História Eduardo e Mônica (Bad Boy 2) - Capítulo 4


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Categorias Legião Urbana
Personagens Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 1.156
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - E Ela Se Formou No Mesmo Mês Que Ele Passou No Vestibular


No caminho para o aeroporto, Eduardo fala:

- Não estamos indo meio cedo?

- Não. É preciso fazer o check-in uma hora antes e saímos mais cedo por conta do trânsito.

- Certo... – Ele apenas concorda. Em um ano de relacionamento, ele já aprendera que não era uma boa ideia irritá-la. – Vê se relaxa, vai ser ótimo.

- Vai sim. – Ela diz, sorrindo. – Vamos pra Recife e vamos aproveitar muito.

- Mais do que tudo o que fizemos até agora?

- Sim, mais que a natação, o curso de fotografia, o de teatro e o de artesanato. – Ela diz, acenando com a cabeça.

- Mas aposto que não vai ser mais divertido do que umas coisas que já fazemos normalmente. – Ele sorri maliciosamente.

Em resposta, ela fica levemente vermelha enquanto o censura com o olhar.

- Como você pretende ficar calma no avião? – Ele resolve mudar de assunto. É uma pergunta interessante porque ela já tinha comentado que não era fã de voar.

- Vamos conversar o caminho todo. – Ela diz, sorrindo.

- Então vou ficar horas escutando você falar? – Ele pergunta, com uma sobrancelha erguida.

- Exato.

- Vai ser uma longa viagem. – Ele comenta e ela o encara, levemente brava. Ele conserta o que disse em segundos.  – Tá, vai ser divertido. Qual o seu repertório?

- Ah você sabe que eu sou de fazer as coisas meio no improviso né? – Ela diz, pensando no que falar durante as próximas horas.

- E como sei. – Ele riu, se lembrando de vezes nas quais as coisas deram errado por causa dela e de sua falta de organização.

- Acho que vamos falar sobre os quatro elementos. – Ela decide, ignorando completamente o que ele falou. - Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...

- Ei, chegamos. – Ele diz, saltando do táxi.

Eles descem do carro e pegam as malas no porta-malas. Eduardo paga a corrida e os dois entram no aeroporto para fazer o check-in. Feito isso, eles se dirigem para uma das muitas cadeiras disponíveis e esperam para fazer o embarque.

- Fico feliz que você tenha aprendido a beber. – Ela comenta.

- Eu sempre soube beber. – Ele se defende.

- Ficar bêbado não é saber beber.

- Tá. – Ele se dá por vencido. – Mas por quê?

- Porque assim vamos poder tomar algumas sem eu ter que te arrastar por aí. – Ela fala rindo e ele reclama em resposta.

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Eduardo e Mônica estão saindo de um restaurante quando o assunto vem à tona:

- Vou arranjar um emprego. – Ele diz, triunfante. Seu braço está ao redor dos ombros dela.

- Porque isso, assim, do nada? – Ela pergunta, com o braço ao redor da cintura dele.

- Porque é ruim ter que pedir dinheiro pros meus pais.

- Eu faço isso sempre. – Ela fala, dando ombros.

- Mas é porque você não consegue trabalhar. Eu consigo. Não trabalho porque sou preguiçoso. – Ele sorri.

- É a primeira informação que você devia colocar no seu currículo. – Ela diz, rindo da própria piada.

Para interromper sua zombaria, ele a beija. Ela responde, mas assim que se eles separam, ela retoma a conversa.

- Isso faz parte do seu grupo de “mudanças de vida”? – Ela questiona, fazendo as aspas com as mãos.

- Que mudanças de vida? – Ele pergunta, confuso.

- Tipo, deixar o cabelo crescer, se inscrever no vestibular...

- Não são “mudanças de vida”. São coisas que eu ia ter que fazer, uma hora ou outra.

- É... Nisso você tem razão. – Ela concorda. – Menos o cabelo, isso é uma opção pessoal... De qualquer forma, vamos brindar a essa decisão.

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Assim que Eduardo e Mônica entram no salão, ficam maravilhados com a beleza do lugar. A formatura não tinha sido barata, mas a organizadora não tinha poupado esforços. Três dias de comemoração, um para a colação com coquetel, outro para o jantar e um terceiro dia para o baile. Eduardo tinha ido com Mônica a todas as festas e, na opinião dele, ela estava linda em todas as comemorações.

Eles dançaram a noite toda, essa foi a única comemoração que ela deixou a família de fora. Eduardo estava com um terno bem ajustado e ela com um vestido até a canela, levemente roxo, para combinar com os olhos. Mônica foi de carro, assim eles iriam pra casa dela depois. Quando bateram sete da manhã, o DJ anunciou o fim da festa e eles foram para o lado de fora do salão de eventos, junto com o restante das pessoas.

- Isso me lembrou do dia do ônibus. – Ele diz, chutando uma pedrinha enquanto caminham.

- Sério? – Ela pergunta, tirando os saltos antes de seguir caminhando. – Foi um dia horrível.

- Eu acho que foi bom até, tive a chance de te conhecer. – Ele diz, beijando-a de leve.

- Só por isso também. – Ela diz, sorrindo. – Chave?

- Aqui. – Ele entrega a chave, que carregou a noite toda porque ela não tinha bolsos. – Quer que eu dirija?

- Não mesmo. – Ela ri. - Você não tem carta, esse carro não é meu e você bebeu. Sem falar que dirijo muito melhor que você.

- Haha. – Ele ri, de forma sarcástica. – Sabe o que saiu hoje, à meia noite?

- Não, o quê? – Ela pergunta e ambos entram no carro.

- O resultado do vestibular. – Ele responde. – Podíamos abrir agora.

- Claro, vamos abrir. – Ela diz, colocando a chave no contato.

Eduardo pega o celular no bolso e acessa a página da faculdade. “Aprovado” está escrito em letras garrafais. Ele sorri de orelha a orelha e eles se beijam longa e lentamente para comemorar.

- Isso é ótimo, parece que está tudo dando certo esse ano não é? – Ela afirma, tirando o carro do lugar.

- Nem fale. – Ele concorda. – O que acha de comemorarmos?

- Eu acho uma boa ideia. – Ela fala, já sabendo do que as sobrancelhas arqueadas dele estão falando.

Ao chegar em casa, ela estaciona eles correm para o quarto dela. Ela fecha a porta e ele a puxa para si, guiando os dois para a cama dela. Os lábios se separam o mínimo possível, as mãos dela correm para tirar a camisa e a gravata que ele está usando, enquanto as mãos dele deslizam o zíper do vestido dela lentamente. Ela escuta um barulho e senta no colo dele.

- Ouviu isso? – Ela pergunta, segurando o vestido no lugar.

- Isso o quê? – Ele responde, meio entorpecido com os beijos, se apoiando nos cotovelos para não ficar completamente deitado.

- Eles levantaram. – Ela diz, mordendo o lábio.

- E daí? – Ele pergunta, sentando para beijar o pescoço dela.

- E daí que não rola. – Ela diz, levantando e pedindo desculpas com o olhar. – Eu preciso de um banho, mas fique à vontade pra dormir. Eu prometo te compensar.

Com um suspiro frustrado, ele deixa o corpo cair sobre a cama novamente. Os dois comemorariam juntos muitas outras vezes...



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