História Ela Vai Ser Minha - Capítulo 18


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Shawn Mendes
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Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - 18


Narrador.

- Não, claro que não. - Camila ria como não ria dias atrás.

- Então pode acreditar. - Allyson. - Foi assim, eu estava com um namorado novo e ele queria dormir na casa dos meus pais, meu pai acordou bem na hora que ele estava pulando a janela, ele não conseguia subir rápido, ele foi tão lento que deu tempo do meu pai chamar a polícia pra ele. A confusão estava formada.

- Seu pai foi o melhor. - Ainda ria.

- Meu pai foi o pior, depois disso o menino não falou mais comigo, sua vez.

- Tá... Acredita que já cai do telhado e passei uma semana com o braço quebrado sem ir ao médico?

- Não, isso é impossível.

- Pode acreditar que é verdade.

- Mentira. - Allyson negava com a cabeça também.

- Sério, eu estava jogando vôlei com a minha irmã, e como eu sempre jogava a bola no telhado, ela não quis ir pegar, então eu subi e na hora de descer eu cai, minha irmã correu pra ver o que estava acontecendo comigo.

- Coitada dela, deve ter sido um susto e tanto para vocês duas.

- Ela correu pra chamar meu pai, mas meu pai estava ocupado e não ouviu o que ela tinha falado, aí passei uma semana com o braço quebrado.

- E quem te levou no médico?

- Uma professora que achou que eu estava apanhando em casa e não queria contar.

- Espera aí, você caiu, quebrou o braço e ainda foi pra escola?

- Fui morrendo, mas fui.

- E como chama sua irmã?

- Ela se chamava Sofia.

- Chamava? Ela trocou de nome?

- Poderia só ter trocado de nome, mas ela morreu.

- Desculpa por perguntar, Mila.

- Tudo bem. Já faz três anos que não falo dela pra alguém.

- E quer conversar sobre isso?

- Posso?

- Pode sim.

- A gente era unidas pra tudo, nas brigas, nas broncas, nas brincadeiras e no útero da Sinuhe.

- Barriga de aluguel?

- Oh não, nós eramos gêmeas e ela costumava ser a nossa mãe.

- Ela também..

- Se ela morreu também? Não, ela ta bem viva, mas não tem mais filhas.

- Acho melhor a gente mudar de assunto, não era pra você ficar triste.

- Eu estou na boa, minha irmã morreu por minha culpa e minha mãe nunca mais quis me ver na frente dela.

- Desculpa por isso. - Puxou Camila para seus braços. - Vamos comer?

- Vamos.

- Lauren? - Deu um único grito pela irmã. - Eu fiz strogonoff, você gosta?

- Eu amo strogonoff. Se deixar eu como tudo. Dinah disse que sou mal educada.

- Eu fiz de carne e de frango. Então tem muito, vou ficar bem feliz se você comer muito.

- Deixando para mim já está bom. - Lauren finalmente apareceu.

- Que demora, a Mila tomou banho, eu tomei banho e você estava até agora. - Se levantou segurando a mão de Camila. Segurou até deixar ela de frente a mesa do almoço.

- Eu estava cuidando do meu cabelo, sabe que demoro quando vou cuidar dele. E como hoje eu não te chamei para me ajudar no banho, eu demorei um pouco.

- Vamos almoçar.

- Eu acho que essa chuva não vai passar tão cedo. Pelo menos meu cabelo está cheiroso.

- Sabe o que a gente estava jogando, Laur?

- O que?

- Acredita ou não.

- Não tem graça jogar com a Allyson, ela tem cada história e são todas verdades.

- Eu percebi mesmo. - Sorriu fraco.

Entre uma garfada e outra, elas iam conversando sobre várias coisas. Allyson não voltou ao assunto sobre a irmã de Camila, era uma coisa pessoal e delicada.

A chuva parecia não ter mais fim, Allyson fez Camila comer três vezes, ainda perguntou como cabia tanta comida naquela garota. Se dividiram na hora de arrumarem a cozinha e logo estavam assistindo filme. Lauren revirou os olhos quando viu sua irmã dormindo bem no filme que ela tinha escolhido.

- Você ainda não ligou pra tal Karen, Camila.

- Eu me esqueci. - Deu um sorriso forçado.

- Liga agora então.

- Meu celular molhou, não presta mais, infelizmente.

- Por falta de celular, tem o meu, o da Ally que ta quase babando ali e não vai ligar se você pegar emprestado. E o que quase ninguém mais usa, o telefone.

- Não precisa, a chuva já ta parando e eu já vou pra casa.

- Ta parando, mas ainda não parou.

- Já da pra ir embora.

- Então a gente te leva. - Camila quis xingar Lauren por ter resposta para tudo.

- Também não precisa, e a Ally ta dormindo.

- Então eu te levo, ela fica aí.

- Vai adiantar se eu falar que não?

- Não, vamos?

- Vamos né. - Entregou os pontos derrotada, não era fácil fugir de Lauren.

A professora preferiu pegar o carro de sua irmã que estava mais fácil. Sentiu que Camila queria esconder alguma coisa, talvez quisesse ir para outro lugar e não para casa, mas ela não deixaria ela em outro lugar se não fosse sua casa.

A chuva ainda caía, uma leve e que não impedia os carros de passarem pela avenida principal. O caminho todo as duas foram em silêncio, Lauren estudava o jeito que Camila mexia seus dedos impaciente, queria perguntar o que estava acontecendo, mas não o fez. Elas não tinham tal intimidade.

- É aqui mesmo, quer entrar? Pode conhecer a Ka.

- Claro, vamos lá. - Lauren só aceitou para confirmar que era realmente a casa de Camila. Desceram do carro em silêncio, mas Lauren quebraria em segundos. - Casa bonita.

- Pode entrar. - Lauren não exitou em entrar, coisa que ela poderia já que tinha visto que Camila morava ali mesmo. - Ka?

- Aqui na cozinha, menina Mila.

- Menina Mila? - Segurou o riso.

- É menina Mila, menina Dinah ou DJ. E se você vier mais aqui em casa, vai ser menina Lauren ou Laur também.

- Isso é um convite? - Se arrependeu de ter perguntado.

- Vai aceitar? - Sorriu de lado.

- Posso pensar. - Seguiu Camila até a cozinha.

- Ka?

- Oi, menina Mila. Até que fim apareceu. Senta aí que a janta já vai ficar pronta. - Karen se virou levando um susto com Lauren.

- Essa é a Lauren, Ka.

- Laur. Pode me chamar só de Laur, senhora.

- Claro, menina Laur. Mas sem essa de senhora, pode me chamar de Karen ou Ka. Fica para jantar com a menina Mila?

- Não, não, obrigada. Só vim trazer a Camila pra casa.

- Fica, a janta já vai ficar pronta. Tenho certeza que vai adorar.

- Tudo bem, eu fico sim. - Sorriu gentil para a mulher mais velha, que sorriu de volta.

- Então coloca dois pratos na mesa, minha menina.

- Só dois? Não vai jantar com a gente?

- Hoje não, vou ir buscar meu filho.

- Você não me contou que ele chegava hoje. Eu estava morrendo de saudade dele. - Lauren só observava o sorriso de Camila crescer.

- Você não veio pra casa, minha menina. Agora vão lavar as mãos que a janta já está pronta e eu já estou indo buscar ele. - Camila foi até a mesa da sala de jantar arrumar a mesa. Colocou os dois pratos como Karen havia pedido, também colocou dos copos e os talheres.

- O cheiro está ótimo.

- Escondidinho de carne, gosta?

- Eu amo escondidinho, minha mãe sempre fazia pra minha irmã e eu.

- Pode avisar a minha menina que eu já fui? Estou começando a ficar atrasada.

- Aviso sim, pode ir tranquila.

- Obrigada e espero que goste do meu escondidinho, agora eu já vou. - Deixou um beijo no rosto de Lauren e saiu pela porta que tinha na cozinha mesmo.

- Já sou menina Laur. - Lauren se sentiu acolhida de uma hora para outra.

- Pronto, Ka. Eu já... - Olhou em volta. - Cadê ela?

- Já foi. E para a sua tristeza, ela me deixou no comando. - Mentiu para ver a reação de Camila.

- Era só o que me faltava. Vamos comer.

- Vamos, o cheiro esta ótimo. Eu estou salivando por esse escondidinho.

- Antes de comer, não quer guardar o carro?

- Pra que? - Cerrou os olhos.

- A chuva voltou e não ta fraca.

- Sério? - Olhou pela janela. - Eu nem ouvi a chuva.

- E aí? Vai deixar lá? Pode chover granizo, sei la. O tempo hoje está bem estranho.

- Não, abre a garagem pra mim? - Pegou as chaves e correu para fora.

- Garagem aberta. - Disse apertando o botão. Esperou coisa de três minutos e Lauren estava de volta. Toda molha. Camila se perdeu naquele corpo por alguns segundos antes de voltar na real. - Eu avisei que estava forte.

- O suficiente para me deixar toda molhada. - Em outra situação Camila acharia que aquela frase teria saído como uma provocação sexual.

- Tô vendo. - E como ela estava vendo.

- Se importa? - Apontou para sua camiseta colada e molhada.

- Não, não mesmo. - Falou o mais baixo possível.

- O que disse?

- Nada, se quiser pode tomar banho.

- Não, vou ficar com essa roupa mesmo. - Tirou sua camiseta.

- Então é a sua vez de trocar de roupa, vou pegar uma pra você, coloca essa pra lavar.

- Tem secadora?

- Tem sim.

- Então eu vou lavar e colocar pra secar, tudo bem?

- Tudo bem, tem algumas roupas limpas do lado da máquina, pode pegar qualquer uma. - Lauren assentiu indo para o lugar que Camila apontou.

- Só tem roupa branca aqui.

- Pode pegar, vou lavar essa aqui também, assim eu te devolvo. - Pegou uma toalha. - Pode segurar pra mim?

- Posso. - Lauren queria falar não, mas sua boca disse ao contrário. Sentiu seu corpo tremer quando viu Camila tirar sua roupa por trás da toalha, vendo seus ombros nu.

- Obrigada. - Virou de costas e Lauren a enrolou na toalha.

- Você adora ficar de toalha? - Ironizou.

- Prefiro sem. - Deus os ombros.

- Se quiser pode ficar sem, eu não ligo. - Ok, aquilo estava ficando fora do controle de Lauren, ela falava antes e pensava depois.

- Não mesmo? - Se virou colando seu corpo ao de sua professora.

- Com certeza eu não me importo. - Segurou a nuca de Camila e a beijou.

[...]

- Você chegou muito calada, minha filha. Passou o dia todo nesse quarto. - Milika sentou ao lado de sua filha na cama.

- É que o dia foi cheio de prova, mãe. Estou bem cansada.

- É só isso mesmo?

- Você me conhece bem, né?

- Conheço sim, você passou nove meses aqui dentro de mim. Pode falar o que está acontecendo com você.

- Eu acho que me apaixonei.

- E a Mila sabe disso? - A olhou sem acreditar.

- Eu não falei que era a Mila.

- Não precisa, eu percebi, filha.

- O que eu faço, mãe?

- Você tem certeza que se apaixonou por ela?

- Esse é o problema, eu não tenho certeza.

- Primeiro você tem que ter certeza se é isso ou não, depois você tem que conversar com ela.

- Eu tenho medo da nossa amizade acabar, mãe. - Suspirou.

- Se for amizade não vai acabar, se for mais que amizade você tem que tentar.

- Obrigada, mãe. Já sei o que fazer. 



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