História Ela era fria e ele amava o inverno - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 18
Palavras 1.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Historia nova, espero que gostem! <3

Capítulo 1 - Uma aluna nova


Fanfic / Fanfiction Ela era fria e ele amava o inverno - Capítulo 1 - Uma aluna nova

Era um dia qualquer na minha vida, me arrumei, fui para a escola, a pé né, porque até então meus pais quiseram ficar dormindo ao invés de me levar. Eu odiava ir a pé, eu chegava todo suado na escola, parecia um porco cansado.

Chegando na escola, era como todos os outros dias, chato. Eu nunca fui de reclamar sempre, me isolar, mas sinceramente, a escola era um saco. Não estou criticando o ensino de lá, mas as pessoas que lá frequentavam deixavam o ambiente ainda mais “bosta”.

Você possivelmente vai me entender. A minha escola tinha os mesmos grupinhos de todas as outras, os esportistas que adoravam se mostrar com suas jaquetas do time, os nerds os quais não tenho nada contra, mas nunca me aproximei deles, os góticos fechados, as patricinhas líderes de torcida, que por sinal, era integrante do grupo a mais bela, Bella. Sua aparência era como a de um anjo (um anjo muito sexy por sinal), sua face, seus cabelos, suas curvas, era tudo perfeitamente modelado por mãos divinas.

E por fim, o meu grupo, “o resto”. Não temos uma característica própria, somos totalmente aleatórios, as vezes tristes, as vezes felizes, as vezes loucos, e assim vai, o que importa é que somos felizes assim.

As aulas eram normais, exceto pelo fato de parecer que o professor queria morrer, ou matar alguém. Poucas pessoas ligavam pra aquilo, nem sei o que faziam lá, e já tinham ido tantas vezes a diretoria, que todos os funcionários da escola já tinham desistido, então a solução era tentar ignorar, e dar aula para aqueles focados.

Na aula de artes é pior, a professora já era de idade, então todos aproveitavam disso, por ela ser mais boba (e também, quem liga pra artes?  Nem eu prestava atenção). No dia em questão, estávamos todos reunidos na aula de artes, fazendo o de sempre, porra nenhuma, já outros, a minoria, colocava as atividades em dias ou tentavam estudar, naquela sala que parecia mais um campo de guerra. Eu não brinco quando falo campo de guerra, era literalmente uma batalha de bolinhas de papel (eu começava varias).

Enquanto todos estavam fazendo algo, e a professora permanecia sentada por ter desistido de “domar” aquelas pessoas, o diretor entrou. Era um ex-militar, e todos temiam ele, as vezes nem falavam com ele, mas apenas pelo seu rosto fechado e a voz grossa, todos já borravam as calças, e quando entrava, as salas se calavam, era como magica.

-Posso saber o que está acontecendo aqui? ~Disse ele.
-Ah senhor Bruce, não sabia que estava aí na porta. ~Disse a professora de artes, soltando seu celular.
-Que bagunça é essa? Não sabe controlar seus alunos? E enquanto a vocês? Segundo ano do ensino médio isso aqui, ou uma creche? Amadureçam! ~Disse ele, com a voz em um tom alto.
-Enfim, não estou aqui atoa, preciso apresentar uma nova aluna e que para o azar dela, caiu nessa sala. Se apresente moça.

Eu não era mulherengo e nem sabia conversar com meninas, mas de qualquer forma, aquela garota me chamou muita atenção quando saiu devagar de trás do diretor, com uma blusa estilo moletom preto, com uma calça jeans rasgadas na altura das coxas finas e com um all-star nos pés . Seu cabelo era preto e longo com uma mecha azul no lado direito, e ela tinha uma franja que caía sobre o olho, que ela retirou delicadamente para poder dar a saudação aos colegas de classe com sua voz doce e melódica.

-Olá turma, me chamo Beth, tenho 16 anos e vim do Canadá a uma semana.

A sala permaneceu calada, ninguém gostava de aparecer dizendo “seja bem vindo” ou algo do tipo, simplesmente dizíamos “foda-se” na nossa mente e voltávamos a fazer o que estávamos fazendo. Eu queria muito dizer “seja bem vinda Beth” mas fiquei com vergonha. E então, a professora envergonhada  por conta do diretor e da nossa sala mal educada, disse:

-Seja bem vinda Beth. Procure um lugar pra você, temos alguns na terceira fila.

A garota deixou a franja cair novamente em seus olhos e foi até uma cadeira deixar suas coisas lá. Ela quis a ultima carteira da terceira fila, mas quando colocou sua mochila na mesa, o valentão da sala, Dennis, empurrou a mochila para o chão, fazendo cair alguns remédios, que descobrimos ser antidepressivos.

Dennis pegou esses remédios e assim que viu do que se tratavam, começou a aloprar a garota, fazendo piadas com o problema/doença que ela tinha. Todos da sala começaram a rir, já que o diretor já tinha se retirado e a professora não estava nem aí, e pensava ser apenas mais uma brincadeira idiota sem problemas. A garota tentava tirar as pílulas da mão de Dennis, mas sua altura não era suficiente, e a partir daí ela caiu de joelhos e começou a chorar ali mesmo.

Eu queria muito levantar e dar um soco na cara de Dennis, não era a primeira pessoa que ele havia brincado assim, até comigo ele tinha feito isso, e ele me dava nos nervos, mas eu não fiz isso, eu simplesmente coloquei meus fones e me virei para meu livro de matemática, tentando resolver algumas equações.

O sinal para o almoço tocou, todos foram correndo pra fora da sala, eu e meus amigos ficávamos por ultimo para esperar a multidão passar, e quando eu fui me levantar para sair da sala, vi Beth perto do lixo, procurando por algo, e depois de algumas tentativas, ela conseguiu tirar dali suas capsulas. Eu não acredito que Dennis tinha feito tal covardia. Beth guardou o pote de remédios depois de tomar três deles e saiu da sala com os olhos cheios de lagrimas para o banheiro da escola, e eu apenas olhei para meus dois amigos que estavam comigo.

Eu e meus amigos sempre comíamos mais tarde para esperar o refeitório esvaziar e pegar mesas vazias, e claro, a comida sempre sobrava, então os funcionários colocavam mais comida para os últimos, era uma ótima estratégia. Enquanto íamos para o refeitório, ouvimos alguns gritos vindo do banheiro feminino e ficamos na porta, como metade da escola, para ver o que acontecia, e segundos depois, saiu Beth, chorando, com seus cabelos cheios de papel higiênico molhado, escorrendo água por todo o corredor.

Eu não a vi no refeitório, possivelmente ela não quis comer, talvez por medo de ser alvo de uma guerra de comida, era uma possibilidade. Nas ultimas aulas ela se manteve calada, mesmo quando os meninos implicavam com ela, e jogavam suas coisa no chão, e eu ainda na vontade de socar Dennis, mas não conseguia, talvez por medo, eu era um “cocôzão”.

Na hora de ir embora, acompanhei meus amigos até a esquina, no qual íamos nos separar para ir cada um para sua casa, e logo que tomei o meu caminho, vi Beth caminhando na minha frente, meio longe. A rua estava calma, então qualquer barulho era ouvido facilmente, assim que ela pôde ouvir meus passos atrás dela, ela se virou, olhou pra mim, voltou o rosto para frente novamente, colocou o capuz do moletom, enfiou as mãos nos bolsos do mesmo e continuou  seguindo, ainda mais rápido.

Tentei alcança-la, chamando seu nome para conversar, mas ela corria ainda mais rápido, e de repente, virou-se bruscamente em uma rua que eu acabei passando direto, e quando voltei, não via mais ela, tinha sumido como magica. Ignorei o fato, ainda meio chateado, mas voltei a caminhar para casa, onde eu finalmente podia descansar de mais um dia “merda” na escola, e ainda com uma pergunta na minha cabeça: “Por que eu não levantei da cadeira e dei um soco no meio da cara do Dennis? ele bem que merecia!”

Mas eu não sei, eu estava com medo como ele estava, pois sabia que se interferisse, o alvo do bullyng também seria eu, e eu sei bem como isso é horrível, sofri isso durante todo o fundamental. O fato é que eu não queria me encrencar com Dennis, mas também não queria ver Beth triste, e o meu corpo acabou ficando na neutralidade, nem rindo, nem quis se rebelar.

Eu bem que precisava de um café naquela noite, para descansar a cabeça. 



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