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História Ela, ela mesma e a Tanahi - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oláaaa! ♡

Essa one-shot foi escrita especialmente para o evento "Mês AllHina" do maravilhoso grupo Curtidores da SasuHina/Br (deixarei o link nas notas finais). Espero que gostem!

Dia 4: ItachixHinata
Música tema: Why'd you only call me when you're high?
Palavra tema: Contraditória

Capítulo 1 - Dele


Itachi, o advogado renomado da companhia Uchiha, definia a quase-namorada-mais-pra-amiga-colorida como alguém de múltiplas facetas. Hinata, sua sócia das associações Hyuuga Jr – e também a mulher de seus olhos –, era doce, determinada, inteligente, corajosa, tímida, eventualmente atrevida e gostosa de morrer. Ele, como homem metódico que era mas que nunca perdia a piada, tinha separado três eixos principais: a Hyuuga era ElaEla mesma e Tanahi

Tanahi – Why'd you only call me when you're high?

O telefone tocou na madrugada de sábado, despertando o Uchiha de cabelos impossivelmente desgrenhados de seus sonhos nebulosos. Ele franziu o cenho, tateando o edredom negro em busca do celular que tocava insistente (e alto. Ele tinha que arrumar essa droga depois e deixar para vibrar). Quando o achou, atendeu sem ver quem era, pronto para xingar Sasuke seja lá em que confusão ele tivesse se metido àquela hora. 

— Alô?

— Hm… oi. 

A voz melodiosa claramente não era de Sasuke, então Itachi sentou rapidamente na cama, estralando seu pescoço e observando de sua grande janela as luzes da cidade. 

— Hina? 

— Mais ou menos – respondeu, e ele percebeu que ela estava rindo e enrolando um pouco a língua. 

Tanahi. Esse era o anagrama do nome “Hinata” que o moreno tinha pensado para essas situações; sabe? Quando ela ligava bêbada e o acordava. Tanahi, diferentemente da Hinata original, era a versão mais atrevida que tinha, além do álcool em seu sangue, os incentivos de sua amiga loira para ser mais direta. Então geralmente ela ligava quando já estava perto de seu apartamento, isso quando não estava na portaria ou, em noites em que o porteiro estava com muita preguiça, já na porta do apartamento.

— Que vir pra cá? – Itachi indagou, saltando da cama e  se preparando para ajeitar as coisas. – Posso encher a banheira pra você. 

— Éeeee? E você vai entrar nela comigo? 

— Tudo o que você quiser – riu um pouco, sentindo a voz rouca por ter acabado de acordar. – Onde está? 

Ela suspirou, provavelmente impaciente por não estar no quarto dele. 

— Aqui em baixo. Será que você pode liberar minha entrada? O vôzinho da portaria num tá de bom humor hoje. 

Itachi foi até o interfone rindo, ouvindo ela dizer “eu venho aqui todo final de semana e ainda não posso subir? Caramba, vou explodir de vontade de tran-

— Ei! Diga que eu vou interfonar, sobe logo. De preferência sem falar pra mais ninguém o que quer fazer comigo. 

— Com seu corpo, mais espexificamente.

Tanahi era assim, impulsiva. Isso fez com que o advogado prendesse seus cabelos num rabo de cavalo baixo e a esperasse no batente da porta, de braços cruzados. Eles só se abriram quando ela saiu um pouco cambaleante do elevador. O homem negou um pouco com a cabeça, apertando a garota em seus braços e sentindo o cheiro de baunilha que seus cabelos tinham.

Ela não estava pra brincadeira, então ficou na ponta dos pés para conseguir passar a língua pelos lábios de Itachi, que gemeu baixinho e a puxou para dentro fechando a porta com o pé. Podia sentir o calor em toda parte. Sentiu o gosto de tequila também, e então sorriu. 

— Saiu com a Ino hoje, amor?

Viu a garota estreitar os olhos e depois morder seu queixo. Ela cutucou o peito rijo algumas vezes, brincalhona. 

— Não me jama de amor sem me levar praquela xua cama gostosa antes. 

— E você quer fazer o que lá? – provocou, rindo alto.

— Chupar você, dãaaa! 

Ele assentiu, não conseguindo deixar de sorrir, e  passou a mão pelos fios azulados, ajeitando a  franja. Ela piscou algumas vezes, encarando os olhos absurdamente negros.

— Vozê é gatu demais, que inferno.  

— Eu? Que nada – fingiu humildade para que ela continuasse. 

— Siiim! Vo-cê. Homem gostoso do caralho. 

Itachi achou que seria impossível rir mais, então a abraçou. Muito preciosa. Depois, a levou até o quarto em meia luz. Deitaram-se na cama, um ao lado do outro, olhando-se com cuidado. Ela estava com os olhos semicerrados, embalada pela embriaguez e pelo sono. Ele viu que ela batalhava contra isso, então a beijou lentamente uma vez, passando o dedo indicador pelos pelos arrepiados do braço menor. 

— Dorme – sussurrou, apertando-a contra seu corpo. 

Tanahi quis lutar, mas sentiu o calor do corpo maior a aninharem como uma nuvem. Assim, sendo levada pelo sono, a última coisa que ouviu foi “eu não vou fugir”. Ele não ia, mas talvez Ela mesma o fizesse. 

Ela mesma – You said you gotta be up in the morning

— Merda! – praguejou baixinho, tentando levantar da cama antes que Itachi percebesse sua movimentação. Não sem antes olhar alguns minutos para o homem de marcas no rosto. Se segurou para não tocá-lo. 

Procurou os sapatos no chão com atenção, mas aquela janela de cortinas grossas não deixava nem um raiozinho solar entrar para facilitar o serviço. Ela mesma não se atreveria a ligar a luz e acabar com seu plano de fuga, então é claro que tropeçou. Antes que pudesse se levantar e sair correndo, o moreno já estava agachado em sua frente, estendendo uma mão e deixando um sorriso divertido brotar nos lábios. 

— Não me olhe assim! 

A segunda personalidade denominada por ele era essa que vos falou agora há pouco. Era a versão de Hinata que acordava do dia seguinte da noitada regada a álcool com vergonha das coisas que poderia ter feito ou falado. Nunca perguntou, mas sabia que Itachi a colocava para dormir todas as vezes, sem se importar com o quanto ela suplicava por… bem, cada vez era uma coisa. 

— Você tem que parar de sair correndo daqui pela manhã. O porteiro já tá começando a achar que você é uma prostituta. 

— Ehhhh? Ele acha? 

Aceitando a mão estendida, a garota levantou assustada. E aí? Seria melhor ficar ou ir embora com o porteiro pensando aquilo dela? Olhou para a janela e pensou que doze andares talvez não fosse… ah, que droga, era bem alto sim. 

— Tô brincando, sua boba. Vem comigo, vou fazer um café reforçado. 

Hinata se sentou na mesa da cozinha e pousou o rosto na mão direita, olhando como Itachi tinha deixado estrategicamente uma garrafa de água e uma cartela de aspirinas, provavelmente quando ela adormeceu na noite anterior. Sorriu um pouco mais. Talvez estivesse começando a deixar evidente demais que estava apaixonada. É o que dizem, né… “vamo fazer o que”? Em alguns instantes ele se aproximou com um prato de ovos mexidos e uma caneca de café preto. 

— Eu ainda vou pagar aluguel pelo tanto de trabalho que te faço ter. A propósito… desculpa por ontem. 

— Hinata, pelo amor de deus. Até quando você vai me pedir desculpas por nada? Vamos recapitular… 

Ele se sentou na frente dela e começou a fazer um esquema no ar, como se estivesse explicando um roteiro muito complexo. 

— Veja só: você apareceu na minha casa de madrugada, me fez rir pra caralho, me deu uns beijos deliciosos – ela corou e colocou três garfadas enormes na boca, tentando se distrair –, dormiu abraçada comigo e nem me bateu essa noite. 

— Neji fala que é um problema genético de movimentação noturna! 

Itachi negou com a cabeça e pegou uma mão livre dela para beijar. Ela mesma não sabia como tinha o seu coração inteiro nas mãos. Talvez um dia soubesse. 

Ela – Well, are you out tonight?

Ela…

Ela era a que Itachi mais amava porque englobava todas as outras. Ela era a que tomava um banho demorado e depois se jogava preguiçosamente no sofá, com a cabeça repousada em suas coxas por toda a tarde de sábado. Ela era quem melhor entendia suas piadas, quem entrelaçava as mãos nas suas, quem do nada começava a falar de negócios e logo se lembrava de que era o dia de folga. Ela era quem pedia fast food em horários aleatórios porque foi uma jovem Hyuuga de alimentação regrada. Ela era quem conhecia sua família desde a infância, quem cochilava em suas coxas também ali naquela tarde de sábado e depois acordava e continuava a falar como se nada tivesse acontecido. Ela, quando dava na telha, serpenteava pelo corpo dele e sentava em seu colo, puxando os lábios de encontro aos seus e ajeitando as peças finas e maleáveis dos pijamas até que eles estivessem fora do caminho e ela pudesse subir e descer lentamente. Ela era quem olhava em seus olhos negros enquanto fazia isso e o enlouquecia tanto que o deixava sem palavras além de seu nome. “Hinata”, ele sussurrava, enquanto levava um dedo até sua boca semiaberta e a sentia sugar por alguns instantes. Ela contraia seu ventre e apertava o membro pulsante dentro de si; ele perdia o ar. E ela amava. Ele também. E aí ele a segurava pelos quadris e se movimentava mais bruscamente. Ela deixava a cabeça tombar para trás e sentia que a língua dele não demorava para passear por seu pescoço. “Itachi”, ela gemia, enquanto ele procurava por mais partes do se corpo que pudesse abocanhar para sentir seu gosto. Seu suor. Seu cheiro. Seu gozo. Ela era quem tremia quando chegava ao ápice e que deixava que ele a abraçasse contendo os espasmos de prazer. 

Ela era dele, e isso nenhuma fragmentação podia apagar. 


Notas Finais


ItaHina é sempre uma QUESTÃO escrever porque os dois juntos são uma bomba de tesão hehehehe mas e aí, essa bomba caiu aí no colinho de vocês também?

Tentei deixar equilibrado entre comédia, romance e safadeza, então gostei bastante do resultado!

Espero que tenham gostado ♡

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