História Eduardo e Mônica (Bad Boy 2) - Capítulo 1


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Categorias Legião Urbana
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.081
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tem um tempo eu sei, mas eu ando até sem ver meus amigos! Desculpem e aproveitem!

Capítulo 1 - Eduardo Abriu Os Olhos Mas Não Quis Se Levantar


Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar,  ficou deitado e viu que horas eram. Oito e dois da noite, ele tinha perdido mais uma aula de inglês. Seus pais iam ficar furiosos. Ele passa a mão pelos olhos, como se pudesse esfregar o sono para fora de seu corpo. Com o uniforme da escola que tinha colocado de manhã, ele anda até o banheiro de seu quarto.

Jogando um pouco de água no rosto, ele logo encara o espelho. Eduardo se parecia com o pai, os mesmos olhos azuis e cabelo loiro. Nem para puxar a mãe nisso, afinal, olhar nos mesmos olhos de alguém que apenas te critica toda vez que olha no espelho não é tarefa fácil. Ainda mais para um garoto de dezesseis anos.

Para tentar enganar os pais que passou o dia nos lugares que devia, ele troca de roupa e segue para a sala, tentando não ser visto. Não funciona.  Sua mãe está esperando por ele, sentada num dos cantos do sofá. Ela observa o filho andar até parar na sua frente, com seus olhos castanhos aparentando cansaço, o cabelo Chanel meio despenteado. Ela apoia o cigarro eletrônico num cinzeiro de cristal posicionado na mesa de centro.

-Não foi para o curso hoje. – Ela acusa, logo de cara. Sua voz permanece inalterada.

- Não... Eu peguei no sono. – Ele responde, com as mãos apoiadas na parte de trás do pescoço.

- Outra vez, Eduardo? – Ela diz, mostrando preocupação. – Você sabe o quanto isso é importante pro seu pai.

- Eu sei disso. – Eduardo deixa transparecer tristeza em sua voz.

- Eu sei que ele também não era fã do seu avô quando tinha mais ou menos sua idade, mas seu pai não está pedindo nada de mais. É parte de você também. – Ela diz, ainda num tom neutro.

- Não é. Isso é parte dele, não minha. – Eduardo acusa, começando a ficar transtornado.

- Isso sempre foi você, ainda que por pouco tempo. Quando você era pequeno, falava inglês melhor do que eu. – Ela sorri com a memória. – Mas agora é como se você tivesse reprimido isso, como um medo de criança.

- Eu sei... Mas não tem nada que eu possa fazer. Eu consigo falar com você, com o vô e com a tia Myrna. Mas com o pai...

- Du, ele não vai te morder. Eu sei que ele parece frio, mas nem sempre foi assim, acredite. – Ela levanta e passa a mão pelo cabelo do filho. – Talvez vocês dois devam tentar fazer algo juntos.

- Como o quê? – Eduardo pergunta, enquanto sua mãe já está deixando o cômodo.

- Eu não sei. Você conseguiu convencer seu avô a jogar videogame de futebol com você. Tente algo assim. – Ela diz, sorrindo uma última vez antes de sumir na casa enorme.

Eduardo suspira e se joga no sofá. Olhando pela janela, ele vê a piscina. Seria uma boa ideia se não estivessem no meio de agosto. Ele segue então para a cozinha, pegando um pacote de salgadinhos da prateleira de cima e voltando para o quarto. Seu baixo está jogado de qualquer jeito sobre as coisas da escola. O baixo o encara e ele encara o baixo. Ele larga os salgadinhos e abre o closet, colocando o instrumento em uma das prateleiras vazias. Feito isso, ele volta para seus salgadinhos.

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Mônica tomava um conhaque no bar da faculdade com os amigos. Depois de uma prova semestral de Medicina, eles precisavam de um descanso e de uma chance de serem irresponsáveis, só para variar. Os rapazes de seu grupo de estudos faziam uma competição de shots e suas amigas já haviam se afastado para dar encima dos meninos de Direito. Ela girou a bebida no fundo do copo antes de beber a sobra num gole só.

Ela olhou no relógio, oito e dois da noite. Ainda estava cedo, ela ia se permitir ao menos uma cerveja alemã, em nome do seu ótimo desempenho no aprendizado da língua do país. Jogando uma mecha de cabelo sobre o ombro ela fez seu pedido. Um dos fios de seu cabelo branco enroscara em seu anel de 15 anos. Fazia nove anos que ela o tinha e usava-o em todos os lugares. Ao receber sua cerveja, um rapaz se aproximou. Ela revirou os olhos, era o mesmo cara de Letras Alemão de mais cedo.

- Olha, eu sei que eu já vim aqui  t incomodar, então só vou perguntar uma coisa. – Ele disse, claramente mais bêbado do que estava na primeira tentativa. Ele continuou diante do silêncio dela. – Seus olhos são lentes?

Ela revirou os olhos mais uma vez. Sempre a mesma pergunta. Que coisa chata, seus olhos eram roxos porque eram. Assim como as pessoas tem heterocromia ou um dedo a mais em seus pés, era algo genético. Seu irmão mais velho era igual a ela. Qual o problema?

- Não, eles são naturais. –Ela diz, entediada. - Assim como essa coroa de espinhas tardias que você tem na cara.

O garoto ficou sem resposta. Ele abriu a boca pra falar e desistiu mais uma vez. Um de seus amigos sem noção o chamou de volta ao grupo, para salvar o amigo. Ela bebeu mais um pouco de sua cerveja e olhou o telefone, procurando uma mensagem de um cara que conhecera alguns dias atrás. Nada. Okay, ela disse a si mesma e então apagou o número dele. Era o mais seguro a se fazer, às vezes ela não confiava em si mesma.

O tempo passou e ela decidiu ir embora. Ela avisou o irmão que estava saindo e perguntou se Cherry queria algo do mercado. Eles eram como pais, uma vez que ela era pequena quando o irmão lutou por sua guarda, já que a mãe praticamente não tomava conta dela. Eles eram uma família feliz, ainda que bem confusa.  Quando disseram que não precisavam de nada, ela entrou no UBER e seguiu para casa.

A corrida foi debitada e ela agradeceu ao universo por finalmente chegar. O motorista, na casa dos seus sessenta anos, olhava para ela como se ela fosse uma aberração. Ela já tinha pensado em pintar o cabelo, mas não parecia o certo a fazer. As mesmas características não incomodavam ao irmão e seus amigos já tinham se acostumado. “Velha” era o seu apelido na faculdade, mas só para os mais próximos.

Ela deu boa noite ao irmão, que a esperava acordado, e foi dormir. Tinha sido um dia longo afinal.



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