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História Efeito colateral. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Sim, depois de tantos séculos, CÁ ESTOU COM ATUALIZAÇÃO. eu admito que não tenho certeza de que gostei desse capítulo? eu achei ele meio parado no início e super apressado do meio pro final. ainda assim, fiquem com essa coisinha (não tão) linda!

boa leitura <3

Capítulo 2 - .fone de ouvido


Luzes. Muitas, tantas que ele não conseguiria contar mesmo se tentasse — mesmo se estivesse em condições de poder se concentrar em qualquer coisa que não fossem essas luzes. Malditas, ainda que coloridas, também eram transparentes. E cobriam toda a visão de Klaus, por onde quer que seus olhos seguissem, tudo era tão vividamente colorido e barulhento. Tão familiar que, na verdade, esse tipo de cenário era uma das poucas coisas de Klaus tinha certeza na vida.


De que tudo seria assim: a música alta, as luzes, os corpos que esbarravam uns nos outros, o álcool; a droga.


Seu próprio corpo se movia de um lado para o outro, os quadris balançando, a cabeça alta (totalmente perdida em meio às nuvens), apenas deixando-se ser levado pela música, seguindo o próprio ritmo de um jeito que era tão Klaus. Impróprio, quase um tabu, mas que atraía a todos como uma luz em meio à floresta, rodeada por pequenos insetos. Poderia ser facilmente descrito numa poesia, mas ele duvidava que qualquer prosa se adequasse.


E sentado no bar, com os olhos presos na figura esguia e dançante, estava Deus, em toda sua grandíssima glória, virando outro pequeno shot, em dúvida se devia ser assim. Claro, em sua mente, a cena toda era descrita de uma forma poética, que não exatamente combinava com Klaus. O rapaz via os mortos, convocava-os. Ele devia ser sombrio, sinistro, triste. Não poético, e isso deixava Chuck frustado — aparentemente, essa era a única sensação que conseguia sentir, quando se tratava desse bendito universo. Se perguntava quantos shots a mais teria que tomar até estar ébrio o suficiente para entender o porquê de ter começado com aquilo, com as 43 crianças e toda essa história estranha.


Talvez a culpa fosse daquele cantor lá, que conheceu uma vez, a banda era muito boa, mas o próprio integrante sempre havia sonhado em criar quadrinhos; Chuck o fez um pequeno favor. Mas, bem, essa história não vinha ao caso. A questão, era que a outra peça essencial do plano estava atrasada. E Deus não aguentava mais olhar para o próprio relógio e ver a velocidade com que os minutos se passavam — claro, ele sempre poderia congelar o tempo até que o bendito chegasse, mas aí, qual seria a graça? Foi por estar tão perdido em pensamentos dessa forma, que acabou não notando quando Klaus sumiu de sua visão.


"Perfeito", pensou consigo mesmo, "Agora virei babá".


Ele não parou para pensar no quão irônico isso era, afinal, Chuck era Deus. A figura pela qual diversas pessoas ao redor de todo o mundo pediam proteção, alento e respostas. Aparentemente, haviam coisas mais preocupantes do que vidas que não o interessavam, e uma dessas coisas era encontrar Klaus e garantir que tudo desse certo.


Levantando-se do bar, e levando um segundo para retirar todo o álcool em seu sistema divino, Chuck se perguntou onde o rapaz poderia estar. "Se eu fosse um fodido na vida, viciado em todo tipo de drogas, no meio de uma rave, onde eu iria?", perguntou para si mesmo, não necessariamente precisando responder essa questão, afinal, com um simples piscar de olhos humanos, ele estava do lado de fora da rave, num canto tão escuro que até mesmo Deus — a "Luz" — precisou forçar a visão para enxergar o que acontecia.


E pelo seu amor próprio, como ele se arrependia de tê-lo feito. Ali estava Klaus, e isso era mais que óbvio, sua figura alta e magra, sempre usando aquelas calças tão apertadas e sufocantes, estava claramente ali, agachada e em posição fetal, pateticamente tentando se defender de um trio bizarro de imbecis que o espacavam com um ódio quase tangível. Mesmo para Deus, a cena foi perturbadora; não importava quantas vidas ou personas Chuck vivesse, a fúria cruel dos seres humanos sempre o chocaria.


Com a cabeça ameaçando uma enxaqueca nada divina, uma ideia se formou lentamente na maquiavélica mente de Chuck e, ao piscar, ele estava no final da rua onde se situava a rave, apenas alguns metros de distância do beco sombrio. Ao seu lado, a pessoa calma e confiante que caminhava lentamente, tinha os ouvidos ocupados por um maldito fone. Claro, Deus amava música, mas este era um momento de pequenos milagres, não é?


— Que porra? — e num segundo, Ben se perguntava como caralhos o seu fone simplesmente parou de pegar um dos lados. — Isso só pode ser brincadeira, não é possível.


O rapaz praguejava baixinho, ofendendo todas as divindades possíveis por terem tirado um dos lados de seu precioso fone de funcionamento. Chuck quase se sentiu culpado por isso: era quase torturante ver um dos lados do fone simplesmente morrer, até mesmo ele sabia disso. Até então, a lembrança de Klaus apanhando no beco quase havia fugido de sua memória, mas um grito desesperado de dor atraiu não só sua atenção, como a de Ben, que correu em direção ao beco, sem pensar duas vezes.


Com um sorrisinho pra lá de malévolo, Chuck encostou-se na entrada do beco, observando como Ben corria para o trio, os tentáculos escapando de seu abdômen voando para os pescoços e troncos dos homens. Não houve morte alguma, mas jogado no chão, quase desacordado, Klaus se questionava se, pela primeira vez, alguém poderia ser seu herói — sem que ele carregasse o peso de usar uma capa.


[...]


— Ei, calma aí — a voz do rapaz era baixa, quase um sussurro, e Klaus sentia que estava sendo segurado. Demorou algum tempo para a consciência finalmente retornar de vez. Isso resultou na sua posição de alerta, sentando-se repentinamente, o que o trouxe uma tontura infernal e assustou o homem que o olhava surpreso.


"Meu eu, quando foi que tornei isso um romance clichê?", Chuck, sentado no outro lado da sala, se questionou, não desviando os olhos da cena por um segundo sequer.


— Eu acho que falei para você ter calma, não? — a ironia do homem atraiu Klaus, e ele se pegou olhando, finalmente, para o rapaz.


Sua sobrancelha se ergueu para o alto e um sorrisinho lentamente tomou seu rosto machucado: moreno, alto (mas ainda menor que si mesmo), asiático, forte, gostoso e com uma voz que causava algumas coisas em seu corpo. O homem logo notou que estava sendo analisado e passou a imitar o ato de Klaus, com os lábios crispados: exageradamente alto, muito pálido e tão magro que seu instinto o dizia para enfiar o máximo de alimento possível naquele corpo, diversos machucados e olhos vermelhos e nublados, claramente mais pra lá do que pra cá.


— E qual seria seu nome, lindo anjo? — foi a frase inteligente de Klaus, que rapidamente percebeu como isso era repentino: ele nem mesmo havia se apresentado, ainda. — Eu sou Klaus Hargreeves, e o prazer pode ser todo seu.


O homem riu, os olhos brilhando com uma alegria presunçosa: — Ben, mas só Ben — respondeu, ainda tentando aprender o máximo possível sobre os detalhes daquele rapaz que havia salvo. — Hargreeves? Eu acho que já ouvi esse nome.


Klaus bufou, é claro que o moreno-alto-gostoso-dos-sonhos também seria um nerd, não é? 


— Talvez você se lembre de meu nada querido papai — começou a dizer, jogando-se para trás, já não tão interessado no flerte. Chuck quase gargalhou ao ver a dúvida nos olhos do asiático. — Reginald Babaca Hargreeves, conhece?


Os olhos de Ben se arregalaram e sua boca se transformou num 'O' perfeito. Agora as coisas poderiam começar a ficar interessantes o suficiente para que Deus não quisesse apagar esse tedioso universo, não é? 


— Perai, você é uma das seis crianças? — o choque em seu tom deixou Klaus desconfiado: seria Ben um daqueles fãs obsessivos? — Oh meu Deus, eu conheço você!


Chuck sorriu ao ser citado, seus lábios moldando um de seus sorrisos que praticamente gritavam "sim, eu sou um babaca". As coisas, definitivamente, iam começar a ficar mais legais daqui pra frente.



Notas Finais


segunda temporada chegando e eu pretendo trazer atualizações mais rápidas, EU JURO.


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