História .ela gostava de jardins - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Hanahaki, Nunhyeong, Vida Ta Foda Neh
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Palavras 687
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então neh
Este assunto e esta one-shoot é um dos motivos de eu estar atrasada para postar os capítulos para a minhas outras fics... Espero que compreendam, porque eu estou colocando uma parte de mim, aqui...
Espero que gostem e desculpem qualquer erro.

Capítulo 1 - Único


Devias ser aquela que me dá suporte, aquela que me levanta quando caiu, mas não tu chegas a ser pior que os inimigos, porque eles são só mais um e tu... Tu és minha mãe e faz com que doa mais...

Tu me deste à luz, mas não cuidas de mim, tu me dás de comer, dás-me casa, água, energia e daí, tratas-me mal e me tratas como se eu fosse obrigada a limpar a casa de cima a baixo e fazer as supostas tuas tarefas... Parece que virei empregada... Até aceitaria se me pagasse... 

...com carinho.

Eu chego a chorar, para ir para a escola, pelo menos lá tenho descanso, este que também só tenho à noite em meu quarto, quando tu estás dormindo. 

Tu amas flores e é por esse motivo que agora eu vou morrer com um jardim saindo de dentro de mim, estás feliz? Acho que nem ligas, afinal em breve terás várias flores de várias cores e feitios. Tu gosta do verão né? Vomitei o buquê ideal para ti é feito de flores roxas, brancas e magentas, elas têm um nome estranho, aliás eu nunca tinha ouvido falar em tal flor... Petúnia é nome dela.

Então, isto tudo começou, quando da minha disciplina predileta tirei um insuficiência, claro que tu explodiste, afinal eu sempre tirava notas altas em ciências e ainda por cima eu estava dando a matéria aprofundada sobre as plantas e isso foi só mais um motivo para os teus atos.

Não me bates-te, mas aquelas frases, aquelas palavras, foi pior que um tiro, afinal um tiro bem dado e no local certo, nem dor se sente.

“Porque que eu continuei com a gravidez, eu podia estar bem da vida, mas não eu te tive e para quê? Só me trazes desgosto, és uma pedra no meu caminho, a continuar como estás não serás ninguém." disseste-me no dia que te dei a negativa, eu nem sei como aguentei as lágrimas, depois disse assinaste o teste e eu fui para o quarto, onde mais uma vez desabei, mas desta vez por tua culpa... Pela culpa da minha progenitora... E nesse dia tossi pólen, soube que a partir dali a minha morte começaria.

O que aconteceu depois? Bem, a resposta que todos pensam que irão ter é "Ah, ela se desculpo, disse-me coisas lindas, nos abraçamos e pronto", não! Os dias foram passando e ela não dizia nada, lhe entregava testes positivos e ela encolhia os ombros e assinava e com testes negativos ela me batia.

Se eu fizesse algo de mal ela falava "nunca irei ter orgulho de ti", "vai lá viver para o pé do teu pai, no meio dos drogados, lá que estás bem." e depois me dava uma chapada. Ouve até uma vez que ela me bateu tanto por sem querer ter partido o último copo de cristal que ela tinha, no dia seguinte — dia de escola —, não fiz educação física, teria que trocar de roupa e assim todos veriam as nódoas negras meio esverdeadas que tinha.

A partir desses dia começei a tossir não só o pólen, como também algumas pétalas. Elas eram coloridas e macia, então —no início — até gostava delas, eu não pensava naquilo como a Hanahaki que matava, eu pensava como uma oportunidade de fazer tu gostares de mim.

Pensei errado, a cada dia existia aquelas frases e palavras que me magoavam, mas eu parei de chorar, porque passei a me habituar.

Da tosse, veio os vomitos de flores inteiras, havia umas que me arrancavam sangue de minha garganta, devido aos seus espinhos outras me faziam comichão, devido aos pequenos pelinhos e em consequência, eu ficava tossido e vomitando, chegando a ficar sem ar.

No final de tudo, eu estava sorrindo, não por minha morte ter chegado e finalmente eu poder descansar, mas porque sabia que no final, quando entrasses no meu quarto irias ver um jardim de variadas flores, assim como sempre quisses-te ver e mesmo depois de tudo, ainda te queria ver sorrir, porque bem lá no fundo depois de todo o ranço de ti, havia um vestígio de amor.


Notas Finais


Nada a falar.


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