História Eduardo e Mônica (Bad Boy 2) - Capítulo 3


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Categorias Legião Urbana
Personagens Personagens Originais
Visualizações 8
Palavras 1.728
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - E a Vontade Crescia Como Tinha de Ser...


Eduardo não hesitou em ligar pra ela, ainda que fosse meio antiquado, por conta dos muitos aplicativos de mensagem. Ele digitou o número e esperou que ela atendesse. O telefone tocou algumas vezes antes de ser atendido. Mônica estranhou o número em sua tela, mas atendeu.

- Alô? – Ela responde, com telefone apoiado no ombro.

- Oi, sou eu. Eduardo, do ônibus. – Ele diz, esperando que ela vá lembrar.

 Ela franze a testa, tentando lembrar-se de seu rosto.

- Ah sim. – Ela diz, alguns segundo depois. – Diga.                

- Eu estava pensando em darmos uma volta juntos, pra conversarmos sem ser em situações absurdas. – Ele diz, passando a mão pelo cabelo.

- Certo. Podemos sim dar uma volta. O que você tem em mente? – Ela queria terminar logo a ligação para poder voltar sua atenção para seus estudos.

- Ahm... – Ele respondeu, tentando pensar em algo.

- Ligou pra mim sem saber o que dizer? – Ela pergunta, rindo de como ele não tinha planejado a situação. Ela esperava que ele não interpretasse como desdém.

- Eu... É que... Realmente não pensei no que a gente podia fazer porque não sabia se você ia aceitar. – Ele admite, sorrindo.

- Certo. – Ela diz, rindo em resposta. – Que tal se a gente vir um dos velhos filmes do Godard?

- Quem? – Ele pergunta, sem nem entender o nome do diretor de cinema.

- Acho que não foi uma boa ideia, não é? – Ela diz, mordendo o canto do lábio em arrependimento.

- Acho que não. – Ele ri em resposta. - Que tal se a gente sair pra comer alguma coisa, tipo uma lanchonete?

- Lanchonetes são meio cheias em fins de semana, sem falar na gritaria das crianças com seus brinquedinhos promocionais. – Ela diz, tentando não ser fresca, mas não era um ambiente que ela gostasse de frequentar.

- Hum... – Ele pensou um pouco antes de fazer uma nova sugestão. – E se a gente visitar um dos parques?

- É uma boa ideia. O Parque Central foi reformado recentemente. – Ela comenta, tentando colaborar com a ideia de lugar para irem.

- Então... Sábado? – Ele pergunta, imaginando se ela vai estar livre.

- Tenho uma aula extra de campo essa semana, que tal segunda à tarde? – Ela diz, revirando seu calendário de estudos, procurando um horário vago com mais de 15 minutos.

- Acho que vai dar. Te vejo à uma e meia? - Ele sugere.

- Pode ser às duas? – Ela pergunta. – Tenho que contar a distância de casa.

- Claro. – Ele responde, sorrindo.

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                Eduardo chegou um pouco mais cedo do que o esperado. O parque era perto de sua casa, então ele foi andando até lá. Fazia sol, mas o frio não estava mais suave por causa disso. Ele esfregou uma mão na outra e sentou-se num banco, reclamando da sua ideia idiota de ir a um parque no meio do inverno.

                Mônica cortava caminho entre os carros, com sua moto. Odiava fazer isso, mas ela estava atrasada e odiava deixar os outros esperando. Ela acelerou por entre os retrovisores quando o sinal ficou verde. Finalmente chegando ao parque, ela tremia de frio. Guardou o capacete no baú da moto e soltou a trança que tinha feito para que o cabelo não ficasse tão embaraçado assim. Assim que viu Eduardo, riu do estado semicongelado em que ele estava.

                - Oi. – Ela diz, arrumando a bolsa sobre o ombro.

                - Oi. – Ele respondeu, soprando ar quente entre as mãos.

                - Desculpe o atraso, peguei um pouco de trânsito. – Ela comenta. – Chegou faz muito tempo?

                - Na verdade, faz uns cinco minutos, mas o frio faz parecer uma eternidade. – Ele sorri e ela ri de sua piadinha boba. – Acho que não foi lá uma boa ideia.

                - Dar uma volta é sempre uma boa ideia. – Ela diz. – Vem, vamos sair desse frio.

                - Para onde vamos? – Ele pergunta, se apressando para acompanha-la, já que ela estava a alguns passos de distância.

                - Tomar algo que me esquente. – Ela diz, se dirigindo à moto para checar as travas antes de irem. – Tem uma cafeteria umas duas quadras pra lá.

                - Então tá.

                - Sabe de uma coisa? – Ela vira pra ele, depois de ter checado as travas e o baú da moto.

                - Huh?

                - Achei que estaria de uniforme.  – Ela diz, sorrindo. – Vem, é por aqui.

Ele se lembra do uniforme embolado dento da mochila que carrega nas costas. Ele não iria a um encontro usando aquela camisa horrível e uma calça vermelha. Ele reparou mais uma vez no cabelo dela, que tinha uma cor bem peculiar. Ele estranhou a cor pela primeira vez, mas achou melhor não comentar, afinal, ficava bem nela. Eles caminharam todo o trajeto em silêncio. Eles chegaram à pequena casa, que ostentava uma placa de cafeteria e um “Aberto” na maçaneta.

- Chegamos. – Ela diz, abrindo a porta devagar.

O cheiro de café e doces diversos preenche o lugar, que não tem mais de três ou quatro clientes além deles. A casa é pequena, mas o revestimento de madeira faz com que pareça uma casa de vó. Eles entram e Mônica cumprimenta uma senhora de uns sessenta anos que trabalha no balcão e um rapaz que trabalha no caixa. Devem ser mãe e filho, pensa Eduardo.

- Queremos um cappuccino e um pedaço de torta de maçã pra mim e... – Ela se vira para Eduardo. – O que vai querer?

- Pode ser um expresso e um pedaço desse bolo aqui. – Ele aponta para a vitrine que exibe bolos lindos.

- Certo. – A senhora acena com a cabeça. Ela pisca para Mônica, gesto que não passa despercebido por Eduardo.  – Podem sentar que eu levo pra vocês.

- Onde quer ficar? – Ela pergunta, tirando as luvas de moto e colocando-as na bolsa.

- Que tal aquela mesa? – Ele aponta para uma mesa reservada com assentos estofados que parece confortável.

- Ótima escolha.

Eles se sentaram e o pedido não demorou a chegar. Ele tinha que admitir, era um dos melhores bolos que ele já tinha comido e que era uma ideia melhor do que congelar no parque. Mônica colocou as duas mãos ao redor da xícara para absorver um pouco do calor com as mãos frias. Ela esticou a mão para pegar um guardanapo e ele fez o mesmo, o que fez com que seus dedos encostassem um no outro e os dois puxassem as mãos, desviando o olhar. Mônica foi a primeira a quebrar o gelo depois disso.

- Então, não sei muito sobre você. Que tal um jogo de perguntas e respostas?

- Desde que não envolvam matemática eu estou dentro. – Ele diz, bebendo um pouco do seu café.

- Okay. Qual sua idade? – Ela pergunta, esperando que ele não tenha catorze anos.

- 16. E você? – Ele pergunta.

- 24. Sua vez.

- Signo? – Ele diz, meio sem ideia.

- Leão.

- Sou de Aquário.

- Minha vez. – Ela diz. – Fala alguma outra língua?

Ele hesitou antes de responder.

- Inglês. – Ele deu um sorrisinho amarelo.

- Ah claro. Que pergunta idiota, você faz seu curso. Eu também, mas também falo alemão. – Ela sorriu, orgulhosa de si mesma.

- Sério? – Ele pergunta, incrédulo.

- Ernsthaft, ich spreche Deutsch.

- Incrível, mas não faço ideia do que você disse...  Sou eu né? – Ele pergunta e ela acena com a cabeça, concordando. – Do que você gosta?

- Em qual sentido?

- Em qualquer um que você queira.

- Gosto do estilo de poesia de Manuel Bandeira e de Arthur Rimbaud, do estilo de música do Bauhaus e também dos Mutantes, das pinturas do Van Gogh... Gosto das criações do Caetano Veloso, algumas são meio estranhas, mas só as do movimento tropicália.

Eduardo parou por alguns segundos para entender o que ela tinha dito. Tinha coisas ali que ele sabia o que eram, outras que ele só tinha ouvido falar sobre em aulas na escola e pessoas que ele nem fazia ideia de quem eram. Por um momento, ele se sentiu mal por gostar de coisas mais simples. Ele bebeu o café para disfarçar o quão impressionado ele tinha ficado.

- E você? – Mônica insistiu, percebendo que tinha falado um pouco mais do que realmente gostaria.

- Eu? – Ele começa, pousando a xícara. – Acredite ou não, eu gosto de novelas. E eu também curto jogar futebol com o meu avô pelo internet. Odeio dizer, mas ele ganha de mim mais vezes do que eu gostaria de admitir.

- Isso é bem diferente. – Ela sorriu. – Hum... O que você faz pra se divertir?

- Eu estou no velho esquema: Escola, cinema, clube e televisão. – Ele riu da própria piadinha, com ela acompanhando. – E você? O que faz quando não está estudando pra salvar vidas?

- Eu estudo a história do Planalto Central, mas também leio sobre magia e meditação. Meditar é uma prática ótima, acaba com seu cansaço mental. – Ela comenta, com um garfo cheio de torta nas mãos.

Eles conversaram por mais algum tempo. E mesmo com tudo diferente, eles pareciam estar em uma sintonia incrível, algo quase como destino. Ele pagou a conta, ainda que ela estivesse protestando enquanto ele o fez. Não era nada demais gastar o dinheiro do pai dele. Eles caminharam de volta ao parque, tão próximos que seus ombros se esbarravam conforme andavam. Eduardo ajudou a soltar a trava da moto, enquanto ela trançava o cabelo.

- Então é isso. – Ele diz, entregando a trava para ela.

- É sim. Eu preciso ir, mas adoraria passar mais tempo com você. – Ela diz colocando uma mecha solta atrás da orelha.

Eduardo está hesitante em beijá-la porque não quer estragar tudo. Como se lesse seus pensamentos, Mônica lhe dá um beijo na bochecha. Encarando isso como uma carta verde, ele envolve a cintura dela a puxa para um beijo, selando seus lábios juntos. Qualquer hesitação que estava ali antes não existia mais e parecem que fagulhas percorrem o corpo de ambos. As línguas se movimentam de modo sincronizado, como uma dança ensaiada diversas vezes. Quando finalmente se separam, ela comenta:

- Sua boca está bem gelada sabia?

- Me deixa esquentar ela então. – Ele responde, puxando-a de volta e perdendo seus dedos no meio do cabelo dela.

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente, uma vontade de se ver... E os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia como tinha de ser...



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