História Ela voltou - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiê pessoal, tudo bem? Espero que sim. Tô trazendo mais um capítulo hoje, me surgiram umas idéias bem legais. Tá curto, mas informativo.

CAPA= na capa estão a aparência dos personagens, sendo: o primeiro é o Nicolas, a do meio é a Annie e o último é o Erick. Essa não é a natural da Annie, um dia ainda mostro a sua aparência normal. Erick é um gostoso fdp, né? De óculos ou sem, ele é bonito. O Nicolas... pqp, lindo.

Vou parar de comer os personagens com os olhos, kakaka. Espero que gostem e boa leitura!!!

(♡ω♡ ) ~♪

Capítulo 2 - Ligando os pontos


Fanfic / Fanfiction Ela voltou - Capítulo 2 - Ligando os pontos

{Annie}

O meu chão? Bom, o meu chão desabou naquele momento. Eu estava olhando pra ele: Nicolas, o meu "irmão" mais velho, que por sinal, eu não via há uns quatro anos e nem sentia muita falta. Mas, vendo-o agora, posso dizer que ele está tão diferente. Em todos os aspectos: tamanho, beleza, personalidade.... tudo.

Já era de se esperar, ambos mudamos. Ambos vivemos nossas vidas e seguimos caminhos totalmente diferentes. 

- Vocês dois já se conhecem? - sou desperta dos meus pensamentos com a voz de Erick.

Olho pra ele ainda surpresa, mas trato de me recompor. Afinal, estou aqui pra tentar ganhar a porra da minha vida.

- Sim. - respondo-o normalmente, já que Nicolas permanece calado e me encarando. - Ele é o tal cara? - pergunto.

- Sim, ele mesmo. - diz o moreno. - Nicolas? - chama meu irmão, que nem sequer olha pra ele, apenas anda na minha direção. 

- Por que você está aqui? - Nicolas ignora totalmente o moreno e me pergunta.

- Eu preciso de grana. Esse é o meu último modo de conseguir, tive que fazer. - dei de ombros. - E então, vai ficar uma noite comigo, me pagar e fingir que nunca fizemos nada, ou eu vou ter que ir caçar outro alguém que faça isso? - digo sem medir as palavras. 

Ele me olha furioso, mas eu não me atinjo. Erick nos observa calado. 

- Senta. - Nicolas diz mandão, apontando pro sofá ao meu lado e eu o faço. Muito á contra gosto, mas faço. - Agora me explica o por quê de você precisar de grana. - pede.

- Não há necessidade, você é só o cara que iria tirar minha virgindade por dinheiro. Já que não irá fazer isso, não vejo um porquê de te contar. - falo fria, retribuindo o olhar desafiador que ele me dá.

- Não, Annie. Não me venha com essa! - ele diz, aumentando um pouco o tom de voz. - Você tem a obrigação de me contar! Eu sou o seu irmão, caralho. - diz puto da vida e vejo que Erick fica surpreso ao ouvir a última frase.

- Vocês dois são... irmãos? - pergunta.

- Sim. 

- Não. - eu e ele respondemos em uníssono, mas eu ignoro o seu "sim" e continuo á falar. - Não, nós não somos irmãos. Ele é apenas o filho do homem que se casou com a minha mãe e morou junto com a gente durante uns anos, até que um belíssimo dia, ele - aponto pra Nicolas. - saiu de casa. - falo tudo num tom cínico.

Olho pra Nicolas, que está travando o maxilar. Erick coloca uma mão no queixo e faz uma cara de pensativo, até que exclama e eu e Nicolas olhamos pra ele.

- Miller's. Você é...Annie Miller's! - ele bate uma mão fechada na outra, que está aberta.

- É... podemos dizer que sim. - digo meio desconfortável.

- Não vem com essa de "podemos dizer que sim". Você é Annie Miller's e ponto final. - meu irmão diz, absoluto.

- Que seja. - dou de ombros e me levanto. - Olha, já que você vai ficar nessa, eu vou embora. Se não vou ter o meu dinheiro, não preciso ficar aqui. - vou indo em direção á porta, mas antes que eu possa abrí-la, uma mão agarra meu pulso.

A mão de Nicolas. Ele me impediu de sair e me olhou nos olhos, dizendo:

{Nicolas}

- Eu não disse que não iria te pagar, muito menos que era pra ir embora. - falei e ela me olhou nos olhos. Eu não desviei o olhar, apenas o intensifiquei. E nessa intensificação que eu pude perceber que ela está usando lentes de contanto, que mudam sua cor natural dos seus olhos. Ela está diferente, até seu cabelo, que está rosa.

Depois de tanto encará-la - uma coisa que se aprende quando se é da máfia -, ela cedeu. Soltou seu pulso da minha mão e voltou á se sentar no sofá. Antes de eu ir me sentar de novo, troquei um olhar com Erick. 

- O que você quer? - Annie me pergunta.

- A verdade. - afirmo e ela começa a rir do nada. 

- Depois de o quê...uns quatro anos você quer a verdade? - debocha e eu me seguro pra não fazer nada. Desde quando ela se tornou assim? 

- Quero. - digo sério e ela fica um pouco mais séria. Olha pra mim e depois pra Erick. Não sei porquê diabos ela olhou pra ele, mas antes que eu pudesse perguntar, ela diz.

- Mais por mais. - faz um sinal de "dinheiro" com os dedos e eu suspiro.

- Quanto seria só a transa? - pergunto olhando pra ela e pro Erick. Invés de Annie me responder, quem responde é ele.

- Um milhão. - afirma e eu fico surpreso pela quantia. Não que fosse um problema, é que...nossa. Minha irmã de só 16 anos estava disposta a vender a virgindade por um milhão? 

- Te pago um e quinhentos se me contar a verdade. - olho pra ela, que fica uns munidos em silêncio e, após pensar, dá sua resposta.

- Fechado. - cruza as pernas e os braços. Nesse momento, eu me pego olhando pras suas coxas, por mais que não devesse. Sua saia curta só deixa mais possível ver um pouco sua calcinha, que também é preta.  Tento imaginá-la sem essa roupa, e droga, isso me tenta. Estou a comendo com os olhos, a minha... irmã? - Haham... - sou tirado da minha mente quando uma limpada de garganta, bem forçada dela, que me desperta.

- Vou perguntar e você vai me responder tudo de acordo com o que eu mandar. - digo mandão e ela apenas assente.

Troco um olhar com Erick e faço um pequeno sinal com os olhos, na direção da mesa. Nela, está um celular. Ele entende e o pega, apertando um botão e colocando o que eu pedi. No modo gravador. 

- Bom, vamos começar com: Onde você estava? - pergunto á Annie.

- Você quer dizer quando? Hoje, mês passado ou quatro anos atrás? - ela pergunta sarcástica, mas eu percebo o quanto isso é... triste.

- Todo esse tempo, Annie. - digo sério e ela sorri de canto, não se importando com o meu jeito de falar, já que sempre que eu digo o nome dela no fim da frase, é que estou sem paciência.

- Quatro anos atrás eu estava morando lá naquele lugar onde você nos deixou. Três anos atrás, eu revezava entre abrigos e becos. Dois anos atrás, eu passei á dormir na casa de pessoas que eu conhecia aleatoriamente. Um ano atrás, comecei a dormir em hotéis e hoje, eu estava numa das boates da rua que o Erick me achou. - respondeu e eu ouvi todos os locais. 

Solto um suspiro e faço outra pergunta: 

- Por que você tá me culpando desde o segundo que me viu? - olhei nos seus olhos. - Você estar desaparecida não é culpa minha. - completei. 

- Hm...já que eu tenho que ser sincera com você, Nicolas, eu serei. - disse e descruzou os braços. - Eu te culpo sim, já que tudo que aconteceu dos quatro anos pra cá, foi culpa sua. - apontou o dedo na minha cara e isso me emputeceu.

- Não aponte esse dedo pra mim. - abaixei seu dedo e voltei ao que queria ter perguntado. - E por quê é culpa minha?

- Porque você saiu de casa sem mais nem menos, deixando o seu pai violento e mais um milhão de problemas, com duas mulheres que eram vítimas dele todos os dias depois de você ter saído. - não disse nada, apenas a deixei continuar. Ela parecia precisar. - Era você - voltou a apontar o dedo pra mim, e dessa vez eu não a impedi. - quem impedia aquele maldito homem de bater em mim e na minha mãe, então depois que você saiu de casa, não havia mais um Nicolas pra nos ajudar. O teu pai batia e abusava da minha mãe todos os santos dias, só não fazia isso comigo, porque eu era esperta o suficiente pra me esconder dele quando ouvia seus passos! - parou, com uma expressão raivosa.

- E o quê diabos tem a ver você ter sumido?! - perguntei, já curioso e puto.

- Digamos que a minha mãe um belo dia sumiu de casa, resultando no seu pai sem alternativa. O desgraçado não trabalhava, não fazia porra nenhuma, precisava de dinheiro. O que ele fez? - pausou, batendo a mão na testa. - Ah, ele simplesmente decidiu leiloar a enteada pros vagabundos que ele conhecia. E o quê eu tive que fazer? Fugir, sumir. Foi o que eu fiz! Durante meses eu procurei a minha mãe, que me deixou lá com aquele maldito, e o meu irmão que me deixou com ambos. - desabafou.

- Eu não tenho culpa nisso. - falei assim que ela terminou e se acalmou. - Primeiro: sua mãe deveria saber quem meu pai era antes de ter casado com ele e levado sua filha pra dividir o mesmo teto. - expliquei.

- Ninguém vem com estrela na testa. - resmungou e eu a ignorei, voltando á falar.

- Segundo: eu fui forçado á sair de casa, então não me venha com essa de "você saiu porque quis." - ela me olhou um pouco mais séria e debochou.

- Pois é, como se a sua presença naquela casa fosse pior que a do seu pai. Melhor, como se você pudesse causar mal á alguém, ainda mais do jeito que você era. - ironizou e eu novamente a ignorei.

- Terceiro: por que você precisa de um milhão? - isso é o quê mais está me deixando curioso.

- Porque viver três anos sem um trabalho ou estudo, gasta muito. Olha, eu devo estar devendo umas cinco boates, mais uns quinze hotéis. Então, se não vai me usar pro seu bel-prazer e me pagar depois, eu preciso mesmo ir embora. - disse, dessa vez mais calma. 

- Ele pode te usar, afinal, vocês não são irmãos de verdade. - Erick, que apenas ouvia tudo, disse de repente.

Eu olhei pra ele incrédulo, mas a expressão de Annie era a mesma, passiva. No fundo, no fundo, ela tem medo que eu aceite. E bem no fundo, eu tenho medo de negar.

{Erick}

Eu apenas ouvia e observava tudo. E também, gravava. No momento que Nicolas me fez um sinal, eu peguei o celular e coloquei no modo gravador de áudio. Isso pode ser útil pra ele.

Eu não sabia se nada disso, então estava chocado. Annie estava falando alterada, enquanto Nicolas apenas a ouvia e depois perguntava. Ela apontou o dedo pra ele pela segunda vez e ele não a interrompido. Sendo melhor amigo e braço direito dele, eu posso afirmar: ninguém aponta o dedo na cara de Nicolas Miller's e sai ileso.

Ele devia estar se segurando muito pra não xingá-la, ou talvez não pudesse. Talvez ele goste dela...e tem muitos pontos que eu posso ligar pra chegar á essa conclusão.

Primeiro: quando ela chegou comigo, Nicolas admirou bem seu corpo e parecia comê-la com os olhos. Isso, antes de ver seu rosto, já que quando viu, parecia incrédulo.

Segundo: quando os dois estavam sentados de frente um para o outro e ele ficou encarando-a, ou melhor, encarando suas coxas durante um bom tempo. Ela e eu notamos, isso foi claro. Nicolas não olharia tão luxuosamente pra uma mulher se a considerasse sua irmã. 

Terceiro: mais ou menos quatro ou cinco anos atrás, assim que ele saiu de casa e veio até mim, eu o perguntei o porquê de ter aceito a minha proposta (que era trabalhar na máfia comigo). Nicolas apenas disse "eu senti algo que não devia e me vi obrigado a sair." 

É muito estranho, mas faz sentido. E eu vou descobrir, já que a culpa desse reencontro é minha.

- Você está louco?! - sou desperto dos meus pensando com a voz de Nicolas.

- Ele não está. - Annie responde por mim. - Ele me trouxe até aqui com o objetivo de eu te vender minha virgindade, só isso. E se você for me comer ou não, foda-se. Contanto que me dê o dinheiro, eu saio satisfeita e nunca mais me esbarro em você. Eu quero meus um e quinhentos, me comendo ou não. - ela falou de um jeito... decidido.

Isso me surpreendeu. Olhei pra Nicolas, que parecia estar pensando em tudo. Como se estivesse naquela de "como ou não como?". Na verdade, ele está nessa. Eu o conheço. Ele não iria simplesmente tirar a virgindade dela, mas também não iria deixar de pagá-la e permitir que ela suma. Mesmo sendo um dos chefes da máfia, ao contrário dos outros, Nicolas tem "coração". Ele se importa com as coisas, e por causa disso, eu posso afirmar: ele não á deixará ir.


Notas Finais


E então, o que acharam? Espero que tenham gostado, hihi. Foi curto, mas conteve algumas pequenas informações sobre nossa Annie. Ainda faltam muuuita coisa...muita água vai rolar. Hehehe.

Beijos e até o próximo (desculpem os erros e qualquer coisa)!

♥╣[-_-]╠♥


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