História Elastic Heart - Capítulo 41


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens Irene, Kim Taehyung (V)
Tags Bts, Irene, Joyhope, Jungri, Kpop, Red Velvet, Seulmin, Taehyung, Vrene, Wenga
Visualizações 62
Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


“Eu estou sempre indo para você
Você sempre está indo até mim
Hum yiya yiya
Se tornando o centro que você quer”

MAMAMOO, Egotistic.

Capítulo 41 - Estou sempre indo para você


Fanfic / Fanfiction Elastic Heart - Capítulo 41 - Estou sempre indo para você

Sehun estacionou seu carro em frente ao ginásio, onde fora organizado o baile. Sana estava sorrindo para o moreno, que estava um pouco sem graça na situação em se encontrava. Achei graça.

Wendy e Yoongi procuravam alguém com aquele olhar quarenta e três, prontos para tirar alguma arma escondida e atirar na pessoa. Deduzi ser Mina, já que Seungwan havia deixado claro que ela faria da vida da garota um inferno.

Tentei não me mostrar muito assustada com tantas pessoas presentes na festa.

Pessoas quase bêbadas, pra falar a verdade.

Ainda não entendia como a escola liberou as bebidas alcoólicas para estudantes do segundo ano, tudo bem se fôssemos do terceiro, mas não éramos.

As garotas usavam vestidos longos e brilhosos, elas queriam chamar atenção, aquilo era certo. Seus rostos quase não eram eles, já que estavam completamente cobertos por maquiagem.

Os garotos extremamente elegantes, mas ao mesmo tempo chamavam a atenção de propósito. Aquilo me irritava profundamente.

Já Taehyung...

Eu não sabia se ficava de olho nas garotas ou nos garotos, já que ambos ficavam encarando Taehyung com atenção. Atenção até demais.

Eu ganhava alguns olhares também, mas não era lá grande coisa.

Taehyung guiou-me pelo ginásio com sua mão apoiada em minhas costas, vez ou outra fazendo carinho de leve. Sentamos em uma mesa com alguns comes e bebes. Meus amigos começaram a conversar, preferia ficar quieta.

Taehyung sabia encontrar um assunto bom, eu não.

Desviei meu olhar dos meus amigos para Taehyung, que estava dando aquele sorriso.

Ah... esse sorriso quadrado.

Eu amava tanto aquele sorriso que não poderia explicar em palavras.

Eu sentia algo queimar em meu peito e em meu rosto quando ele sorria daquela forma pra mim; meus lábios se curvavam de maneira involuntária. E eu sorria, sorria tão forte que minhas bochechas chegavam a doer.

Passei alguns minutos observando cada detalhe de seu rosto — eu adquiri essa mania quando começamos a namorar, era estranho, mas eu não podia evitar —, quando o loiro desviou seu olhar até o meu.

Prendi o ar por alguns segundos, soltando-o apenas para roubar um selinho do meu namorado. O mais alto levantou as sobrancelhas surpreso, dando um sorriso ladino.

Suas mãos seguraram meu rosto com delicadeza, trazendo-me para um beijo carinhoso. Apoiei as mãos em seu peito, apertando o tecido de sua blusa entre meus dedos.

— Meu casal, ninguém sai! – Murmurou minha melhor amiga batendo em meus ombros, acabei soltando um sorriso durante o beijo.

Acabei a contragosto o contato de meus lábios com o do loiro, virando-me para Seulgi. Ela estava deslumbrante, Jimin tinha que ficar atento ou ele podia ter alguns problemas na noite. Meus olhos se encontraram aos da morena, rapidamente jogando meus braços sobre seus ombros, abraçando-a com vontade.

— Sentiu minha falta é? – Brincou deslizando as mãos por minhas costas um tanto expostas, afundou seu rosto na curvatura de meu pescoço e soltou uma risada soprada.

— Como não sentir sua falta, senhorita Kang? – Murmurei apertando-a em meus braços com mais força, ouvindo alguns resmungos vindos da mesma.

— Olha só, eu ainda quero minha namorada, okay? – Jimin resmungou cruzando os braços, seus lábios formaram um bico infantil.

— Ah, bebê... – Seulgi soltou-me de maneira brusca, segurando o rosto do mais alto entre as mãos, encostou os lábios em um selinho breve. – Meu bebê é muito ciumento, Irene, tá vendo? – Beijou seus lábios mais uma vez.

— Me poupe dessa melação. – Meu namorado revirou os olhos, cruzando seus braços e fitando-me pelo canto dos olhos. – Amor... – Seus lábios curvando-se mostravam um sorriso divertido. – Vamos dançar?

Soltei uma risada nasalada e quanto ia pegar a mão de Taehyung, meu celular começou a tocar, mostrando um número desconhecido no visor. Peguei o mesmo de dentro da bolsinha que carregava, levando o aparelho até perto de minha orelha após atender.

— Alô? – Atendi com pouca vontade, sentindo calafrios com a voz através da linha.

— Olá, Irene. – Murmurou com uma voz suave, que ao mesmo tempo que me deixava serena, podia deixar-me amedrontada.

— O que você quer? Quem é você? – Indaguei enquanto afastava-me lentamente de Taehyung, que virou-se para falar com Seulgi.

— Você sabe muito bem quem eu sou, ou já se esqueceu das nossas mensagens trocadas?

Eu travei no meio da pista de dança do ginásio. Senti um arrepio correr por minha espinha, percorrendo meu olhar pelo salão. Meus lábios secos, obrigando-me a passar minha língua entre os mesmos.

— Pelo seu silêncio, presumo que já se recordou de quem é.

— Recordo-me de suas mensagens, não de quem você é. – Meu olhar desesperado ainda percorria o salão, vez ou outra esbarrando na mesa onde meus amigos estavam.

— Sim, eu sei, querida. É porque eu não te disse quem sou eu. Mas... – Um longo suspiro pôde ser ouvido. Podia ser ouvido o som da música que tocava no baile ao fundo. – Agora você vai lembrar, Irene.

Meu olhar parou sobre um homem com o celular próximo ao ouvido, um sorriso sacana de canto estava pintado em seus lábios. Seus cabelos em um tom rosado e seu terno branco, destacando-se dentro os outros do baile.

Ele não parecia ser um estudante.

— Esse sou eu, Joohyun. – Os lábios do rosado se moveram, pronunciando as palavras com serenidade. – Ainda não se recorda de quem eu sou?

— Não... – Sussurrei com a respiração acelerada, apertando com força o aparelho em minha mão.

— Então vamos ver se você se lembra agora. – Puxou um colar de seu pescoço, revelando uma parte do meu colar de asas de anjo. – O nome Kim Junmyeon te lembra algo?

Pisquei os olhos repetidamente por alguns minutos, fitando o rosto do rosado por mais alguns instantes. Eu fazia esforço para tentar recordar.

Aquele timbre, aquela feição...

Aquela pessoa...

Eles me lembravam tanto algo.

O nome.

Kim Junmyeon.

Oh merda. Eu me lembro dele.

Eu me lembro de tudo.

O acidente. Todo o acidente.

Meus olhos procuraram Taehyung no salão, encontrando-o andar em direção ao rosado, junto de Jimin e Seulgi. Os três pareciam fuzilar ele com o olhar.

O mais velho fez apenas um sinal com a cabeça, fazendo dois homens de ternos saírem do meio de uma rodinha de estudantes. Ambos agarraram os braços de Seulgi, puxando-a para trás com força. Minha melhor amiga soltou um grito estridente, chamando Jimin.

Um dos homens, impaciente por Seulgi ter gritado, deu um forte tapa em seu rosto. Cobri meus lábios com minha mão e soltei um murmúrio horrorizado. Jimin virou-se rapidamente para a namorada, correndo para defendê-la.

Taehyung continuou andando em direção  ao rosado.

Merda, eu me lembrava de Taehyung. Lembrava de cada mísero detalhe de sua influência em meu passado.

Lágrimas se juntaram em meus olhos, deixando um sorriso escapar ao fitar ele. Agora entendia porque me apaixonei por Kim Taehyung. Ele estava errado, ele era meu anjo, não eu o seu.

Quando Taehyung finalmente ficou em frente ao rosado, ele levantou sua mão e deu um soco em seu rosto. Fechei os olhos com força, deixando as memórias tomarem minha mente.

Há 8 anos atrás...

— Irene, desça daí minha filha, você irá cair! – Exclamou minha omma, rodeando seus braços ao redor de minha cintura, descendo-me da mesa.

— Mas, mamãe... – Cruzei os braços, revirando os olhos e fazendo um bico infantil nos lábios.

— Querida, sabe que é perigoso! – Soltou um suspiro frustrado, olhando para o garotinho de cabelos pretos que tivera feito amizade a alguns minutos atrás. – Por que não está brincando com o garotinho?!

— Mas nós estávamos brincando, tia. – Murmurou Tae com um sorriso fraco, caminhando em direção a minha omma. – A gente estava brincando que ela era a Rapunzel e eu, o príncipe que vai salvá-la na torre!

— Oh... – Deixou escapar com um sorriso repleto de ternura, apoiando as mãos em seus joelhos, inclinando-se um pouco em nossa direção. – Por que não pediram minha ajuda? Eu poderia ser a bruxa malvada... – Fez um beiço enquanto cruzava seus braços, parecendo uma criancinha como eu e Tae.

— Omma, não queríamos atrapalhar você e o appa. Estavam resolvendo negócios de adultos, não é? – Questionei passando as mãos pela barra de meu vestido rodado.

— Oh, sim, querida. – Levantou o olhar para Taehyung e sorriu. – Seu appa deixou eu te levar tomar sorvete comigo e Irene, vamos? – Estendeu a mão para mim e para Taehyung.

— Vem, Taetae! – Agarrei a mão de minha mãe, vendo meu amiguinho segurar a outra mão dela.

— Dak-ho, tome conta de Junmyeon, tudo bem? Não queremos que nada aconteça ao irmão da Taeyeon... – Murmurou deixando um beijo sobre os lábios de meu appa, quando passamos em frente a porta de entrada.

— Ele está seguro em minhas mãos, Ahra, aliás, nem precisa de tanto, o garoto tem 18 anos. – Suspirou fitando um adolescente em algum canto da sala. – Dirija com cuidado, meu bem. – Pediu repuxando seus lábios, formando um sorriso terno.

— Eu vou, querido. – Em seguida saiu comigo e Taehyung pela porta.

Andamos calmamente em direção ao carro que eu mal poderia pronunciar o nome, devia ter sido montado em outro país. Minha omma ajudou-me a entrar nos bancos traseiros, ajudando Tae logo em seguida.

— Vocês vão querer sorvete do que, uh? – Perguntou adentrando o lado do motorista, colocando seu cinto de segurança.

— Eu vou querer de morango, e você Taetae? – Um sorriso surgiu em meus lábios, mas não entendia o porquê.

Garotos são chatos.

— Uh... acho que vou querer de chocolate! – Pronunciou um pouco tímido, tentando esconder seu sorrisinho de felicidade.

— E você omma? – O carro já estava andando.

Omma olhou de relance para o retrovisor, soltando um sorriso fraco.

— Eu? Bem... céus!

Mamãe deu um solavanco com o carro, e eu não pude ouvir sua resposta. Apenas pude ver uma luz forte bater contra meus olhos, e mamãe gritar desesperada:

— Abrace Taehyung!

Eu não pude me mover, mas Tae foi mais do que rápido ao abraçar-me, puxando-me para o chão do carro junto de si. Soltei um grito estridente ao ouvir os vidros partindo-se, voando por todos os lados dentro do carro.

— T-Tae... – Chamei baixinho, encolhida no chão do veículo.

O moreno respirou fundo e abraçou-me com força, soltando alguns soluços.

— E-eu vou te proteger, tá tudo bem... – Sussurrou encostando sua cabeça no banco atrás de si, apertando-me cada vez mais. – E-eu vou ser seu melhor amigo...

— P-promete? – Ele assentiu com lágrimas escorrendo pelas bochechas. – Promete d-de mindinho? – Levantei meu menor dedo em minha mão, sentindo as lágrimas quentes escorrendo por minhas bochechas e meu corpo doer com algum motivo que não entendia.

— Prometo. – Enlaçou seu dedo mindinho ao meu, fazendo-me soltar alguns soluços e desabar a chorar.

Minha omma estava bem? Por que ela não estava mais falando conosco? Por que sentia meu corpo doendo daquela maneira? Nós batemos o carro? Mas mamãe disse que jamais bateria o carro novamente...

— Tem duas crianças dentro!

Uma distante voz gritava, seu timbre era abafado por um barulho estridente que permanecia em meus ouvidos. Foi quando apaguei, e não lembrei de mais nada.

Nada daquele dia.

[...]

— Irene! – A voz de Taehyung trouxe-me de volta a realidade, fazendo-me perceber o quão imersa estava em minhas memórias. – Precisamos sair daqui, agora!

Olhei em volta e vi o ginásio completamente em caos: algumas fitas de seda colocadas pelos alunos estavam em chamas, copos e pratos quebrados, bebidas alcoólicas e alimentos espalhados no chão; e os estudantes correndo desesperados por todos os lados, atrás de uma saída.

— O que aconteceu? – Perguntei fitando os olhos de Taehyung, completamente assustada.

O loiro segurou meus braços e aproximou o rosto do meu, encostando sua testa delicadamente na minha.

— Eu te explico tudo o que quiser saber, Irene, mas agora precisamos ir! – Segurou meu pulso docemente, puxando-me para sair pela saída de emergência.

No lado de fora, Seulgi estava ajudando Jimin, que estava com alguns cortes pelo rosto, a entrar no carro de Sehun. Wendy também ajudava Yoongi, mas ele não estava tão ferido no rosto como Jimin. Sana fazia o que Sehun a coordenava a fazer, ajudando a todos.

— Vamos. – Taehyung pronunciou assim que aproximou-se comigo, abrindo a porta para que entrasse num carro conversível vermelho.

— Pra onde iremos, Taehyung? – Sehun indagou preocupado, enquanto via os outros entrando em seu carro.

O mais velho olhou para o céu estrelado por alguns instantes, logo tendo a idéia vindo em sua mente.

— Meus pais tem um chalé em Ulsan, chegaremos lá em 46 minutos se partirmos agora. Talvez até mais rápido. – Explicou enquanto gesticulava com preocupação, soltando um suspiro.

— Ei, Kim, se acalma, okay? – Apoiou a mão sobre o ombro do loiro, soltando um sorriso confortante. – Vai ficar tudo bem, não é sua culpa.

Taehyung sorriu de volta para Sehun, batendo levemente na mão dele sobre seu ombro. Aquela cena me fez sorrir involuntariamente, era legal ver Sehun se comunicando conosco e também incentivando-nos.

Entrei no banco da frente, ao lado do banco do motorista. Sentei-me no banco de couro, colocando o cinto de segurança. Taehyung entrou no carro e fechou a porta, deu ignição e saiu na frente, numa velocidade razoável.

— Por que em outra cidade? – Indaguei baixinho, fitando os olhos de Taehyung concentrados na rua.

— Ulsan não é tão longe de Busan, entretanto, longe o suficiente para Junmyeon não nos achar. – Murmurou ajeitando o retrovisor de teto do carro.

O silêncio reinava no momento, esperava ansiosamente Taehyung dizer algo, mas permanecia calado. Soltei um suspiro, escorregando meu corpo um pouco pelo banco de couro.

— Esse carro... – Murmurei, fazendo Taehyung franzir o cenho confuso. – Qual é?

— Ah, entendi. Uh, Ferrari 488 gtb. – Finalizou passando a língua entre os lábios, apertando com força o volante.

Mordi os lábios e respirei fundo, soltando o ar lentamente logo após: — Eu te amo, Taehyung. Obrigada por me proteger aquele dia.

Ele deu de ombros e sorriu abobado.

— Éramos crianças, Irene. – Suspirou, soltando uma risada nasalada.

— Mas você parecia entender sobre perdas, já que prometeu que seria meu melhor amigo. – Suas bochechas ficaram rubras, soltou uma risada sem graça e balançou a cabeça positivamente.

— Eu entendia, um pouco, enfim.

Taehyung não desviava seu olhar da estrada, aquilo me deixava mais tranquila com a idéia dele dirigindo. Apoiei minha cabeça no banco e soltei um suspiro.

— Você vai me explicar tudo, Tae? – Minha voz era quase um sussurro.

Taehyung não respondeu e esperou parar no sinal vermelho, que acabava de fechar. Virou seu rosto para o meu, segurando meu queixo com delicadeza e selando nossos lábios em um beijo delicado.

— Eu vou te explicar tudo o que perguntar, qualquer coisa. – Beijou a ponta de meu nariz, ajeitando-se em seu banco novamente.

Assenti soltando um suspiro. Deixei minha cabeça cair para o lado, encostando-a na janela e fechando os olhos. Enquanto os minutos passavam, eu caía lentamente no sono.


Notas Finais


A capa mudou dnv porque formatei meu celular, tá bom, meus anjos? :3
Mas agora pretendo continuar com essa, e ah, hot se aproxima nos próximos capítulos, hein🌚
hehehehe

Notaram alguma coisa estranha??
Sim, sim meus amores, o pai da Irene não morreu no acidente.
Parece que mentiram para nossa Irene sobre o acidente...
hehehehe


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