1. Spirit Fanfics >
  2. Ela Me Pertence Kim Taehyung >
  3. Capítulo 30

História Ela Me Pertence Kim Taehyung - Capítulo 30


Escrita por:


Capítulo 30 - Capítulo 30


Fanfic / Fanfiction Ela Me Pertence Kim Taehyung - Capítulo 30 - Capítulo 30

Ana andou o último quarteirão até o seu apartamento, desnorteada.

Desnorteada de frio. 

Desnorteada pela chuva implacável que encharcava suas roupas. 

Ela não tinha ido muito longe de táxi. 

Não tinha muito dinheiro consigo depois das compras que fizera. 

E, assim, seguiu andando. 

Continuamente, seus pensamentos em um turbilhão, a dor esmagando o seu coração.

Taehyung tinha o direito de estar com raiva. 

Ela não refutava isso. 

Mas ele ainda não tinha dado a ela a chance de se explicar. 

Ele tinha ficado tão furioso. 

E então ele a lembrou de que ele era o dono do apartamento. 

Que ela estava lá devido à sua generosidade. 

Ele lembrou que ela não tinha nada. 

Nada além do desespero de sua situação.

Ele não confiava nela. 

Ele tinha batido nesse ponto com ela repetidamente. 

E ela não poderia existir em um relacionamento onde ele suspeitava do pior em cada momento. 

Ela nunca seria capaz de superar isso. 

Não importa o quanto tentasse, o quanto ela desse a ele, ela nunca chegaria a um lugar onde tivesse a confiança dele.

Ela não tinha certeza por que estava de volta. 

Mas precisava de suas coisas.

Levaria algumas das roupas. 

Certamente não todas, mas sabia que precisava do casaco. 

E dos jeans e das camisas. 

Poderia levar a comida que ela tinha comprado para Jackson e então esperar ele voltar. 

Ele já tinha voltado? 

Ela sentia saudades dele?

Pelo menos eles teriam algo para comer nos próximos dias. 

Ela poderia verificar com os abrigos que frequentava e talvez algum deles teria uma cama.

Ou talvez ela devesse simplesmente ligar para o Taehyung. 

Tentar explicar. 

Ele merecia pelo menos isso. 

Ele precisava saber por que ela nunca poderia virar as costas para Jackson. 

Ela nunca tinha explicado isso totalmente. 

Nunca havia compartilhado essa parte de si mesma.

Será que ele entenderia? 

Ele poderia entender?

Mas de que adiantaria isso, se ele nunca confiaria nela?

Quando ela marchou para a entrada de seu prédio, o porteiro olhou alarmado.

Ela acenou diante da sua preocupação e dirigiu-se para o elevador, só querendo estar em um lugar quente e seco, mesmo que fosse temporariamente.

Tinha que haver uma maneira de corrigir isso. 

Taehyung era a melhor coisa em sua vida. 

A única coisa que era boa e imaculada. 

Ela não queria que os problemas de Jackson atingissem o Taehyung. 

Taehyung não merecia isso. 

Ele merecia alguém sem as manchas que ela carregava em sua alma. 

Alguém em quem ele pudesse confiar plenamente. 

E talvez ela nem sequer o culpasse pelas sementes de desconfiança que tinham sido plantadas. 

Ela queria a sua confiança, queria que ele tivesse fé nela, mas, na realidade, com tudo que ele sabia a seu respeito, será que fazia realmente sentido que ele confiasse nela assim tão facilmente?

Uma onda de tristeza a afligiu. 

Ela não queria ser a pessoa que ela tinha sido por tanto tempo. 

Queria ser alguém digno de amor e confiança. 

Queria que alguém acreditasse nela. 

Pensou que Taehyung poderia ser essa pessoa. 

Estava errada.

Ela se deixou entrar em seu apartamento e foi para a cozinha, com a intenção de fazer um chocolate quente. 

Quando ela abriu o armário onde as canecas ficavam guardadas, seu olhar iluminou o frasco de comprimidos que Jackson tinha deixado. 

Por um longo momento, ela simplesmente olhou. 

E, então, como se estivesse em um transe, estendeu lentamente a mão, seus dedos se fechando ao redor do frasco de plástico.

Ela o tirou do frasco e colocou sobre o balcão na sua frente. 

Um comprimido.

Apenas um. 

Tornaria as coisas mais gerenciáveis. 

Isso a transportaria para um lugar mais quente e mais feliz. 

Isso lhe daria uma sensação de bem-estar. 

Isso lhe daria a confiança e o impulso necessários para que pudesse tomar decisões.

Iria levá-la para longe da terrível realidade que estava enfrentando. 

E a ajudaria a atravessar seu confronto iminente com Taehyung.

Antes que pudesse pensar melhor, ela abriu o frasco com as mãos trêmulas e sacudiu para cair uma pílula. 

Ou ela deveria tomar duas? 

Fazia um tempo. 

Para sempre, ao que parecia, desde que ela tinha tomado alguma. 

Uma iria, provavelmente, derrubá-la. 

Duas poderiam fazê-la desmaiar. 

Ponto.

Ela colocou a segunda pílula de volta no frasco e, em seguida, jogou a outra em sua boca. 

Pegou um copo d’água, levou-o aos lábios e encheu a boca com líquido suficiente para engolir a pílula. 

E então congelou.

Oh Deus, oh Deus. 

O que ela estava fazendo?

Ela cuspiu a água e o comprimido com força na pia, segurando as bordas enquanto soluços brotaram de seu peito. 

O que ela quase fizera?

Com raiva, ela pegou o frasco e jogou todas as pílulas no ralo, para que a água corrente as levasse. 

Então, ela arremessou o frasco agora vazio do outro lado da cozinha, ouvindo quando ele bateu no chão. 

Em seguida, ela escondeu o rosto entre as mãos e chorou.

Oh Deus, ela não podia fazer isso. 

De novo, não. 

Nunca mais.

Ela tinha que acabar com isso agora. 

Isso não era bom para ela. 

Se era isso que seu relacionamento com Taehyung a levou a fazer, ela tinha que acabar com isso agora.

Ela não podia fazer isso com ela mesma. 

Não depois de ter trabalhado tão duro por tanto tempo para limpar sua vida e para curar o seu vício.

Ela poderia não ter muito, mas pelo menos sua vida significava alguma coisa agora.

Sem mudar de roupa, ela correu para a porta, sabendo que tinha que encontrar o Taehyung agora antes que perdesse a coragem. 

Ela tinha que terminar, lhe dizer que ela estava se mudando do apartamento. 

Ela tinha que enfrentá-lo e terminar cara a cara.

Não iria deixá-lo imaginando sobre o seu destino ou o que ela estava fazendo.

Iria para seu apartamento lhe dizer que ela estava indo embora. 

E então ela voltaria para sua vida. 

Poderia não ser a melhor vida, mas era uma em que ela podia viver com o seu orgulho e com a sua sanidade intactos.

Lembrando que ela não tinha mais dinheiro, ela voltou para a gaveta e pegou tudo. 

O que sobrasse após o táxi, ela devolveria ao Taehyung. 

Ela não levaria dele nada mais do que ela precisava. 

Então, lembrando que a mochila de Jackson ainda estava no sofá, ela a puxou sobre seu ombro antes de sair do apartamento.

Quando ela chegou ao lobby, o porteiro a olhou alarmado.

– Senhorita Ana, aonde você vai? 

Eu acho que seria melhor se você esperasse aqui.

Ela o ignorou e mergulhou de volta no frio para chamar um táxi.

– Onde ela está? – Taehyung perguntou assim que ele entrou no prédio de Ana.

O porteiro suspirou. 

– Eu tentei te ligar novamente, senhor. 

Ela voltou. 

Foi quando eu te liguei pela primeira vez. 

Mas ela desceu de novo apenas alguns minutos mais tarde. 

Eu tentei impedi-la. 

Ela estava encharcada e não tinha trocado de roupa desde quando tinha saído antes. 

Ela parecia chateada.

Taehyung fechou os olhos e disparou xingamentos.

– Você não tem ideia de onde ela estava indo?

Ele olhou para fora, os pingos de chuva misturados com o gelo que cobria as calçadas. 

Seu estômago ardeu ao imaginar Ana lá fora. 

Com frio. 

Chateada.

Sozinha.

Ela provavelmente estava voltando para Jackson. 

O precioso Jackson, esse merda.

Deus, mas ele tinha estragado tudo. 

Ele estava irritado. 

Ele tinha desencadeado todo o seu medo e fúria sobre a Ana e ela saiu correndo. 

Assim como ele temia que ela fizesse desde o início.

– Não, senhor. 

Sinto muito, mas ela não disse nada quando saiu. 

Ela estava carregando apenas uma mochila.

O sangue de Taehyung gelou. 

Ele mataria Jackson se Ana se machucasse por causa disso. 

Ela provavelmente estava voltando para Jackson, mas não havia garantia alguma de que Taehyung conseguiria encontrá-la agora. 

Levara semanas da última vez.

Mas e agora? 

Agora ela não queria que ele a encontrasse. 

Antes, ela não sabia que ele estava procurando por ela. 

Agora ela estaria consciente de que ele estaria.

Isso se ela chegou a pensar que ele se importava o suficiente para ir atrás dela. 

Ele não tinha dado qualquer motivo para ela acreditar que ele se importava o suficiente para ir atrás dela. 

Isso era o que mais o enlouquecia.

Agora ela estava lá fora, na merda da rua, levando uma fortuna em drogas ilegais. 

Pessoas morriam por muito menos.

Ele fixou no porteiro um olhar cansado.

– Se ela voltar, você se senta sobre ela, se for preciso. 

Não a deixe sair de novo. 

Entendeu?

O porteiro assentiu.

– Sim, senhor. 

Farei tudo o que puder.

Seus ombros se arquearam, Taehyung se virou em direção à porta, perguntando-se onde diabos procurar Ana agora. 

Seu celular tocou quando ele estava prestes a entrar na chuva e ele se afastou, erguendo o telefone. 

Ele não reconheceu o número.

– Kim Taehyung – disse ele, impaciente.

– Sr. Kim, ela está aqui no seu prédio.

Taehyung reconheceu a voz de Roger, seu porteiro. 

Seu pulso acelerou e ele se enfiou debaixo da chuva, apontando para o seu carro que estava estacionado a uma curta distância.

– Eu já estou indo para aí – disse Taehyung. 

– Não deixe ela ir a lugar nenhum.

– Você precisa correr, senhor – Roger disse em um tom mais calmo. 

– Ela se recusou quando eu tentei convencê-la a esperar em seu apartamento. 

Ela não quer sequer esperar dentro da portaria. 

Ela está lá fora na chuva, encharcada e tremendo.

– O quê?

Taehyung não podia controlar a fúria em sua voz.

– Senhor, eu tentei. 

Ela não está bem. 

Ela está chateada com alguma coisa.

Não é nada bom. 

Você precisa chegar aqui rápido. 

Vou ficar de olho nela até o senhor chegar.

Taehyung xingou e desligou e, em seguida, pediu ao seu motorista para voltar para seu apartamento o mais rápido possível. 

Durante todo o caminho, o peito de Taehyung se apertou com medo. 

Ele passou mentalmente o que ele queria dizer, repetindo-o em sua mente. 

Mas de alguma forma não parecia ser suficiente. 

Parecia idiota.

Que diabos ele deveria dizer para a mulher que amava, a mulher com a qual ele tinha ferrado tudo completamente?

Ele sentou-se tenso e esperando, morrendo um pouquinho mais a cada vez que o tráfego se arrastava até parar. 

E se ele não chegasse a tempo? 

E se ele chegasse lá e, como foi o caso quando chegou ao seu apartamento, ela já tivesse ido embora? 

Ele ficaria condenado a perseguir para sempre um sonho distante? 

Ele não se permitiria pensar nisso. 

Ana era dele. 

Ele não iria deixá-la ir sem lutar por ela. 

Talvez ela nunca tivesse tido alguém disposto a lutar por ela, mas isso iria mudar.

Por fim, o carro parou. 

Taehyung saltou para fora, na chuva, e caminhou em direção à entrada, com o olhar procurando rapidamente por Ana. 

Seu coração bateu forte quando ele não a viu. 

Talvez o porteiro tivesse sido capaz de convencê-la a entrar. 

Ou talvez ela tivesse ido embora.

Ele estava quase na entrada quando a viu. 

Seu coração quase parou quando a viu encolhida contra o edifício. 

Ela estava curvada para baixo, com os joelhos contra o peito, a água escorrendo de seu cabelo e suas roupas empoçando ao redor dela no concreto.

– Ana.

Seu nome saiu em uma longa expiração, um som sussurrante que ele não tinha certeza se ela tinha sequer ouvido. 

Era tudo o que podia sair diante do aperto no seu peito.

Ele se agachou e tocou em seu braço. 

Ela reagiu ao toque, o olhar balançando até encontrar o seu. 

Seus olhos estavam arregalados e cheios de medo, mas, acima de tudo, eles estavam tomados por tristeza. 

Emoção esmagadora brotou em suas profundezas. 

Era como enxergar os lugares mais sombrios de sua alma.

Ele ficou aos seus pés, estremecendo com o gelo que estavam as suas mãos, a sua pele. 

Ela estava branca feito um fantasma e tremia violentamente.

– Baby, vamos entrar.

Sua voz era propositadamente suave, o mais suave que ele podia alcançar uma vez que sua pulsação estava prestes a explodir em suas têmporas.

Ele tentou puxá-la na direção da porta, mas ela recuou, dando um passo para longe dele. 

Seus olhos feridos se fixaram nele, um brilho de lágrimas os tornou reluzentes no clarão da iluminação da rua.

– Não – ela disse em uma voz baixa. 

– Taehyung, eu não posso. 

Eu vim aqui porque eu devo a você dizer isso na sua cara e não apenas ir embora.

Ele ergueu a mão para detê-la, porque ele não podia suportar que ela completasse o que ele sabia que estava por vir. 

Ele nunca quis ouvir essas palavras dela. 

Seu coração estava prestes a sair de seu peito e seus olhos ardiam, enquanto ele olhava para o vazio nos dela.

– Baby, por favor, eu preciso que você me ouça. 

Mas eu tenho que tirá-la desta chuva e deste frio. 

Você está congelando. 

Você vai ficar doente.

Ela balançou a cabeça, protegendo-se com os braços. 

Deus, ela estava com medo dele? 

Ele realmente a fez pensar que ele iria machucá-la de alguma forma?

Ele queria vomitar ao pensar que ela temia a violência dele. 

Se ao menos ele pudesse ter aqueles poucos minutos em seu apartamento de volta.

– Não, apenas escute, Taehyung. 

Por favor. 

Não faça disso algo ainda mais difícil.

Eu tenho que fazer isso antes de me perder. 

Antes de eu perder o orgulho próprio que eu consegui desenvolver nos últimos anos.

Sua voz terminou em um soluço e ela engoliu sopros de ar. 

Ela estava tremendo com tanta força que foi preciso tudo que Taehyung tinha para não levá-la a força para seu apartamento. 

Só o conhecimento de que, neste momento, independentemente do que ela tinha a dizer a ele, era o momento mais importante de sua vida. 

Ele não podia se dar ao luxo de estragar tudo. 

Não como ele já tinha feito em seu apartamento.

– Diga-me – ele insistiu.

As lágrimas agora corriam sem parar pelas suas bochechas, misturando-se com a chuva que caía rosto. 

Seu cabelo estava colado aos lados de seu rosto e se agarrava molhado ao seu corpo. 

Pingos de chuva brilhavam em seus cílios, delineando belos olhos assombrados.

Ela era a coisa mais linda no mundo e ele estava perto de perdê-la.

– Jackson trouxe um frasco de comprimidos, esta manhã, quando ele veio. 

Ele trouxe para mim.

A respiração de Taehyung assobiou com a raiva que o consumiu. 

Ele queria rastrear o filho da puta e bater nele como no inferno. 

Como ele podia ser tão descuidado, quando se tratava de Ana? 

A mulher com quem ele deveria se preocupar. 

E Ana não podia ver que Jackson não era flor que se cheirasse. 

Não mesmo. 

A visão que ela tinha sobre ele estava presa ao passado.

– Eu disse a ele que não queria os comprimidos. 

Eu nunca quis esses comprimidos. 

Ele estava tentando me ajudar. 

No passado, eu teria tomado. 

Eu teria feito qualquer coisa por eles. 

Mas não agora. 

Eu sou melhor do que isso.

Mas então você veio e tivemos aquela discussão terrível e você me lembrou de que eu não tenho nada.

– Oh Deus, baby, não foi isso que eu quis dizer – ele engasgou. 

– Não mesmo.

Ela continuou como se não tivesse sequer o escutado. 

Parecia tão perdida em seus pensamentos que estava divagando, tentando se livrar de tudo, como se curando-se de um veneno.

– E eu fui embora porque doía muito ficar. 

Mas, então, eu voltei, porque eu sabia que a maneira como eu fui embora não foi legal. 

Eu precisava parar de correr. 

Te encarar. 

Fazer isso logicamente. 

Mas lá estava eu na cozinha, sentindo que meu mundo tinha chegado ao fim. 

Eu estava com frio e queria uma xícara de chocolate quente e quando eu abri o armário, lá estava o frasco de comprimidos me olhando nos olhos e eu sabia que se eu tomasse só um eu me sentiria melhor, que eu conseguiria lidar melhor com a bagunça que é a minha vida.

– Oh Deus – Taehyung respirou. 

– Baby.

– Foi por um pouquinho assim – disse ela, levantando os dedos trêmulos e deixando-os a poucos centímetros entre eles. 

– Eu cheguei tão perto de fazer isso.

Eu coloquei uma pílula na boca. 

Tomei um copo d’água, para engolir. 

Foi ali mesmo. 

Quando estava no fundo da minha garganta que eu percebi que eu estava fazendo. 

O que eu quase permiti que acontecesse.

Ela engasgou com um soluço e, em seguida, baixou a cabeça, os dedos se fecharam em punhos apertados em seus lados.

– Mas você não fez – Tae sussurrou, adivinhando.

– Mas eu quase fiz – disse ela em uma voz cheia de desolação. 

– Eu queria isso. 

Eu precisava disso. 

E eu o cuspi e joguei todos os comprimidos na pia. 

Eu não posso voltar para lá, Taehyung. 

Temos que acabar com isso agora, antes de destruirmos um ao outro. 

Se é isso que estar com você faz para mim, eu não posso mais fazer isso. 

Eu não sou boa para você. 

Eu não sou boa para mim – ela terminou em um sussurro.

O medo o tomou. 

Ele balançou a cabeça, incapaz de extrair as palavras de sua garganta fechada. 

Ele ficou arrasado com o que ela quase tinha feito, não porque ele a julgava, mas porque ele a machucou tanto que ela quase fez o impensável. 

E se ela não tivesse parado em um?

O restinho da compostura ao qual ela se agarrava parecia dissolver-se com a chuva. 

Um soluço angustiante rasgou sua garganta e, em seguida, ela se agarrou em torno de seu próprio tronco, afundando-se de joelhos enquanto balançava para trás e para frente.

Taehyung a seguiu imediatamente, com os braços a envolvendo, abraçando-a com força contra ele. 

Ele beijou seu cabelo encharcado e balançou com ela enquanto a chuva os apedrejava.

– Eu me odeio por isso – ela chorou. 

– Pela minha fraqueza. 

Por ter simplesmente tentado. 

Eu me odeio por ter te machucando, por ter te decepcionado. 

Mas eu não posso simplesmente me afastar do Jackson. 

Eu não espero que você entenda. 

Eu nunca te expliquei isso.

Sua raiva por Jackson, pela situação, queimou por dentro dele, quente e feroz.

– Por que você corre tanto risco para protegê-lo? 

Ele é um merda completo, Ana. 

Por que você continua permitindo que ele tome a sua vida para si?

Ela se afastou dele e olhou para seus pés.

– Porque ele fez muito por mim – ela gritou, a chuva deslizando pelo seu rosto, misturando-se com as lágrimas. 

– Ele fez muito por mim. 

Coisas que eu nunca poderei pagar! 

Você não entende. 

Você nunca poderia entender tudo o que ele sofreu por mim.

A dor era tão espessa em sua voz que ela se engasgou com cada palavra. 

Ela estava perturbada, quase perdendo as estribeiras, e estremecia violentamente com o frio.

Havia algo em sua voz, naquelas palavras gritadas, que o fez ficar gelado de dentro para fora. 

O que estava em seu passado, o que a ligava ao Jackson, a assombrava diariamente. 

E, independentemente do que fosse, ele tinha que saber.

Era fundamental para compreendê-la por que ela se agarrava com tanta força ao Jackson.

– Então me faça entender – disse ele calmamente. 

– Mas nós vamos conversar lá dentro, onde é quente, depois de você vestir umas roupas secas. 

Então eu vou ouvir e você vai explicar. 

Nós vamos resolver isso. 

Juntos, Ana.

Ela começou a sacudir a cabeça, mas ele se levantou, levando-a com ele.

– Eu não vou aceitar um não como resposta – ele mordeu. 

– O inferno que eu vou deixar você sair da minha vida. 

Nós vamos resolver isso e você vai me dizer por que você tem essa lealdade cega pelo merda do Jackson. 

E, por Deus, quando tudo tiver terminado, você não sairá da minha vida. 

Você não irá a lugar algum, além de para a cama comigo.


Notas Finais


Eita qual será esse segredo que ela tanto guarda. Eu queria um homem igual a Tae em minha vida mais como não tenho né não custa nada sonhar já já tem mais 😘😘💜💜💜💜💜💜💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...