História Ela é MINHA amazona♡ - Capítulo 12


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Visualizações 606
Palavras 4.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa pela demora para postar, terminei de escrever agora este novo capítulo e já estou postando! Obrigada por estarem me acompanhando nesta fanfic, já deram uma passadinha lá na fanfic "Academia de Magia Fairy Tail?" Postei novo capítulo do arco final!!!
Sem mais delongas, vamos ao capítulo!!!♥

Capítulo 12 - O manto dos céus !!


Fanfic / Fanfiction Ela é MINHA amazona♡ - Capítulo 12 - O manto dos céus !!

«Sting on»

Caminhavamos aos arredores da floresta que protegia Celeste, as árvores grandes de troncos largos e velhos mostravam a nós a antiguidade em que pisavamos. Aqui os raios de sol não chegavam até nós, os enormes galhos e folhas impediam a luz adentrar a mata. A pouca luz que nos era dada ia se apagando aos poucos, desaparecendo e dando indício de que a noite estava próxima.

Por longos dias procuramos pela caixa, olhamos a floresta ao sul, o nordeste e todas as direções. Nos restava o "Pico do Pégaso." O local mais bem protegido e místico da floresta, protegido por animais místicos e uma magia antiga.

-Seu avô tinha que esconder uma caixa na floresta, tão fácil de se achar -dizia Rogue, olhando ao redor procurando algo suspeito. Seu tom irônico me fez rir, realmente meu avô fez o impossível para esconder tal objeto de Iggar.

-Ali, estranho não? -digo indicando uma árvore envolvida por milhares de troncos, coberta por vegetação e pequenas flores. Os olhares da floresta nos encarava, analisando a proximidade. Coelhos, cavalos, pássaros ou borboletas, esquilos e raposas, todos pulando e andando pela floresta, nos olhando -Essa árvore tem muita magia...

-Acha que está aqui? -ele me encara e eu observo, bati na árvore, não parecia oca, decidi olhar as raízes que rasgavam o solo, afastei algumas e vi, um fundo buraco com um tecido vermelho. Uma espécie de embrulho.

-Encontrei -digo afastando mais raízes, saltei dentro e peguei a caixa mediana. O embrulho era pesado e se encaixava perfeitamente em meus braços, nem grande nem pequeno -Vamos levar diretamente a Celeste.

-Ficamos quase vinte dias procurando por isso, espero que tenha muito ouro ai dentro -Rogue me olhava irritado e me fez rir. Se meu avô escondeu isso é por que possui um grande valor, uma grande importância que pertence a minha irmã -Sabe chegar a Celeste?

-Hum...-confirmei, peguei a caixa nos braços e sai na frente -Espero que encontrem o ferreiro, será que Natsu já o achou?

-Por que seria ele a encontrar um velhote de milhares de anos? -Rogue riu em negação -Ele não parece do tipo a gostar de missões de "caça aos velhos do passado."

-Talvez por que minha irmã está envolvida e.. -eu sorri e revirei os olhos, é difícil admitir -algo me diz que quando se refere a ela, Natsu é capaz de tudo.

Nos mantemos em silencio enquanto caminhávamos, havíamos finalmente encontrado a caixa deixada por meu avô. Espero que um dos grupos encontre o ferreiro, não entendi o motivo ao certo de Lucy querer este velho, mas possui um significado único. Vamos levar até ela este presente, a herança de nosso avô.

«Jellal on»

Caminhávamos pelas pequenas ruas sem noção de onde procurar, havíamos revirado cada centímetro de Lauterbrunnen de ponta cabeça. Ele não está aqui. Os cidadãos foram bem receptivos conosco, Evergreen nos trouxe uma informação de uma garotinha chama Nina, há rumores de um garoto que vive entre as montanhas, talvez este saiba alguma informação. Estávamos aos pés de uma caverna no topo das montanhas, uma caverna escondia próxima da fonte da queda de água que era um dos cartões postais do vilarejo.

-A caverna não é tão escondida assim -disse Loke, afastando os musgos que caiam na frente da entrada -E não é tão vazia assim...

Entramos pela estreita passagem, a caverna era iluminado por centenas de velas que, julgando pela forma em que estavam, derretidas, pequenas e espalhando toda a cera pelas pedras, estão ali a muito tempo.

-Sem dúvidas essa é a nossa melhor pista -disse Cana, virando a garrafa e dando um longo gole em sua cerveja -Shii...Escutem.

Olhei ao fundo da caverna, todo o caminho era iluminado. O som de aço sendo amolado ecoava pelas paredes. Andei lentamente, seguindo o som com Loke, Cana e Evergreen logo atrás. Avistei um homem alto, a aparência que deveria ser de um velho de mil anos era totalmente ao contrário. Ele era alto, corpo definido, tinha inúmeras cicatrizes, cabelos ruivos e olhos num ambar cintilante. Seu olhar caiu sob nós quatro, se arregalando e sacando a espada. Ergui os braços mostrando que não estava com espada em mãos.

-Puta que pariu! Que homem! -brandou Cana o olhando assustada -Eu esperava um velho gaga de cabelos brancos e verrugas!

-Santo Deus...-Evergreen sorriu largo -Acha que é solteiro?

-Haa-ruum! -pigarreei e encarei as duas atiradas -Me chamo Jellal Fernandes, sou do instituto Fairy Tail e procuro pelo ferreiro dos Deuses. Seria você?

-Não, sou Hector, neto dele -o homem estreitou os olhos e baixou a lâmina -O que querem com meu avô?

-Lucy Heartfilia está precisando de seus serviços -digo e seus olhos se arregala, a feição de surpresa e espanto -Ela está com a mãe e precisa urgentemente do ferreiro, sabe onde o encontramos?

-Lucy...-ele sorriu mas ficou sério novamente -Como vou saber se está dizendo a verdade?

-Por que não existe motivos para mentirmos -disse Loke com os braços cruzados -Iggar está cada vez mais próximo da família real, precisamos da princesa muito bem armada.

Ele se sentou em uma das pedras e nos encarou, pegou um pequeno livro e jogou para mim.

-Meu avô me mandou para cá a trezentos anos, ele permanece no mesmo lugar a exatos cem anos -sua voz era grave e alta -Se for verdade, eu posso ir com vocês.

-Adoraríamos! -Cana e Evergreen suspiraram.

-Por que precisaríamos de você? -o encarei desconfiado -Conhece a arte das armas? Da criação do armamento dos Deuses?

Ele se levantou e riu baixo, desviando o olhar dos meus.

-Meu avô me ensinou tudo sobre os Deuses e esse mundo de criaturas e seres que, humanos como os que vivem lá em baixo, não conhecem -ele vestiu um moletom preto -Sei como fazer armas perfeitamente, está no sangue ter o dom para criação de armas.

Cana e Evergreen entraram numa discussão não sobre ele ser ou não um impostor, mas sim sobre como Hector era "perfeito" segundo elas. Loke deu de ombros, se ele for um impostor morreria perante todos, sem chances de escape.

-Cana, prepare o portal -digo firme -Hector vem com a gente mas, devo avisar que, se for um impostor...

-A morte é certa -disse Loke o encarando sério e dando um sorriso -Recomendo certa distância da princesa.

-Não precisa me dar avisos onde é o meu lugar -ele revirou os olhos e pôs o gorro do casaco na cabeça.

Eu ri fraco com tal comentário, Loke não se referiu a este assunto por conta da posição de princesa e digamos "empregado." Mas sim por conta de um certo Dragão de pavio curto, ao qual conheço perfeitamente e tenho a plena certeza de que, se Hector chegar muito perto de Lucy, podemos preparar a enfermaria pois, ele ficaria idêntico a Freed.

«Juvia on»

Estavamos a dezoito dias dentro de Celeste, dezoito longos dias de treino pesado durante vinte horas por dia. Aquárius-sama fica mais rígida a cada dia que se passa, consegui dominar a arte da espada e do escudo, já consigo utilizar os dois de maneira perfeita em cima do cavalo que, para mim foi o melhor presente. Um belo cavalo de pelagem preta e por mais que eu sinta raiva e muito rancor de Gray, algo em mim, no fundo me dizia que o gelo fazia parte de mim, então o nomeei de Ice.

Hoje era um dia de "folga" para mim e Levy, estávamos sentadas assistindo o treinamento da Lucy e vendo como ela lutava de igual para igual contra Layla-sama. Ela dominava perfeitamente a espada, ver seus movimentos era como ver uma "dança" em campo, cada movimento, ataque ou defesa, prendia a atenção e causava uma certa ansiedade.

Em meus braços a filha de Éclair, uma bebê de cabelos castanhos claros e pele bronzeada, bochechas rosadas e gordinhas. Envolvida num manto rosa bem suave, eu brincava com suas maozinhas e sorria ao ouvir a risada gostosa da bebê que, pelo nome, já me fazia simpatizar com ela. Lucy Ashley.

Um portal começou a se formar em meio ao campo de batalha, não nos preocupamos por que a "energia" não era carregada ou ruim. Do portal saíram um loiro e um moreno, Sting e Rogue. Não pude evitar de sorrir ao ver Rogue, me sinto incrivelmente bem com ele por perto e eu me lembro perfeitamente do nosso beijo. Sting carregava em seus braços algo embrulhado num tecido vermelho, entreguei a bebê Lucy para Virgo-chan e desci as escadas correndo junto de Levy. Minha primeira reação foi abraçar Rogue bem forte, sei que Lucy e Levy estão me olhando confusas mas dei de ombros.

-Que recepção -ele riu fraco -Como vai com o treino?

-Incrivelmente bem -sorri largo -Então, acharam a caixa?

-Sim -Sting sorriu e encarou a irmã -Podemos ir para um lugar mais reservado, mãe?

-Claro querido, vamos para o quarto da Lucy -disse Layla e nós ficamos ali, sabíamos que era uma coisa mais "família" então eu e Levy ficamos soldando Rogue sobre como fora sua missão.

-Extremamente cansativa, preciso de um banho -ele revirou os olhos -Espero ter algo de muito valor ali dentro.

-Hahaha vou deixar você com a Juvia, vou pegar um livro na biblioteca. E Rogue, a Juvia te ajuda com o banho! -disse Levy saindo correndo e piscando para o moreno que riu alto.

-Juvia o que!? -disse assustada e sentindo as bochechas arderem. Baixinha dos infernos!!!

-Então, onde tomo banho? -ele me encarou e sorriu de lado, fiz careta e o puxei pela mão.

-Você vai tomar banho e eu te darei um calça nova, você lava suas roupas depois -digo subindo as escadas.

Minha "casa" em Celeste era pequena, um cômodo com um sofá branco, um tapete azulzinho, moveis de madeira clara. Uma mesa baixa com almofadas no chão, uma pequena geladeira recheada de bebidas e algumas guloseimas. Ao fundo uma larga cama de casal, forrada com lençóis brancos, uma manta cinza e cheia de travesseiros. Duas janelas de madeira iluminavam o local.

-Bela casa -disse Rogue tirando a jaqueta.

-O banheiro é naquela porta, tome -lhe entreguei a toalha e a calça -Vai comer algo?

-Vai cozinhar para mim? -ele riu e eu neguei rindo.

-Não mesmo, aqui temos frutas, doces e alguns pães frescos -disse abrindo a mini geladeira e tirando uma garrafa de lá -Vinho tinto?

-Com certeza -ele sorriu e entrou no banheiro.

Deixei o vinho sob a mesa junto dos chocolates e das frutas, me joguei no sofá e comecei a amolar a lâmina da minha espada. Lembrei das roupas que eu estava, um simples top branco sem alças, com pequenas pedras rosas penduradas, uma longa saia com fendas nas laterais e uma simples sandália gladiadora. Coloquei as pernas em cima do sofá e fiquei afiando a lâmina, fazer aquele processos me tranquilizava e afastava as más memórias.

"Gray-sama nunca me amou"

"Eu o odeio? Realmente aquele amor se foi?"

"Me tornar um demônio realmente me transformou?"

«Natsu on»

Haullstatt é um vilarejo incrível, a arquitetura rústica lembrava uma cidade antiga e confortável. Durante os dias que estamos aqui, não pude parar de pensar em como esse lugar é uma ótima parada de relaxamento e tranquilidade.

Nos preparávamos para voltar, percorremos cada centímetro das montanhas e da cidade, nenhum sinal de um velho que more nas montanhas ou que seja um ferreiro.

Recebemos uma ligação de Gray, ao que parece eles possuem uma pista e estão a seguindo. Jellal havia acabado de entrar em contato conosco, ao que parece estão com um homem que diz ser neto do ferreiro. Mandei eles ficarem com os olhos abertos nele, não se sabe se este diz a verdade ou não.

"Melhor o manter bem longe da Luce..."

Estava jogado na cama do hotel, do lado de fora a neve começava a cair, mexi nas madeiras da lareira, aumentando a chama. Me sentei ali na frente e fiquei observando o fogo "dançar" enquanto bebia uma taça de vinho.

-Não foi desta vez -digo pensativo e frustrado -Realmente, essas missões não combinam comigo.

Definitivamente procurar por velhos do passado não se encaixa em meus "padrões." Espero que Erza tenha mais chances do que eu tive. Ficar dezoito dias em um lugar a procura de alguém, sem ter pistas ou informações. O máximo que conseguimos foram dias de procuras sem sucesso e férias adiantadas. Ouvi um ronco alto e grave, cuspi o vinho com o susto. Era o ronco de um animal, mas onde diabos teria um animal ali, na minha suíte? Me levantei e procurei por todo o quarto, ouvi um ronco mais alto desta vez, abri a porta da varanda e sai. A lua era a única coisa que iluminava as ruas escuras, as estrelas estavam radiantes e o vento gelado batia em meu peito mas não me causava arrepios, mesmo estando sem camisa. Olhei para os lados, procurando por algo que tivesse "vida" e pudesse estar escondido. Estreitei os olhos quando vi algo de pelagem incrivelmente azul safira, era grande com orelhas pequenas e uma longa calda. Meu coração saltou quando percebi que se tratava estranhamente de uma pantera "azul."

O animal se mexeu e eu me preparei para entrar e pegar a espada, teria que mata-lo. Mas a pantera abriu lentamente seus olhos, revelando um azul tão claro que poderia se confundir com o céu em dias "felizes."

-Você tem carne ai, demônio? -a voz alta e enrolada soou em meus ouvidos, olhei ao redor depois para a pantera que agora me encarava sentada sob o muro da varanda -Estou falando com você, Dragão do fogo.

-Tá brincando comigo né? -disse rindo em negação -Essa voz não pode ser de uma pantera, nem mexendo a boca você tá!

-Telepatia, otário -a pantera lambeu a pata e pulou em minha direção -Então, tem carne?

-Otário é você gato azul dos infernos! -brandei irritado. Não acredito que um aninal está me ofendendo -Tsc...Não tem nada pra você comer, vaza da minha varanda.

-Não -a pantera entrou no quarto e eu fiquei louco. Se alguém perguntasse, como eu diria que estou com uma pantera ali dentro!? -Cama confortável!

-Sai dai felino do capeta! -disse irritado o vendo deitar-se na minha cama -Tsc mas que droga...

-Então como se chama? -o felino me pergunta -O grande Dragão do fogo, ouvi histórias sobre você.

-Natsu -reviro os olhos e me jogo em frente a lareira -To nem ai para as histórias, só vaza da minha cama.

-Vão achar que está louco, falando sozinho -a pantera azul deitou a cabeça nos travesseiros e bocejou -Saiba que agora eu serei seu Exceed, levei séculos para encontra-lo sabia?

Exceed!? Fala sério, esses animais são místicos e não existem a milhões de anos! Isso é brincadeira...Se bem que...

-Não acredito nisso...-digo o encarando chocado. A telepatia era um dos dons dos exceed e a aparência mística também. Talvez a pelagem azul safira e os olhos azuis claros tenham um significado.

-Então, qual nome vai me dar? -o felino começou a jogar a almofada de um lado para outro, como se fosse uma bola de lã -A quatrocentos anos sou chamado de felino safira, pantera azul, demônio estelar...Quero um nome.

-Hein!!? -digo o olhando iconformado, como raios vou dar nome a uma pantera!? -Depois vejo isso...

Caramba, não achei um ferreiro mas me deparo com um felino de pelagem estranhamente diferente, dizendo ser um Exceed, um dos seres místicos extintos de nosso mundo.

«Lucy on»

Quando Sting apareceu junto de Rogue naquele portal eu me assustei, nunca tinha visto tamanho "fenômeno" diante de meus olhos. Ele finalmente havia encontrado a tal caixa, o que me fez ficar aliviada já que Iggar não a acharia nunca mais. Mas ru queria notícias de Natsu, Erza e Jellal, precisava saber se estavam tendo sucesso ou não em suas missões, se estavam bem.

"Ele com certeza está bem...Tem que estar."

Estavamos em meu quarto, minha mãe me olhava como se disesse "Abre logo o presente de seu avô!" E meu irmão me olhava sorrindo bobo, ele estava suado e cheirando a "mato." Respirei fundo e tirei aquele nó do tecido vermelho que embrulhava a caixa, o tirei e coloquei de lado. Observei a caixa de madeira, toda trabalhada em detalhes. Parecia mais um baú daqueles antigos que se guarda tesouros. O abri com certo receio, mas me espantei com o que ele revelava.

-É perfeito...-digo olhando o conteúdo.

Um tecido branco e fino, uma leve transparencia, era macio e lembrava muito um "véu." O tirei de dentro da caixa, um tecido deslumbrante, pronto para ser transformado em um dos mais belos vestidos da auto costura. Coloquei ele na cama e estranhei as seis largas e grossas barras de ouro puro dentro da caixa, peguei uma e pesava bem mais que o escudo.

-Wou, nosso avô te deixou rica -disse Sting boquiaberto -Mas qual é a do tecido de noiva ali?

-Não acredito que ele guardou isso durante estes anos todos...-minha mãe tocou levemente o tecido, assustada e chocada -O manto dos céus...

-Manto dos céus? -disse me sentando na cama e ponto as barras de ouro sobre o colchão -O que isso significa?

-Significa que é um manto sagrado, apenas uma pessoa pode usa-lo e creio que seja você -disse Sting pensativo -Estranho, como nosso avô sabia que a Lucy seria a única capaz de usa-lo?

-Talvez ele soubesse de algo que ainda não descobrimos, algo especial -minha mãe suspirou -Querida, este manto representa a justiça e o poder, a grandeza dos Deuses e da salvação. Ele foi citado em uma antiga profecia...Tem certeza de que vai querer usa-lo?

Encarei o tecido e as barras de ouro, meu avô não teria tanti trabalho para esconder estas coisas se não fosse para mim usa-los, se não fosse para estar nas mãos certas.

-Sim, eu só preciso descobrir o que fazer, exatamente -digo pegando as três pedras de safira de tamanhos diferentes nas mãos. Eram minhas pedras preciosas favoritas, o tom de azul sempre me chamará atenção -Ele me deixou um "véu" intocável, seis barras de ouro, tres pedras de safira em um azul intenso e puro...

-E isso aqui...-Sting tirou um envelope de papel velho, amarrado em um barbante e lacrado com cera de vela azul -Deve ser uma carta do vovô...

-...- eu segurei a carta e a encarei, a escrita no verso do envelope era em outro idioma, Sânscrito.

-Vamos deixa-la a sós...-minha mãe arrastou Sting do quarto, me deixando sozinha com os "presentes" do meu avô, ou seria uma herança "destina" a mim?

Guardei as barras de ouro na caixa junto das safiras e do tecido, encarei o envelope eo abri com cuidado. Tirei o barbante e a cera se quebrou, tirei o papel de dentro do envelope e abri a carta.

Eu já havia falado em Sânscrito antes, me lembrava d conhecer a língua, mas essa seria a primeira vez que iria ler uma carta toda escrita neste idioma.

"Meree pyaaree aur sundar raajakumaaree, shaayad main nahin jinda jab is patr par apane haathon ko milata hai. ho sakata hai ki kal aane ya kuchh hee varshon mein kar raha hoon. lekin isase pahale ki ham aapako bataenge ki mujhe pata hai kee jaroorat hai, mujhe lagata hai ki sabase mahatvapoorn hai ki aap ko bataane ke lie hai main bachchon ko, apane bheetar adhik shakti aur angailichaliaidadai ke saath paida beech pal main apanee maan ke baahon mein pahalee baar ke lie dekha se aap pyaar karata tha. sabase sundar. usake bhaee chhaton ki usakee bahan thee se chillaaya paida hua, usake shabd the "meree bahan ant mein mere lie aaya tha!" apane janm ke din hamaare jeevan ka sabase khushee ka din tha. lekin durbhaagy se khushee lambe samay tak nahin karata, main tumhen patr likhane kyonki main jaanata hoon ki kal araajakata agi mein aa jaega . main apane kavach, ugidas kee neelam ja raha hoon aur apane daada, jo sambhavat: pata karane ke lie nahin aaega ke khoon se aasheervaad diya. unakee daadee aur apanee chaachee anna, usakee maan kee bahan aap in chhah svarn salaakhon chhod den. apane daada , eldeberan, ya deu bhagavaan ka, mere pyaare pita vah aakaash ke dhaanche ko chhod deta hai, aspasht aspasht baage ki yahaan tak ​​ki unake janm se pahale aap ke lie gaya tha, ghoonghat shakti, mahaanata, nyaay, shaanti aur angailichaliaidadai hai. hamaaree duniya ke sabase praacheen, dar aur shaktishaalee bhavishyavaanee ka prateek pata hai ki bhale hee main tumhen, apane bhaee aur apanee maan ke saath shaareerik roop se..."

Meus olhos se encheram de lágrimas, meu coração acelerou, as mãos estavam trêmulas. Não acredito nisso, não acredito que esta carta foi escrita por meu pai...Meu pai!!

"Minha doce e linda princesa, talvez eu não esteja mais vivo quando esta carta chegar em suas mãos. Talvez chegue amanhã, ou daqui alguns anos. Mas antes de lhe dizer o que necessito que saiba, creio que o mais importante seja lhe dizer que, eu te amei desde o momento em que te vi pela primeira vez nos braços de sua mãe. A mais bela dentre as crianças, a que nasceu com maior poder e angelicaliedade dentro de si. Seu irmão gritou aos quatro ventos de que sua irmã havia nascido, suas palavras foram "minha irmã finalmente chegou para mim!" O dia de seu nascimento foi o dia mais feliz de nossas vidas. Mas infelizmente a felicidade não dura muito, estou lhe escrevemos esta carta pois sei que amanhã o caos chegará em Ágia. Estou lhe deixando as safiras de minha armadura, ugidas e abençoadas pelo sangue de seu avô, ao qual provavelmente não chegará a conhecer. Sua avó paterna e sua tia Anna, irmã de sua mãe, lhe deixam estas seis barras de ouro. Seu avô, Aldebaran, o Deus dos Deuses, meu amado pai. Lhe deixa o manto dos céus, o véu intocável. O manto que lhe foi destinado mesmo antes de seu nascimento, o véu que representa o poder, grandeza, justiça, serenidade e angelicaliedade. O manto da profecia mais antiga, temida e poderosa do nosso mundo. Saiba que, mesmo se eu não estiver fisicamente com você, seu irmão e sua mãe, eu estou com vocês espiritualmente, protegendo e os guiando. Não confie em todos, mas creio que saberá quando confiar. Seja forte, firme e justa. Não se permita abaixar a guarda, afinal você é filha de uma grande Amazona.

Iggar, seu tio de sangue lhe jurou de morte assim que nasceu. Não posso entrar em detalhes, cabe a você descobrir sobre a profecia e escolher seus caminhos. Você terá uma longa vida minha princesa, mas faça destes objetos sua armadura. A mais poderosa de todas. Deverá ugir ela com seu sangue, mas não exagere muito, leva umas horas para se recuperar do processo.

Eu te amo intensamente, me dói saber que não viverei para te ver crescer, mas me satisfaz saber que posso lhe garantir proteção, saber que se tornará a mais poderosa dentre as mulheres. A esperança e a justiça.

De seu pai que lhe ama muito, Jude Heartfilia. "

-P-Pai...-as lágrimas cairam sobre o papel, estas foram as únicas palavras de meu pai dirigidas a mim. As primeiras e as últimas. Nunca ouvi sua voz, nunca senti o calor de seus braços e o conforto de sua proteção. Mas ao ler esta carta eu me senti tão ligada a ele, como se ele estivesse comigo.

Aquela era minha verdadeira herança, as peças dadas por aqueles que morreram em guerra, por aqueles que me amavam. As peças de uma armadura para me proteger.

«Erza on»

Nossa pista veio de uma anciã de uma loja de antiguidades, uma senhora baixinha bem velha que vende objetos antigos. Ela nos disse que existe um senhor que mora isolado da civilização desde que ela era pequena, mas acredita que este já esteja morto. Nós claro seguimos a pista, mesmo ela dizendo que provavelmente encontraríamos apenas os ossos do velho. Estavamos a baixo da aldeia se Covadonga, tínhamos que descer pela frágil escada feita de pedras. Já lá em baixo, o solo de terra batida e a vegetação baixa nos mostrava outro lado da magnífica e histórica cidade. A neblina dificultava o percurso, mas mesmo assim seguimos adiante.

-Caramba, essa neblina é impossível de se vencer -brandou Bickslow, caminhando ao meu lado e de Gray.

-Ai, aquilo ali é uma caverna? -disse Gray, chamando nossa atenção e nos fazendo olhar na mesma direção em que ele olhava -Diz que é pelo amor de Deus.

Estreitei os olhos e sim, confirmei, era uma caverna. Estava mais para uma gruta. Entramos e a pouca iluminação era dada através de tocos de velas espalhadas pelas paredes de pedra. Um lugar úmido e gelado, as inúmeras goteiras nos indicava que estávamos a baixo de um local com grande quantidade de água, provavelmente um lago. Caminhamos pela gruta e a quantia de velas aumentou, paramos em frente a uma espécie de cômodo, lá existia uma espécie de mesa de madeira, frutas em cima, um cachorro dormia na cama improvisada junto de um senhor dr cabelos tão brancos que lembrava algodão, barba fofa, pele extremamente alva e ao que parecia, sua estatura era baixa e acima do peso.

-Que zona -Bickslow pegou uma caneca de metal e olhou o conteúdo, pelo cheiro diria que Cana adoraria tomar. Mas o barulho ecoou quando ele a colocou sob a pedra novamente -Epa...

-Idiota...!-Gray lhe acertou um tapa na nuca, mas a cena deles só chamaram mais atenção.

O cachorro acordou e começou a latir, consequentemente o venho levantou num pulo, caindo da baixa cama.

-Quem tá ai!? -a voz dele era baixa, como de todo senhor de idade, ele esfregou os olhos e colocou um óculos fundo de garrafa, a camiseta vermelha estava surrada mas limpa, a larga bermuda bege rasgada e nos pés meias grossas -O que crianças fazem aqui?

-Desculpe atrapalhar sua noite de sono, senhor -digo sorrindo -Me chamo Erza Scarlet, estes são Gray e Bickslow, somos do instituto Fairy Tail.

-Hum...A Titânia, o demônio do gelo e o alfa dos lobos -ele endireitou os óculos e se levantou, andando devagar até mim e apertando meus braços -Está muito magra criança, na minha época meus pais fariam eu comer o triplo em cada refeição.

Ri fraco com tal comentário, afinal ele mais parecia um vovô preocupado do que um ferreiro dos Deuses.

-Você era ferreiro de Aldebaran, correto? -digo e ele suspira e se senta, olhando o cachorrinho na cama -Você é um ferreiro, certo?

-Aldebaran era muito mais que um Deus, para mim -ele sorriu e nos olhou -Ele era meu melhor amigo e confidente. Lembro-me até hoje quando ele me fez fugir junto da minha nora durante a guerra...

-Ele foi um grande homem -Disse Gray s encostando na parede -Ainda trabalha, senhor...?

-Heitor, me chami Heitor meu jovem -ele bocejou -Faço algumas coisas, mas desde a morte de Aldebaran, Jude e Sting eu não faço mais ferragens. Sinto muito.

-Sting está vivo -Bickslow disse e o velho arregalou os olhos -Sting Heartfilia, filho de Jude e Layla, irmão de Lucy, certo?

-Impossível...-ele estava espantado mas aparentemente feliz -O garoto dos céus, o Dragão da luz está vivo...

-Sim, ele está junto da mãe e da irmã -digo dando um passo a frente -Senhor, estamos aqui por que a Lucy é nossa amiga e precisa de você.

-Precisamos que venha conosco, pode soar estranho um bando vir atrás de você dizendo tais coisas, mas Iggar também está atrás de você -Gray o encarou e suspirou -Ele sabe que é o único que pode armar Lucy.

-Como uma princesa não possui uma lâmina ainda? -ele fez careta e balançou as mãos em negação, se levantando e pondo algumas ferramentas em uma mochila -Minha garotinha não ficará indefesa neste mundo...

-Então acredita em nós!? -Bickslow o olhou surpreso e o velho deu risada.

-Acredite meu jovem, se vocês fossem inimigos já teriam morrido assim que entrassem na gruta -ele bateu em minha mão e sorriu -Enchi tudo isso aqui de magia, morreriam imediatamente.

-Nossa...-Gray arregalou os olhos surpreso, isso significa que corremos mais riscos do que imaginei ao entrar neste lugar.

-Me mantenham a par do que anda acontecendo enquanto me leva até a princesa...-ele deu um longo gole naquela coisa que estava na caneca -O lobo pode levar minhas ferramentas? Não aguento minhas costas.

-Claro, ele será seu carregador particular senhor Heitor! -Gray bateu do peito de Bickslow que fez careta, pegou a mochila e arregalou os olhos. Deve estar pesada.

-Vamos subir para a aldeia e amanhã mesmo iremos para Celeste, tudo bem para o senhor? -digo sorrindo e ele concorda -Seu neto está com meu namorado, ele é ferreiro assim como você, certo?

-Hector? -ele riu baixo -Meu neto é bom, mas se da melhor com mulheres e bebida.

O encarei com as sobrancelhas arqueadas, encarei Gray que riu baixo em negação. Espero que ele mantenha distância da Lucy, ele acabaria "torrado."

Levariamos Heitor até Lucy e Layla, estamos a frente de Iggar e isso nos favorece. Não podemos nos dar ao luxo de perdemos muito tempo, estamos a cegas, sem saber qual será os passos do tio da loira.

Amanhã chegaremos em Celeste, avisarei Natsu e Jellal que finalmente encontrei o ferreiro e partiremos em breve.

"Finalmente voltaremos para casa."


Notas Finais


Pessoal eu não coloquei a carta toda escrita em Sânscrito por que ficaria enoooorme!!!
Sobre a carta do Jude para Lucy, emocionante! ♥
Natsu finalmente encontrou a pantera de pelagem azul safira, finalmente os Exceed estão dentro da história!! Como acham que eles serão na personalidade? Happy será uma pantera azul safira. Mas enquanto a Carla ou Lily? O que acham que serão? ♥
Sobre o manto dos céus, as barras de ouro e as safiras. O que acham que Lucy fará? Como pensam que será a armadura da princesa de Ágia/Celeste e claro, de suas amigas também!!!
Obvio que Juvia e Levy terão armaduras né manas!?
Próximos capítulo sai em breveee♥
PS: Se existir erros mil desculpas, mas eu juro que arrumo depois!♥


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