História Edmundo e Lúcia (Shipper) - Capítulo 30


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Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Aslan, Caspian X, Edmundo Pevensie, Eustáquio Mísero, Lúcia Pevensie, Pedro Pevensie, Personagens Originais, Sr. Tumnus, Susana Pevensie
Tags Edlu
Visualizações 142
Palavras 4.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galerinha desculpem a demora mais uma vez esse capítulo deu trabalho tive que reler o livro mais uma vez pra adquirir inspiração eu tava meio desmotivada mas consegui trazer mais um capítulo pra vocês boa leitura !!

Capítulo 30 - The legendary tree


Fanfic / Fanfiction Edmundo e Lúcia (Shipper) - Capítulo 30 - The legendary tree

Ao raiar do Sol, indicando que o anoitecer já chegaria, os corredores do nosso grande castelo Cair Paravel pareciam quietos, tinha chegado ali a pouco tempo.

Ninguém passando, as dispensas com suas copeiras vazias, janelas abertas, um clima um tanto intrigante, o grande salão permanecia em silêncio, um local que deveria ser movimentado a todo momento. Os quartos vazios. Estranhei nenhum deles estava ali.

Meu castelo nunca fora assim, sempre o permanecia aberto para que todos pudessem entrar e participar de tudo. Um lugar que deveria acolher o povo, ele estava abandonado. Será que isso foi culpa minha?

E onde estaria Susana, Lúcia ou Edmundo? 

Eu tinha de avisar-los mas nenhum deles estava ali nem mesmo uma simples pessoa. Eu corri até aqui na esperança de ainda encontrá-los mas não, precisava encontrar eles, tinha que achar Susana precisava salvar todos eles.

Talvez eu mereça essa solidão mas minha família não, eles precisavam de ajuda precisava encontrar-los. - Corri até meu antigo quarto e estava bem diferente do jeito que eu havia deixado anos atrás. Olhei para aquele maldito espelho e o arremessei para longe quebrei tudo naquele lugar que me lembrava ele.

Então vi minha espada dada por Aslam a mim a anos atrás eu estava de volta e por minha família eu a usaria, a peguei finalmente estava pronto para encarar cara a cara o meu pior inimigo. - Não se preocupem irmãos eu vou ajudar-los. Porque finalmente estou livre.

Peguei a espada e sai de meu quarto, para buscar um cavalo para achar o meus irmãos uma guerra iria começar e eu sabia exatamente os planos dele.

- Pare! - Olhei para o lado antes de sair do castelo e a vi tão linda e preocupada comigo como sempre.

- Luna? O que está fazendo aqui? Deve fugir agora! Narnia vai entrar num apocalipse. Arqueos voltou. - Luna veio até mim e me abraçou.

- Você voltou finalmente graças a Aslam. - Por mais que eu também quisesse aproveitar aquele momento com ela eu estava dando atenção a outra coisa. - A segurei pelos ombros e perguntei.

- Luna sabe onde estão meus irmãos?

- Sim, por favor venha comigo, Susana precisa de você Pedro... - Luna suplicou e eu fiquei bastante preocupado.

- Onde ela está? Eu preciso encontrar minha família.

-... Tudo está acontecendo em Asimênia precisam do senhor mais do que nunca nessa guerra. Seus irmãos estão em perigo.

- Eu imagino. - Subimos em um cavalo e Luna o guiou - Arqueos havia voltado e finalmente eu iria acabar com ele. 


Uma semana antes.


Lúcia 


Me lembro muito bem desse dia estávamos indo embora para Asimênia, não encontrei Susana acho que ela não fez questão de se despedir considerava um erro nos separamos de novo mas, eu precisava ir, as árvores me aconselharam a voltar para Asimênia que já estava pronta e belíssima.

Elas me disseram que ali eu teria de fazer uma difícil tarefa e que só ali eu preservaria algo meu. Eu não questionei apenas segui as ordens Tumnus dizia para nunca discordar das árvores.

Quando por finalmente eu e Edmundo voltamos e se estabelecermos no local, fiz Pardal fazer parte de Asimênia e Edmundo voltou a ser um rei mesmo que independente. Eu e ele juntamos nossos antigos quartos no castelo Edelvais formando um só.

Ele pediu que colocassem na viga da porta a profecia que nos uniu. " A coroa de rosas deve ser posta no touro prateado " Para que ninguém discordasse do que nós uniu.

Mas também havia outra questão. O luto de Edmundo era perceptível Pedro para ele assim como Saltul estavam ambos mortos, eu mesmo sem esperanças ainda acreditava que meu irmão estava vivo apesar de tudo eu nunca aceitaria sua morte. Foi o que tentei dizer a Edmundo mas eu o entendia, compreendo que ele depois de perder tanto em tão pouco tempo, as esperanças... Somem.

Edmundo na carruagem enquanto chegavamos em Asimênia disse que por ele iria fazer o funeral dos dois aqui em nossa comarca, e eu apesar de saber que talvez não fosse o momento fiquei um pouco receosa pois Susana não aprovaria de forma nenhuma isso. Susana minha irmã nem consegui vê-la quando saí.

Após chegarmos. Estavamos na Cúpula Mauri conversando eu estava com um vestido com um decote retângulo branco de sarja acetinada com véus vermelho que desciam pela saia um pouco trasparente, o vestido tinha mangas que caiam pelos seus ombros e sua sapatilha preta era quase imperceptível, seu cabelo preto estava solto. Edmundo estava com uma camisa de linho fino marrom com mangas curtas que chegavam até seu cotovelo, nela podia se ver um decote V sua calça era longa de couro escuro com seu sapato da mesma cor prendendo ela a sua cintura havia um cinto que segurava sua espada.

Nos dois estavamos sentados em um dos pequenos bancos que ali ficavam.

- Edmundo sei que está triste também estou mas não quer esperar mais um pouco? Susana não vai concordar com isso.

- Nosso irmão merece um funeral Lúcia não podemos esperar mais, eu não vou conseguir. Eu sinto tanto mas, já se passou muito tempo. Não que eu queira a morte do meu irmão, mas depois de todo esse tempo você acha que ele ainda vai voltar? - Senti um aperto no peito, Edmundo realmente já havia desistido eu não queria aceitar isso.

- Eu não sei se você tem razão, e espero por Deus que não tenha, mas nem eu agora posso impedir você, sabe o quanto vai ser difícil pra mim aceitar isso. - Edmundo me abraçou num afago apertado.

- Será difícil para todos nós. - Ele chorou no meu ombro.

- Edmundo... - Disse já começando a chorar o confortando.


Longe dali...


Hoje finalmente Susana sentiu que era o dia, o dia que ela contaria toda a história para Pedro e o levaria para casa, o fato era que ela não sabia que naquela mesma manhã Lúcia e Edmundo já haviam partido para Asimênia e já estariam por lá locados. Era realmente um pena que esse mal entendido fosse atrapalhar um pouco. Ela já estava perto do lugar e avistou Luna perto da masmorra.


- Luna como está Pedro? - Susana estava descendo de sua égua enquanto Luna a esperava na densa floresta a entrada para as masmorras abandonadas onde estava Pedro. Luna parecia preocupada.


- Senhora Pedro está bem, mas algo aconteceu ontem a noite, não foi nada com o rei Pedro mas a tempos que não sinto vida neste lugar, porém ontem eu senti uma faísca, alguém invadiu a cidade duas pessoas e um deles é narniano.

- O que? E onde, onde eles estão? - Perguntou Susana preocupada.

- Dentro do castelo de Arquelandia parecem procurar por algo. - Sentiu Luna com sua mão ao solo.

- Preciso averiguar isso você ficará aqui e não faça nenhum barulho se acontecer algo ou você sentir algo, fuja com Pedro e volte para Narnia com ele.

- Voltar com ele? Tem certeza? - Perguntou Luna parecendo feliz.

- Sim está na hora de eu cuidar do meu irmão na nossa casa. - Luna conteve sua alegria e assentiu a ordem da sua rainha.

Susana pegou seu arco e flecha e saiu entre a floresta da confusão para chegar no castelo de Arquelandia, deixando sua égua para a fuga de Luna e Pedro.


Susana


Eu não parecia mas a mesma tudo em mim havia mudado de uns tempos pra cá, minhas roupas nada mais eram do que uma camisa de couro que se ajustava em meu corpo com uma calça meio legue que ia até meus sapatos fechados e minha roupa era escura, meu cabelo estava preso tudo para camuflar.

Fiquei um pouco tonta quando atravessei a tal floresta da confusão mas consegui passar e cheguei nos muros do castelo onde estava a entrada secreta que Arqueos criou.

Subi nos muros e entrei no lugar e só de lembrar do que aconteceu ali meu estômago revirou e uma vontade de vomitar me consumiu. Mas consegui aguentar as dores e prossegui.

O lugar parecia silencioso demais, e um cheiro horrível se espalhava pelo lugar, carne podre, um mal cuidado com o castelo que parecia abandonado a anos. Eu andava pelo grande corredor devagar, com meu arco e flecha na mão estava preparada para qualquer coisa. 

- Ainda é cedo que bom, da para ver o caminho, talvez a noite esse lugar deva parecer mal assombrado - Pensei pois não havia sinal de luz em alguns cômodos.

Parei um pouco após observar um grande corredor que me era familiar, andei um pouco e vi uma grande porta, eu me lembrava muito bem daquele lugar, lá dentro estaria a grande sala onde fui condenada a morte pelo rei Beltech, parei bem a frente da porta e senti aquela vontade súbita de vomitar de novo, segureu minha barriga com força tentando ignorar a dor. 

- Não pode ignorar isso Susana nem mesmo meu irmão foi capaz de ficar imune a floresta da confusão. - O que quem está aí? - Susana olhou para o lado e não viu ninguém.

- Estou delirando essa voz... - Minha cabeça estava me matando e a voz que ouvi era pouco familiar como um assobio vindo de milhares de anos atrás.

- Ora Susana não pode fugir do inevitável se entregue e poderá me ver. - Não saí... - Eu caí sobre o chão e pûs a mão em minha cabeça negando quaisquer um que quisesse possui-la fui direto para o grande portão, queria fugir daquilo de algum jeito.

Entreabri a porta devagar e aquele cheiro se tornou mais forte, quando vi várias pessoas adormecidas, ou será que estavam mortas? Não me contive dessa vez e vomitei aquele gosto ardente passando por minha garganta. 

- É uma pena todos eles estarem desacordados inúteis! - Me assustei de imediato olhei para todos os lados ninguém.

- Você não consegui me ver pois estou adormecido nesse momento mas minha mente não. Então estava com saudade de mim Susana? Sou Arqueos essa é minha verdadeira voz. - Aquilo me assombrou de uma tal forma que não conseguir conter meu sofrimento eu gritei, gritei de angústia e medo.

(...)

- O que foi isso? - Perguntou Saltul que estava com Sauro a procura de algo.

- Parece ter sido o grito de alguém pensei que todos em Arquelandia estivessem adormecidos. - Disse ele pausando o que estava fazendo e encerrando sua busca.

- Temos que averiguar, se isso for alguém correndo perigo? Você sabe que quando fizermos isso teremos pouco tempo para avisar a todos. - Disse Saltul.

- Sim sim é claro vamos voltar para o castelo. - Sauro concordou com Saltul e os dois que estavam na cidade foram de volta para o castelo.


(...)

Susana

- Sai da minha cabeça por favor. - Falei comprimida em uma parede.

- Não posso querida estou preso nessa cidade e faz tempo que estou adormecido no Vazio esperando alguém atravessar minha floresta. Mas quando vi que era você te poupei dos sofrimentos.

- Porque está na minha cabeça?! - Falei gritando.

- Estou entediado não quero que você vá. Como está o seu irmão ele já matou toda a sua família?

- Não! Ele, ele está voltando a ser o que era eu estou o ajudando.

- Uau isso é inédito, o que fez para ele cooperar? O torturou? É uma pena ele aqui estava um destroço imagine quando souber de tudo e ver você será devastador. Pedro pode até se matar. - Eu decidi desviar essa linha de pensamento da minha cabeça ele estava tentando me atingir.

- Você matou todas essas pessoas? - Perguntei a ele.

- Claro que não, eles estão dormindo assim como eu, quando saí do corpo de Pedro e voltei para o vazio todos em Arquelandia adormeceram como eu e ficarão assim até eu voltar.

- É mentira... - Veja por si mesma. - Ele falou.

Me aproximomei de um dos corpos era uma criança, me ajoelhei para ela e acariciei seu rosto com pena, da "Morte" precoce ao escorregar sua mão pelo pescoço da criança que aparentava ter sete anos ela sentiu o pulso do garotinho ele estava vivo.

Aquilo me assustou tentei acorda-lo nada o mesmo com todos ali adormecidos estavam vivos porém desacordados. 

- Pobre povo - Disse pois eles não tinham culpa de ser amaldiçoados por ele.

- O efeito da floresta já está passando Susana mas antes de qualquer coisa quero avisar... - Minha cabeça começou a tremer de dor como se ele quisesse se apossar da minha mente era uma dor lancinante como se ele estivesse queimando todo o meu corpo e contraindo todos os meus ossos.

- Não pense que eu esqueci de você ou de sua família, um dia eu vou sair daqui e vou atrás de vocês e vou cortar as suas gargantas, e queimar vivo Edmundo como deveria ter sido a milénios atrás. Você viu o que eu sou capaz não pense que agora terei alguma misericórdia. - Ahhh! - Ele finalmente saiu da minha cabeça fiquei muito aliviada era algo insuportável de sentir como se você estivesse no próprio inferno queimando em dor e sofrimento. Pensar nessa dor, Pedro meu irmão foi torturado por esse monstro por anos eu jamais o deixarei sair daqui! - Falei convicta.

Quando por fim voltei ao meu estado normal pensei no povo dessa cidade e como eles estavam presos a pior pessoa do mundo, seria mais um sacrifício que eu levaria nas minhas costas. Pois eu jamais vou libertar Arqueos mesmo que eu tenha de abrir mão de uma cidade inteira.

Dei mais uma volta pelo castelo e quando vi que não havia ninguém ali, pelo menos não consciente, decidi então ir embora, já havia revirado todo o castelo menos o lugar onde fui presa queria me poupar de lembrar daquilo. Por fim eu decidi ir embora talvez Luna estivesse errada a única coisa que tem nessa cidade é uma pilha de corpos adormecidos. Ao passar por uma grande janela me permiti olhar para o horizonte do castelo onde pude ver pela primeira vez o reino da Arquelandia.

- Que lindo. - Disse. Quando vi o lugar tive uma sensação de nostalgia muito grande. Ele era bem, bem diferente de qualquer outro reino em Narnia.

- Mas... - Fiquei bastante surpresa o quanto Arquelandia parecia com minha cidade natal, aquele lugar estava muito a frente do seu tempo.

Casas de tijolos, havia postes de luz pelas ruas, que eram cravadas com pedras ao chão. Parecia que o século 20 havia chegado e eu estava em casa de novo, mas como um reino tão antigo quanto Arqueos possa saber tanto sobre os mundos lá fora? 

Já estava quase se pondo o sol.

- Tenho que ir embora, está ficando tarde. Depois tenho que averiguar isso. - Mesmo tendo de ir embora olhei uma última vez para aquele belo lugar, meu coração apertou pois as pessoas que viviam ali estavam aprisionadas a uma maldição. Mas se eles ficarem livres Arqueos também ficará e por mais que doa eu jamais deixarei isso acontecer.

- Ah meu Deus. - Susana voltou a olhar para trás e viu duas pessoas.

- Rainha Susana? - Comentou um homem jovem e bonito que a reconheceu porém ela não.

- Majestade está tudo bem ouvirmos gritos . - Minha surpresa não podia ser maior naquele dia o homem estava acompanhado de um minotauro que eu conhecia muito bem.

- Saltul! Você está vivo! - Disse feliz.

(...)


Em Asimênia rainha Lúcia andava meio preocupada, ela foi até seu jardim tentar se comunicar com as árvores mas elas nada diziam.

- Como eu queria que Tumnus ou Aslam estivessem aqui será que eu sou incapaz de tomar uma decisão sem consultar alguém? - Os arbustos começaram a se mover e mostrar alguém ali.

- Rainha Lúcia nunca é bom tomar decisões difíceis sozinha você mesmo me aconselhou sobre isso.

- Kevin... - Disse Lúcia abraçando o amigo.

- Quando chegou? - A pouco tempo depois que a rainha saiu de Pardal estávamos prontos para se juntar a Narnia de novo afinal a família real está junta de novo.

- Pedro não está conosco. - Kevin fez uma cara meio triste.

- Sinto muito por ele e por Saltul. - Lúcia pois a mão em sua cabeça e fez questão de cair para o lado, Kevin a ajudou.

- Rainha a senhora está bem? - Lúcia voltou um pouco para a realidade.

- Estou com um pouco de dor de cabeça mas estou bem, que estranho veio de repente. - Kevin ajudou Lúcia a voltar de volta para o castelo.

(...)

 

Arquelandia

 

- O que estão fazendo aqui a cidade está abandonada. - Falou Susana para Saltul.

- Abandonada não seria a palavra certa e sim amaldiçoada, meu povo adormece enquanto um demónio se alimenta de nossas vidas e isso precisa acabar. - Falou o rapaz jovem que era um pouco familiar para Susana.

- Quem é você? - Perguntou ela.

- Sou Sauro segundo rei da Arquelandia vim para libertar o meu povo e vingar meu filho de Arqueos. - Susana não compreendia o que estava acontecendo aquele homem era bem mais jovem que Sauro.

- Majestade esse é Sauro ele descobriu uma passagem para o seu mundo e um jeito de viver para sempre. - Oque? - Disse Surpresa. 

- Mas isso não vem ao caso estou com ele. Porque descobrimos uma forma de acabar com Arqueos de uma vez.

- O que está falando? Arqueos é imortal está ligado e trancado nessa cidade e deve permanecer aqui preso ou será o fim para todos nós. - Sauro olhou para Susana como se aquilo fora um absurdo.

- A senhora conhece Arqueos? - Perguntou o minotauro.

- Ele assombrou toda a minha família e não vou permitir nunca mais que ele saia de sua prisão no Vazio.

- E meu povo? A séculos Arquelandia paga o preço pelos pecados de nosso criador, estamos presos a magia dele e sua manipulação eu não quero mas isso. Basta! Hoje Arqueos irá morrer. Susana ficou frente a frente com Sauro que nada fez.

- O que pretende? Libertar Arqueos? Ele será implacável ele é extremamente forte, você não sabe o que ele fez a mim e aos meus irmãos.

- Eu posso imaginar o que ele fez a você nesses poucos anos ele fez a mim durante uma eternidade, são poucos os que fogem do controle de Arqueos e meu filho me trouxe de volta. Ele faz você ser a pior pessoa fazendo as piores coisas. E já chega. - Por um momento pensei em Pedro.

- O que vai fazer? - Perguntei.

- Arqueos é Implacável porém ele seria mortal essa será a chance que teremos para mata-lo, Arqueos será livre, porém mortal, encontramos um jeito de tira-lo do Vazio e livrar Arquelandia de suas garras.

- Mas se isso acontecer ele vai acabar com todos nós - Eu não podia deixar aquele absurdo acontecer apontei o arco para os dois.

- Não posso permitir que isso aconteça. - Saltul estranhou minha atitude, Sauro porém estava pronto para me atacar ele estava decidido mas eu também.

- Pare Sauro, rainha Susana não seria capaz disso... Susana eu não sei o que ele te fez mas minha rainha não é assim. - Aquelas palavras me confundiam.

- Se continuarem com essa loucura eu vou ter que tomar outras medidas. - Falei convicta com a flecha pronta no arco.

- Não está vendo Susana Arqueos está te manipulando através do medo, ele fez coisas a você assim como fez comigo. Não fui nem capaz de conhecer meus pais. Não deixe ele te controlar está na hora de acabar com ele. - Sauro tinha razão eu estava perdida com medo de tudo aquilo retornar para o meu irmão, Pedro. Pedro se ele voltar vai controlar Pedro de novo. Eu... Eu não posso deixar. - Atirei a flecha contra Sauro.

- Não! - Gritou Saltul que desviou a flecha de Sauro com sua espada ele olhou para mim perplexo e eu confesso que não estava mais pensando com clareza eu só queria atacar-los. Fui para cima de Saltul que tentou me conter com seus braços mas conseguir passar por baixo deles ficando de frente para suas costas estava pronta para atirar nele quando Sauro me segurou com meu arco colocando a arma sobre o meu pescoço.

- Pare Susana você não está pensando com clareza. - Consegui derrubar Sauro colocando meu corpo sobre ele na parede o que o fez cair no chão.

Apontei para ele de novo com minha flecha dessa vez não teria erro.

- Pare! - Gritou uma voz conhecida olhei para o lado e vi Luna e em seus braços estava Pedro cansado e ferido. Olhei para Sauro que estava de mãos levantadas com uma ferida recém aberta na boca, eu estava tremendo. Larguei o arco sobre o chão. E escutei um alívio vindo de todos.

- Sinto muito. - Disse ajudando Sauro a levantar, Olhei para o minotauro que ficou feliz em me ver consciente de novo.

- Tudo bem Susana é esse ódio que Arqueos planta em nossos corações e enquanto ele controlar minha cidade e meu povo isso nunca terá fim precisamos acabar com isso você está comigo? Conosco. - Ele apontou sua mão entre aberta para mim em sinal de acordo. Olhei para Pedro meu irmão que estava exausto de tudo aquilo.

- Vamos acabar com Arqueos. - Disse apertando a mão jovem de Sauro. - Graças a Aslam. - Disse Luna fazendo lembrar Pedro que estava que ferido. Fui até ele e ajudei ele a sentar-se sobre o chão.

- Você está bem Pedro? - Perguntei. - Não que você queira se livrar de mim hoje mas estou bem sim tive que proteger Luna e acabou levando a isso. - Ajoelhada perto de Pedro olhei para Luna confusa.

- Proteger de quem? - De algumas armadilhas que haviam a frente da cidade, aconselhei Luna a não passar pela floresta da confusão e seguir o caminho seguro. 

- Pedro você está lembrando... - Disse feliz

- Mas não é o sufciente para encarar meus irmãos e não tentar feri-los você tem que me contar toda a história por mais que me doa Susie eu quero voltar para você. - Disse ele segurando minha mão. Ele tinha razão.

- Atchim! - Tussiu Luna. - Desculpe Majestade. E por alguma razão Pedro riu daquilo. Eu não compreendi.

- Certo tudo bem... - Disse me levantando e olhando para Sauro e Saltul. - Como espera realmente soltar Arqueos e torna-lo mortal? - Perguntei.

- Arqueos? - Perguntou Pedro já começando a ficar agitado. - Olhei para Luna e pedi em pensamento que tirasse Pedro dali e ela o fez.

- Pode continuar. - Disse.

- Quando eu e Saltul estávamos em Londres eu passei um tempo tentando encontrar o diário de Digory um dos primeiros humanos a vir para cá...

- Espere um pouco... Você disse Digory de Digory Kirke? - Falei surpresa ao reconhecer o nome.

- Sim ele é um dos primeiros a visitar Narnia agora deve ser velho presumo. Você o conhece? - Eu tive um momento ali nostálgico Sauro visitou o lugar onde eu vivia e viu o professor Kirke o homem que nos acolheu em sua mansão.

- Bom... Ele é um bom homem, meu Deus faz tanto tempo, ele veio pra cá, ele sabe sobre Narnia isso explica muita coisa. - Disse lembrando do esconde esconde que acabou nos trazendo para cá através do guarda roupa, porém voltei a realidade.

- Por favor Sauro conte o que descobriu nos diários do professor.

- Bom primeiro de tudo, dizia que a muito tempo existiu uma árvore em Narnia capaz de realizar certos pedidos, suas frutas curavam, o tronco era mágico e as flores podiam dar poderes a alguém, a quem diga que ela própria foi nascida de uma gota que caiu do sol, e ela própria deu o anel para que Digory viesse para Narnia e que através do canto de Aslam Narnia foi criada. Ela é chamada de árvore da criação.

Com o tempo um certo homem Urzabum um feiticeiro vindo das trevas a encontrou e a fez dele, colocando sua magia sobre ela, ele faria um exército de feiticeiros e destruiria Narnia em um apocalipse nunca visto.

A árvore deu poder a ele e a Jadis, mas deu algo diferente a Arqueos o poder da destruição algo que Urzabum sempre desejou. Como sabemos Urzabum foi para o Vazio junto com Jadis e Arqueos. Essa árvore segundo o diário de Digory foi camuflada por Aslam pois ela própria foi a quem trancou Arqueos no Vazio. Aslam usou aquilo que deu poderes a eles para trancar eles em um lugar onde eles não poderiam sair.

Hoje a árvore não funciona mais como antes seu poder de criação foi tirado por Aslam pois ele viu que era perigoso. A árvore agora nada mais é o lugar que faz com que Arqueos esteja preso aqui. Por isso é uma árvore bastante protegida. Ninguém sabe o que acontece se você a destruir e nem onde ela está.

Precisamos achar a árvore da criação a mesma onde ele comeu da flor que deu os poderes a ele e a mesma que o aprisiona aqui por Aslam. Essa árvore pode ser o que quiser e tomar qualquer forma, tem o dom de dar algo que você deseja com muita força, e ela deu a Arqueos, Urzabum, Jadis e Aslam.

Ela deu a Arqueos esse reino, seus poderes sua imortalidade e nos. 

Ele não sabe que árvore ainda existe e que se a destruirmos ele ficará livre do Vazio.

- E ela ainda existe? - Perguntei.

- Sim, ela se camufla, como já disse antes ela pode tomar a forma que quiser, ela nunca foi encontrada por ninguém mas Digory conta em seus diários que quem fala com as árvores pode localiza-la.

- Lúcia. - Disse pensando na minha irmã, eu não queria colocar ela nessa confusão.

- Exatamente, mas assim que encontramos a árvore termos que destruí-la de uma vez por todas, e plantar uma nova.

- Oque? - Disse já alarmada.

- Nunca jamais vou deixar que esse pesadelo cresça aqui de novo! - Falei reprimindo esse absurdo.

- Calma Susana, temos que plantar uma nova árvore com essa semente no mesmo lugar, fui encarregado de encontrar ela estava por uma mulher que viveu aqui e foi para seu mundo amiga de Digory. - Saltul me mostrou as semente que mais parecia grãos brilhantes, pareciam diamantes eram de uma maçã.

- Eu ainda não entendi como essa árvore vai fazer com que Arqueos suma de uma vez. - Falei simplesmente.

- Se eu estiver certo, assim que destruímos a primeira árvore Arqueos será livre do Vazio e de Arquelandia, porém ainda irá permanecer com seus poderes mas este é o ponto meu povo será livre. Entretanto Arqueos será implacável.

- Não estou vendo nenhuma vantagem nisso. - Falei.

- A primeira coisa que ele irá fazer é ir atrás de seu pior inimigo eu mesmo que sabia do seu segredo. Se uma segunda árvore aparecer, e a mesma tirar o poder dele, Arqueos será mortal e finalmente poderemos mata-lo.

- Então temos que destruir a primeira e plantar uma segunda e esperar que ela ceda o poder dela para nós ajudar e Arqueos vai ser mortal? Como vocês tem tanta certeza que vai funcionar?

- Não sabemos mas, parece ser a única opção. - Comentou Saltul eu estava vendo o desespero de Arqueos ele devia estar procurando por respostas a muito tempo, e agora que encontrou essa única solução ele vai ter escolha além de arriscar tudo para salvar o seu pobre povo. E eu tinha que ajudar e parar de sofrer pelos cantos.

- Bom se é isso... Quando começamos? - Eles olharam e sorriram estávamos otimistas espero que dê certo.

 


Notas Finais


Eai? kkk Vai rolar altas tretas no próximo capítulo altas tretas galera prometo fazer o máximo para entregar logo.

Bjs e desculpe qualquer erro 😘


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