto Arqueos se desmanchava em sangue. Susana procurava alguma saída daquela torre. Não possuía porta nem saída. Somente a janela e o espelho. 

- Eu tenho que sair daqui. 

- Desista mesmo que descubra a saída. Não será a sua. - Susana olhou para Arqueos que deu uma leve desviada para o espelho.

- O espelho. O espelho é a saída. 

- Você vai se arrepender de entrar nele. Só eu posso controla-lo. O lugar para onde você vai talvez não tenha retorno. 

- Eu não ligo só quero ficar o mais longe de você! Monstro. - Susana sem pensar duas vezes ela entrou dentro do espelho, achando que talvez fosse sair em alguma ala do castelo Cair Paravel, mas não, ela estava em um castelo mas não era parecido com nenhum de Narnia. Eram escuras as paredes como se ela ainda estivesse naquela torre. 

Ela olhava para todos os lados confusa é ainda com medo dele voltar. Sem medir esforços saiu correndo atrás de alguém, mas o local que ela estava era isolado um corredor extenso que parecia não levar a lugar nenhum. 

- Olá? Por favor alguém me ajude! Estou perdida. - Perguntou ainda correndo. Quando finalmente achou uma porta aliviou-se. Só que a porta não seria fácil de abrir era enorme quase o triplo de sua altura. Ela então começou a bater. 

- Olá? Por favor alguém me ajude! - Ela gritava sobre a porta. Quando depois de algumas batidas ela se abriu revelando um grande salão com discípulos, soldados um tapete que seguia até o trono ao qual estava sentado o rei. 

- Rainha Susana? - Perguntou o rei arqueando sua sombrancelha. 

- Rei Beltech? Onde? Onde estou? - Todos Ali riram da rainha.

- Como onde está? Está no maior império desde o grande rei Sauro. Está em Arquelandia. - Susana conteve sua boca pois sabia como Beltech era em relação ao seu trono. 

- Eu tenho, eu tenho que ir ao casamento da minha irmã. 

- Presumo que tenha errado o caminho, e está atrasada. A rainha Lúcia e o traidor já estão casados a três dias.

- Três dias? Já se passaram três dias? - Ela se Perguntou. Será que eu estava em algum mundo paralelo? Isso é possível? - Ela voltou a realidade.


- Desculpe interferir rei Beltech, porém eu estava presa por um homem e ao fugir da minha cela fui parar aqui. 

- Está acusando meu reino de sequestra-la? Se aproxime.

Conforme Susana se aproximava mais ela temia por sua vida. Ela estava diante do reino que trucidou dezenas de pessoas em Asimênia sem o menor remorso. Apenas sobre o comando de Pedro/Arqueos.

- Não, o senhor nada teve a ver com o cativeiro, estou apenas dizendo que a saída dele me levou até aqui, seu castelo. 

- Intrigante rainha Susana. Não há nenhuma entrada ou saída que bata com um cativeiro escondido sobre minhas paredes. O que realmente quer invadindo minha cidade?  

- Nada só quero voltar para Narnia. - Beltech olhou o semblante de Susana e para ele tudo não passava de encenação. Mesmo com seus vestidos rasgados seus cabelos desgrenhados e sua aparência de sofrimento. Ele ainda parecia incrédulo. 

- Desculpe Lady Susana mas não posso permitir que vá a lugar nenhum. Que eu saiba tudo isso pode ser uma armação para espionagem em meu castelo. Ficará presa até eu decidir o que farei com você. Podem levá-la. 

De repente quando Susana vou que os soldados estavam se aproximando se desesperou. 

- Não! Por favor digo a verdade fui sequestrada e trancada em lugar mágico. Atravessei um espelho e vim parar aqui! - Beltech olhou fixamente para Susana. 

- Espelho? Quem te prendeu? 

- Um príncipe antigo. Arqueos.

 - Todos naquela sala se espantaram ao ouvir o nome de Arqueos, inclusive o próprio rei. 

- Você não será presa, será executada imediatamente, o quanto antes. Não quero que Arqueos deixe cair sua ira sobre nós. Se ele a quer morta façamos isso. Prefiro estar em guerra com Narnia do que ter meu reino destruído por Arqueos. 

- O que? Não! Por favor me escute, chame meus irmãos por favor. - Os guardas foram até Susana e prendeu suas mãos entre correntes enquanto ela se debatia para fugir.

- Façam ela parar com tanto escândalo! - Ordenou Beltech sentado em seu trono.  

- Me escute por favor Arqueos é Pedr... - Colocaram uma venda em seus olhos e um pano em sua boca. Susana gemia e chorava mas logo viu que de nada adiantaria, então parou. 

- Graças aos Céus, você ficou quieta para eu dar a sua sentença. 

- Daqui a duas luas ao por do sol, vamos entregar o corpo dessa mulher a Arqueos. Morte por enforcamento. Depois vamos Joga-la em seu próprio abismo a floresta da confusão. 

- Susana percebeu que essa seria uma sentença conclusiva. Ela não tinha saída, se ela realmente morresse tudo que teria feito seria em vão. Mas ela não ia desistir. - Ela ficou gemendo gritos histéricos enquanto se debatia, ela finalmente conseguiu tirar o pano de sua boca. 

- Eu tenho um último pedido, por favor comuniquem minha morte ao meu irmão Pedro. Sei que ele é aliado de vocês e certamente irá explicar minha situação. - Pensou com clareza. 

- O que Pedro tem a ver com o seu sequestro? E como ele pode salva-la? 

- Talvez não vá, mas preciso que ele saiba. - Susana parecia mais confiante. 

- Certo será comunicado ao seu irmão sua sentença. Agora. Tirem ela daqui. 

Os guardas arrastaram Susana até os subterrâneos, onde ficavam os calabouços. A trancaram em uma cela vazia e inepta que cheirava a morte. Não possuía cor nas paredes. Possuía um cheiro de carvão, eram as grades enferrujadas. Quando a soltaram lá dentro Susana sentou na horrível cama e pôs as mãos em sua cabeça.

- De volta ao começo. - Ela disse já a ponto de chorar. 

 

  
(...)


- Como pode deixar que isso acontecesse Arqueos? Deixou ela escapar.

- Eu não sabia que ela iria atravessar o espelho.

- Você queria que ela ficasse livre não é? Claro não existia mais nenhum motivo para manter-la aqui. - Arqueos não disse nada. 

- Imbecil! Você sabe o que a família dele nos causou. O pouco que você fez a ela não foi NADA! Comparado ao que eu sofri. 

- Você causou isso a si mesma! Agora é meu o direito de governar Narnia.

- Cuidado se esquece de quem te libertou da floresta da confusão. - Arqueos Olhava sério o reflexo da mulher em seu espelho.

- E de que adiantou? Me manteve congelado por anos. Quando se tornou um demônio em forma de gelo, tão fria quanto. 

- Insolente! Agora ela está em Arquelandia, como vai tirar ela de lá? Você não tem poderes naquela cidade? 

- Não se preocupe, eu ainda estou no corpo de Pedro, apenas tenho que pedir ajuda.

- Ah seu irmão? Não é irónico príncipe? - Disse sorrindo, Arqueos olhou para figura que foi mostrada para ele através do espelho.

- O que é irónico? - Perguntou sério.

- Você passar todo esse tempo chamando Edmundo de falso rei, alegando que ele não era o irmão de sangue da família. Quando é exatamente o contrário, O maldito é o herdeiro e seu irmão de sangue legítimo. O quão engraçado é toda essa história não é mesmo? 

- A culpa disso tudo é sua devia ter matado Edmundo quando teve sua chance. Mas não em vez disso achou melhor matar o leão, que voltou dos mortos só para comer você. Eu! Eu vou governar.

- A tarefa de matar Edmundo foi designada a você. Por isso ainda está nesse estado. 

- Você não está ajudando Jadis volte para sua prisão eterna. - Arqueos estalou novamente os dedos e o reflexo da rainha branca saiu de seu espelho. Ele teve de conter seu sangramento que estava quase cedendo a inconsciência. A ferida foi cicatrizando aos poucos. Arqueos não entendeu o por que daquilo. 

 

Pardal 


- Saltul finalmente você voltou então? Onde está Susana! Onde ela está? - Perguntou Lúcia aflita ao Minotauro ao lado de Edmundo.

- A rainha Susana está em Arquelandia presa sobre sentença de morte. - Falou o minotauro sério. Encarando os fatos da situação.

- O que mais porque? - Lúcia estava desesperada. 

- A condenaram por traição. A chamam de maldição por toda a cidade. 

- Você não conseguiu tirar ela de lá? - Perguntou Edmundo com o braço em volta de Lúcia. 

- Infelizmente não majestade, eu não sou bem vindo na cidade e mesmo que me deixassem entrar eu nunca iria conseguir tirar a rainha de lá. Mais há uma esperança. 

- Qual? - Perguntou Lúcia exasperada.

- Eu! Eu vou tirar Susana de lá.

- Pedro? - Perguntaram Edmundo e Lúcia ao mesmo tempo. O falso rei surgiu de surpresa pelos portões do castelo. 

- Ele concordou em ajudar a soltar a rainha... - Edmundo não deixou que Saltul prosseguisse socou o rosto de Pedro tão forte que o mesmo caiu no chão cuspindo sangue. 

- Você tentou matar Lúcia e agora quer ajudar a salvar Susana? Quantas personalidades você possui? Hipócrita. 

- Eu quero ajudar Susana. Não quero brigar. Não agora e não aqui. Susana precisa de nós é a menos que não queira ver a cabeça de sua irmã em um mastro. Monte o seu cavalo e vamos em direção a Arquelandia Edmundo. - Falou dando as costas e subindo seu cavalo. 

- Tudo bem mas isso não acabou não pense que ficará impune. Traga nossos cavalos Saltul. - Saltul assentiu a ordem. 

- Apesar do desespero Lúcia não pode deixar de perceber que Pedro havia referido Susana para Edmundo como "sua irmã" e não "nossa irmã" Era Intrigante mais se aquele não era Pedro quem ele era? E o mais importante onde o verdadeiro Pedro estava? Eram essas perguntas que Susana ia tentar descobrir em seu novo cativeiro


Notas Finais


Não pensem que esses três dias passaram em vão o próximo capítulo vão ser somente sobre eles o que aconteceu depois do beijo Edlu 😏😏😏😏

Desde já quero agradecer aos novos favoritos um beijinho na orelha de cada um e até o próximo capítulo 😍😘😘


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