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História Ela. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Se torne a tempestade.


Ela era forte.

 Mesmo na tempestade de seu interior, que a prendia num passado que queria deixar para trás.

Mas não um forte que chora às vezes, que por mais que tentasse, não segurava suas lamúrias. Era forte ao ponto de odiar mostrar suas fraquezas para os outros, e para si mesma. Para os outros, ela era a ponte para um castelo cheio de alegrias e diversão, seus sentimentos eram pisoteados por pessoas que não viam-na como alguém, a viam como algo. Para ela, era a muralha, que recebia chuva, vento, raios e trovões, recebia a tempestade, mas nunca caia, se desgastava, sofria, suas forças esvaiam, mas ela não desistia.

Para ela, nunca encontraria um adejetivo para si mesma, mas os outros lhe diziam muito. Uns a acham idiota e alegre, as piadas sem graça fazendo parte de seu cotidiano colorido. Para outros, era misteriosa, talvez por conta das palavras estranhas ou de demonstrar com clareza o quão fechada é. Algumas pessoas a acham inteligente, a cara enterrada nos livros e a falta de um contato social contínuo reforçaram a idéia. Tem alguns, que dizem que ela é extrovertida, comunicativa e que quase sempre tem um sorriso no rosto. Tem pessoas, que a acham estranha, conversam com ela e aproveitam para caçoar de seu jeito meio peculiar de ser. Alguns não sabem nada sobre ela, uns acham que sabem tudo, e tem outros que realmente não querem saber.

Se fosse pensar em um, diria que era confusa. Se sentia isolada, sabia que seus "amigos" não passavam de interesseiros nas coisas alheias. As pessoas que confiou, são as donas das cicatrizes que tem no seu coração, a tornando impenetrável para os fracos de espírito. Uns são exemplos para ela, que vive a vida com os ensinamentos que essas pessoas lhe deram, a perseverança, o amor, o conhecimento, a saudade. Tem aqueles que ela amou, que deixam a alegria ou a dor por onde passaram.

Ela olhava para o céu enegrecido pelas nuvens de chuva e prometeu a si mesma, que abriria seu coração para a pessoa certa, a pessoa que seguraria sua mão sem ligar para as marcas que estavam ali, que por mais que não sejam visíveis, seu corpo sentia a dor do passado, mesmo que sua mente houvesse esquecido. Ela sabia que uma hora essa pessoa entraria em sua vida e ela jamais a deixaria escapar.

Então, ela sorriu para o espelho, olhando seu reflexo. Seus olhos juntaram-se aos meus e eu elogiei seus olhos castanhos mentalmente, sabendo que eram a nova tempestade que se formava dentro de si, entretanto, aquela significaria um novo começo.



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