1. Spirit Fanfics >
  2. Eis que de repente tudo começa >
  3. Cap 1

História Eis que de repente tudo começa - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Fanfic no Universo Um

Capítulo 1 - Cap 1


Meninos são sempre meninos não importa o local, ou de onde vieram, sempre possuem muita energia acumulada e precisam colocar isso para fora, principalmente quando entram na adolescência. Alguns conseguem ser mais focados que outros, mas no geral, eles gostam mesmo é de atividades com elevadas descargas de testosterona e adrenalina.

Ali, naquela escola, não era diferente. Os esportes eram o carro chefe da instituição e como a quantidade de alunos era elevada, e vindos de várias localidades do mundo, a diversidade também contemplava um sem número de alunos, tanto meninos quanto as meninas, porém sem fazer distinção entre eles, levando a sério as seleções dos alunos, acabavam que muitos deles se destacavam até mesmo a nível nacional. As modalidades que a escola melhor produzia era atletismo e natação

E a grande promessa da escola era um aluno jovem, de apenas 12 anos, dentre tantos outros tão talentosos por ali. Seus amigos mesmo eram incrivelmente habilidosos nas atividades que eram propostas, mesmo nas que só de brincadeira, mas ele, Aiolia Kokkinos, simplesmente era o melhor atleta da escola, acumulando algumas medalhas de torneios municipais, estaduais e alguns até mesmo nacionais.

Todos na escola o conheciam, e todos queriam quer ser seus amigos. Todos o paparicavam, e o que este jovem menino, do ar leonino, mais gostava era justamente da atenção que chamava. E era unânime. Nem mesmo seu irmão, Aiolos, tão conhecido pelos campeonatos de tiro com arco, detinha tanto status naquele lugar quanto ele, e aquilo o animava. Seu ego já inflado naturalmente só ficava ainda mais inchado com toda aquela admiração.

— OLIA! – gritavam seu nome ao fundo enquanto terminava de arrumar suas coisas dentro da mochila. Como era sexta-feira, deixaria para tomar banho em casa. Sorriu ao ver o amigo sempre presente ao seu lado, acenando enquanto vinha ao seu encontro.

— Fala, Milo! – se levantou no momento em que o jovem loiro o alcançava. Sempre com um sorriso nos lábios, o jovem loiro nunca o surpreendia por estar sempre de bom humor. Após um breve momento para recuperar o ar, falou.

— Vamos encontrar os outros rapazes lá na sorveteria. Vamos estender um pouco o dia. Quer vir? – levantou o polegar apontando para a direção atrás de si, onde dava para ver Afrodite, dois anos mais velho que eles mas ótimo corredor de curtas distâncias e andava com eles, e Mu, da turma ao lado, mas igualmente ativo nos esportes, sendo um ótimo lutador de kung-fu.

— Quem mais vai estar lá?

— Ah, provavelmente o Luís e o Shaka. Eles ficaram de ir na frente e nos encontrar lá.

— Claro, por que não?

— Quer ajuda com a sua bolsa? Parece pesada.

— Não, pode deixar. Minhas roupas estão molhadas mesmo. Ainda bem que é sexta, se não eu teria problema e elas mofariam com certeza nessa mochila.

E conversando trivialidades, chegaram todos à sorveteria, não demorando muito para reconhecerem as vozes dos amigos e a mesa onde estavam. Logo fizeram seus pedidos e se sentaram aos sons da risada do grande Luís. E perceberam que não apenas Shaka estava lá, mas o até pouco tempo difamado Máscara da Morte, que tinha esse apelido pomposo porque gostava de ser a criança chata e arteira da quarta série. Hoje, da mesma idade de Afrodite, já se comportava bem melhor.

— Que tanto que você ri, Luís? Não é possível, é mais alegre que o Milo – disse Afrodite arrancando risadas de todos.

— Estávamos relembrando aqui como que MdM causava pânico na gente, né, Shaka? – acotovelava o indiano, que bebia seu shake a base de soja e farelos (aquela era a única sorveteria da cidade que eles conheciam que ofereciam uma opção vegana nos lanches, o que facilitava incluir o amigo estrangeiro) enquanto o outro ria. Mal dava para acreditar em como ele falava aquelas coisas de forma tão aberta. Até porque, mesmo sendo mais jovem que o Máscara, ele já era o maior de todos, não era à toa que teve briga entre os treinadores de basquete, vôlei e luta greco-romana para colocá-lo cada um em seu time. Mas não adiantava, Luís preferiu simplesmente ficar na equipe de arremesso para desgosto de todos.

— Ah, para, eu era uma criança atentada, e agora esse apelido me persegue – respondeu o italiano – nem tem mais graça isso

— Mas que a gente tinha medo, a gente tinha, ué hahahahaha – todos lhe acompanhavam.

— Eu só nunca entendi por que você, dentre todos nós, sempre tendo sido o maior, o mais forte, tinha medo desse varetinha, Luís – alfinetou Afodite, mantendo sua classe sem direcionar o olhar para o italiano, que rosnou ao ouvir o que o amigo tinha dito.

— Porque eu era uma criança como todas as outras, ué, e isso me causava medo, até eu entender que podia me defender sozinho – respondeu com seu sorriso característico.

— Mas hoje você é imenso como um armário! É muito grande, maior que todos nós. Parece até um adulto! – respondeu Milo, deixando o gentil gigante envergonhado. – Definitivamente te chamar de Luís não faz justiça ao seu porte. Se demos um nome à altura do italiano, devemos fazer o mesmo com você.

— Eu sugiro escada de bombeiro – o recalque do italiano falou alto. – Tem que ser algo a ver com esportes. Eu até hoje não entendi por que você não quis um dos times que estavam doidos atrás de você. Quase ninguém escolhe a equipe de arremesso!

— É porque o grupo de arremesso é o único que não bate horário com as aulas extras de astronomia. Vocês sabem que eu sou apaixonado pelas estrelas – sim, eles sabiam. O amigo certamente seguiria carreira em algo na área, já que era um de seus hobbies e ele era um exemplar aluno, conquistando algumas medalhas nos campeonatos de astronomia que participava.

— Aldebaran – todos olharam para um envergonhado Mu, que falou alto o suficiente para se fazer ouvir, mas que não sabia mais onde enfiar sua cabeça. Era sempre assim, e ninguém entendia aquela reação do tibetano.

— De onde você tiou esse nome, Mu? – perguntou Shaka, falando pela primeira vez desde que chegaram ali.

Ainda envergonhado e sem conseguir subir seus olhos para encarar os amigos, conseguiu balbuciar poucas, mas audíveis palavras.

— Aldebaran é uma gigante vermelha, uma estrela dos antigos. É seu tipo favorito de estrela, não é? – foi tudo o que conseguiu falar, mas foi o suficiente para tirar um largo sorriso dos lábios de Luís.

— Sim! – respondeu com entusiasmo – Não sabia que você estava prestando atenção quando eu falava sobre as gigantes vermelhas! – Olhou pra cima e estendeu as mãos como quem abre um cartaz e repetiu – Aldebaran! – sorriu novamente – Gostei!

— Ótimo, então nosso amigo agora tem um apelido e eu preciso ir embora. Beijos a todos, meninos! – olharam todos a hora  decidiram ir, porque realmente já estava tarde.

CONTINUA



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...