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História Edolas novamente - Capítulo 4


Escrita por: e HadoukemRyu


Notas do Autor


mais um capítulo guys, espero que vocês gostem :)
~bøa leitura

Capítulo 4 - Aproximação


Nell


• • •


Já estava ficando tarde, e aos poucos os membros da guilda iam embora para casa. Eu me encontrava um tanto quanto perdido, pois era capaz de eu acabar dormindo na guilda mesmo – o que chegava a me assustar um pouco. 

Eu só queria uma cama quentinha para um dia frio e inóspito como esse. Trajava roupas que não iria me proteger de um resfriado, e a última coisa que eu queria ali em Edolas, era ficar gripado oi coisa do tipo. 

— Natsu. — olhei para o lado, vendo Mirajane. — Oh! Me desculpe. — ela riu animada. — Você parece muitíssimo com o Natsu, me surpreendo muito que vocês não sejam e irmãos gêmeos. — ela mantinha um sorriso amigável. 

— Obrigada, eu acho. — meus lábios tremerem. — Sabe onde tem um lugar em que eu possa ficar? — perguntei, cruzando os braços. — Pelo menos por enquanto, entende? Eu não quero morrer de frio na rua. — ri anasalada, e Mirajane acabou rindo junto. 

— Infelizmente todos os quartos estão alugados, entende? — assenti, sentindo toda a esperança de pelo menos ter uma cama ir por água abaixo. — Você pode falar com os garotos, talvez eles possam ter um lugarzinho para você dormir. — sorriu, me dando certo reconforto. 

— Obrigada Mirajane. — sorri de volta. — Sinto que posso confiar em alguém neste lugar. — suspirei pesadamente, me apoiando no balcão de madeira. 

— Deve ser difícil, não é? — ela limpava os canecos de cerveja com um pano, enquanto os guardava embaixo do balcão. — Aparecer do nada em outra realidade paralela, com seus “pais” diferentes. — dei outro suspiro, concordando. — Mas não se preocupe, você vai conseguir dar um jeitinho de voltar para Earth. 

Concordei prontamente, me sentindo mais leve. Mirajane em poucos segundos conseguiu me deixar muito mais calmo. Observei a guilda ao redor, vendo que tinha pouquíssimas pessoas bebendo ou degustando alguns petiscos. 

Me levantei do banco, sentindo minhas costas doerem um pouco. Me espreguicei, sentindo que estava ficando cansada e com sono. Meu cérebro devia estar ainda processando tudo o que aconteceu: em somente um único dia, eu tinha ido parar em uma outra dimensão, ou outra realidade paralela, onde meus pais eram dois estranhos da minha idade. Onde a guilda era extremamente diferente. 

Por que isto foi acontecer justamente comigo?! 

Senti o chão abaixo de mim tremer, fazendo-me quase cair no chão. A única coisa que e impediu de ter uma queda feia, foi o balcão em que me apoiei. Olhei assustado ao redor, percebendo que todas as pessoas também estavam espantadas. 

— O que foi isso?! — perguntou Mirajane, caída sobre o chão. Ela carregava alguns canecos em uma bandeja, mas que no momento se encontrava em estilhaços. 

— Deve ser algum ataque. — Erza brandou, enquanto tirava sua espada da bainha e empunhava. Rapidamente fui até Mirajane, a ajudando a se levantar com cuidado. — Todos fiquem em silêncio, não sabemos o que deve ser. — ela rangeu os dentes, e pude perceber a força que ela sentia. 

— Será que é alguém que quer matar a gente?! — perguntou Gray, temeroso. Ele se segurava na mesa para não cair, pois se por acaso caísse iria sair rolando sobre o chão, por tantas vestimentas que utilizava. 

— SE NÃO BATEU NA PORTA ANTES, COM CERTEZA E ALGUÉM QUE QUER NOS MATAR SEU IDIOTA! — gritou Levy, aparentemente raivosa pela pergunta idiota de Gray Surge. 

Assim que Levy gritou, o chão sobre nós acabou tremendo mais ainda. Olhamos todos raivosos para Levy, que somente rangiu os dentes de forma brava. 

— VOCÊ QUER PARAR DE GRITAR, ANÃ DE JARDIM?! — gritou Ashley, me fazendo pensar novamente no que se passava com aquela guilda.

— VOCÊ QUE ESTÁ GRITANDO, LOIRA OXIGENADA! — Levy gritou em seguida, mas Erza brandou com a espada sobre a estrutura de madeira, fazendo um barulho agudo sobre nossos ouvidos. Rapidamente um silêncio se fez presente, e o tremor abaixado de nós cessou, como se nunca tivesse começado. 

O que aconteceu? — Cana sussurrou, mais alto o suficiente para todos nós ouvirmos. Eu dei os ombros, totalmente temeroso, enquanto sentia meus sentidos extremamente aguçados e preocupados. 

Outro silêncio se fez presente, e ficamos atordoados. Arregalei os olhos, sentindo um frio na espinha passar sobre todo o meu corpo, e rapidamente olhei para Erza, que tirava a espada fincada na estrutura de madeira. 

— ERZA, CUIDADO! — gritei, correndo em sua direção em passos largos e rápidos. A mesma arqueou a sobrancelha, sem entender o porque de minha reação. Rapidamente quando ninguém viu, o teto fora destruído, fazendo com que um pedaço do teto acabasse quase caindo sobre a cabeça da ruiva. 

Segurei o corpo da ruiva sobre o meu, e acabamos caindo juntos rolando. A estrutura do teto acabou caindo, bem aonde estava Erza somente há minutos atrás. 

Ouvimos um rugido forte, e quando vimos, a porta fora arrancada, massacrada. A estrutura rústica inteira estremeceu, e vimos monstros aterrorizantes adentrar o edifício da guilda Fairy Tail. 

— Ogros... — sussurrei, me posiciando para contra atacar. Observei alguns monstros aterrorizantes, com seus corpos infestado de machucados. Mesmo possuindo somente um olho sobre a testa, eles reparavam em cada e mínimo detalhe daquele lugar. 

— Vamos ter que lutar. — Erza empunhou a espada novamente, preparada para atacar contra aqueles ogros. — E mostrar para aqueles ogros aonde é o lugar deles. — sorriu de forma diabólica, fazendo eu sentir certo medo. 

— Vamos nessa. — sorri amigavelmente, correndo em direção a manada de ogros que entravam na guilda. Rangi os dentes fortemente, empunhando o meu punho para frente. — KARYUU NO TEKKEN! — gritei, enquanto dava um fortíssimo soco no estômago do animal.

O monstro cambaleou para trás, e Erza prontamente correu até o monstro, conseguindo o achar em cheio no pescoço. O monstro caiu morto para trás, e em poucos minutos os outros ogros que estavam o acompanhando, acabou correndo para longe, com medo. 

Arquei a sobrancelha, podendo observar todos os membros da Fairy Tail me olhar assustados e perplexos. Senti uma vergonha tomar conta de mim. Ashley andou em passos vagarosos até mim, me apertando em um braço sufocante. 

— Este é o meu garoto! — Ashley comentou, dando uma risada anasalada. Eu somente me soltei do seu abraço, fazendo a mesma me olhar um tanto triste e amargurada. 

— Como você aprendeu está magia? — perguntou Levy, se aproximando e pegando no meu punho, onde antes pegava fogo. 

— E-eu puxei a magia do meu p-pai. — exclamei, não entendendo o porquê da real comoção que aquilo estava acontecendo. 

— Isto e incrível, disso não podemos negar. — Wendy se aproximou, com os braços cruzados. Ela deu um cauteloso sorriso, e eu sorri abobamente junto. 

— Realmente, Nell foi útil. — Erza se aproximou, com sua cara série. — Diferentemente de todos daqui. — revirou os olhos, enquanto todos os magos somente não falaram absolutamente nada. 

Eu sorri minimamente, pelo menos parecia que agora Erza não iria querer me matar, já seria um começo. 


• • •


Estávamos na casa da Ashley, depois de termos ajeitado um pouco a bagunça da guilda. Mirajane disse que iria cuidar de tudo em questão a porta arrombada e o teto destruído logo, logo. 

Ashley havia dito que eu poderia passar os dias na casa dela, e eu sinceramente agradeci. Eu estava no mesmo quartinho em qual havia acordado, preparado para tirar uma bela soneca. 

Talvez, só talvez eu pudesse dormir e acordar em Earth. Talvez tudo não passou de um sonho extremamente estranho... Ou talvez, tudo fosse realidade e eu nunca pudesse voltar para Earth. 

Eu quero, e eu preciso voltar para Earth o mais rápido possível. 

Meus pensamentos fora interrompido, e quando percebi a porta fora aberta. A Ashley se encontrava parada sobre o pé da porta, e com a pouca iluminação do quarto, não conseguia ver seu rosto direito. 

— Ashley? — perguntei calmamente. — Precisa de alguma coisa? — um silêncio se fez presente, e eu apenas ouvi um suspiro profundo vindo dela. 

— Você tem certeza que quer voltar para Earth? — arqueei a sobrancelha, estranhando sua pergunta e atitude. — Tem certeza que você gosta de Earth? Que não vai preferir aqui? — sua voz estava triste, e aquilo foi extremamente angustiante para mim. 

Só pude ouvir seus passos indo para longe, enquanto sua pergunta ainda rodeava sobre minha cabeça: eu queria realmente voltar a Earth? 


Continua...


Notas Finais


espero que tenham gostado.
~sayønara


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