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História El gato de nuestra vida - Capítulo 3


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Notas do Autor


Ola pessoal! Demorei um tanto para atualizar desta vez e creio que este está um tanto menor, mas é apenas o tempo das ideias se organizarem. Boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo II


- Bom dia Luna! Como vai?

- Bom dia senhorita Ferreiro, estou ótima e você? - a recepcionista perguntou de volta enquanto a outra mulher se aproximava.

- Tudo bem, trouxe um achocolatado pra você. - entregou o copinho térmico para a outra, tinha este costume desde que entrou na empresa, via em Luna alguém que ela podia confiar no meio daquele ambiente tão tóxico.

- Você é um anjo sabia?

- Só você pensa assim, querida. - Maca sorriu e anunciou - vou subir, até mais!

Luna se despediu rapidamente enquanto a contadora se aproximava do elevador. Maca por sua vez, bebia seu café tranquilamente pensando nos olhos verdes que lhe perseguiam ate mesmo nos sonhos. Claro, era confuso que pensasse tanto nisso quando a verdade era que não sabia o nome da dona deles. Além de não terem passado mais que cinco minutos próximas, e em uma circunstância tão inusitada.

Chegando em seu andar, saiu do elevador e se dirigiu até sua sala, onde, para sua surpresa, seu chefe a aguardava. Simón estava encostado na parede com um cigarro preso nos dentes, olhava um quadro da decoração da sala, mas não demorou para perceber a presença de Macarena. Ela se sentou na própria cadeira controlando o suspiro de irritação que ja ameaçava fugir, tomou outro gole do café para disfarçar o incômodo enquanto o homem a examinava dos pés a cabeça com um sorriso de lado - que diga-se de passagem, Maca achava nojento.

- À que devo sua visita, sr. Mateos? - perguntou enquanto arrumava a mesa, evitando olhar o homem.

- Ja lhe disse que pode me chamar de Simón, Maca. - a mulher teve de controlar a expressão facial para não denunciar os sentimentos reais.

- Eu sei, sr. Mateos, mas prefiro usar o tratamento formal no trabalho.

- Então me deixe leva-la para sair. - sorriu e se sentou sobre a mesa, uma tentativa de parecer sexy. Macarena quis rir.

- Algum dia, talvez. - tentou ser educada, um passo em falso poderia ter consequências que a loira não gostaria de encarar - O senhor ainda não disse o motivo da visita.

Sem muito humor devido outro fora, o homem respondeu - Quero investir em um novo projeto, preciso que calcule os gastos e analise os riscos. Ja pedi para Teresa enviar tudo no seu email, você tem ate as 18h. - e saiu da sala sem dizer mais nada.

Ja bufando e começando a organizar as informações necessárias, imaginou o que o homem não faria se ela tivesse dado um não explícito, ou mesmo se tivesse aceitado. A cada vez que isso acontecia, a vontade de procurar um novo emprego crescia, mesmo que esse lhe pagasse - muito - bem.

O tempo passou rápido, e para não correr o risco de ficar sozinha com o homem ate mais tarde, resolveu passar o horário do almoço terminando o que o mesmo havia pedido. Logo que terminou viu no relógio que não passava das 15h, se sentindo aliviada por isso, mesmo que estivesse com um tanto de fome, ao menos poderia ir embora e passar em um drive-thru.

Enquanto isso, não muito longe dali, Zulema terminava as suturas em um cadáver. Ja sabia a causa da morte e tudo mais que precisasse informar aos detetives que lhe visitariam em pouco tempo. Sabia também que provavelmente teria de falar com alguem que não gostaria, bem que devia ter ouvido quando Saray lhe disse para evitar se relacionar com alguem do trabalho. Trabalho é trabalho! Helena entende isso, certo? A ruiva implorava mentalmente que sim. Se virou quando ouviu as batidas na porta. Helena e Fabio entravam juntos, o homem lhe sorria cordial, ja a mulher...

- Terminou, Zahir? - disse grossa.

- Claro. - entregou as anotações para a morena e explicou rapidamente suas conclusões.

Fabio explanou suas teorias, atraindo a atenção das duas mulheres. Fazia sentido, e isso mostrava mais uma vez o quão bom policial ele era.

- Bom, já que eu terminei por aqui, vou embora. Bom trabalho pra vocês, detetives.

- Obrigado, Zulema. Vamos Helena?

- Vai na frente. - ela o olhou com a cara de poucos amigos que fazia quando não queria brincadeiras sobre algo, sabia que o homem podia soltar piadinhas sobre a relação das duas mulheres, notando isto, o detetive apenas deu um tapinha no ombro da legista e saiu. - Quero falar com você.

- Sério? Não tinha notado ainda. - disse enquanto arrumava seus pertences na bolsa, de costas para a detetive.

- Zulema! - a ruiva suspirou e soltou a bolsa sobre a mesa, virando para a outra enquanto tirava o jaleco.

- Pode falar.

- Você algum dia vai me levar a sério?

- Não do jeito que você quer. - resolveu que falar diretamente era melhor, nem ela nem a outra queriam enrolação - Eu te respeito, Helena. Você é uma otima profissional e uma pessoa muito boa. Mas eu ja te disse. Isso não vai dar certo.

- Por que? Caramba Zulema, por que fingir que quer ficar sozinha?

- Não passou pela sua cabeça que talvez eu não esteja fingindo?

- Na verdade o que me passou é que ninguém quer ficar sozinho quando se tem a pessoa certa.

- E quem é a pessoa certa? Me desculpe se te magoa, mas sinceramente, Helena? Não me venha com essa. - a detetive estava com uma expressão significativamente abalada, o que fazia o coração de Zulema se apertar, não queria magoar a amiga, mas talvez fosse preciso.

- Tchau doutora Zahir. - foi o que disse antes de sair, a ruiva sabia que tinha sido dura com a mulher, mas esperava que ela entendesse que talvez isso fosse o melhor, ao menos por hora.

•••

Macarena terminava de vestir suas roupas para correr, depois de se encher de comida gordurosa, era o mínimo que poderia fazer para manter o corpo no estado que lhe agradava. Todos ja estavam acostumados com a mulher correndo vez ou outra pela vizinhança. Ela era uma das poucas pessoas mais jovens que moravam por ali, e talvez a única que corresse. Ao terminar de amarrar o tênis, se olhou no espelho. Usava um moletom azul largo e shorts pretos um tanto quanto soltos, o tênis de corrida branco com meias quase não visíveis, juntamente com o cabelo loiro amarrado no topo da cabeça. Pegou a garrafa de água e fez um pequeno carinho em Frajola antes de sair, se aqueceu previamente, dando alguns pulinhos. Em seguida alongou as pernas, braços e coluna, pronta para correr, decidiu que correria ate dois quarteirões de sua casa e depois daria a volta pela rua de trás.

Passando cerca de 30 minutos, a loira estava para completar a terceira volta. Percebia que naquela parte de seu bairro haviam muitas famílias e alguns idosos, esses quais a cumprimentavam enquanto passeavam com seus animais de estimação. Ela achou engraçado quando viu uma criança carregando uma tartaruga bebê, com o pai ao lado, não perguntou nada, mas pôde ouvir a criança dizer empolgada que Félix - provavelmente esse era o nome da tartaruga - necessitava tomar sol para se manter saudável. Ao começar a quarta volta, correu por uma esquina e meia antes de precisar "parar". Um carro estava entrando na calçada para entrar na garagem, a forçando a ficar trotando para não perder o ritmo. Reconheceu através do vidro meio aberto, a mulher que a havia ajudado e quase atropelado alguns dias atrás.

- Hey, ola! - disse para a mulher, ainda trotando, estava suada, novamente, e isso a fazia se sentir um tanto envergonhada perto da mulher. Zulema a olhou e sorriu, reconhecendo-a de imediato.

- Vejo que está prestando mais atenção. - a loira riu, concordando.

- Sim, acho que não faria bem quase ser atropelada outra vez. Mesmo que por você. - Macarena quase se bateu quando notou o quão mal poderia ter soado. - Quer dizer, quando eu falo que gosto de apanhar de mulher bonita não é desse jeito, sabe? - quis se bater novamente, que merda Macarena, vira gente!

- Bom saber, senhorita. Vou deixar você continuar seus exercícios. - Zulema havia achado engraçada a forma que a loira tinha se expressado, apenas não revidou porquê ainda se sentia estressada demais para isso.

- Claro, até mais! - achou melhor deixar a mulher ir, afinal, assim não falaria mais. A ruiva lhe acenou e entrou de vez, dando espaço para que Ferreiro continuasse sua corrida.

Prestes a virar a esquina, percebeu não ter perguntado o nome da ruiva, outra vez, e se sentiu estúpida por isso. Ao menos agora sabia onde ela morava. Zahir, por sua vez, havia achado aquele encontro algo interessante. Se a loira fosse realmente quem ela pensava, talvez não fosse tão ruim manter contato com a outra dona de Thomas Frajola. Ao fechar a casa, viu que o gato estava deitado no sofá. Pensando ainda sobre a mulher, pegou um papel e escreveu.

"O que acha de shippar nomes?"


Notas Finais


E então?


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