1. Spirit Fanfics >
  2. Ela é o cara (Imagine ABO) >
  3. Our Song

História Ela é o cara (Imagine ABO) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Olá anjinhos!
Tudo bem com vocês? Porque eu estou nas nuvens!
Ufa! Impressão minha ou essa semana passou muuuuito devagar?
Eu estava ficando verdadeiramente ansiosa... ainda mais porque existe um bocado de coisinhas que merecem explicação.
Mas, no próximo capitulo.
Esse aqui ainda é para os apreciadores desse casal - que, eu confesso, estou A-M-A-N-D-O escrever!
Gostaria de, novamente, agradecer a vocês pela chance dada a fic! De coração, muito obrigada!
E, com relação aos mistérios, eu não vou enrolar muito - fica cansativo e se eu deixar para explicar muuuito lá na frente, provavelmente, vou acabar perdendo o fio da meada.

Uma notinha importante é: a música do capitulo é a que eu meio que "escolhi" para ser a do casal - escrevi esse capitulo ouvindo ela, portanto é uma boa sugestão. Vou deixar o link nas notas finais!

Beijinhos diabólicos!

Boa leitura! ;)

Lola

Sugestão musical: Poison_Rita Ora (cover) - link nas notas finais!

Capítulo 10 - Our Song


Êxtase agridoce em que você me viciou
Caindo, não consigo dormir esta noite
E você me fez sentir como se eu estivesse louca
Mas está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem

_Poison

 

– Adivinha quem tem planos para hoje? – Cantarola, empolgado, pousando a bandeja de café da manhã em meu colo antes de plantar um beijo delicado em minha testa. – Exatamente. Nós.

– Nós? – Sorrio divertida, arqueando uma sobrancelha para o garoto sorridente, torcendo para estar parecendo tão debochada quanto quero transparecer. As coisas parecem estar ficando estranhas e, sinceramente, isso não é nada bom. – Quem?

– Eu e você, bobinha – senta-se ao meu lado, pegando um dos bolinhos, mordendo-o antes de soltar um grunhido satisfeito. – Perfeito!

Limito-me a continuar a refeição silenciosamente, observando o Ômega se levantar e caminhar pelo meu dormitório totalmente à vontade, mexendo em algumas coisas até encontrar a minha mala – ainda feita, apesar de bagunçada – e fazer uma careta de reprovação.

– Você realmente pretende usar isso?

Encolho os ombros ligeiramente, entediada.

– Não vejo mal nenhum, sem falar que vou passar 90% do meu tempo por aqui de uniforme, então...

O castanho balançou a cabeça negativamente, suspirando.

– O que foi?

– Vamos sair.

Assinto, ainda sonolenta demais para brigar, enquanto me lembro da noite anterior.

Depois que Jimin saiu eu me deitei e fiquei esperando, pensando seriamente em continuar de onde tínhamos parado, mas desisti quando o garoto voltou com uma expressão esquisita e só me deu um beijinho quase casto – afastando-se rapidamente antes de se deitar ao meu lado e sugerir que dormíssemos.

Não sou boba, sei que tem alguma coisa estranha acontecendo...

Só falta descobrir o quê.

Espanto tais pensamentos rapidamente, condenando-me mentalmente por estar me portando dessa maneira.

Ele é só um Ômega irritante.

Não tem por que sair bancando a detetive por causa do comportamento esquisito dele, eu não sou paranoica – e não será um garoto que eu mal conheço que mudará isso.

– Gosto dessa – o garoto se aproxima, exibindo uma camisa de botões vermelha não muito grande, esboçando um sorriso sapeca. – E eu tenho certeza de que nem todos os seus jeans são quatro vezes maiores que você.

Rolo os olhos, fingindo tédio, deixando a bandeja no criado-mudo antes de me levantar e pegar a peça de suas mãos.

– Tenho bom gosto – comento convencida, desfazendo o sorriso quando o garoto sela nossos lábios rapidamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– Por isso sou seu Ômega – retruca brincalhão, enlaçando minha cintura antes de roçar seu nariz no meu, plantando um beijinho delicado no canto dos meus lábios. – Anda rápido.

Afasto-me rapidamente, balançando a cabeça, encaminhando-me até a mala aberta antes de pegar a primeira calça que vejo pela frente e correr até o banheiro – batendo a porta com uma força considerável atrás de mim.

O que diabos foi aquilo?

Ainda encostada na porta, levo minha mão à minha testa sentindo-a ligeiramente quente, não preciso me olhar no espelho para saber que estou corada e isso me irrita. As reações do meu corpo ao Jimin me irritam.

Eu não deveria estar assim, não mesmo!

Saio do banho ainda tensa, secando meus cabelos na toalha enquanto tento me convencer de que está tudo sob controle – apesar de ter certeza do contrário – antes de sair e, enfim, encarar o motivo da minha atual bagunça emocional.

Por quê?

Será que... é ele?

Não, não.  É óbvio que não é ele, se fosse ele a loba sentiria – e estaria totalmente enlouquecida para que eu o Marcasse logo e tentasse protegê-lo do mundo – não é... ou não?

Merda!

Maldito gene Lúpus!

Se eu fosse, pelo menos, uma Alfa comum as coisas seriam mais fáceis. Identificaria meu Ômega pelo cheiro no Cio e, ao final de tudo, provavelmente acabaria casada e feliz em algum lugar bem distante daqui.

Ou, se eu fosse Beta e não tivesse essas complicações de companheiro, as coisas seriam ainda melhores. Não precisaria me preocupar com a maldita loba importunando, querendo coisas e nem comandando algumas das minhas ações.

Suspiro.

Por que tão complicado?

Mordendo o interior da bochecha, encaro a figura refletida no espelho, sorrindo ao analisá-la. Minha autoestima pode não ser lá essas coisas, mas tinha melhorado consideravelmente desde que eu comecei a prestar um pouco mais de atenção em mim mesma, nas coisas que eu – tantas vezes – ouvia as pessoas elogiando em mim.

Aprendi a amar os meus olhos ocidentais, assim como o meu nariz e o formato dos meus lábios – que, aliás, considero altamente beijáveis. O formato do meu rosto é lindo e, por mais que seja meio constrangedor admitir para mim mesma ainda, as minhas bochechas são apertáveis – independentemente do tamanho.

 O meu rosto é lindo e eu o amo, entretanto, ainda é uma batalha aceitar o meu corpo e a minha personalidade. Nada que um pouco de persistência não resolva.

Inclino-me para o espelho, sentindo-me meio boba pelo gesto, ao selar o vidro gelado e meio embaçado graças ao vapor. Blair havia me contado que isso a ajudava, de alguma forma, quando queria estar mais confiante.

– Aprendi que devo vir antes de qualquer amor – afirmou Blair, empolgada, de costas para o imenso espelho de corpo inteiro que tinha em seu quarto enquanto me explicava o que era necessário para que eu criasse o mínimo de amor próprio e vergonha na cara para conseguir parar de chorar por um Beta babaca. – Tenho que estar bem comigo mesma, porque se não estiver, sei que não será amor e sim carência e desespero. Minha saúde mental vem antes. Eu venho antes.

É óbvio que, naquela época, não soube interpretar o contexto da fala – estava entretida demais me afogando em potes de sorvete e filmes românticos (apesar de estar torcendo internamente para que o final mudasse e, surpreendentemente, o casal principal sofresse um grande acidente e morresse) para dar a devida atenção aos conselhos de Blair.

Para mim, amor próprio era algo “inalcançável”.

Um sonho distante, algo que eu não conseguiria completamente nem mesmo em um bilhão de anos.

Okay, ainda não me amo completamente, mas estou aprendendo. Até que enfim.

Bagunço o meu cabelo curto, rindo nervosa para a garota que me encara de volta, com o rosto corado e os olhos brilhantes. Ela é linda e, finalmente, aprendi a enxergar isso.

Sorrio antes de me desencostar da porta e abri-la, deparando-me com Jimin esparramado em minha cama, parecendo entretido enquanto folheia um exemplar de capa escura. Demoro um certo tempo para notar do que se trata, mas quando enfim a ficha cai, praticamente avanço em cima do Ômega desavisado.

– Ninguém nunca te disse para não mexer no que não é seu?! – Guincho furiosa, arrancando o livro de suas mãos, sentindo o meu rosto quente. – O que mais vai fazer? Mexer nas minhas calcinhas?

O castanho esboça um sorriso sacana, não parecendo nem um pouco incomodado com a situação, cruzando os braços atrás da cabeça enquanto arqueia uma sobrancelha em minha direção.

– É uma ideia... interessante – dita travessamente, ajeitando-se sob mim. – Se a sua reação for a mesma, farei questão de xeretar todas as suas coisas, para ficar mais perfeito só falta rebolar.

Franzo o cenho, sentindo a vergonha me atingir como um tapa na cara quando me dou conta de que estou sentada bem em cima de seus quadris, engulo em seco. Saio de cima do garoto, lentamente, tomando o máximo de cuidado possível para não “provocá-lo” – a situação toda já é constrangedora o suficiente.

– Devo supor que todos os seus livros são assim? – Senta-se na cama, olhando-me com um interesse desconcertante, cruzando os braços sobre o peito. – Hm... nunca imaginei que tivesse esse lado... pervertido.

Rolo os olhos, sentindo o pânico passar à medida que me dou conta de que a pior coisa que poderia acontecer já aconteceu e, agora, só me resta arcar com as perguntas bizarras que o garoto deve ter. Caramba, nem é para tanto.

É só um livro mais erótico.

– Aonde pretende me levar? – Desconverso desanimada.

Jimin descruza os braços, saltando da cama, relaxando um pouquinho mais a postura ao me puxar pela cintura e conduzir para fora do dormitório.

– Hoje é domingo, sabe o que isso significa?

Meneio a cabeça negativamente, momentaneamente contagiada pelo tom empolgado de sua voz.

– Significa que temos um dia inteiro antes que a rotina nos engula – arregala os olhos, dramático, arrancando uma risadinha discreta de mim. – Por isso temos que aproveitar o máximo possível.

– Bobo – solto risonha, sem perceber, contendo um arquejo quando ele me puxa para ainda mais perto enquanto mantém o sorriso empolgado.

– Sim, eu sou seu bobo – pisca, guiando-nos pelos corredores praticamente desertos da Academia.

Esse garoto tem problemas, bem sérios, se a minha opinião conta.

É domingo e, para a alegria dos alunos, a Academia libera todos de suas respectivas atividades para que possam desfrutar de um dia agradável na cidade vizinha – para fazer compras, passear um pouco, mudar de ares... enfim –, o que significa que a paz reina no ambiente em que nos encontramos no momento.

Apesar do ar ainda estar meio carregado com o cheiro pungente de álcool e hormônios, ninguém quer perder a chance de dar uma escapadinha – mesmo que essa semana seja a mais tranquila que vamos ter durante o ano – o mais rápido possível.

– Gosta de surpresas? – Indaga o garoto, do nada, parando bruscamente ao meu lado antes de me encarar intensamente.

– Não muito – admito receosa, cruzando os braços sobre o peito, afastando-me do castanho. – Por quê?

– Numa escala de 0 a 10, quais as chances de você me deixar vendá-la? – Morde o lábio inferior, nervoso, piscando os olhos negros em minha direção.

Concentro-me em manter a calma, enquanto amaldiçoo a loba internamente por estar quase que me implorando para aceitar a proposta – torcendo para que o passeio acabe, no mínimo, no dormitório do garoto –, tentando não me deixar convencer tão facilmente por sua expressão pidona e adorável.

É claro que, respondendo à pergunta dele, em uma escala de 0 a 10 a chance é -1.

– Ande logo com isso – limito-me a grunhir, fazendo uma careta irritada, mantendo os braços cruzados sobre o peito antes de fechar os olhos e esperar.

Okay... noção, minha querida, cadê você?

– Park – rosno impaciente, suspirando ao sentir algo suave deslizar sobre meus olhos, as mãos do garoto trabalhando num laço firme atrás da minha cabeça. – Vai ser meu guia?

Ele ri.

– Se quiser tomar alguns tombos – brinca, firmando seu braço ao redor da minha cintura, iniciando a caminhada. – Não... espere um pouco.

Mordo o interior da bochecha, sem entender, até ouvir algo semelhante ao alarme de um carro sendo desativado antes de ser conduzida para o interior do veículo. Tento conter um gemido ao sentir o cheiro doce do Ômega, ainda mais forte e inebriante onde nos encontramos. É uma tortura para os meus sentidos.

Suspiro.

O silêncio é quebrado somente pela música que toca no rádio, o que não contribui muito para amenizar o clima tenso dentro do carro – que, provavelmente, deve ser um modelo novo pelo som do motor e os bancos –, enquanto eu permaneço imersa na curiosidade.

Será que eu devo me preocupar?

Ele é um Ômega... não me faria mal, faria?

Minha consciência me estapeia, inconformada com a minha burrice – desde quando se aceita ser vendada e levada por pessoas que você conhece há menos de uma semana?!

É, de fato, posso ter certeza de que não foi só a noção que foi dar uma voltinha – ela ainda decidiu levar a minha sanidade também.

Que ótimo.

 

– Um parque abandonado?

Jimin assente, um pouquinho corado, desviando seu olhar do meu rosto para os brinquedos grandes e desativados que nos cercam – parecendo envergonhado.

– Você... odiou.

– Pelo contrário, querido – pisco antes de exibir meu melhor sorriso travesso. – Gostei.

– Sério? – Arregala os olhos, surpreso, antes de ficar ainda mais corado e sorrir. – Hm... se é assim... quem chegar por último fica devendo um beijo! – Dispara.

Rio surpresa, balançando a cabeça antes de sair correndo atrás do garoto, sentindo-me uma tonta ao me dar conta de que eu sequer sei o “ponto de chegada” dessa “corrida” – ou seja, me esforçando para ultrapassá-lo ou não, ele pode mudar o trajeto e ganhar de mim com facilidade já que conhece o lugar melhor que eu. Bufo, mas mantenho a velocidade, recusando-me a desistir com tanta facilidade – apesar da derrota iminente.

Quando estamos lado a lado, o Ômega esboça um sorriso sapeca, antes de indicar a roda gigante de aspecto consideravelmente seguro – os bancos não parecem estar prestes a cair em cima da gente, sem falar que ainda não foi totalmente tomada por plantas ou poeira, parece quase preservada.

– Nosso ponto de chegada.

Rolo os olhos, por força do hábito, ganhando impulso antes de acelerar na direção do imenso brinquedo – sentindo a minha respiração começar a ficar ofegante – e gargalhar. Eu não vou perder!

Entretanto, antes que eu possa tocar o corrimão de metal da pequena escadaria – acabo escolhendo um ponto, já que a única coisa que Jimin falou foi que deveríamos chegar à roda gigante –, sinto algo me empurrar com tudo para o chão, rolando comigo até estar por cima de mim.

Fecho os olhos com força, tentando entender o que diabos acabou de acontecer, contando de 1 a 1000 mentalmente para não esganar a criatura que se encontra em cima de mim – rindo alto da minha cara –, o cheiro doce provocando imagens nada decentes em meu cérebro confuso.

Merda.

– Fala sério – resmungo carrancuda, abrindo os olhos, encarando a figura risonha sobre mim. – Pensei que quisesse ganhar essa, Park.

– Eu quero, por isso te derrubei – pisca travesso, ajeitando-se em cima de mim, seus olhos fixos em meu rosto. – Você... está ficando vermelhinha! Que fofa!

Rosno, escondendo meu rosto entre minhas mãos, sentindo-me uma tonta por estar me deixando levar por algo tão... rápido.

O toque gentil do garoto me faz encolher um pouco, antes que ele afaste minhas mãos, prendendo-as ao lado do meu corpo enquanto finge uma careta irritada.

– Por que se escondeu? Hm? Não posso mais te achar fofa?

– Idiota – retruco, sem jeito, desviando meu olhar para o céu atrás de sua cabeça. – É claro que não... não te dei permissão!

Ele ri, parecendo incrédulo.

– Eu não preciso de permissão para achar alguma coisa, moranguinho – sua resposta é afiada, apesar do sorriso que brinca em seus lábios carnudos e rosados, arqueando uma sobrancelha em desafio. – Não é algo que eu ou você possamos controlar.

Ainda estamos do mesmo jeito e, por mais tentadora que pareça a ideia de permanecer assim por mais um tempo, um ruído agudo e irritante me faz analisar a situação e praticamente empurrar o garoto de cima de mim – posso sentir a adrenalina correndo em minhas veias, acelerando o meu coração. Não ia ser nada legal se alguém nos visse daquela forma. Não mesmo.

Aproveito a situação para me levantar num pulo e retomar a corrida, segurando o corrimão ao alcançá-lo, rindo ao avistar a expressão de descontentamento de Jimin. Eu ganhei!

– Okay... agora eu te devo um beijo.

Arregalo os olhos, só então me lembrando do “prêmio”, mordendo o interior da bochecha.

– Como achou esse lugar? – Desconverso rapidamente, subindo os degraus de madeira da pequena escadaria, sempre lembrando de testá-los antes de continuar. Nenhum rugido. Parece que não está tão destruída assim.

– Eu gostava de vir aqui quando era pequeno – conta entretido, subindo logo atrás de mim, posso sentir seu cheiro me cercando. Droga. – Ele fechou no final do ano passado.

Encolho os ombros, caminhando lentamente pela pequena plataforma que leva aos assentos coloridos de aparência confortável, examinando o local aonde o responsável por vigiar o brinquedo ficaria – provavelmente.

– Que pena – murmuro, sem saber ao certo o que dizer, olhando-o por cima do ombro antes de oferecer meu melhor sorriso reconfortante. – Você vinha muito aqui?

– Todos os finais de semana dos 5 aos 15 anos – ele se aproxima, segurando a minha mão com firmeza, antes de indicar o assento mais baixo com a cabeça. – Me acompanha?

Assinto, deixando-me ser guiada até o local indicado, sentando-me antes de dar espaço para que Jimin fique ao meu lado. Essa situação toda é bem estranha, eu acho. Nunca estive em nada assim antes.

– Você está linda – elogia, sorrindo meigamente, tocando meu rosto com as pontas dos dedos antes de me puxar delicadamente pelo queixo. – Minha Alfa.

– Possessivo – retruco fingindo irritação, cruzando os braços, desviando meu olhar para o resto do parque atrás do garoto, tentando evitar que ele veja como está me deixando constrangida. – Ômegas não deveriam ser assim.

– Alfas não deveriam ficar vermelhos com tanta facilidade – rebate na mesma hora, parecendo sentir-se vitorioso ao ver a minha expressão. – E olha como estamos.

Balanço a cabeça negativamente, suspirando.

– Tenho uma coisinha para você...

Dou de ombros, apesar de estar me roendo de curiosidade por dentro, evitando olhar para o castanho – apesar de saber que ele mexia nos bolsos pela minha visão periférica. Não demora muito até que eu sinta um peso em minha mão, o que acaba atraindo a minha atenção, um rádio em forma de caixinha de música – com direito à uma bailarina em plena pirueta no meio – se encontra sendo equilibrado por nossas mãos, desligada.

Franzo o cenho, confusa.

– Você disse que um encontro fora da escola seria clichê – explica calmamente, fazendo uma suave carícia nas costas da minha mão, distraído. – Então quis tornar as coisas ainda mais clichês, ela é sua, mas tem um porém.

– Diga.

Ele suspira.

– A primeira música que tocar será a nossa, deixei um pen-drive com músicas aleatórias que a minha irmã escolheu, não faço ideia de qual vai ser então...

Arqueio as sobrancelhas, surpresa.

– Nossa, tipo... música de casal?

– Nosso tema se estivéssemos em um filme – ele ri. – O que acha?

Ele está sendo legal até demais comigo, que é que custa atender esse “pedido” dele?

– Okay... mas eu continuo não sendo sua Alfa.

– Se você diz – encolhe os ombros, risonho, é óbvio que não concorda com o que eu falei. – Anda!

Mordo o lábio inferior, ajeitando o objeto em minhas mãos, iniciando o processo de ligar o aparelho e conectar o pen-drive – que Jimin demorou um tempinho para achar dentro dos bolsos –, fechando os olhos e suspirando antes de, enfim, dar “play”.

A voz da cantora é melodiosa e suave, enquanto o violão a acompanha num ritmo agradável, eu conheço essa música...

I pick my poison and it's you
Nothing can kill me like you do
You're goin' straight to my head
And I'm headin' straight for the edge
I pick my poison and it's you
I pick my poison and it's you


Notas Finais


( https://www.youtube.com/watch?v=jAanyynCXXg )
Gosto muito desse cover, mas sempre ouvi ele nesse vídeo, e acabei não encontrando o outro - também gosto muito da original, mas acho que essa versão mais lentinha combinaria melhor com eles.
E então... preparadas para o que está por vir?
Uma dica:... melhor não! Em compensação à curiosidade, devo fazer uma "maratona" - postar uns dois capitulos em um dia, ou três durante a semana, vou esquematizar direitinho e deixar avisado no próximo capitulo! -, portanto, relaxem!

Espero que tenham gostado!

Até a próxima! ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...