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História Efeito Kalimann - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Capítulo 14





Na segunda-feira o trabalho seguia como de costume; corrido.

Lá pelo fim da tarde quando fui pegar um café pra Mari e passava próximo a área onde trabalha a equipe de marketing, de longe vi Rhuan acenando. Me aproximei dele que tinha uma mesa bagunçada diante de si e estava um tanto descabelado, com seus cachos caindo pela testa enquanto sorria olhando o copo em minha mão.

— Quer quanto por esse café? — Apontou me fazendo revirar os olhos. — Ok, estou brincando. O dia tá estressante, que tal se juntar a nós após o expediente para tomar uma cerva?

— Em plena segunda? — Neguei com a cabeça e meus olhos foram parar no monitor da garota que trabalhava na mesa ao lado, onde avistei uma matéria que chamou minha atenção.

— Vamo lá, manter as fofocas em dia!

Eu nem estava mais prestando atenção no que Rhuan dizia, meu olhar estava fixo na página de uma revista de fofocas onde havia uma foto de Rafa e aquela mulher do dia anterior. Na matéria questionavam se Rafaela Kalimann estaria vivendo um affair com Ivy Moraes, editora chefe da revista Work It. E mais, as duas foram vistas em um momento bastante íntimo durante um jantar na noite de domingo no resort onde estavam hospedadas e foram embora de mãos dadas não se importando com os clicles do paparazzi.

— Hello? Gizella? — chamou Rhuan.

— Gizelly — corrigi, ainda tentando conciliar minhas idéias.

— Vamos? Vai ser divertido! — Insistiu.

Acabei aceitando, afinal como ele mesmo havia dito, iriam fofocar e não existia melhor lugar para sondar a situação. Estava curiosa desejando saber o que todos sabiam sobre a Rafa e o que pensavam da matéria, afinal não havia com quem sentar e conversar sobre aquilo.

Ok, era ridículo e eu tinha que admitir que estava muito fodida. Depois de ir para a cama com a Rafa me sentia muito mais atraída, mas pelo jeito as coisas funcionavam diferente para ela.

Não é hora dessa faísca de ciúmes acender dentro de você, Gizelly!

Eu não imaginava que a vida noturna em plena segunda-feira costumava ser tão agitada. O barzinho que Rhuan e Mel escolheram ficava próximo a agência, dava para ir a pé, era um lugar com música ao vivo e haviam poucas mesas vazias. O ambiente agradável e temático com algo relacionado a selva ou seja lá o quê referente a mato, tinha uma iluminação fraca, o foco era foto no palco.

Além de mim e os dois fofoqueiros, estavam também outras duas garotas que eu conhecia de vista. Eles fizeram o pedido de uma torre de chopp, enquanto eu pedi logo o que comer, afinal estava mais interessada na comida.

— Vocês viram a revista? — Mel foi logo dizendo quando o rapaz que anotou os pedidos saiu e percebi que ela ia começar a comentar sobre o que eu queria ouvir.

— Caramba, fica calada que ela tá chegando — falou Rhuan dando um tapinha na perna da amiga que assim como eu olhou para a entrada do bar e avistamos Mari se aproximando.

— Quem convidou ela? — questionou Mel e todos na mesa olharam para Rhuan que levantou as mãos em sinal de rendição.

— Uau, que música boa! — comentou Mari sentando na cadeira ao lado e com um sorriso me encarou. — Você por aqui, Gizelly.

Eu apenas forcei um sorriso assim como todos, fora Rhuan, que foi logo puxando assunto com ela. Era claro que não dava para conversar a vontade com a maior bomba relógio da agência sentada à mesa.

Foquei em comer e tomei no máximo três copos de chopp, tentando conversar com eles e as vezes fingindo estar curtindo a música do cantor que tocava violão e cantava, mas na real estava mesmo era esperando o tempo passar rápido o suficiente para dizer que ia embora.

Foi um pouco mais de uma hora até anunciar que precisava ir e quando levantei achando que me livraria de todos, Mari também levantou afirmando que me daria uma carona. Até tentei recusar, mas me rendi no final.

— Estranho terem me convidado hoje — comentou ela quando já estávamos no carro. — Provavelmente estavam fingido pena depois da matéria que saiu. Tão desnecessários quanto aquele alongamento que a Mel usa. — Riu com escárnio. — Você viu a matéria, não é? — Ela bufou. — Ivy...

— Mas você deve estar bem chateada. — Arrisquei dizer.

— Na verdade estou acostumada. A Rafa sempre tem essas aventuras quando terminamos, mas no final tudo volta ao seu devido lugar. — Mari riu mantendo os olhos na pista. — Somos loucas, eu sei.

— Já aconteceu muito? Digo, as separações e voltas? E... esses boatos? — Eu tinha noção de que estava exagerando nas perguntas, mas estava curiosa, me dêem um desconto.

— Algumas vezes no último ano... Mas não vamos falar sobre isso.

Concordei e seguimos em silêncio. Por incrível que pareça Mari não havia bebido uma gota de álcool sequer naquela noite, apenas comeu e conversou sobre bobagens com Rhuan e as meninas. Na presença deles ela parecia bastante simpática e bem enturmada, mas pelo visto fazia o tipo que pegava pelas costas. Bom, eu não poderia julgar, afinal todos que conversaram com ela, com certeza ficaram falando mal em dobro após sua saída.

Quando estacionou na frente da minha casa agradeci e tentei abrir o cinto, mas parecia emperrado, então ela se ofereceu para abrir e quando o fez, sorriu toda simpática. Tentei abrir a porta para finalmente sair, mas senti a mão dela em meu braço.

— Espera... — falou antes de inclinar puxando em minha nuca e beijar minha boca rapidamente, me pegando totalmente desprevenida.

Petrifiquei, é claro! Não havia como corresponder a aquele beijo, por isso afastei o rosto rapidamente, abri a porta saindo sem nem olhar para trás.

Meu rosto estava em chamas e eu não sabia explicar tal reação. Era vergonha ou raiva, não saberia descrever naquele momento. Mal entrei em casa e minha mãe entrou logo em seguida.

— Gi, quem era aquela? — questionou.

— Minha chefe...

— Espera, filha você estava beijando a ex da Rafa? — Ela tinha os olhos arregalados, mas não tanto quanto o meu ao notar que tinha sido vista justo naquele momento estranho e constrangedor.

— A senhora viu?— Levei as mãos ao rosto me sentindo ainda mais quente de vergonha.

Que situação estranha!

— Não só eu como o Mauro que ficou bastante surpreso. Que rolo é esse seu agora?

— Não acredito... — Me joguei no sofá, choramingando. — Ela me beijou de surpresa. Nunca que eu ia ficar com aquela maluca de caso pensado. Nem impensado!

— E quanto a Rafa? — Minha mãe que permanecia em pé, diante de mim, tinhas as mãos na cintura esperando que eu desse uma resposta que por sinal era impossível.

— O que tenho a ver? — respondi chateada, lembrando da matéria na revista.

Após um banho verifiquei meu celular, onde havia uma mensagem de Rafa e meu estômago logo revirou. Fiquei encarando o teto do quarto por um tempo enquanto decidia se respondia logo, ou fingia que não vi.

Droga! Eu definitivamente não servia para aquele lance de pega e não se apega. Estava com medo de me envolver ainda mais e me ferrar.



"Em casa?"


Sim, sua ex me deixou na porta com direto a beijo e tudo...|


Apaguei a mensagem que digitei e supirando virei na cama, ainda decidindo o que responder. Nem me dando conta quando o sono me pegou e acabei adormecendo.

Acordei na manhã seguinte e meu primeiro pensamento foi lamentar não ter respondido Rafa.

E se ela pensasse que fiquei chateada com a matéria? Eu não queria sair como a idiota que já se apegou.

Devia ter dado uma de indiferente!

É, mas não havia nenhuma outra mensagem em meu celular, então ela não parecia tão preocupada assim sobre como me sentia.

Com uma chateação fora do comum, segui para o banho tentando me desligar daquilo.

Foi bem difícil superar a Marcela e me livrar de sentimentos que me faziam sentir como se o mundo girasse ao redor de uma única pessoa.

É tão difícil quando o costume por ter aquela pessoa todos os dias presente em nossa vida se tornar um verdadeiro veneno, que nos mata pouco a pouco quando ela se vai.

Depois de tanto tempo sozinha eu estava bem e confortável, a carência que batia vez ou outra era suportável. Nunca fui de sair por aí ficando por ficar então estava tudo bem como estava, procurando emprego, lendo meus livros e vendo os dramas da minha mãe pra levar como exemplo.

Então, não! Eu não iria me envolver emocionalmente com a Rafa e bagunçar meus sentimentos que estavam tão bem e quietinhos.

Pensativa, terminava de me arrumar quando minha mãe abriu a porta do quarto de repente.

— Gizelly do céu, a Rafa tá lá fora! — disse ela com cara de surpresa fazendo meu coração falhar uma batida.



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