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História Ela faz os textos dela - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Morte


Sabemos que a morte não é algo que se aprecie, pelo menos, não de maneira positiva. Principalmente aquelas que vem do nada, porque o nada, é sempre escuro e insignificante e agora, ele é tudo. Ele faz toda a diferença. E de repente, não sobra nada de luz. Nada de vida. Só sobra o nada.

A morte que é dada de presente a alguém, como se fosse Natal, páscoa ou um aviso de: Feliz aniversário. A morte que se doa para alguém para ter companhia. Uma vida que é tirada, da própria pessoa, e também do seu redor.

"Acontece com todos". Com todos que amamos, certo? Porque não colocaram essa parte nas instruções de como poder viver? Poderei viver agora? Depois que a morte se doou para quem eu mais amava? A morte tirou minha vida, não literalmente, mas tirou você de mim e então, nunca pensei que pudesse desejá-la também, só para ficar junto a ti.

A morte nos encontra algum dia, andando pelo parque, deitado na cama, no meio de uma crise e até propositalmente em um local dado como "suicída". Ela não senta conosco no banco e conversa sobre a vida, seria até ironia. Te enrola nos encantos de sua escuridão, te cativa e de repente, súbita se tornou a sua curiosidade. Curiosidade de saber: O que tanto guarda aí dentro, senhora morte?

Me deixe explorar esse seu grande e escuro nada, mas também, me deixe por favor, livre, pelo menos um pouco. Minha curiosidade não é para te conhecer, só queria saber se quem você levou, ainda está ai, talvez esperando por mim.

A morte, vestida com apenas um fino tecido de seda, completamente branco e limpo, completamente brilhoso, completamente encantador. Sua mãos delicadas tocam meu rosto inchado e vermelho pelo recente choro, seus toques me confortam e finalmente você diz: eu sou cruel.

Você é cruel e machuca quem fica, não me perdoaria se fosse você, senhora morte. Você parece tão perfeita, posso agora entender, quem um dia se encanta por ti. Um dia quer aproveitar desses toques e ter o privilégio de ver com os próprios olhos, sua vestimenta leve, graciosa e... enganadora. Quem um dia se encontra nas pistas que você deixa para conhecê-la. Um revólver. Uma lâmina. Uma ponte. Uma corda. Ironia... Você poderia ser mais cuidadosa. Como na velhice, você quer se aproveitar, certo? Os idosos são sábios e sabem muito da vida. Como uma oportunista, é claro que iria tratá-los com cuidado quando lhe convém. Você nunca será a vida. Sombria. Fria. Perigosa. Doída. Perspectivas de quem está sendo falada agora, estão sendo criadas.

Não sentimos nada na morte. Sem graça. Não sentimos nada na morte? Paranóia. Afinal, senhora morte... luto. Luto por ti. Para que um dia se sinta completa e não leve mais quem eu amo. Me leve. Não leve quem eu amo. Eu amo.

Eu o amava. Você o levou. Eu o amo. Ele não vai voltar.

Enfim, senhora morte. Em fim. No fim. Morte. Sem hora. Morremos.


- sem conclusões





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