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História Edward Scissorhands: A New Chance - Capítulo 8


Escrita por: dxcaprio

Notas do Autor


Helloo sweeties ❤
Como estão? Espero que muito bem <3
Trouxe mais um cap pra vocês! Aliás, muito obrigada pelos favs ❤
Espero que gostem ^^
Boa leitura! ♥

Capítulo 8 - Morning on the Lake


Fanfic / Fanfiction Edward Scissorhands: A New Chance - Capítulo 8 - Morning on the Lake

 

 

A família Boggs passou a noite perfeitamente bem, pronta para um novo dia. Pela manhã, Bill foi o primeiro a levantar, tomando café rapidamente e indo para seu trabalho. Em seguida, Peg levantou-se junto de Kevin, logo preparando o café do menino para que ele pudesse ir para a escola. Não demorou muito para que Susan e Jeremy também levantassem.

Peg estava na cozinha arrumando algumas coisas e pensando sobre a vida, quando o casal apareceu.

— Bom dia, Peg! — falou Susan radiante.

— Ah, bom dia Susan e Jeremy! Como passaram a noite? — perguntou.

— Perfeitamente bem. Há tempos não descansávamos tanto. — falou Jeremy.

— Fico feliz em ouvir isso. — disse Peg com um sorriso gentil no rosto.

Em seguida todos começaram a tomar seu café também, degustando do bolo de cenoura que sobrou da sobremesa. Alguns minutos depois chegou a hora de Kim levantar.

A garota sentou-se na cama ainda coberta, espreguiçando e retirando as cobertas de cima de si. Levantou e foi até a penteadeira, penteando os fios loiros com calma e passando as mãos pelo rosto na tentativa de acordar de vez. Abriu a porta do quarto para ir até o banheiro fazer suas higienes, e deu de cara com um jovem confuso e meio assustado com a ação da garota.

Michael vestia apenas um short de dormir e mais nada, o que fazia com que seu peitoral ficasse totalmente exposto.

— Ah, me desculpe... Você quer usar primeiro? — falou o garoto passando a mão pelos cabelos bagunçados.

— Não, pode usar antes. — falou simplesmente.

O garoto sorriu bobo ao perceber que Kim estava levemente corada, provavelmente por vê-lo daquela maneira. Porém, a garota não ligou e seguiu para a cozinha.

Ao adentrar a mesma, Kim avistou Susan, Jeremy e Peg saboreando o café da manhã.

— Bom dia, pessoal. — disse a garota amigavelmente.

— Bom dia meu amor, dormiu bem? — perguntou Peg.

— Muito bem mãe. — respondeu.

— Posso falar com você um segundo? — disse Peg levantando e indo em direção à filha. Kim concordou e as duas foram para a sala. — Pretende fazer algo durante a manhã, meu bem?

— Acho que não. Porque? — perguntou a menina.

— Quero que saia um pouco com Michael, acho que ele gostaria de conhecer um pouco a cidade já que raramente pode vir. E também seria uma boa chance de vocês se conhecerem melhor e serem bons amigos. — disse a mulher. Kim por sua vez revirou os olhos, não estava afim de sair de casa e muito menos com Michael.

— Mãe, não sei se é uma boa ideia. — falou.

— Por favor, querida. Apenas tente. — pediu carinhosamente — Se não der certo e vocês não se entenderem, podem voltar pra casa.

Kim pensou sobre o assunto relutantemente, afinal não queria ter que fazer isso. Porém, gostava de ajudar a mãe e lembrava de que a mesma sempre estava ao seu lado lhe dando apoio. Seria bom fazer algo que a ajudasse, já que a mulher tinha outras intenções ao pedir que Kim saísse com Michael. Peg planejava ficar sozinha com Susan, para que ela pudesse lhe contar com calma as coisas que andam lhe deixando tristonha, e para isso era preciso que Michael e Jeremy saíssem.

— Tudo bem, mãe. Mas antes eu vou tomar café. — disse Kim.

— Obrigada, querida. Olhe, tem bolo de cenoura e café feito agora mesmo. — indicou Peg abraçando a menina de lado.

Kim comeu calmamente, enquanto Peg avisava Michael que a menina o levaria para passear pela cidade durante a manhã. O garoto andou de volta para o quarto de Kevin, vasculhando sua mochila e procurando uma roupa agradável. Após vestir algo de seu gosto, ajeitou o cabelo que antes estava bagunçado e então foi para a cozinha.

— Bom dia, filho. — falaram Jeremy e Susan.

— Bom dia, gente. — respondeu sentando-se em uma das cadeiras.

— Sirva-se Michael. — pediu Peg.

Michael começou a cortar um pedaço do bolo, logo depois enchendo também sua xícara com café. A família permaneceu conversando e tomando o café, enquanto Kim pode finalmente fazer suas higienes.

A mais nova andou de volta para o quarto, abrindo seu armário e procurando por uma roupa que também lhe fosse agradável, escolhendo por fim uma regata branca levemente justa ao corpo, acompanhada de uma calça simples jeans e calçados baixos. Separou a roupa sob a cama e foi para o banheiro, ligando o chuveiro numa temperatura morna e entrando embaixo do mesmo em seguida.

Assim que terminou enrolou-se em uma toalha, fazendo suas outras higienes e voltando para o quarto. Vestiu a roupa e ajeitou o cabelo em frente a penteadeira, podendo ir finalmente para o passeio.

Quando chegou na sala avistou o garoto sentado no sofá, aguardando para que pudessem sair.

— Vamos? — convidou Kim.

— Claro! — respondeu Michael. — Onde pretende me levar?

— Em algum lugar que você tenha interesse. — iniciou Kim enquanto saíam pela porta — Vejamos, eu mal te conheço, então precisa me dizer que tipo de lugar gosta.

— Gosto dos mais agradáveis, mais simples e com ar de natureza sabe? — perguntou fazendo com que Kim concordasse. — Na verdade tenho uma ideia de lugar, estive por lá ontem.

— Mas aí não conta, preciso te levar em algum lugar que você ainda não tenha visto. — falou Kim.

— Eu sei, mas... Podemos fazer isso outro dia, sei lá. Eu quero ficar um tempo apreciando o lugar, aproveitando que estou longe da cidade grande. E aquele me parecia um lugar magnífico. — disse o menino.

Kim revirou os olhos levemente, pois já não estava totalmente de acordo em sair com Michael, e agora precisaria ir onde ele quisesse.

— Certo, então me diga onde é esse lugar que você gostou. — falou Kim.

— Ah, fica logo ali. — disse apontando o braço para a direita indicando que o lugar ficava no final na rua e fazendo com que o coração de Kim quase saísse pela boca. — Sabe aquela mansão enorme e escura no final da rua?

— O que tem ela? — perguntou Kim num tom aflito, fazendo com que Michael notasse o seu nervosismo.

— É por ali que quero ir... — disse simplesmente.

Kim nem sabia exatamente o que fazer, mas jamais poderia deixar que o garoto entrasse lá. “Não pode ser” pensava. Mas o que poderia fazer ela? Atacá-lo e impedir que entrasse, causando uma extrema confusão? Ou...

— Você não pode ir até lá! — disse quase como um grito. O garoto imediatamente assumiu uma expressão confusa, não estava entendendo absolutamente nada mas ao mesmo tempo percebia o quanto a menina estava nervosa.

— Porque não? — perguntou.

— Er... Porque pode ser perigoso. — falou Kim arrancando um riso do garoto.

— Okay. — falou entre sorrisos. — De qualquer forma, eu não pretendia ir até lá.

— Não?! — perguntou Kim agora totalmente confusa. “Droga! Porque não fiquei quieta?”

— Não. Eu estava falando do lago que tem logo ali, ao lado do final da rua. — disse Michael com calma, fazendo Kim suspirar de alívio.

— Ah, tá. — concluiu Kim.

— Não sei qual seu problema com a mansão, mas pode deixar que vou ficar longe dela. — falou o menino indo em direção à calçada, em seguida sendo acompanho por Kim.

Conforme os dois andavam em direção ao final na rua, mais nítida ficava a imagem da enorme mansão. O coração de Kim começava a bater mais forte, quase podendo ser ouvido através do peito. Sua respiração ia ficando alterada quanto mais perto ficavam do lugar, e já era inevitável esconder o nervosismo. Por sua sorte, Michael andava em sua frente apressado, podendo ouvir apenas os seus próprios passos e fazendo com que a menina agradecesse por ele não perceber o seu estado de nervoso, ao estar perto da grande mansão.

Depois de mais alguns minutos os dois finalmente chegaram até o lago, ainda tendo uma vista bastante próxima da mansão. Michael retirou os sapatos e sentou-se na grama quente pelo sol, mergulhando seus pés dentro da água e jogando sua cabeça para trás.

— Isso é muito relaxante, eu devia vir mais vezes. — falava o menino aproveitando o momento.

— É, realmente é. — disse Kim ainda em pé, ao lado de Michael na esperança de que ele desistisse de ficar ali e fossem para outro lugar. Porém, esperança por água abaixo.

— Senta aí, acho que você precisa relaxar. — disse Michael totalmente confortável na grama.

— Melhor não, ainda temos bastante tempo antes do almoço, podemos ir para outro lugar. — tentou convencer o garoto.

Michael levantou sua cabeça novamente, em seguida inclinando em direção à garota.

— Qual seu problema com esse lugar? — perguntou interessado.

— Problema nenhum, apenas não estou afim de ficar aqui. — respondeu Kim rudemente.

Michael revirou os olhos e voltou a questiona-la.

— Mas você nem tentou... Olha, senta na grama e põe os pés dentro da água. É maravilhoso, uma das melhores sensações. — pediu.

Kim ficou relutante no início, mas em seguida resolveu dar uma chance ao pedido do menino. Retirou os calçados com cuidado, logo sentando na grama e mergulhando os pés na água. Sentiu uma sensação indescritível, a água estava numa temperatura morna e ao mesmo tempo fria, o que fazia uma combinação maravilhosa.

— É muito bom mesmo. — falou com calma arrancando um sorriso vitorioso de Michael.

— Agora, fecha os olhos e joga sua cabeça para trás ignorando totalmente o sol. — indiciou Michael.

— Quer que eu fique cega? — ironizou Kim.

— Confia em mim. — pediu novamente o garoto fazendo com que Kim soltasse uma gargalhada.

— Porque eu deveria confiar em você? Nos conhecemos há apenas algumas horas e você já quer que eu confie em você? — falou Kim com deboche fazendo Michael revirar os olhos.

— Por favor, apenas tenta. Se não gostar, prometo que vamos embora. — pediu.

Kim bufou irritada e cedeu ao pedido, inclinando sua cabeça para trás e fechando os olhos. “Por incrível que pareça, isso é bom.” pensou, em seguida sentindo uma incrível sensação de paz interior e seu corpo relaxando devagarinho.

— E então, o que achou? Vamos ter que ir embora ou você finalmente entendeu o quanto isso é relaxante? — perguntou Michael com um riso leve.

— Isso é bom sim, acho que podemos ficar mais um tempo. — falou Kim ainda na mesma posição.

Os dois suspiravam com o sentimento de relaxamento que sentiam, demonstrando uma imensa paz.

— Fazia tempo que eu não sentia isso. — desabafou o garoto.

— É, eu também. — disse Kim. — E porque ficou tanto tempo?

— Ah... São muitos problemas. Coisas que me tiram do meu eu interior, me tiram a paz. — falou Michael abrindo os olhos e voltando sua cabeça para a frente.

— Quer me contar? — perguntou Kim também abrindo os olhos e levantando sua cabeça.

— Melhor não... — disse baixo.

— Ah, vamos lá. Confiei em você, agora confie em mim também. — pediu Kim.

Michael pensou relutantemente sobre se deveria ou não desabafar com a garota, afinal como ela mesma havia dito, eles se conheciam apenas há algumas horas e também ele não gostaria de logo contar seus problemas. Porém, sentia uma segurança enorme em Kim, como se a conhecesse há anos e ela lhe passasse uma paz muito grande, o que lhe fazia tomar coragem para que contasse o que lhe afligia.

— Tudo bem... Mas eu quero começar desde o início, assim a gente se conhece melhor e eu posso te contar. Então, vamos começar do zero. — sugeriu. Kim assentiu com a cabeça e começou a prestar atenção. — Meu nome é Michael Mitchell, tenho dezessete anos e sou de Lakeland. Eu sempre fui muito de me meter em confusões, seja por qualquer tipo de interesse, lá estava eu. Eu nunca fui um filho exemplar, nunca tive as melhores notas, nunca tive as melhores amizades e consequentemente, não tive as melhores namoradas. Eu tive algumas namoradas, todas com apenas um tipo de poder, despertar aquele sentimento que eu já estava cansado. Eu queria sentir algo diferente, algo intenso e que me tirasse do chão, que me deixasse louco e fizesse cometer as coisas mais insanas que nunca cometi antes. Até que isso aconteceu, quando apareceu Katie. Katie foi o único amor da minha vida sabe, eu jamais pensei em amar alguém tanto como eu amei aquela menina, e isso foi o suficiente para que eu confiasse tudo à ela, principalmente minha confiança. Eu esperava apenas o melhor dela, acreditava que ela gostasse mesmo de mim tanto quanto eu dela... Mas eu estava errado. E eu percebi isso quando a vi beijando o capitão do time, da minha escola. Aquilo me deixou sem chão, de um jeito que eu nem sei explicar. Eu nunca fui um cara de ficar na pior por causa de uma garota, mas ela conseguiu. Hoje eu ainda tento superar, e essa foi uma das razões pela qual minha família quis tirar um tempo por aqui. Acho que jamais meu coração vai bater da mesma forma por alguém como batia por ela.

Michael desabafava vagarosamente, com calma. Kim observava cada passo da história, cada vez se identificando mais com o sentimento que o menino dizia sentir. Sentia seu coração despedaçado também, pelo fato de jamais poder voltar atrás de seu amor e viver com ele.

— Isso foi muito intenso, e eu entendo o que sente. — disse a garota.

— Entende? — perguntou Michael.

— Sim... Eu sei como é estar com o coração dessa maneira e não poder fazer nada para mudar a situação. — dizia Kim vez ou outra observando o seu lado, que estava a mansão.

Michael suspiros frustrado e voltou a observar a água.

— E você, não vai me contar? — perguntou o menino. Kim ficou desentendida, pois não sabia do que o mesmo estava falando.

— Contar o que? — falou.

— Quando eu disse que tinha um tempo que não fazia isso, você disse “É, eu também.” — lembrou-a — Então?

Kim sentiu seu rosto ferver novamente de nervosismo, sabia que devia retribuir a confiança mas não conseguia contar isso ao menino ainda.

— Acho melhor irmos embora, Michael. — disse Kim levantando e vestindo seus calçados novamente.

— Calma, espera... Porque você não me conta? — pediu o garoto levantando e vestindo também os seus calçados.

— Talvez outra hora. — respondeu simplesmente e começou a andar. Michael bufou frustrado e decidiu seguir a menina, afinal não queria forçá-la a falar nada.

 


Notas Finais


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