História Eduardo e Mônica (Bad Boy 2) - Capítulo 5


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Categorias Legião Urbana
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.679
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei que é curtinha, mas foi um prazer imenso escrever algo sobre uma banda tão icônica. Não quis fugir muito da letra original, mas eu espero honestamente que vocês apreciem.

Capítulo 5 - E Todo Mundo Diz Que Ele Completa Ela e Vice-Versa


- Me dá um pedaço. - Ele choraminga.

- Não mesmo. - Ela diz, comendo um pedaço do bolo de casamento.

- Faz parte da tradição. - Ele insiste.

- E desde quando somos tradicionais? - Ela pergunta, com garfo cheio de bolo.

- Nunca fomos.  - Com a distração dela, ele rouba o garfo e come o pedaço sobre ele.

A festa de casamento estava ótima, não muito grande, mas com tamanho suficiente para caberem aqueles que eram importantes. Os pais do casal conversavam em um canto, comentando que ainda brigariam juntos muitas vezes depois... Ao redor da festa, muitos convidados exclamavam que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz. Depois de vários anos de namoro, eles finalmente estavam casados.

- Mô. - Ele chama, no fim da festa.

- Fala. - Ela diz, tirando os saltos sobre os quais esteve encima a noite toda.

- Acho que conseguimos.

- Conseguimos? - Ela pergunta, sem saber direito do que ele está falando.

- É, dinheiro pra casa. - Ele fala e então cai a ficha.

- O quê? - Ela pergunta, incrédula.

- É, temos o suficiente! - Ele conclui, depois de fazer as contas com o que eles têm no banco e o que receberam na festa de casamento.

- AH MEUS DEUS! - Ela diz, levantando da cadeira por mais que seus pés doam.

- Eu nem acredito! - Ele exclama, abraçando a esposa e erguendo-a.

- Nem eu... - Ela concorda, de volta ao chão.

- Vamos finalmente sair daquele apartamento minúsculo.

- Nem é tão pequeno assim...

- É bem pequeno. Admita. - Ele diz, olhando nos olhos dela.

- De que importa?! Vamos nos mudar! - Ela exclama, empolgada. - Quem sabe ter um cachorro?

- Um cachorro? Porque um cachorro?

- Porque eles são fofos, bonitinhos e te dão amor.

- E se a gente tentasse ter filhos? - Ele propõe.

- Tá doido? Não tenho tempo pra isso, tenho que tocar meu horário na clínica.

- Ah tá, bela desculpa.  - Ele diz. - Imagina um monte de crianças fofas correndo pelo quintal...

- Um monte? Você que vai parir todos eles? - Ela pergunta, com deboche. - Dois no máximo, por um descuido ainda...

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                Mônica chega em casa, com o cabelo revirado e o jaleco sobre a bolsa. O pó da construção ainda paira sobre a casa recém-construída. Eduardo está fazendo seu trabalho sobre o balcão da casa, já que eles ainda não têm uma mesa de jantar nem móveis de escritório. Ela beija o topo de cabeça dele e abre a geladeira, torcendo o nariz para as verduras que estão na gaveta, que são a única opção para o jantar.

                - Não quero comer isso. - Ela fala, fechando a porta da geladeira.

                - Eu falei que a gente devia ter vendido a moto pra pagar as dívidas, assim a gente teria uma folga no orçamento.

                - Eu tentei vender a moto, mas ela não tá valendo muito...

                - Eu sei... - Ele volta sua atenção pra ela. - O que você quer comer de tão especial?

                - Não sei, só quero comer algo bem gordo, tipo um hambúrguer ou uma pizza...

                - Você não é dessas besteiras. Chega a ser estranho.

                - Né? Passei na frente de uma padaria e quase fiquei doida. - Ela fala, revirando os armários. - Sem falar que quase dormi revisando os prontuários hoje...

                - Você tá se sentindo bem? - Ele pergunta.

                - Achei leite condensado, vou fazer brigadeiro. - Ela diz, com a caixa na mão. - Estou ótima.

                - Tem certeza?

                - Porque a preocupação? - Ela pergunta.

                - Nada...

                - Então tá. - Ela sorri, fazendo seu precioso brigadeiro.

Alguns minutos depois, a sobremesa está feita. Mônica se senta no sofá surrado que eles compraram de segunda mão. A casa ainda precisa de acabamentos, mas já é habitável. Ele fecha suas coisas e encerra seu trabalho extra pelo dia. Eduardo se senta ao lado dela, roubando um pouco de brigadeiro, após vários protestos. Após comer a panela inteira de brigadeiro, Mônica não se sente muito bem, reclama de enjoo.

                - Você definitivamente não está bem. - Ele diz, se levantando.

                - Eu estou bem. - Ela diz.

                - Eu acho que você está grávida. - Ele diz, com os braços cruzados.

                - Quê? Não, sempre usamos camisinha.

                - Camisinhas furam. - Ele diz. - Como médica você devia saber disso.

                -Bobagem. - Ela diz, voltando a atenção para a TV. - Onde você vai?

                - Vou na farmácia. - Ele diz, já quase do lado de fora da porta. - E você não vai me impedir.

                Ele a tranca para dentro de casa e anda até a farmácia. Não estavam em condições de desperdiçar combustível. Ele anda calmamente pela rua, sem se importar como está deserto. O único pensamento é como criar um filho sem grana, eles nem terminaram de construir a casa ainda... A chegada na farmácia o retira de seus pensamentos. Ele vai até o corredor certo, escolhe o teste de gravidez mais barato e passa pelo caixa. Eles não estão em condições de gastar com alarmes falsos. Tendo pago, ele caminha de volta para casa. Ao abrir a porta, ele ouve:

                - Você não vai me obrigar a fazer isso.

                - Deixa de ser chata e faz o teste. Aí eu paro de te encher o saco. - Ele diz, entregando a sacola da farmácia.

                - Tá. - Ela diz, ainda que não concorde completamente.

                Algum tempo depois eles têm o resultado. Dois risquinhos, ele estava certo. Ela ainda teria que confirmar através de um exame no hospital, mas sim, ela estava grávida.

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                O telefone toca na mesa de Eduardo. Ele atende e uma moça logo cospe muitas informações sobre ele. Sem prestar atenção na metade, ele pede a ela que repita. A moça se diz ser da secretaria do colégio e avisa que seu filho está de recuperação na escola.

                - Recuperação? Em matemática? Qual dos filhos? Eu tenho dois. - Ele diz, meio sem paciência, por ter coisas mais importantes pra fazer.

                - O do terceiro ano do fundamental. - Ela responde.

                - Os dois são do terceiro ano do fundamental. - Ele insiste, já respondendo um email enquanto fala com a secretária.

                - Ah sim, os gêmeos... - Ele ouve ela dizer, ainda que não tenha sido para ele. - O Mateus, senhor Eisinger.

                - Claro. - Ele concorda, com “senhor Eisinger” ecoando em seus ouvidos. - Eu vou tomar as providências.

                - O senhor precisa trazê-lo dia 16 para fazer a recuperação. - Ela conclui.

                - Dia 16? De dezembro?

                - Sim senhor, precisamos fechar as notas o quanto antes.

                - E se eu já tiver outro compromisso marcado? - Ele pergunta, pensando na viagem que está marcada há meses.

                - O senhor pode remarcar a prova para o dia seguinte, mediante comprovação médica.

Ao ouvir aquilo ele vê as férias indo embora pela janela por conta de uma recuperação... Ele pressiona as têmporas com as pontas dos dedos e continua a conversa.

                - Certo, estaremos aí dia 16. - E então desliga o telefone, antes que a mulher possa dizer mais alguma coisa.

                No instante seguinte ele telefona para sua secretária sobre mudar a viagem, sendo retornado pouco tempo depois, sobre a impossibilidade de mudar a viagem tão encima da hora na alta temporada. Eles também não receberão nenhum reembolso. Rapidamente ele liga para Mônica.  Depois de falar com a secretária e de esperar que ela possa atender, ele repassa o ocorrido.

                - Nossas férias... - Ela fala, num tom desanimado.

                - Eu vou mata-lo. - Ele responde.

                - Não vai não, ele é seu filhinho favorito. - Ela acusa. - E não adianta negar não, eu sei que você prefere o Mateus ao Marcos.

                - E você prefere o Marcos. - Ele rebate.

                - Acho que somos péssimos pais por termos favoritos. - Ela diz, suspirando.

                - Com pais como os nossos, como poderia ser diferente disso? - Ele indaga, desligando o celular, que toca insistentemente, para dar atenção a ela pelo telefone.

                - Justo... - Ela diz. Ele consegue ouvir o barulho dela se mexendo do outro lado da linha. - Não é o fim do mundo, já estivemos em situações bem piores.

                - Como quando eles nasceram... - Ele se lembra de como foi difícil equilibrar o orçamento com dois bebês em casa, fora o cansaço de se ter gêmeos. - Vamos ter que mudar os planos. Onde vamos passar as festas?

                 - Não quero ir pra casa dos seus pais. - Ela diz. - Me desculpe, mas eles são muito chatos.

                - Eu tenho que concordar. Vamos passar com seu irmão. - Ele sugere.

                - Eles vão viajar.

                - Que inveja. - Ele diz, apoiando a cabeça no punho fechado.

                - Acho que ficaremos em casa esse ano.

                - E o que tem de mal nisso? - Ela diz. - Um dos nossos melhores natais foi em casa, com os meninos brincando e um frango queimado. Me lembre de nunca mais te deixar cozinhar.

                - Não precisa, você nunca vai esquecer.

                - Você tem razão. - Ela ri.

Por um segundo, parece que ambos voltaram aos anos iniciais de seu relacionamento e o clima fica mais leve com as memórias que vêm à tona. Eles conversam por horas, até se darem conta de que deviam estar trabalhando.  Dando o resto do dia de trabalho como perdido, eles saem mais cedo e resolvem se encontrar na mesma cafeteria de tantos anos atrás. A senhora se foi, dando lugar à simpática esposa do rapaz, que ainda se lembra de Mônica. A nostalgia os faz esquecer a viagem, o filho de recuperação, as contas a pagar, o fato de não irem nos pais dele há anos e se lembrar de como realmente são, um casal que se completa que nem feijão com arroz.

E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?



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