História Egoist- O que é meu não compartilho. - Capítulo 33


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Homossexuais, Lemon, Mistério, Perseguição, Revelaçoes, Romance, Stalker, Yaoi
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Palavras 1.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 33 - O Jantar


Eu estava ansioso com a chegada do Allan, pontualmente no horário marcado, ele apareceu. Vestido socialmente em tons preto e azul escuro, fiquei boquiaberto com tamanha beleza em um homem mais velho. Meu coração disparava com pensamentos sobre o que se escondia atrás daquela camisa e terno. Era visível que ele mantinha uma boa forma física, talvez ele se exercitasse todos os dias mesmo com sua rotina corrida. Entramos em seu carro e conversamos por todo o caminho. 

— Minha ex-esposa nos abandonou por um relacionamento com um cara mais novo que vivia viajando pelo mundo. Acho que ficar em casa, ir todo dia para o mesmo trabalho e cuidar de um marido e filha era muito deprimente para ela — disse enquanto dirigia. 

Ele não parecia abalado pela minha pergunta indiscreta, então, continuei com o assunto. 

— Acho que ela não foi madura o suficiente para lidar com suas próprias escolhas. Se ela nunca teve o sonho de ser uma esposa ou mãe, por que então escolheu esse caminho? Não concordo com a decisão dela.  

— Na verdade, casarmos e ter uma filha não estava em nossos planos. Estávamos no fim da faculdade quando ela descobriu que estava grávida, por conta de sua família rígida na época, fomos meio que obrigados a casar. No início, as coisas iam muito bem, nos amávamos e achávamos que poderíamos superar tudo. Mas não foi bem assim que aconteceu. 

— Nos dias de hoje ainda existe famílias que obrigam seus filhos a casarem por conta de gravidez? 

— Sim, da mesma forma que existe famílias que não aceitam filhos gays. 

— Ah. — Fiquei sem graça com seu comentário, acho que ele se sentiu ofendido por causa das coisas que eu falei sobre sua ex. 

— Desculpe, eu não quis ser rude.  

— Não, tudo bem. Você não falou nenhuma mentira. 

— Não, a minha colocação zoou rude, mas não era essa a minha intenção. Estava somente pensando que ainda existe famílias retrógadas que obrigam seus familiares a passarem por situações constrangedoras e absurdas. Eu e você passamos por tais.  

— Você tem razão. — respondi aliviado por ele não ter ficado chateado. 

— Allan, você conhece a modelo Luni Day? — perguntei me lembrando que não o informei que jantaríamos com uma celebridade. 

— Acho que não. 

— Sabe aquele comercial de perfume que a mulher passa e todos ficam admirados com ela soltando flores da sua pele? Passa o tempo todo. 

— Sim, já vi. Não sabia o nome dela, é uma mulher muito bonita. Mas por que me perguntou isso? 

— Ela é a atual namorada do meu ex, iremos jantar com ela. Eu esqueci de avisar. 

— Não tem problema. Não sou de tietar pessoas. 

— Ah, não é por isso que estou falando. É que pode ter paparazzi tirando fotos nossas enquanto jantamos, não sei se isso pode ser um problema para você. 

— A Sarah minha filha iria adorar me mostrar para as amigas depois de sair em uma revista. — brincou dando uma piscadinha para mim. 

O nosso momento bom terminou quando chegamos no restaurante depois de meia hora. No hall de entrada um anfitrião muito bem vestido de smoking veio nos atender. 

— Boa noite, vocês têm reserva? 

— Somos convidados do Ayato. — por um momento fiquei sem graça porque não sabia o sobrenome do Ayato. 

Ele pediu nossos nomes para confirmar na lista, ele encontrou o meio e junto escrito "mais um acompanhante", já que o Ayato não sabia quem eu iria levar. Meu coração começou a disparar quando fomos guiados por um garçom por aquele salão glamoroso com lindos candelabros de cristal que enfeitavam todo o teto. Pessoas finíssimas jantavam com roupas elegantes, algumas eu já tinha visto na TV. 

Encontramos o Ayato com a Luni Day em clima de romance, eles escolheram a mesa mais chamativa do restaurante, a que ficava bem no meio do salão. Estavam degustando um vinho e sorriam sensualmente um para o outro. Meu coração congelou ao ver como os dois combinavam perfeitamente um com o outro. Era o tipo de casal que você imagina como seriam lindos os filhos. 

— Boa noite. — dissemos. 

— Boa noite. — responderam. 

— Estou muito feliz que tenha vindo Gabriel. — agradeceu Ayato, tentei não ser irônico, mas era inevitável. 

— Depois de tanta persuasão era impossível não vir. 

— Não vejo desse modo. 

— Prazer, Luni. — disse a outra se apresentando e estendendo sua mão para que eu a cumprimentasse. 

Meus olhos ficaram encarando aquelas enormes unhas cheias de pedras brilhantes douradas em um esmalte vermelho escuro até cair minha ficha que não deveria deixá-la esperando. 

— Prazer, Gabriel.  

— Ouvir tanto sobre você, estava muito animada para conhecê-lo. 

— O que você teria escutado sobre mim? Fiquei curioso. 

— Coisas boas, fique tranquilo. — respondeu ela sorrindo. — E você?— perguntou dessa vez voltando-se para o Allan. 

— Allan Maximilian Saito. Prazer em conhecê-los. — muito educado apertou a mão da Luni e depois voltou-se para o Ayato que simplesmente o ignorou se servindo de mais uma taça de vinho. 

— Há quanto tempo se conhecem? — perguntou ele para o Allan. 

— Não acho que seja relevante responder essa sua pergunta EGO... Ayato. — vi o sorrisinho em seu rosto quando quase escorreguei em chamá-lo pelo seu bizarro apelido — Principalmente depois de não ter sido educado e cumprimentado o Allan.  

— Desculpe, estava entretido demais com esse belo vinho.  

— Nos conhecemos há tempo suficiente. — respondeu Allan. 

A Luni fez a cortesia de nos servir com o mesmo vinho que eles tomavam. 

— Aguardamos vocês para pedi o jantar. Por favor, escolham o que desejam no menu. Apesar de sermos os anfitriões, acho mais do que justo que tenham o direito de comer o que desejam.— disse ela. 

Peguei o meu Menu e fiquei confuso porque todos os pratos estavam em francês e, eu não fazia ideia do que estaria escolhendo. Allan notou minha cara de assustado lendo as opções e intercedeu por mim. 

— Que tal pegarmos Aligort, afinal quem não gosta de purê de batata e queijo? Tenho certeza que o Chef de cozinha daqui deve fazer um maravilhoso. — me indicou, descrevendo sutilmente o prato. Fiquei feliz por ele ter me salvado. Confirmei com a cabeça que desejaria o mesmo que ele. 

— Conhece pratos franceses Allan? — perguntou curioso o Ayato. 

— Um pouco. Minha ex-esposa é francesa e frequentemente viajávamos para Paris. 

— Hum, divorciado. Com filhos? 

— Interrogatório? — perguntei. 

— Só fiquei interessado em seu novo amigo, isso é um problema? Minhas perguntas estão sendo irritantes Allan? 

— Não, nem um pouco. — respondeu Allan — Sim, eu tenho uma filha de doze anos. 

— Espero que não tenha deixado ela sozinha em casa, ficaríamos preocupados. — até parece que ele sentiria preocupação por alguém que não conhece. 

— Obrigado pela preocupação, mas ela está dormindo na casa de uma amiga hoje.  

A Luni tentou mudar o rumo da conversa para moda e desfiles, inclusive disse que eu tinha porte e aparência de modelo, que deveria arriscar nessa área. Percebi que ela notou a intenção de seu namorado de criar intriga com o Allan que por sinal, se saia muito bem das investidas incômodas do Ayato. Allan novamente me ajudou quando o jantar chegou discretamente a entender como se comia com tanto de talheres e taças. Ele era muito refinado o que me deixou surpreso. Graças a ele não cometi nenhum gafe na frente da Luni. 

Depois do jantar, enquanto esperávamos a sobremesa, dessa vez escolhida pelo Ayato, pedi um momento para ir ao banheiro. Ou melhor "tollet", valeu a pena passar algumas horas da minha vida assistindo novelas. Quando estava saindo do banheiro de volta para a mesa, me deparo com o Ayato encostado na parede da saída do banheiro.  

— Veio confirmar se eu fugir pelo basculante? — zombei passando por ele que me agarrou o braço impedindo de sair do corredor.  

— Está interessado agora em homens pai de família?  

Desvencilhei-me de sua mão impertinente. 

— Qual o seu problema com o Allan? Você nem o conhece e fica criando situações com o cara. Está com ciúmes dele? 

— Não estou com ciúmes, estou preocupado. Por que não se envolve com alguém sem compromissos e da sua faixa etária? Não ver que esse cara é uma furada para você. Escute pelo menos meus conselhos. 

— Eu não sou obrigado a escutar nada quem venha de você! Entenda que minha vida pessoal não é da sua conta e não adianta vim com esse papo de conselho de amigo que não irá colar. Nunca pedi nenhum conselho para você. Dispenso. 

— Você sempre gostou de se envolver com pessoas problemáticas. Estou apenas evitando que entre em outro problema que irá te machucar. Se deseja entrar em um relacionamento eu posso te ajudar, te apresento pessoas que serão mais seu estilo.  

— Quem é você para dizer quem é meu estilo? — perguntei rindo. — Não seja ridículo. — Iria sai quando ele novamente segurou meu braço, mas, nessa mesma hora o  Allan surgiu. 

— Fiquei preocupado com sua demora pensei que havia passado mal. — ele olhou para a mão do Ayato segurando meu braço e calmamente me desvencilhou dele. — Pode deixar, de agora em diante eu cuido dele.  

Ele me conduziu até a mesa com a Luni nos despedimos e nos desculpamos e saímos do restaurante. Eu só voltei a falar com ele quando já estávamos no carro.  

— Allan desculpe pela cena que presenciou. É sempre um estresse conversar com aquela cara.  

— Tudo bem, que tal terminar essa noite com um café em minha casa? 

— Eu aceito.  

Tudo que eu precisava no momento era ignorar a existência do Ayato.  

 

 

 

 



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