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História Ela Me Pertence Kim Taehyung - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Capítulo 29


Fanfic / Fanfiction Ela Me Pertence Kim Taehyung - Capítulo 29 - Capítulo 29

Quando o carro de Taehyung parou em frente ao seu prédio, ele agiu como se estivesse relutante em deixar Ana sair. 

Ele segurou a mão dela por um longo momento antes de se inclinar para beijá-la. 

Feroz. 

Possessivo. 

Ela se esforçou para puxar a respiração quando ele finalmente a soltou e o seu olhar brilhava, seus olhos obscurecidos e ao mesmo tempo ardentes.

– Eu passarei aqui quando sair do trabalho.

Ela assentiu com a cabeça e, em seguida, abriu a porta.

– Tenha cuidado. 

A chuva está forte. 

Eu não quero que você se molhe.

Ela sorriu.

– Um pouco de chuva não faz mal a ninguém, Tae.

– Ainda assim, está frio. 

Entre logo, para não pegar uma gripe.

Ela se recostou para beijá-lo e, em seguida, saiu do carro e, como ele solicitou, correu para a entrada, desviando-se dos pingos de chuva no caminho. 

Uma gargalhada escapou e ela ficou maravilhada com o quão feliz e leve ela soou. 

Ela se virou logo após de entrar pela porta para ver o carro de Taehyung se afastar no trânsito e ficou olhando até que ele desaparecesse de vista.

Estava prestes a entrar e ir até seu apartamento quando ouviu seu nome.

Franzindo a testa, ela se virou e, para sua surpresa, Jackson estava a poucos metros de distância. 

Ele estava molhado e sujo, carregando apenas sua mochila esfarrapada.

– Jackson!

Seu nome saiu como um sussurro e, em seguida, ela correu para frente, adentrando novamente o ar frio.

– Jackson, o que você está fazendo aqui? – ela perguntou. 

– Há quanto tempo você está aqui fora?

Ele lhe deu um meio sorriso.

– Não tinha certeza quando você estaria de volta. 

Eu pedi ao porteiro para ligar para o seu apartamento ontem, mas você não estava aqui. 

Então, eu fiquei por aí, esperando te encontrar.

– Ah, Jackson, sinto muito. 

– Sua voz foi acometida. 

E ela foi tomada por culpa.

Enquanto ela estava feliz e aquecida, celebrando o feriado com Taehyung e com a sua família, Jackson estava aqui, esperando por ela no frio. 

Sem lugar para dormir ou ao alcance de maus elementos.

– Não há nada para se desculpar, Aninha. 

Se agora não for um bom momento, eu posso voltar...

– Não! – ela disse ferozmente. 

– Entra. 

Você precisa sair do frio. 

Eu não tinha ideia de que você viria. 

Eu esperava que você o fizesse. 

Se eu soubesse, eu estaria aqui.

Ela tomou-lhe o braço, arrastando-o para a entrada. 

Quando encontraram o porteiro, ela levantou o queixo, desafiando-o a julgar.

– Este é o Jackson. 

Ele é meu irmão. 

Eu estou dando-lhe uma chave. 

Se eu não estiver aqui e ele precisar, você deve deixá-lo entrar.

O porteiro assentiu respeitosamente.

– Claro, senhorita Ana.

Ela apressou Jackson em direção ao elevador e estremeceu quando ele pingou em todo o interior. 

Ele tremia e parecia ainda mais magro do que na última vez que ela o viu. 

Ele estava se alimentando?

Ela deveria ter cuidado melhor dele. 

Deveria ter feito mais esforço para se certificar de que ele estava sendo cuidado. 

Ela tinha tanto agora e a matava pensar em Jackson ainda nas ruas. 

Não quando ela poderia fornecer um lugar para ele ficar e comer.

– Casa legal – Jackson murmurou enquanto ela o empurrava para dentro de seu apartamento.

– É, sim. 

Vá até o banheiro e tome um banho quente. 

Vou separar algumas das roupas do Taehyung. 

Elas vão ficar grandes em você, mas pelo menos vão estar quentes e secas.

Novamente aquele sorriso torto enquanto ela o movimentava para dentro de seu quarto.

– Taehyung, o cara que arranjou tudo isso para você?

Ana amoleceu, com um sorriso nos lábios.

– É. 

Ele é um bom homem, Jackson. 

O melhor. 

Eu estou... feliz.

Jackson estendeu a mão para tocar seu rosto.

– Que bom, Aninha. 

Você merece ser feliz.

– Assim como você – disse ela ferozmente.

Seu sorriso ficou mais triste neste momento.

– Eu sinto muito pelo que aconteceu. 

Eu nunca quis que você se envolvesse.

– Eu sei – ela disse em uma voz suave. 

– Agora vai. 

Toma um banho. 

Eu vou arranjar alguma coisa para você comer, ok?

Quando Jackson desapareceu para dentro do banheiro, Ana pegou um jeans do Taehyung e uma das camisetas que ele deixara em seu apartamento. 

Ela encontrou um par de meias que caberiam no Jackson, querendo que seus pés ficassem aquecidos. 

Sapatos. 

Ela precisava comprar sapatos novos para ele. 

Os que ele estava usando agora estavam surrados, as solas saindo e havia buracos. 

Nada que seguraria o frio.

Depois de deixar a roupa onde ele as poderia encontrar, ela voltou para a cozinha.

Ela separou bacon, uma caixa de ovos e um pouco de presunto e queijo. 

Uma omelete seria rápida de fazer e ainda daria sustança. 

Ela se ocupou com a preparação e, quando Jackson reapareceu, vestido com as roupas de Taehyung, ele encontrou seu prato pronto.

– Você quer suco ou leite? – ela perguntou, quando ele se sentou no bar.

Ele deu de ombros.

– Não importa. 

Eu bebo qualquer coisa.

Depois de ponderar por um momento, ela tirou dois copos e serviu um copo de cada. 

A alimentação extra certamente não faria mal.

– Eu não posso ficar muito tempo – disse Jackson. 

Ele já estava comendo a omelete com entusiasmo. 

Ana se encolheu ao imaginar quando sua última boa refeição tinha sido. 

– Eu tenho umas merdas para resolver. 

Eu só queria te ver e deixar minha mochila aqui, se estiver tudo bem.

– É claro que está tudo bem – disse ela. 

– Mas por que você não pode ficar?

– Eu vou voltar. 

Apenas algumas coisas que eu preciso ajeitar e eu não quero estar com minha mochila. 

Poderia ser roubada lá fora. 

Você sabe como é. 

Sempre há alguém querendo o que é nosso.

Ele foi vago e isso a incomodava.

– O que tem na mochila?

Ele ignorou a pergunta dela e, em seguida, enfiou a mão no bolso. 

Ele tirou um frasco de comprimidos e o estômago dela se apertou.

– Eu arranjei isso para você, Aninha. 

Eu sei que você precisa deles às vezes.

Seu coração começou a bater quando ele colocou o frasco sobre o balcão.

– Não, Jackson. 

– Ela balançou a cabeça com firmeza. 

– Eu não faço mais isso.

Você sabe disso. 

Eu não posso voltar para isso. 

Nunca.

– Ainda assim, eles vão estar aqui se você precisar deles.

– Como é que você arranjou isso? – ela perguntou, o medo tomando o seu peito. 

– Como você pôde se dar a esse luxo? 

Diga-me que você não pegou mais dinheiro emprestado.

Ele olhou para cima, engolindo o último pedaço da sua omelete.

– Eu não pedi dinheiro emprestado. 

Uma pessoa me devia um favor. 

Ela me arranjou.

Ela fechou os olhos.

– Jackson, você não pode continuar fazendo isso. 

Você sabe que isso não é bom.

Não é maneira de se viver. 

Eu não quero que você use drogas também. 

Você pode superar isso. 

Não precisa ser dessa maneira. 

Não mais.

O olhar dele se endureceu.

– A maneira como temos vivido não é jeito de se viver. 

Nós sobrevivemos, Aninha, nós não vivemos. 

Você sabe disso. 

E, às vezes, os comprimidos deixam essa sobrevivência um pouco mais fácil. 

Além disso, você pode ter melhorado de vida, mas eu não melhorei.

– Isso não é verdade! – ela protestou. 

– O que é meu é seu. 

Você sabe disso.

Jackson balançou a cabeça.

– Você realmente acha que seu novo namorado vai me querer por aqui? 

Pense nisso, Aninha. 

Que homem iria querer o irmão sem-teto de sua namorada vindo no pacote? 

Você não pode ser tão ingênua. 

Ela prendeu a respiração quando a dor explodiu em seu peito.

– Você sabe que eu não vou escolher entre vocês dois. 

Você sabe que eu nunca faria isso. 

Eu amo você, Jackson. 

Eu devo tudo a você. 

Eu não vou esquecer disso. 

Se Taehyung não puder aceitar isso, então, ele e eu não temos um futuro.

Jackson se esticou sobre o bar para colocar sua mão sobre a dela.

– Não seja estúpida, querida. 

Não jogue sua chance fora por mim. 

Você tem uma chance de fazer algo bom. 

Não estrague isso.

As lágrimas encheram os olhos dela.

– Eu não vou simplesmente me esquecer de você. 

Eu não sou assim. 

Você honestamente acha que eu poderia viver aqui, construir uma nova vida, enquanto você está lá fora, nas ruas? 

Se você acha isso, então você não me conhece.

Seu olhar tornou-se suave.

– Você é a única pessoa neste mundo que eu amo e que me ama. 

E é por isso que eu quero o melhor para você. 

Faça isso por mim, ok? 

Eu só preciso deixar minhas coisas aqui por algumas horas. 

Eu vou voltar. 

Talvez possamos jantar juntos. 

Eu sempre pensei que seria legal se tivéssemos um lugar onde você pudesse cozinhar e nós poderíamos fingir que éramos pessoas normais como todos os outros.

Ela assentiu com a cabeça, o pulso ainda martelando em suas veias. 

Ela ligaria para Taehyung. 

Ele entenderia se ela cancelasse sua noite.

– Eu posso cozinhar alguma coisa. 

Me diga o que você quer comer. 

Preciso saber se tenho todos os ingredientes.

– O que você quiser cozinhar. 

Eu como qualquer coisa. 

Me surpreenda.

Ela virou a mão para que ela pudesse apertar a de Jackson.

– Estou feliz por você estar aqui. 

Realmente. 

Eu estive tão preocupada com você.

– Você não deveria se preocupar comigo, querida. 

Você sabe que eu posso cuidar de mim mesmo.

Ele puxou sua mão para trás e, em seguida, bebeu ambos os copos antes de colocá-los de volta na bancada.

– Eu preciso vazar. 

Tenho umas coisas para fazer. 

Vou tentar voltar antes de escurecer.

– Por favor, tenha cuidado – ela implorou.

Ele lhe deu aquele sorriso arrogante novamente.

– Sempre tenho. 

Obrigado pela comida e pelas roupas. 

Deixei minha mochila em seu quarto. 

Eu venho buscá-la mais tarde, ok?

Ela assentiu com a cabeça e o viu sair de seu apartamento tão rápido quanto ele tinha entrado. 

Então seu olhar se fixou sobre o frasco que ele deixou e ela o agarrou para guardá-lo em um dos armários.

Preocupação e ansiedade a devoraram até seu estômago revirar. 

No que Jackson estava metido?

Ela olhou para o relógio e depois foi até a gaveta onde Taehyung tinha deixado dinheiro para ela gastar. 

Ela não tinha certeza de onde o mercado mais próximo era, mas ela poderia perguntar ao porteiro. 

Esperançosamente não seria uma longa caminhada. 

O tempo estava horrível e ela não queria gastar dinheiro com um táxi.

Ela já estava vislumbrando as possibilidades em sua cabeça. 

Ela iria cozinhar uma refeição fabulosa. 

Tudo que o Jackson mais gosta. 

E ela faria sanduíches para ele levar consigo porque sabia que ele não iria concordar em ficar. 

Ela poderia comprar itens não perecíveis que ele pudesse arrumar em sua bolsa para que ele tivesse algo para comer por mais do que alguns dias.

Ela tirou várias das notas e as colocou no bolso da sua calça jeans e, em seguida, desceu para perguntar ao porteiro sobre o local mais próximo em que ela pudesse comprar mantimentos.

Ana se abaixou para sair do taxi depois de pagar a tarifa e apressou-se, sacolas na mão, para a entrada de seu prédio. 

O porteiro a tinha aconselhado a tomar um táxi e ela cedeu quando viu que a chuva aumentara. 

Ela havia passado de uma leve garoa para uma chuva forte. 

Não era o que ela queria encarar no seu caminho de volta do mercado carregando mantimentos.

Quando ela abriu seu apartamento e entrou, ficou surpresa ao ver Taehyung na sala de estar, sua expressão escura e proibitiva. 

Ele avançou sobre ela antes que ela se quer tivesse tempo para depositar os sacos no bar cozinha.

– Onde diabos você estava? – ele exigia satisfações.

Seus olhos se arregalaram e ela olhou para os sacos de supermercado.

– Eu-eu fui fazer compras.

– Há algo mais que você queira me dizer?

A acusação em sua voz doía. 

O que diabos ele pensou? 

Será que ele achava que ela o estava traindo? 

Esgueirando-se para os braços de um amante? 

Em primeiro lugar, como ele sabia que ela tinha saído?

Ele arrancou os sacos das mãos dela e os deixou cair com um baque no bar antes de voltar seu olhar furioso para ela.

A mente dela ficou em branco. 

Ela deu um passo instintivo para trás e Taehyung xingou.

– Eu não vou te machucar, cacete.

– Por que você está tão irritado? – ela perguntou. 

– Eu só fui até o mercado.

Eu só fiquei fora durante uma hora.

– Você acha que isso é sobre você sair para fazer compras?

Seu tom era de descrença.

– O que mais eu deveria pensar? 

Você está agindo de maneira ridícula, Taehyung.

Fui comprar mantimentos, pelo amor de Deus.

– Vamos tentar outra coisa então. 

Eu estou no trabalho em uma reunião importante e eu recebo um telefonema de G-Dragon, que me informou que você tinha visita.

Sua boca aberta em choque.

– Como é que G-Dragon sabe quem está no meu apartamento? 

Ele nem deveria estar mais me protegendo. 

– Seus olhos se estreitaram com a compreensão despontando devagar. 

– Você ainda não confia em mim. 

– Quase a matou dizer essas palavras, a verdade. 

E era verdade. 

Ele estava eriçado de raiva e contratou aqueles homens para vigiá-la. 

– Ele não estava aqui para me proteger. 

Ele estava aqui para me vigiar.

– Parece que eu tenho um bom motivo – Taehyung soltou.

A esperança morreu dentro de Ana.

Ela voltou seu olhar doloroso para ele, magoada além das palavras. 

– Jackson esteve aqui. 

Mas você já sabe disso.

– Sim. 

Jackson – ele cuspiu. 

– O que diabos ele estava fazendo aqui?

Ela franziu a testa e desta vez ela deu um passo para a frente, a raiva apertando suas feições.

– Ele veio para me ver. 

Ele esteve aqui no Natal, só que eu não estava aqui, porque eu estava com você. 

Ele teve que passar o feriado sozinho. 

Sem comida.

Sem um lugar quente para ficar. 

Sozinho, Taehyung. 

Nas ruas. 

Eu não preciso lhe dizer que feriado maravilhoso que deve ter sido.

– Como é que ele sabia que podia aparecer aqui? – Taehyung cobrava satisfações.

Ela piscou.

– Eu dei o endereço a ele.

– E quando você fez isso?

Ela corou.

– No dia em que eu fui vê-lo.

Os lábios de Taehyung se fisgaram em uma linha tênue, ficando quase indistinguíveis.

– Você o convidou para cá.

Ela assentiu com a cabeça.

– É claro.

Ele jurou novamente.

– Não há nenhum “claro” nisso, Ana.

Em que diabos você estava pensando?

– O que há de errado com você? – ela exigiu. 

– Eu não estou autorizada a convidar as pessoas para este apartamento? 

Será que eu entendi errado e realmente não é para o meu uso? 

Ou é só para usos em que eu tenho sua aprovação?

– Você convidou um homem que quase te matou. 

Foi ele que fez você ser atacada. 

Ele é a última pessoa com quem você precisa ter alguma coisa.

O sangue drenando de seu rosto.

– Ele nunca quis que eu fosse machucada. 

Ele nunca faria nada para me machucar.

O nojo tomou o rosto de Taehyung. 

Seus olhos ficaram cheios desse nojo.

– Realmente, Ana? 

E por que você acha que ele está aqui agora?

Ela não gostava de seu tom. 

Sua expressão. 

Ela não gostava de nada sobre este confronto. 

Ele estava com tanta raiva. 

Um enjoo no fundo de seu estômago, se enrolando e se atando em uma bola dolorosa.

– Ele veio me ver – disse ela em voz baixa. 

– Ele estava com frio e com fome.

Arranjei-lhe algo para comer. 

Eu saí para comprar mantimentos para que eu pudesse fazer jantar para ele.

Taehyung se esticou para a parte de trás do sofá e puxou mochila de Jackson. 

Ele a balançou em seu dedo, seus olhos se esfriando com raiva.

– Essa é a única razão pela qual ele veio? 

Onde ele está agora?

– Eu não sei o que você está querendo dizer. 

Ele disse que tinha coisas para fazer. 

Ele queria deixar a mochila aqui porque não queria que ela fosse roubada.

Você não entende como funciona lá fora. 

Se alguém vê alguma coisa, eles levam.

Eles vão te esfaquear, te ferir, te matar para conseguirem o que for. 

Você pode ser assassinado por cinco dólares.

– Ah, eu não tenho dúvidas de que alguém iria matá-lo pelo que está aqui dentro – Taehyung proferiu.

Ele puxou a mochila e abriu a parte superior para que ela pudesse ver o interior. 

O vermelho de suas bochechas sumiu e ela vacilou, oscilando bamba até que teve de se segurar no bar para manter o equilíbrio.

Drogas. 

Muitas drogas. 

Pílulas. 

O que parecia ser maconha e outras coisas que ela não tinha ideia do que eram, mas que pareciam... ruins. 

Muito ruins.

– Eu encontrei isso no seu quarto – Taehyung soltou. 

– Com essa merda nela.

Espero muito que você não soubesse o que estava nela quando concordou que ele a deixasse aqui.

– Eu não sabia – ela sussurrou.

– Jesus, Ana. 

Por quanto tempo você vai permitir que ele te manipule? 

Até que alguém te mate? 

O que vai ser preciso para você acordar e ver a verdade que está na sua cara?

– Ele não vai me machucar! – ela gritou. 

– Pare com isso!

Taehyung jogou a mochila de volta no sofá, todo o seu corpo tremendo de raiva.

– Eu não vou aceitar. 

Não aqui. 

Não onde você está. 

Enquanto você usar o meu colar, você estará sob minha proteção. 

Ele não é permitido aqui, Ana.

Ou você diz isso a ele ou eu direi e, da próxima vez, não aparecerei sozinho. 

Vou trazer a polícia e vou mandar prendê-lo. 

Eu não dou a mínima se isso te tira do sério ou não. 

Minha única preocupação aqui é você. 

Eu não dou a mínima para um homem que te considera tão pouco a ponto de te expor a isso.

– Eu não vou escolher entre vocês dois! – ela gritou. 

– Eu não vou! 

Você não entende. 

Eu não posso virar as costas para ele. 

Eu não vou!

– Então é isso – Taehyung disse severamente.

– Não tem que ser! 

Por que você não pode simplesmente deixar que eu resolva isso com o Jackson? 

Por que você não pode confiar em mim pra fazer isso?

– Não é que eu não confie – disse ele tão alto quanto ela. 

– Porra, Ana, use a cabeça! 

Sabe o que aconteceria se você fosse encontrada com esta merda? 

Seria você que iria para a cadeia, não o seu precioso Jackson. 

Você levaria a culpa por ele e você acha que faria alguma diferença? 

Ela balançou a cabeça.

– Não. 

Não! 

Vá embora, Taehyung. 

Eu vou cuidar disso. 

Vá embora.

– Você se esquece que este é o meu apartamento – ele grunhiu.

Ela ficou ainda mais branca, qualquer emoção se esvaindo de seu rosto. 

Ela ficou dormente até os dedos dos pés. 

Então se virou e caminhou rigidamente até a porta.

– Ana, pare.

Era uma ordem. 

Uma que, pela primeira vez, ela ignorou. 

Quando ouviu ele ira trás dela, ela começou a correr. 

Saiu pela porta em direção ao elevador. 

Ela entrou, ouvindo Taehyung correr pelo corredor gritando o nome dela. 

Ela apertou o botão repetidamente, rezando para que fechasse.

O elevador se fechou quando ele estava a cinquenta centímetros da porta, seus xingamentos tocando em seus ouvidos quando o elevador começou a descer.

Quando ela chegou ao lobby, o porteiro tentou impedi-la. 

Taehyung provavelmente tinha ligado para ele. 

Mas ela passou por ele, ignorando seus pedidos para que ela parasse. 

Correu para fora, para a rua, quase sendo atropelada por um táxi, que deu uma freada brusca a poucos centímetros dela.

Antes que o taxista pudesse sair do carro, ela correu para o lado do passageiro e abriu a porta.

– Você tá louca? – o taxista gritou. 

– Eu poderia ter te matado!

– Só dirija – ela engasgou. 

– Eu não me importo para onde, só me tire daqui, por favor.

Ela deve ter parecido uma maluca. 

Lágrimas que ela não tinha percebido agora formavam caminhos molhados por suas bochechas. 

O rosto do taxista suavizou antes de ele se virar e, em seguida, acelerar, acenando para motoristas irritados atrás dele que tinham sido forçados a parar quando ele freou muito bruscamente.

Buzinas soavam, mas desapareciam à distância enquanto eles aceleravam pela rua.


Notas Finais


E lá vem treta meninas já já tem mais 😘😘💜💜💜💜💜💜💜


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