História Ego - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Grand Chase
Tags Deus Ex Machina, Grand Chase, Grandark, Tesserato
Visualizações 19
Palavras 468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo


Um suave cheiro adocicado preenchia a brisa da manhã. Dei um grunhido, tentando afastar a luz de meu rosto, sem sucesso. Abrindo os meus olhos, vi a cortina se movendo um pouco pois a janela estava aberta. Era dali que vinha toda a claridade que acabou me acordando.

Me espreguicei de forma manhosa e, aos bocejos, olhei para o meu lado esquerdo. Deus estava ali, dormindo profundamente, com seus longos cabelos lilases desalinhados cobrindo parte de seu rosto de maneira suave. Parecia confortável.

Com uma de minhas mãos, afastei um pouco o cabelo que cobria parte de seu rosto. Até agora não entendi como podia uma pessoa tão carinhosa ter resolvido passar sua vida com um brutamontes como eu. Não que seja ruim, claro. Qualquer um gostaria de estar comigo, um grande guerreiro, mestre em tudo o que faz. Só acredito que, talvez, ele mereça mais para sua vida do que simplesmente acabar preso a estas impressões tão superficiais. Depois de um tempo de convivência, percebi que não importava o jeito que eu o tratava, ele nunca mudava seu sorriso e seu jeito carinhoso.

A partir disso, passei a acreditar que amor existe. Passei a acreditar que não necessariamente as pessoas ficam umas com as outras apenas por interesses. Machina acabou me ensinando isso do melhor jeito possível.

Porém, ainda assim eu me sentia um tanto relutante em demonstrar meu real “interesse” nele. Minha natureza me impedia. Eu queria protege-lo e queria que fosse possível para nós ter uma vida em comum, mas eu me sinto inseguro em relação a isso. Não sei se, do jeito que sou, conseguiria manter tamanha fidelidade ou ser colaborativo o suficiente do jeito que um relacionamento assim exige. Por enquanto estou segurando as pontas até decidir se, durante alguma noite, fujo de vez.

Já passei por diversos casos do tipo, nos quais eu entro, tenho uma breve espécie de “romance” e saio. Coisas sem compromisso, noites de diversão. Gostaria muito que esse fosse um caso do tipo, mas do jeito que está caminhando, não tenho certeza de como vai acabar sendo. Afirmei a mim que Machina acabou me fazendo acreditar em amor, mas não tenho certeza se isso acabaria se aplicando a mim mesmo ou apenas aos outros. Agora, consigo ver que casais podem sim se amar, mas não sei se eu sou capaz de amar na mesma intensidade com que alguém me ama. Isso tudo é sempre muito difícil.

Olhei para o meu lado esquerdo novamente. Deus soltou um leve suspiro. Não esboçava muita reação, então imaginei que talvez continuasse dormindo. Meu coração acelerou um pouco.

No momento, me faltava coragem para admitir qualquer coisa que eu pudesse sentir em relação a ele. É extremamente provável que eu nunca conseguisse expressar tudo isso corretamente. O meu próprio "eu" se recusava, afinal.



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