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História Ela. Sempre foi Ela. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura!

Bem, depois da minha amiga ler as minhas últimas 5 "histórias" (estão mais para textos), disse-me que todas estavam conectadas. Então, surgiu a ideia de fazer uma história reunindo todas as outras.

Eu peguei todas as outras histórias, editei para ter um contexto melhor e...É, aqui está.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Ela. Sempre foi Ela. - Capítulo 1 - Capítulo Único

— uma partida de cartas —

Tudo começou com uma partida de Pôquer, entre dois estudantes que se odiavam.

eu e ela estávamos numa partida de pôquer.

mas aquilo era torturante...

aquele rosto, a expressão sínica de quem quer se mostrar amável sabendo que é o vencedor.

os olhos dela...

aquela garota...ela é ridiculamente fantástica em apostas.

não vou conseguir e minha dívida irá nascer.

não há nem sequer uma saída, porque desistir não é uma opção.

— É uma pena que você perca.

estúpida...e brilhante...

não vou aguentar por muito tempo.

estou prestes a explodir.

— Chega! Eu desisto!

eu estava perdendo a partida em que jurei ganhar.

ela é muito inteligente, como...

como ela consegue?

 

— rosas —

Com o tempo eles começaram a se dar bem. Quando ficaram adultos se casaram.

depois de tempos nos acostumando a essa nova realidade,

conseguimos fazer com que nosso amor crescesse tanto a ponto de nos casar.

e acho que só há alguém que faça eu agir como uma humana,

que faça com que eu seja eu mesma.

não tenho dúvidas em relação ao que sinto por você.

e espero que sejamos iguais nessa questão.

nosso apartamento está quase mobiliado,

temos um carro e vivemos bem.

mas, sabe...isso realmente não importa pra mim.

contanto que você esteja comigo, eu vou e enfrento tudo.

as rosas que que você jogava sobre mim...

o amor que colocava em cada uma das pétalas.

irá demorar até que eu prove,

mas só há alguém a que eu deva tanto amor nesse mundo

e esse alguém é você.

 

 — escadas infindáveis —

Porém o relacionamento não deu certo e eles terminaram. Mesmo depois do "fim" de tudo, eles ainda tinham um sentimento pelo outro.

a chuva caía, eu observava o céu da janela.

você me ligou. terminamos ali.

se eu pudesse, não teria saído para a nossa primeira festa juntos.

tempos perdidos por causa de nossa inconveniência.

juro que dei o meu melhor. e acredito que você também.

mas parece que não foi o bastante.

ainda assim,

ainda que as noites ao seu lado sejam ausentes,

ainda que presentes sem motivo não sejam mais dados,

ainda que não eu veja o seu rosto com a mesma nitidez de antes,

ainda que o amor entre nós não exista mais,

estou presa a esse passado.

ao passado que éramos dois em um só.

ao passado em que era tudo animado.

e me pego lembrando da construção do nosso relacionamento em escadas.

essas escadas que ficaram maiores e mais firmes com o passar do tempo.

e nessas escadas eu desço, cada vez mais, procurando um fim.

mas parece que não há um fim, um fim entre nós.

parece que nada demais aconteceu...embora compreendamos que foi intenso.

então eu imploro...

me diga que há um fim...me diga que acabou.

me diga.

 

 — a cafeteria —

Assim, quando ela morreu, ele continuou indo à mesma cafeteria em que começaram a namorar.

fui a mesma cafeteria desde que você se foi.

aquele lugar em que nos vemos, sempre.

o mesmo café,

o mesmo tempo de outono,

o mesmo cheiro de grãos.

queria pegar sua mão,

te abraçar e nunca mais soltar,

como você fazia antes que eu adormecesse.

queria observar seus cabelos negros ao vento,

observar aquela mulher plantar as mesmas flores desde seus 10 anos.

observá-la usar o mesmo perfume de lavanda, que inebriava a casa.

observar aquela jovem moça dançar pela casa, sozinha, apenas curtindo a própria companhia.

observar a forma como cozinhava, como lia, como se vestia, como falava, como ria...

observar a forma como respirava fundo antes de uma aventura.

numa mesma tarde, dias depois de sua viajem eterna,

eu vi a sua silhueta.

continuara perfeita, descartando apresentações.

me sinto seguro quando sinto o mesmo perfume de lavanda,

aquele no qual nunca me livrei do frasco.

quando sinto que você está ao meu lado,

mesmo que sua mão não esteja fisicamente me tocando.

quando sinto que você está sempre repetindo as mesmas palavras de antes:

"vou continuar o amando para a eternidade,

até que nossas almas se definhem."

 

— morte. ela se tornou a vida da cidade —

Depois de morta, ela continuou seguindo-o, fazendo companhia, deixando sua presença à mostra.

a morte, tão deslumbrante...

sai dançante de seu esconderijo à noite

e visita seu amado.

a companhia dela é incrivelmente alucinante,

aquela pele branca e brilhosa, mesmo que esteja sob profunda escuridão.

os longos fios negros de seu cabelo, que o vento insiste em levar.

seu vestido preto, que balança com qualquer mínimo movimento.

ao amanhecer, ela vai embora, com suas energias gastadas.

anoitece,

e novamente a morte passa, a única que está animada.

não vai para assustar, mas para alegrar os outros. esse é o trabalho dela.

lá estava ele, sozinho no seu quarto.

ela chegou, radiante,

o silêncio foi quebrado,

 

até o fim, até a eternidade, ficarão juntos.


Notas Finais


Obrigada por ler.


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