História Ela - Capítulo 38


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Milah, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 310
Palavras 2.187
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Despedida


Fanfic / Fanfiction Ela - Capítulo 38 - Despedida

Regina constatou naquele momento admirando Ivy finalizar os últimos retoques da maquiagem, que ela era a melhor filha que ela poderia ter, um presente que Deus colocou em suas mãos para cuidar, educar e fazer feliz. Quando a pequena menininha chegou no seu mundo, ela não pensou duas vezes. Seus instintos falaram por si, e seu coração lhe dava milhares de motivos para querer proteger e cuidar de Ivy. Ela amou Ivy no primeiro instante, assim como amava Alice. Ivy era uma filha que errava, que compreendia, que lhe aconselhava, que sempre ajudou os irmãos máximo que podia, que faz de tudo para lhe agradar, e Regina era tão feliz por tê-la como filha.

A garota encarou a imagem da mãe no espelho, que a olhava hipnotizada. Não pode deixar de sorrir. Levantou e caminhou até Regina que estava sentada em sua cama.

- como estou?. - perguntou antes de rodopiar mostrando o belo vestido de formatura. Ele era branco e rendado, e terminava um pouco abaixo dos joelhos, saltos enormes e o cabelo preso num belo penteado. A maquiagem natural, a não ser pela boca pintada de vermelho, assim como a de Regina.

A latina não se conteve, emocionada começou a chorar. Sua menina havia crescido, agora seguiria atrás de seus sonhos. Seguiria para longe dela. Não que ela não estivesse feliz. Sim ela estava, sabia que essa hora iria chegar. Ivy seria a primeira. Depois viria Alice, Henry, Lucy e Ana. E ela não estava preparada para deixa-Los partir.

- por favor, não faça isso. - enxugou as lágrimas da mãe. - deixe as lágrimas para amanhã.

Então Regina olhou para o canto do quarto onde as malas da filha estavam devidamente organizadas. Ivy iria partir para Nova Iorque no dia seguinte, uma grande revista de moda havia se interessado pelo trabalho da garota no YouTube e nas redes sociais, lhe oferencendo um cargo em sua editora.

- me perdoe por isso. - disse sentindo Ivy acariciar suas bochechas. - você sabe, mas nunca é demais dizer, que para o que precisar, poderá sempre contar com sua mãe. E seja onde for, como for, com quem for, eu apenas desejo a sua felicidade, e vou tentar sempre respeitar suas decisões.

- eu sei mama.

- quando carreguei você nos meus braços pela primeira vez, senti que minha vida havia mudado para sempre. Eu tinha perante mim um tesouro, uma linda menininha frágil que me comprometi a cuidar e a amar eternamente. Ser mãe sua mãe foi e é uma verdadeira bênção e você foi uma das melhores coisas que me aconteceram na vida. - tentava inutilmente limpar as lágrimas que já havia borrado toda a maquiagem. - amo muito você, e sou muito feliz por ter você como filha; eu tenho um orgulho sem fim, você nem imagina o quanto.

- te quiero tanto, mamá. - abraçou Regina. - soy tan feliz por su hija.

Soltou a mãe.

- agora precisamos refazer a maquiagem. - sentou Regina em frente ao espelho. - você é tão linda.

Ao descer a escada, Regina viu o que ela poderia dizer ser a mais bela imagem de todas. Devidamente vestidos para a festa de formatura, encontrou os filhos sentados no sofá, junto deles Killian e a mãe. Ana com lindo vestido rodado azul, sapatilha e os cabelos presos com um laço de fita da mesma cor. Lucy também de vestido, só que na cor rosa e nos cabelos uma bela trança embutida. Seu Príncipe Henry com um belo terno, assim como killian. E Cora um belo vestido vermelho escuro. Então sem que eles percebessem, tirou uma foto.

- como estão lindos. - disse eufórica atraindo a atenção. - então como estou?. - assim como Ivy rodopiou mostrando a roupa. Um belo vestido azul Royal colado ao corpo, saltos enormes, uma maquiagem que dava uma realçada em seus olhos e cabelos soltos livres da ondulação natural. Quem conhecia Regina se perguntava com ela havia dado a luz a quatro crianças. A latina tinha um corpo invejável.

×××

Regina repetia mentalmente como um mantra: É normal, faz parte. Mas chorava. Tanto. Não conseguia conter as lágrimas durante uma boa parte daquela manhã. A sensação de perda era tão grande. Em contrapartida estava feliz, sua filha havia crescido, emocionalmente e profissionalmente também. Era tudo tão bom e ao mesmo tempo tão dificil.

As malas estavam no carro de Cora, que finalmente voltaria para Nova Iorque levando consigo a neta mais velha. Contudo Ivy já havia alugado um pequeno apartamento à poucas quadras da mansão da avó. Para a jovem era o começo de um novo ciclo em sua vida, e estava totalmente preparada para enfrentar a temida Nova Iorque sozinha. Ela havia se despedido dos irmãos menores que seguiram para o colégio. Já havia se despedido de Alice que estava com a namorada, mesmo que as duas brigassem na maior parte do tempo, ela amava muito a irmã. Contudo o mais difícil estava por vim. Seus pais. Ela sabia que o pai era menos emotivo que a mãe, então seria mais fácil. Já Regina. Era sua mama.

- eu não poderia está mais orgulhoso. - Killiam abraçou a filha. Estavam em frente a mansão Mills. - se precisar, não hesite em me ligar. Certo?

- certo papa. - olhou para a mãe que se despedia de avó. - ela vai entender, não é? eu preciso disso, é importante para mim.

- ela vai, meu amor. - beijou sua face com doçura. - ela está feliz por você, só que... você vai para longe. Ela é mãe. E como toda mãe, quer seu filho sempre embaixo da asa. Protegendo. Ela somente está preocupada.

Despedindo-se do pai, Ivy foi até Regina, que já chorava. Ela não aguentou e se derramou em lágrimas também. Ela estaria à algumas horas de carros de Storybrook, mas era o suficiente para sentir saudade.

- se a senhora quiser, eu não irei. Mas por favor não chore.

Pediu.

- eu te amo tanto.

- seria muito egoísmo meu se lhe pedisse algo assim. - enxugou a lágrimas da filha enquanto as suas escorriam livremente.

- eu sou tudo o que sou porque você me ama. Você me deu asas e me fez voar, segurou minha mão e hoje eu consigo tocar o céu. - estava sendo mais difícil do que imaginava para ambas. - você é minha inspiração, meu mundo é um mundo melhor por sua causa. Você sabe que eu preciso seguir daqui sozinha, não é? E você sabe que tenho asas e posso voar para onde quiser. Porque você me ensinou a não ter medo. E eu não tenho, porque sei que posso voltar para você. Que posso voltar para suas asas.

Regina apertou a filha em seus braços, num abraço apertado com sabor de depedida. Aquilo era necessário, sua menina havia crescido e agora viveria suas próprias aventuras. Saindo do abraço da mãe caminhou até o carro, partindo com a avó para sua tão sonhada Nova Iorque. Quando o carro sumiu por entre as ruas, então Regina acompanhada do ex-marido voltou para dentro da casa.

- ela vai ficar bem. - assegurou Killian sentando-se no sofá. A morena sorriu amarelo e sentou ao lado do ex-marido abraçando-o pela cintura. - nos à ensinamos tudo que sabíamos, o resto ela aprenderá sozinha.

- eu sei... Mas é tão difícil.

- não pense que é fácil para mim! Ela também é minha filha, mas é necessário. - afagou os cabelos pretos. - Henry me pediu para lhe dizer que não quer uma festa. Não mais.

- por quê?

- ele vai completar dezesseis Regina, prefere comemorar com os amigos. E agora tem um carro, eu acho que ele está gostando de alguma garota.

Suspirou.

- você sabe que o carro foi Emma quem deu, não é? - indagou.

- sim, olha eu não quero mais brigar. Vou pessoalmente pedir desculpa pelo meu modo de agir. E agradecer pelo presente, Henry está eufórico. - saiu do abraço da morena e a encarou. - esse sábado ficarei com as crianças. Tem uma pessoa que eu quero que elas conheçam.

Regina encarou o ex-marido com as sobrancelhas arqueadas, surpresa com a notícia.

- eu também posso conhecer essa pessoa?

- sim, você irá gostar dela.

- dela? É uma mulher.

- sim! Algum problema? - foi a vez de Killian arquear a sobrancelhas.

- não. - sorriu. - Eu posso saber seu nome?

- Mila, ela é uma boa pessoa.

- o importante é que ela te faça feliz.

- está na hora de você buscar sua felicidade. - segurou a mulher pelos ombros.

- eu estou tão confusa!. - revelou desanimada.

- existe somente uma pessoa responsável por sua felicidade. Essa pessoa é você mesma. Olha para você, é um exemplo de mulher bem sucedida. Faz o que ama, tem filhos maravilhosos, amigos que te amam. - se havia uma pessoa que torcia pela felicidade de Regina, esse alguém era Killian. - se sua felicidade for Emma Swan, eu irei compreender. Mesmo achando que as coisas foram fáceis demias para ela, mas como dizem "o fardo nunca é maior do que você pode carregar". Se Emma for essa pessoa, esqueça o passado. Ela errou, você sofreu. Mas esqueça, mesmo não ficando com ela. Você precisa esquecer e perdoar para seguir em frente. Para ser feliz consigo mesma. Esqueça e perdoe para poder virar essa página. Virar não! Finalizar esse livro, para começar a escrever uma nova história. Não estou falando sobre Emma, sim sobre você. Sobre sua felicidade.

×××

Já passava das 16hrs quando Emma enfim desligou o computador, havia passado quase todo o dia respondendo à e-mails da empresa. Sua sorte era que, possuía funcionários extremamente competentes, tornando sua presença nas empresas opcional. Seguiu para o banheiro, após o banho pensou em lugar para a amada, mas desistiu. A morena havia comentado algo sobre, que, naquele dia sua filha mais velha iria morar em Nova Iorque. Então preferiu não incomodar. Logo seu estômago reclamou, desceu para a cozinha encontrando uma cena no mínimo cômica. Sua mãe aos beijos com Ruby. Emma não pode deixar de sorrir, a médica era uma Boa mulher e realmente gostava de sua mãe. E Mary marecia ser feliz.

Fingiu tosse para tentar ganhar a atenção das mulheres, mas em vão. Voltou a tossir, mais alto. Nada. Encheu os pulmões de ar e tossiu pela terceira vez, mais alto. Mary assustada empurrou Ruby, que se desequilibrou e caiu de bunda no chão. A loira não saiba se ria do desespero da mãe, ou do tombo da oncologista.

- deveria ajudar sua namorada. - apontou para Ruby que ainda estava esparramada no chão da cozinha.

Assim Mary fez, ajudou a outra a levantar e verificou se ela não havia se machucado. Emma sabia que a mãe deveria está morrendo de vergonha por ter sido pega no flagra, então tratou de ignorar o acontecido.

- folga hoje Ruby? - abriu a geladeira e retirou os ingredientes para fazer um sanduíche.

- oh! Sim. Aproveitei para visitar Mary.

- eu percebi.

- deixe que eu faço isso filha. - Mary tomou a faca de suas mãos e preparou o sanduíche, entregando a filha.

- da próxima vez, usem o quarto. - sorriu sacana para Ruby seguindo para a sala. Do sofá observou as duas mulheres subirem para o quarto da mãe. Pareciam duas adolescentes. Pensou.

Entediada. Fussava os canais de TV, parou num canal de esportes mas logo se encheu com aquilo. Depois um reality culinário porém rapidamente desistiu. Quando companhia soou, poderia ser sua filha ou Regina. Engano. Ao abrir a porta encarou Killian, a última pessoa no mundo que ela queria ver naquele momento.

- vim em missão de paz. - sem esboçar nenhuma emoção, Emma seu passagem para o homem entrar. - posso? - apontou para o sofá, calada a ela acentiu, sentando na outra ponta do sofa. - eu vim lhe pedir desculpas pela forma como agi da ultima vez que nos vimos.

- não há necessidade, eu também agi mau. - disse um pouco desconfortável.

- Regina é uma mulher livre e independente. Mesmo na condição de amigo e ex-marido, eu não tinha direito de ter agido daquela forma. Ela merece ser feliz.

- eu estou tentando conseguir o seu perdão.

- ações Emma. - a loira franziu o cenho. - se quer realmente Regina de volta, precisa agir. Ela não está esperando palavras de amor e arrependimento. Ela espera ações, que mostrem que está realmente arrependida, e que você não é aquela garota medrosa do passado.

- como?

- fazendo tudo diferente. Ganhe a sua confiança.

- por que está me ajudando?. - perguntou desconfiada.

- não faço isso por você, faço por Regina. - explicou. - ela está confusa, precisa seguir em frente, com ou sem você.

Killian analisou a loira percebendo sua angústia e inquietação. Então continuou.

- Regina se tornou tudo aquilo, pelo qual você fugiu. Não é somente dela que estou falando, é o pacote que vem junto. Nesse domingo o pacote estará disponível. - dito isto levantou e saiu deixando Emma pensativa.


Notas Finais


Então como sempre!! Quero a opinião, sugestões e críticas tudo para melhorar a fic!
Lembrando que a fic está na reta final.
Até mais.
❤💛


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