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História Ela está tão na sua - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oi minhas princesas, tudo bem com vocês? Mano, bati meu record pessoal de postar dois capítulos em uma semana só, e o melhor, esse capítulo tem três mil palavras. Fui escrevendo e nem me dei conta que estava ficando grandinho hahaha

Primeiramente quero agradecer a todas as minhas leitoras que são MARAVILHOSAS e continuam me inspirando a escrever cada dia mais, fiquei mega feliz com a quantidade de comentários do capítulo passado, sem falar com das mensagens que recebi no direct do instagram. Por isso, para agradecer soltei mais um capítulo.

Ps: Música do capítulo indicada por uma leitora da qual eu não recordo o user, pois formatei o celular e acabei perdendo os prints com os nomes das pessoas que me mandaram as músicas. Mas mesmo assim flor obrigada pela indicação maravilhosa, estou viciada.

Espero que gostem e desejo a todos uma boa leitura. ♥

Capítulo 7 - Sonho ou pesadelo?


Fanfic / Fanfiction Ela está tão na sua - Capítulo 7 - Sonho ou pesadelo?

Ela está tão na sua - 07

Eu espero que você mantenha seu coração aberto

Eu vou manter o meu aberto também

The Neighbourhood - Prey

Sakura Haruno

Como posso começar a explicar o que aconteceu na minha vida? Bom, em um momento eu era a Sakura Haruno uma garota comum que não sabia qual rumo tomar na estrada da vida e em um piscar de olhos eu era a cinderella de Sasuke Uchiha e a odiada pelo fã clube do mesmo, devo ressaltar. Tudo isso graças a um vídeo que Karin Uzumaki havia postado há doze horas atrás. Em menos de duas horas havia milhares seguidores no meu instagram e pessoas me mandando directs com vários questionários e a única reação que tive foi desligar a internet e buscar ajuda da minha única amiga. 

— E agora Hinata, o que eu faço? — Perguntei me jogando no sofá do apartamento dela. A morena se arrumava para sair e estava claramente atrasada. 

— Curta seus cinco minutos de fama — Falou pegando a mochila e jogando algumas coisas lá, em seguida fechou a mesma e terminou de tomar seu suco e virou-se para mim quase correndo enquanto colocava a mochila — vamos, estou atrasada, quando chegar da aula te chamo para conversar. 

Sai do apartamento da morena me sentindo um cachorrinho enxotado por sua dona. Entrei no meu próprio apartamento bufando de tédio e a lembrança da noite anterior invadiu minha mente e senti as minhas bochechas ferverem só de lembrar quando recebi a mensagem do Uchiha e lembrar de vê-lo tão concentrado olhando para a tela do celular na live, e aquele olhar era em uma foto minha. Eu queria abrir a porta da varanda e gritar para todos ouvir que Sasuke Uchiha me acha linda. 

— Sasuke Uchiha me acha linda! — Falei para mim mesma sorrindo besta.

Liguei a TV no spotify e pus Prey de The Neighbourhood para tocar no volume máximo enquanto cantarolava e organizava a pouca bagunça que estava no meu apartamento e sorria boba lembrando do vídeo de Karin e da live. Eu ainda estava com vergonha alheia e isso era óbvio, a vergonha era tanta que eu sequer conseguia ver meu próprio reflexo no espelho.

Ao finalizar a arrumação tomei um banho completo e ao terminar vesti um pijaminha cor de rosa e calcei uma chinelinha de dedos. 

Fui até a cozinha pegando um copo generoso de achocolatado e fiz um sanduíche de queijo e me sentei no sofá da sala para ver algum filme. Meu celular começou a tocar e logo corri para o atender sem nem olhar quem era, nem tive tempo de falar alô, já que a pessoa do outro lado me encheu de reclamações. 

— Sakura você poderia me explicar o que é tudo isso sobre você na internet? — Ouvi a voz de Mebuki Haruno, depois de tanto tempo foi como se eu tivesse mergulhado num mar de lembranças felizes e dolorosas, onde Mebuki e Kizashi Haruno me abraçavam no parque e éramos felizes. — Sakura? — Novamente ouço meu nome e retorno à superfície 

— Por que você me ligou depois de tanto tempo? — Minha voz quase não saia e mordi com força o meu lábio inferior reprimindo um soluço e as lágrimas escaparam dos meus olhos sem eu sequer perceber, estava em choque com aquela ligação, mas assim como a surpresa a raiva e o rancor também vieram como uma onda enorme, trazendo lembranças que me forcei a esquecer durante muito tempo.  — Finalmente lembrou que tem uma filha? 

— Querida você sabe que eu sempre amei você e não te esqueci por um só dia — falava com a voz embargada e eu sabia que ela também chorava, minha mãe sempre foi tão transparente quanto eu, papai sempre nos dizíamos que éramos iguais até nisso, afinal eu tinha todos os hábitos dela, até mesmo os mais estranhos e constrangedor. —  e sim, estou preocupada — Mebuki tornou a falar me fazendo perguntar se ela realmente estava preocupada e se ela realmente se importava comigo. — Além do mais, o que fez com o seu cabelo? — Sua voz estava agora com um tom repreensivo, mas sentia que ela tentava a todo custo acrescentar carinho e esconder que chorava. Respirei fundo pensando em uma resposta. 

Eu não sabia como era a relação dos meus pais, embora sempre os achei um casal perfeito, mas aprendi com Sasori que casais perfeitos não existem e que nem tudo que aparentamos realmente é verdade, porém sempre vi minha mãe sorrir boba quando estava com meu pai e me pergunto onde meu pai errou, ou onde ela deixou de amá-lo. 

Se o amor que ela sentia pelo seu atual marido era grande o suficiente para fazê-la esquecer os momentos felizes ao lado do papai, ou me esquecer e só me ligar para me dar uma bronca. Me pergunto se eu ainda deveria ouvir suas broncas, afinal ela não estava comigo quando precisei de uma mãe, ela não esteve comigo quando chorei e tive depressão, ela não conversou comigo sobre a primeira vez de uma mulher, ela não me protegeu quando Sasori me controlava, ela não estava comigo quando chorei ao terminar com o Sasori… Ela não esteve comigo em vários momentos da minha vida,  então eu me pergunto se realmente deveria deixar Mebuki entrar na minha vida novamente e tentar organizar a bagunça que ela mesma ajudou a criar.

— Você perdeu o direito de se preocupar e de me repreender no dia que me abandonou —  respirei fundo impedindo os soluços — eu não a culpo por ter ido buscar sua felicidade, afinal todos nós devemos ser felizes — ouvi um soluço abafado e aquilo doeu, mas eu precisava falar e me livrar daquele sentimento que eu guardava a tanto tempo. — Sabe mãe eu apenas a culpo por ter me abandonado e me deixando sozinha quando eu mais precisei de você, nos momentos que eu mais precisei de uma mãe você não estava aqui comigo, mas fazia questão de me mandar presentes como se isso fosse suprir a falta que você me fazia. —  Minhas lágrimas rolavam e pingavam no chão enquanto eu despejava toda a mágoa guardada — eu nunca precisei do seu dinheiro, eu só precisava do seu amor e você me negou isso — e eu sabia que minhas palavras haviam sido duras, mas Mebuki precisava às ouvir e eu precisava falar, suspirei ao pensar e logo após pronunciei a última frase — então por favor, não ligue mais para me dar broncas, nem demonstrar falsa preocupação, pois agora já é tarde demais para isso. — Desliguei sem esperar uma resposta e me deixei cair no sofá e apenas chorei. 

O ponto chato da vida, dias felizes nunca terminam felizes. 

Quando Mebuki me abandonou e meu pai morreu, desaprendi a ser a garota feliz que eu era antes, levei muito tempo para me adaptar a morar sozinha, pois assim como qualquer adolescente mimada eu não sabia fazer quase nada e ainda por cima tinha medo do escuro. 

Mas no fundo eu tinha a esperança da minha mãe voltar e eu esperei durante meses, até que um dia me dei conta de que ela não viria mais. Eu me recusei a acreditar que ela tinha outro e falava para mim mesma que ela nunca faria isso comigo e com o papai, mas eu nunca a julguei por buscar ser feliz, afinal todos nós merecemos. Eu a julgo apenas por ter me abandonado quando eu estava emocionalmente frágil, quando eu mais precisei dela ela me deu as costas e isso eu não consigo perdoar, por mais que eu tente.

•••

Acordei ouvindo o som da campainha e me levantei sentindo minha cabeça doer e minha boca extremamente seca, o apartamento estava escuro e eu mal conseguia enxergar onde pisava. Quando enfim cheguei até a porta abri recebendo toda a luz do corredor que me deixou cega por alguns segundos.

— Nossa você está acabada, em amiga — Ouvi a voz de Hinata e dei espaço para a mesma entrar — o que aconteceu? — Perguntou enquanto ligava todas as luzes me deixando ainda mais desnorteada devido a tanta claridade. 

— Acho que peguei no sono enquanto via TV — Menti descaradamente e Hinata arqueou a sobrancelha muito bem feita e me analisou.

— Hm, sei — Com toda certeza ela não acreditou. Fiz um coque no meu cabelo e caminhei até o quarto tendo a morena me seguindo, procurei minha escova de dentes na bagunça que estava minha necessaire — sabe, você foi o assunto na faculdade hoje. — Hinata puxou assunto já incomodada com o silêncio e a olhei confusa — lembra aquele jornal que a galera de Marketing criou? — Assenti me lembrando vagamente — Você estava na capa! — exclamou eufórica — “Ex veterana de enfermagem vira Cinderella de youtuber famoso” — Finge estar lendo a manchete nada legal e revirei os olhos indo até o banheiro escovar meus dentes tendo Hinata me seguindo. — Seus olhos estão inchados, o que aconteceu? — Eu queria xingar minha amiga por ser tão insistente, mas não o fiz pois precisava muito desabafar o que aconteceu. Enxaguei minha boca e depois sequei com a toalha de rosto e guardei a escova num pote no banheiro dessa vez. 

— Mebuki me ligou — falei assim que me virei para encarar a morena que olhava para as suas grandes unhas pintadas de nude. Hinata me olhou espantada, afinal havíamos parado de falar sobre a minha mãe a muito tempo. 

— O que ela queria? — Perguntou incerta, me encostei sob o balcão de mármore da pia do banheiro e busquei não olhar para os olhos examinadores de Hinata. 

— Ela me repreendeu pelo cabelo e estava preocupada quanto aos vídeos na internet. — Vi a morena revirar os olhos. 

— Como psicóloga eu deveria achar isso maravilhoso, sabe sua mãe buscando proximidade e enfim poderia trabalhar com você sua mágoa — ela arrumou uma mexa do cabelo enquanto me falava e logo em seguida suspirou —  mas como amiga eu só sinto raiva. — Ela cruzou os braços abaixo dos seios e era isso que eu mais admirava em Hinata, ela separava perfeitamente bem o seu lado profissional do pessoal, mas eu sabia que ela iria iniciar um dos seus discursos sobre a proximidade de mãe e filha, mas naquele momento não queria ouvir, eu estava aliviada demais por tudo que falei para Mebuki e pela primeira vez depois de tanto tempo me sentia leve. — Vamos sair — fui surpreendida pelas suas palavras, afinal eu esperava um discurso e não um convite para sair. 

— O que? — Perguntei para ter certeza do que ouvi. 

— Anda, se arruma. Vamos curtir a noite de um modo que você nunca curtiu — Falou animada.

— Hinata, não quero sair — murmurei caminhando até meu quarto e senti minha cintura ser agarrada pela mesma e acabei soltando um grito e sorrindo em seguida.

— Vai sim, não aceito um não como resposta — eu realmente não queria ir, mas talvez sair me ajudasse a esquecer. — Volto aqui em trinta minutos e quero te ver pronta! —  Falou saindo do meu apartamento e eu revirei os olhos, nunca que Hinata Hyuuga ficaria pronta em trinta minutos. 

A muito contragosto tomei um banho demorado e no término fui ao closet procurando uma roupa para o tipo de ocasião, embora que eu não sabia qual era! Pesquisei no pinterest qual look deveríamos usar para sair a noite e a maioria que vi eram vestidos pretos e curtos, então procurei o único vestido preto que eu tinha, que não era lá exemplo de roupa decente, mas mesmo assim vesti. Nos pés optei por um salto também preto 

Ao terminar de me vestir sentei na ponta da minha cama me olhando enquanto suspirava, eu nunca tinha saído para festas a noite, Sasori sempre falava mal de garotas que saiam a noite, as chamava de fácil, por isso eu nunca me aventurei a sair. 

Ouvi o barulho da porta abrindo e só então percebi que passei tempo demais sentada pensando em Sasori. Hinata iria me matar se me visse ainda assim, corri até a penteadeira e escovei meus cabelos na velocidade da luz, a morena entrou no quarto e me senti como uma criança sendo pega no flagra pela mãe.

— Sakura você ainda está assim — ela revirou os olhos e eu sorri amarelo — me dá essa escova —  estendeu a mão e eu entreguei a escova e senti ela escovar meu cabelo com delicadeza, do mesmo modo que uma irmã mais velha faria, sorri sentindo meu peito aquecer assim como minhas bochechas. Peguei meu celular e tirei uma foto — Ei! — protestou.

— Não vou postar — Já fui me defendendo e ela suspirou aliviada. Passei uma maquiagem leve, caprichando somente nos olhos para destacar e nos lábios um batom rosa apenas para manter a cor dos meus lábios. 

— Vamos logo! — Ela falou pisando duro assim que acabei. Peguei uma bolsinha e pus meu celular e a carteira com cartões e documentos e o batom.

— Para onde vamos mesmo? — Perguntei curiosa.

— Para um barzinho bem legal que conheço — disse animada e eu estreitei os olhos 

— Não tem muita gente não né? — Questionei lembrando da última vez que fiquei em uma multidão. 

— Não, claro que não. — disse sorrindo e eu suspirei aliviada. 

•••

Nunca mais, repito: Nunca mais eu saio com Hinata Hyuuga a noite. Olhei para o ambiente completamente lotado e naquele momento eu soube que era agorafóbica, fui para o bar buscando ar e não aguentava olhar para aquela multidão de gente dançando e se espremendo um no outro para passar. Sentei em um banco no bar e deitei a cabeça nas palmas das minhas mãos sentindo meus cabelos caírem pelos lados

— Uma água por favor — pedi para o barman quando levantei a cabeça. 

— Primeira vez? — Perguntou o rapaz me entregando a garrafa e assenti sem levantar a cabeça. — Toma umas doses tenta se deixar levar pela música, normalmente funciona — sugeriu e eu cogitei a ideia, afinal quase nunca bebia. 

— Ok, me dê algo forte — pedi levantando a cabeça e olhando para o rapaz que era bem bonito até, ele sorriu de lado e logo em seguida arregalou os olhos e eu me senti incomodada, será que havia borrado a maquiagem?

— Você é Sakura Haruno? — Questionou e eu assenti sem graça — nossa a Cinderella do Uchiha! — Ele vibrou e senti meu rosto atingir todos os tons de vermelho. Com a ligação da minha mãe acabei esquecendo desse detalhe, abri a garrafa d’água e tomei alguns goles para espantar a vergonha — você tiraria uma selfie comigo? — O rapaz perguntou animado e envergonhado e eu assenti completamente sem jeito. Arrumei meu cabelo e sorri para a câmera totalmente sem graça, afinal eu não era de tirar fotos, ainda mais com pessoas que não conheço. — Nossa Sakura, obrigada. Você é maravilhosa! — Sorri agradecida sem saber o que falar — as suas bebidas são por conta da casa. — Falou animado indo prepará-la e eu fiquei ali tentando entender o que aconteceu. 

Procurei Hinata com o olhar e vi minha amiga dançando com um rapaz moreno, ela estava animada demais e eu sentia que talvez iria voltar para casa sozinha. O barman voltou com minha bebida, era um líquido rosa e continha uma cereja, quando ele me entregou a bebida tirou uma foto da minha mão recebendo a bebida e eu me senti ainda mais envergonhada e sem reação, porém permiti que o mesmo tirasse a foto, afinal eu estava recebendo bebidas grátis.

 Tomei todo o líquido sentindo queimar em minha garganta, mas o gosto era doce e maravilhoso. Sorri me agradando do mesmo e logo pedi outra e assim que chegou, virei. 

De imediato, pedi mais algumas adorando o gosto daquela bebida que eu sequer sabia o nome, após algumas tacinhas me senti leve e sorri olhando para multidão a achando convidativa, Hinata me chamou com uma das mãos enquanto segurava uma garrafa quase vazia na outra, me pergunto quando a mesma pegou aquela garrafa, eu caminhei até lá sendo contagiada pelo som de Piece Of Your Heart, um feat de Meduza e Alok, nunca fui muito fã de música eletrônica, mas aquela batida fez meu corpo vibrar e quando dei conta estava ao lado de Hinata dançando e sorrindo como se não houvesse amanhã e nem ressaca.

 Após dançar umas três músicas, uma mais calma começou a tocar e senti braços fortes abraçarem minha cintura e logo em seguida mãos fortes deslizaram sob meu corpo como se o conhecesse perfeitamente, assim como os lábios finos desceram deixando beijos em meu pescoço, incomodada me virei para olhar quem me abraçava e quase gritei devido ao susto. 

— Sasori? — Minha voz saiu trêmula e arrastada por culpa da bebida, ele sorriu para mim e o empurrei chamando a atenção de algumas pessoas ao meu redor senti o efeito da bebida fazerem minhas pernas bambearem e os saltos começaram a me incomodar.

— Vão me pagar duzentos quinhentos se eu te levar para a cama — Falou se aproximando novamente e senti o cheiro forte de álcool, inclusive sua camisa estava molhada, presumi também ser álcool. Sasori tentou me abraçar novamente e ouvi algumas pessoas o incentivarem gritando “beija-beija” chamando a atenção de quase todos que estavam no ambiente que começaram a acompanhar o grupo no coro, e os reconheci das fotos que que Sasori postava, era seus amigos.

O empurrei novamente e desferi um tapa em seu rosto e as pessoas vibraram sai dali imediatamente ouvindo as vaias para Sasori - talvez - e me senti extremamente envergonhada e humilhada, vi que Sasori não me seguia e agradeci mentalmente por isso, Hinata não estava mais em meu campo de visão, nem o rapaz com quem ela dançava, as luzes estavam me deixando tonta e logo me lembrei o porque eu não bebia. 

Sai daquele ambiente recebendo o frio e olhei para a rua deserta, me apoiei em um poste e inclinei meu corpo para frente vomitando, chamei um táxi por aplicativo e fiquei encostada na parede esperando o mesmo chegar, fechei os olhos lembrando de Sasori e da cena constrangedora que o mesmo me fez passar, suspirei cansada vendo o carro chegar.

— Boa noite — cumprimentei o motorista que aparentava ter minha idade.

— Boa noite senhorita Sakura — fechei a porta e pus o cinto. Eu ainda estava bêbada, porém totalmente consciente de todas as minhas ações e com o controle do meu corpo. Compartilhei a corrida com Hinata apenas por segurança, afinal eu ainda era uma mulher bêbada em um carro com um completo estranho em uma madrugada. Encostei a cabeça no vidro sentindo algumas lágrimas rolarem.

Ao chegar no meu apartamento larguei os saltos em qualquer lugar sentindo meus pés agradeceram pelo alívio e joguei a bolsa no sofá ficando apenas com meu celular. Fui tirando o vestido enquanto seguia pelo corredor e quando cheguei no quarto só o joguei no chão e me deitei na cama gemendo de felicidade. 

Meu celular que havia conectado ao wi-fi começou a notificar igual a louco e eu o desbloqueei abrindo o instagram e exclamando um alto e sonoro palavrão ao ver os fã-clubes de Sasuke Uchiha e os instagrams de fofoca me criticando e os vídeos do meu tapa em Sasori estava rodando por toda a internet. Uma nova mensagem chegou no meu direct e fui olhar constando haver outras milhares, céus eu havia perdido totalmente a minha privacidade! Vi o remetente da mensagem e sorri enorme, afinal não era todo dia que Sasuke Uchiha me mandava direct. 

Me desculpe por causar todo esse alvoroço na sua vida.” 

Li e reli a mensagem e ainda forcei meus olhos para ter certeza que o remetente era mesmo Sasuke Uchiha.

Não precisa se desculpar, tenho parcela de culpa nisso afinal aceitei participar do vídeo” 

Digitei e logo em seguida bloqueei o celular e fechei os olhos, senti o celular vibrar mas não tinha forças para abrir novamente os olhos, eu só queria dormir, mas não sabia se já estava em um sonho, ou em um pesadelo. Talvez em ambos.

 


Notas Finais


Gente eu sei que eu tinha dito que não traria o Sasori para atormentar a Sakura, mas relendo a história senti uma necessidade de por ele em alguns capítulos. Enfim, não vou falar muito para não dar spoiler.
Espero que tenham gostado.

Roupa Sakura: https://br.pinterest.com/pin/607563805951177915/
Me sigam no instagram, posto várias coisas sobre a fanfic lá, incluindo os perfis de instagram que criei para a história. Link instagram: https://www.instagram.com/lviviis_/?hl=pt-br
Playlist da história: https://open.spotify.com/playlist/7MMVRiSivGSIJGVtGYD9X4?si=cO2ZoJwYTseoeFgQaidqOA


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