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História El Sabor De La Venganza ( Camren ) adaptada 1 e 2 Temporada - Capítulo 104


Escrita por: leneportillo

Notas do Autor


Uma excelente Boa noite a vcs meus bombons 😍😚....

Nada melhor melhor do que fazer aquilo que amamos e que nos faz bem. Amo escrever. É o que me faz esquecer os problemas..

Capítulo 104 - 58 - Sangue Nos Olhos


                    AUTORA POV


Allysson sentia-se mal. A sua consciência estava pensando, desde que tinha feito o que fez com Camila que o arrependimento era constante. Não devia ter se deixado levar pela inveja. Sempre soube que Camila não a amava, e que tinha grande probabilidade de nunca amar. Mas deixou que o ego ferido fosse maior do que a razão, agora estava a sofrer...

Queria o perdão de Camila. Mas, não conseguia entrar em contato. Claramente, Camila tinha mudado de número. Até tentou ir ao hospital para saber de Bernardo, soube do incidente. A notícia propagou por todos os jornais, tratava-se do Lorde Bernardo, neto da Condessa Lippucci. O real motivo não foi divulgado, mas Allysson ouvira a Cara se gabar dos seus feitos, e desde então, estava amedrontada com a capacidade psicótica da Delevigne.

– Como estou? – Cara perguntou ao descer as escadas com um sorriso malvado nos lábios. – Ah, não responda, eu sei que estou magnifica.

Cara estava horrível, na percepção de Allysson. O vestido bege apesar de ser um Valentino, era horrível, parecia mais uma camisola. O decote não ficou elegante, já que os grandes seios de Cara tornava-a vulgar. Exibia brincos e pulseira de diamantes da Cartier, e sapatos com estampa de onça da Prada. Os cabelos estavam todos para trás, com grandes cachos.

– O que você está fazendo na minha mansão, ainda? – Cara questiona com os olhos apertados.

– Eu... Eu achei que poderia ser a sua assessora. Ou assistente. Eu lhe ajudei bastante na festa, lembra-se? Nas três festas... – Allysson respondeu, em dois dias, Cara tinha esbanjado dinheiro em festas infernais e descontroladas com convidados interesseiros que só estavam presentes pelo status, a comida e a bebida de primeira qualidade.

Cara pensou um pouco, Allysson era uma boa funcionária, mas tinha dúvida sobre a sua fidelidade. E se no final das contas, ela se mostrasse uma cobrinha como foi com Camila?

– Deixarei que fique porque tenho inúmeras festas que preciso organizar, e não quero perder tempo com a parte burocrática, mas se você pensar em me trair, considere-se morta.

Allysson arregalou os olhos, e Cara saiu desfilando, satisfeita. Agora que tinha o poder retomado, só faltava apenas uma pessoa para o ciclo estar fechado. E iria atrás dela. Em falar de ir atrás... Estava estranhando nem a Camila ou o bando sarnento dela (lê-se Dinah e Normani) ter vindo atrás dela. Achou no mínimo que Camila faria um escândalo ou tentaria algo contra ela por ter quase matado o negrinho, que infelizmente, não morreu. Mas até agora, estava tudo em silêncio, talvez, Camila percebeu que não adiantava ir contra a Cara... Ninguém nunca seria capaz de vencê-la.

Adentrou no Hospital Delevigne com a pose de superioridade. Percebeu que nenhum funcionário dava a mínima para ela, eles apenas fingiam que não a via. O que a aborreceu. Quando vinha ao hospital com o seu pai, os funcionários só faltavam lamber os seus pés. Iria demitir todos. Depois que fez um pequeno terrorismo psicológico com a recepcionista por puro prazer, foi até o quarto que Lauren estava.

Lauren estava sentada, o semblante abatido e tinha uma coisa esquisita em seu pescoço com um curativo. Cara não tinha prestado muita atenção nas aulas de medicina, ou deveria saber o que se tratava aquilo.

– O que faz aqui? – Lauren perguntou com exasperação ao vê-la entrar.

– Olá pra você também, docinho. Vim vê-la, e discutir algumas coisas. –  comunicou. – Como voltei ao poder, acho que você soube ou não, já que estava moribunda nessa cama... – fez uma carinha de nojo. – É de suma importância que se recupere logo, para assumir novamente o seu lugar ao meu lado.

Lauren fez uma cara esquisita que Cara não compreendeu muito bem, achou que a mulher estava passando mal até porque estava ficando roxeada, mas quando Lauren explodiu em uma gargalhada, Cara soube que ela estava daquela cor porque estava prendendo o riso.

– Qual é a graça? – questionou ofendida.

– Você é a graça, Cara. Em que mundo você vive? Aliás, que droga pesada você usou para achar que eu voltarei com você? –  perguntou aos risos.

– Estou seguindo a lógica. –  explicou afobada. – Estávamos juntas antes de tudo acontecer, devemos continuar juntas agora que tudo foi resolvido.

Lauren parou de rir, e a olhou seriamente.

– Eu repudio você, Cara. Desde o tempo do colegial eu tinha nojo de você. Cada vez que você abria a sua boca, me dava mais asco. Eu estava ao seu lado apenas pelo dinheiro, como você muito bem sabe. A sua existência me deixava claustrofóbica, mas eu era gananciosa demais para suportar você e sua voz irritante. –  cruzou os braços abaixo dos seios. – Você pobre, rica, brilhando a ouro, não me interessa, por dois motivos: Primeiro porque eu não te amo, não gosto de você nem mesmo tenho empatia, e segundo: Nenhum dinheiro do mundo vai me fazer perder a paz de espírito que estou sentindo. Essa sensação de alivio aqui dentro do peito nenhuma cédula e muito menos você pode comprar. Por tanto... – apontou para a saída do quarto.

Cara ficou louca da vida, não achava que receberia uma resposta assim de Lauren. O seu rosto ficou avermelhado e ela cerrou os punhos, esquecendo-se que tinha feito unhas de porcelanas e que duas quebraram no ato, deixando-a mais enlouquecida.

– Você está no meu hospital e tem a cara de pau de falar assim comigo?

– Quer saber? Se estiver achando ruim, me despeje do seu hospital. Posso ir para um público, por mim, estaria em um, mas como me trouxeram para cá... – deu de ombros. – Não faz diferença.

Cara estava perplexa.

– Você não vai ficar com a Camila também! – soltou aleartoriamente porque não tinha nenhum argumento e queria atingir Camila de alguma maneira.

Lauren a olhou com o rosto ilegível.

– Conte-me uma novidade.

Não podia ser! O que estava acontecendo com o mundo? Com Lauren?

– Voltei... Ah, olha só quem está aqui, dentes de porcelana. – Rubi cumprimentou com um sorriso malvado ao entrar no quarto. – Até pensei em dizer que você está muito bonita, mas... Cara, os dias que ficasse pobre, perdesse o senso de moda e bom gosto? Esse vestido parece um botijão.

Lauren soltou uma risadinha, e  Rubi continuou. Ultrajada, Cara deu-lhe as costas e saiu do hospital às pressas, com lágrimas de raiva nos olhos.

Tinha dinheiro novamente, mas não tinha mais os respeitos das pessoas. E o pior de tudo, não tinha a Lauren... Como iria alimentar a sua doença pela outra?


                      LAUREN POV


– Lauren, você tem certeza que quer morar aqui? Você pode morar comigo lá na mansão. Tem espaço demais e quartos demais, eu não acharia ruim. – Rubi perguntou mais uma vez, olhando para a pequena casa com aflição.

Eu não estava achando a casa ruim. Era toda bonitinha, e jeitosinha. Apesar de ter apenas um vão, e um banheiro, estava de bom tamanho para suprir as minhas necessidades. O aluguel era barato e estava dentro do meu orçamento. Os poucos móveis que comprei com a venda da minha moto, tornava-a aconchegante.

Desde que sair do hospital, há uma semana atrás, que a Rubi e os meus pais insistiam que eu deveria morar com eles. Mas eu não queria ser mais nenhum estorvo para ninguém. Queria eu mesma lutar por minhas coisas, e ter os meus próprios feitos. Ter que morar novamente no bairro em que passei a minha infância e minha adolescência não me era tão mal. Não me fazia mal. Não sentia a repugnância de anos atrás.

Para mim, era o meu lar.

Felizmente, parecia que os ventos estavam soprando ao meu favor. Arranjei um trabalho como nefrologista no pequeno hospital de Seattle. Não era um salário dos sonhos, mas para quem não tinha nenhuma experiência, foi pura sorte ter sido contratada. Depois que eu adquirisse experiência, iria almejar mais alto.

Pretendo fazer mestrado, e por isto, me inscrevi na faculdade pública, teria que fazer uma prova, mas estou me preparando para isto.

Voltei a frequentar o AA. Desde que tive a overdose, parece que eu tinha nascido novamente. O cheiro do álcool ou de qualquer droga ilícita fazia o meu estômago borbulhar, como se eu não tivesse mais tolerância para aquilo. Porém, continuo indo para as reuniões, não por medo de cair novamente em tentação, mas por me sentir mais forte e poder ajudar aos colegas que necessitam tanto de uma palavra amiga.

Pela primeira vez em anos, sinto-me bem comigo mesma. Consigo me olhar no espelho sem me criticar ou ter ranço da minha imagem. Estou satisfeita com o rumo que a minha vida está tomando, e eu não podia ser mais feliz e abonada por ter uma segunda chance para reconectar comigo mesma e com as pessoas que eu amo.

– Pare de implicar com a minha casa. Gosto dela, e ela gosta de mim. Estamos bem felizes, obrigada. – respondo a Rubi com um meio sorriso, esparramada na cama com vários livros. Estava estudando quando a minha amiga chegara.

– Ok... – Rubi resmungou e sentou-se no sofá de dois lugares, olhando-me fixamente. – Você me parece muito bem.

– E estou. O meu organismo está indo cada vez melhor, os meus rins então quase 100% de sua capacidade. O meu fígado está em um bom caminho também. Sinto-me muito contente por ter tirado aquela antena no pescoço e não precisar de mais hemodiálise.

– Você me assustou. Quando cheguei e soube que você estava no hospital, quase morri do coração. – Rubi suspirou.

– Desculpa pelo susto, eu não estava com a cabeça muito boa, ela não estava no lugar.

– E agora? – Rubi perguntou preocupada.

– Está tudo no seu devido lugar, estou focada em ser feliz.

– E a Camila? – perguntou com cautela.

Respiro fundo, e olho para a página aberta do meu livro. Camila sempre seria um assunto delicado em minha vida. Ainda podia sentir o corpo estremecer apenas de ouvir o seu nome, mas não me deixa descontrolada como antes.

– Segundo o Bernardo, ela está bem, parece que está encontrando o caminho também para a felicidade. – comento com um suspiro. Sempre encontro o Bernardo na casa dos meus pais. – Acho que ela deixou toda aquela doideira de vingança para trás e está buscando se encontrar.

– Assim como você está buscando se encontrar, será que as duas não vão se esbarrar no mesmo caminho? – Rubi especulou.

Soltei um sorrisinho.

– Seria muito bom, mas não acho que agora seja o ideal. Existem muitas coisas dentro de Camila que precisam ser resolvidas. Assim como existem muitas coisas em mim que precisam ser feitas. Acho que ainda somos tóxicas uma para a outra, mas quem sabe um dia, hum?

Rubi meneou a cabeça.

– Você tem visto a Dinah? – perguntei, a olhando.

– Ah, eu a vi. Estava ela, Normani e o filho dela. Estavam passeando no shopping, bem felizes, quase uma cena de margarina de família feliz. – Rubi riu.

– Isso não atinge a você?

– Ah, não... Tipo, não esqueci a Dinah, sempre a amei... A amei desde o colegial, e ainda a amo. Mas não é um amor que me impede de ser feliz com um outro amor, entende? Com outra pessoa. Não me atinge mais.

– Eu entendo. É engraçado a vida, como a gente se adapta a viver sem o nosso grande amor. – comento pensativa.

– Ah, chega. Que papo mais deprê! – Rubi se levanta e começa a mexer na minha dispensa. – Vou fazer um bolo de chocolate, espero que você tenha sorvete de baunilha na geladeira... Ah, sua Netflix está paga, não é?

– Claro que sim! – respondo quase ofendida.

– Ótimo! Será um domingo de amigas!

Fecho os meus livros, e os guardo, para depois ir ajudar a Rubi...


Notas Finais


Tá acabando amores...


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