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História Efeito borboleta - Capítulo 11


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Notas do Autor


OI ME DESCULPEM A DEMORA EU AMO VOCÊS NÃO ME MATEEEM

OLHA ESSE CAPÍTULO EH UM DOS MEUS PREFERIDOS PQ ELE TEM O MELIODAS E REVIRAVOLTAS CHOCANTES OK

DESCULPA OS ERROS EU NÃO TIVE TEMPO DE CORRIGIR AAAAA ESPERO VOCÊS NOS COMENTÁRIOS

Capítulo 11 - Falso e verdadeiro


 

Com um suspiro longo, Elizabeth finalmente empurrou a porta que era o único empecilho que a mantinha do lado de fora, e agora, do lado de dentro, ela permitiu-se olhar ao redor e suspirar o ar gelado que circulava ali dentro. O restaurante retrô e moderno eram uma combinação estranha ao mesmo tempo, com contrastes que lhe davam a semelhança de ser algo dos anos oitenta, mas ao mesmo tempo com tudo moderno para se perceber ser do século 21.

 

Ela correu os olhos pelos local mais uma vez e apertou entre seus dedos o casaco azul que usava, soltando uma lufada de ar pelo nariz assim que notou a cabeleira loira de costas para si.

 

Ela deu um sorriso fraco e se aproximou a passou lentos, hesitando em sentar-se no momento em que parou em sua frente. Ele então, que mantinha a cabeça baixa, parecendo estar focado em alguma coisa no celular, fazendo com que seus fios dourados cobrissem seus olhos, acabou por levantar o olhar ao notar a silhueta feminina em sua frente.

 

— Elizabeth? — Ele perguntou erguendo uma das sobrancelhas finas e claras, sorrindo em reposta quando viu a platinada aquiescer em confirmação. — Senta aí, por favor. — Indicou o banco a sua frente. 

 

Elizabeth sentou-se, sentindo suas pernas tremerem e as mãos suarem frio, pousou sua bolsa delicadamente na cadeira ao lado e olhou de forma tímida para o rapaz loiro a sua frente.

 

Ele era exatamente como se descrevera no decorrer dos dias em que estiveram conversando e se conhecendo um pouco. Que apesar dos seus 25 anos, Meliodas era alguém que se considerava mais jovem do que sua idade podia permitir, o moletom preto e a calça jeans davam a ele o aspecto que ele tanto falava, alguém despojado e livre.

 

Além das pequenas tatuagens que notou discretamente em seu pescoço, Meliodas era alguém diferente e podia perfeitamente se apaixonar por ele em outra ocasião, se não existisse o "e se".

 

— Eu já pedi pra mim e pra você, sugestão do chefe. — Ele sorriu abertamente e Elizabeth achou adorável a ação dele, não mantendo nenhuma objeção sobre o pedido.

 

Ele batucou os dedos compridos no batente da mesa e fez um bico nos lábios enquanto a olhava por baixo dos óculos redondos que ele usava, que o deixavam mais bonito ainda, levando em conta que o havia visto apenas por fotos e em todas elas ele não usava a armação.

 

— Então, Elizabeth... — Ele a olhou e Elizabeth teve vontade de rir pela cara despreocupada que ele fazia, tentando de alguma forma iniciar uma conversa com ela.

 

— Meliodas... — O incentivou a falar com um sorriso no rosto e gesticulando calmamente com as mãos, fazendo-o rir.

 

— Pelo que você me contou, somos mais parecidos do que pensamos. — Ele afastou-se e recostou-se na cadeira quando o garçom apareceu com seus pedidos.

 

— Obrigada. — Ela respondeu dando um sorriso doce ao rapaz, que curvou-se em reposta e partiu. Ela olhou novamente para Meliodas, que parecia atento a cada gesto seu. — Sim, acho que a coisa mais inusitada que nos liga talvez seja que somos uma peça não encaixada nesse mundo, como se fôssemos um... um

 

— Um erro na matrix. — Responderam juntos.

 

— É, eu sei. — Ele riu balançando a cabeça para os lados, sendo acompanhado por Elizabeth, que já saboreava o almoço recém chegado. — Mas sabe, eu já estou nessa tem alguns anos, acabei me acostumando e não diria que é de todo um mau. — Deu de ombros. — Tem seus lados positivos.

 

Elizabeth o analisou com o olhar e limpou a boca com o guardanapo que estava perto de si. — E quais seriam esses pontos positivos? 

 

Ele a olhou com o canudo na boca e engoliu restante do suco antes de lhe responder.

 

— Eu sempre acreditei que eu não merecia alguém, que alguma coisa de errada tinha comigo para não receber essa tal benção que é ter uma alma gêmea, e eu sempre me diminui por isso, mas acho que tantos anos de experiências e vivências reais sobre isso, eu acabei descobrindo coisas novas, eu acabei aprendendo a me amar mais e a entender que eu não preciso de alguém para me completar, eu sou completo para mim mesmo, claro que seria legal ter alguém que você sabe que seria para toda a vida, mas não é o fim do mundo, Elizabeth, é isso que eu quero dizer. 

 

Ela o encarou e suspirou, era exatamente como Harlequin havia dito, talvez ela precisasse mesmo conhecer outras pessoas, novas experiências, pois Meliodas estava aos poucos, abrindo seus olhos para certas coisas.

 

— Você é sábio no assunto. — Ela entrelaçou os dedos em seu colo e viu quando ele gargalhou divertido.

 

— Não, não é isso, mas você não precisa de alguém, quando você tem a si mesma, isso é o mais importante, se fosse para se ter alguém, não seria para se completar, porque você já é completa, só precisa descobrir isso. — Ele pigarreou. — E não é como se eu não me relacionasse com ninguém, sabe, tem outras pessoas que nem nós. — Sorriu docemente, tentando passar conforto para a platinada.

 

— É, talvez você tenha razão. 

 

Eles sorriram um para o outro, sem perceberem que eram observados s alguns passos dali.

 

— Elizabeth? 

 

A voz a fez arregalar os olhos, que se não estivesse acabado de engolir a comida, teria se engasgado na hora. 

 

— Zeldris? — O olhou estagnada e com o cenho franzido. 

 

Sentia suas mãos suarem frio com o olhar apreensivo enquanto intercalava o olhar com Meliodas, que olhava confuso a cena. Esse que também encarava Zeldris parado diante de sua mesa.

 

— O que você tá fazendo aqui? Quem é ele? 

 

Elizabeth não soube responder, sua boca fechava e abria várias vezes, com um olhar perdido, enquanto via os olhos verdes de Zeldris brilharem em algo desconhecido, junto as linhas tensionadas de seu rosto, ele estava nervoso. 

 

Ela olhou para Meliodas pedindo ajudada, que pigarreou e apressou-se para remediar a situação.

 

— Eu sou o Meliodas. — Ele acenou com a cabeça e Zeldris o encarou indecifrável.

 

— Eu falei com ela. — Curto e grosso.

 

— Zeldris, querido... — Elizabeth ficou mais nervosa ainda quando viu Gelda se aproximar, com o vestido negro colado cobrindo seu corpo até o tornozelo, segurando uma sacola que deduziu ser do restaurante com alguma comida dentro. Ela a encarou e deu um sorriso mínimo em sua direção. — Já peguei nossos pedidos. — Ela olhou em direção ao noivo. — Vamos? 

 

Mas ele nem se mexeu, continuava focado na ex melhor amiga, enquanto a mesma mantinha a cabeça baixa e mordia o lábio inferior violentamente.

 

— Elizabeth, me responde, quem é ele? 

 

Elizabeth o olhou e massageou a têmpora de forma nervosa.

 

— Ela não te deve satisfação! — Meliodas respondeu ríspido e de braços cruzados.

 

— Eu já falei pra você não se intrometer! — Ele grunhiu e apontou em direção ao loiro.

 

Gelda que olhava tudo perdida, olhou em direção ao loiro sentado à frente de Elizabeth, engolindo em seco, segurou o ombro do noivo. — Acho melhor irmos.

 

— Zeldris, vai embora, por favor. — Elizabeth pediu, dessa vez, olhando-o diretamente nos olhos, transmitindo toda a mágoa guardada.

 

Ele arfou e vacilou o olhar quando notou as orbes azuis o fitando de forma entristecida, ele bufou e virou as costas, saindo do restaurante sem olhar para trás, deixando os três estáticos.

 

As pessoas que olhavam ao redor pareceram esquecê-los a medida em que as coisas ficaram mais calmas.

 

— Me desculpem por isso. — Gelda sussurrou dando uma última olhada na platinada e no loiro, franzido o cenho em confusão quando virou as costas e saiu por onde o moreno havia saído.

 

— Porra. — Meliodas disse, chamando a atenção de Elizabeth. — Era ele? O cara que você me falou? 

 

— Era. — Elizabeth suspirou e relaxou os ombros, largando os talheres no prato, perdendo a vontade de comer. — Aquela do lado dele era a noiva dele.

 

Meliodas aquiesceu e passou a destra em seu cabelo, bagunçando-os.

 

— Eu conheço ela. — Disse, tendo a atenção de Elizabeth para si. — Quer dizer, não conheço, eu apenas a vi uma vez e a reconheci agora, foi uma vez no aeroporto, ela parecia apressada e eu ajudei ela quando derrubou uns papéis. — Deu de ombros. — Só isso.

 

— Entendo. — Ela murmurou. — Eu preciso superar logo isso, eles vão casar daqui uns meses.

 

— Acho que é o melhor a se fazer. — Suspirou e olhou para o garçom pedindo a conta. — Mas ele me parecia com ciúmes.

 

Elizabeth riu e negou. — Não... — Deu de ombros. — Talvez porque ele viu que possivelmente está perdendo o posto dele de melhor amigo. 

 

— Isso me parece um cargo importante. — Respondeu rindo. — Mas ainda acho que não é isso. — Cantarolou a olhando de canto. 

 

— Não viaja. — Ela respondeu sem olhá-lo, enquanto escutava a risada contagiante do mesmo, olhou ao redor e viu duas pessoas sorrindo enquanto mostravam uma para a outra suas marcas, bem em cima do ombros.

 

Ela teve uma ideia e sorriu para si. — Ei, como é a sua marca? 

 

Ele fez uma careta e puxou o moletom por sua cabeça, fazendo seu óculos cair em seu colo.

 

— Ela é bem comum, a cor. — Puxou a manga da camiseta também preta sob o olhar atento de Elizabeth, que rapidamente desviou o olhar para puxar a manga da sua.

 

— A minha não é tão comum, eu te disse que era prateada, olha só. — Ela sorriu e mostrou o ombro levemente desnudo.

 

Porém, sua mão deslizou e caiu em cima da mesa a medida em que via a marca de Meliodas. 

 

— Elizabeth, tá tudo bem? — Ele perguntou quando viu o rosto da platinada mudar e ficar pálido.

 

Ela ainda de olhos arregalados puxou o celular de dentro da bolsa e começou a procurar freneticamente por algo que Meliodas não sabia o que era. 

 

— Elizabeth? — Questionou confuso quando ela lhe mostrou o celular afoita e de forma nervosa.

 

Ele pegou o aparelho e arqueou as sobrancelhas em confusão. 

 

— Por que você tem uma foto da minha marca, eu nunca te mandei ela. — Ele analisou melhor a foto. — Realmente é minha marca, não muda nada.

 

— Porque essa é a marca do Zeldris, Meliodas. — Ela agarrou os fios claros de sua nuca e os puxou de forma nervosa. 

 

— I-isso é impossível, só duas pessoas podem ter a mesma marca, ele e a noiva dele já possuem. — Ele arregalou os olhos e continuou a olhar para aquela foto, ele diria que era seu ombro e sua marca se Elizabeth não tivesse confirmado ser a de Zeldris.

 

 

— Vocês tem a merda da mesma marca.

 


Notas Finais


Oiiii


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