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História Eldarya - Uma aventura inesperada - Capítulo 14


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Notas do Autor


Espero que estejam preparados, pois as encrencas estão voltando a assombrar...



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Capítulo 14 - Cap.13


Anya estava no parque do chafariz mais cedo que o de costume, olhava para todos os lados, e o parque estava vazio. Ou era o que pensava...

– Onde pensa que vai senhorita?! – perguntou uma mulher fazendo-a gelar por um instante. Virou devagar para ver que a voz pertencia à Erika.

– Bo-bom dia, Erika. – respondeu Anya nervosa.

– Booom dia. Você é Anya, não é?

– Ham, sim. Me chamo Anya sim... O quê a senhora deseja? – Anya tinha receio no tom de voz.

– Desejo saber pra on...

– ERIKA!!! – uma terceira voz chamou a atenção das duas.

– Nevra? Finalmente! Já estávamos todos preocupados! Onde estão Chrome, Elina e Bell? – disse Erika enquanto Nevra terminava de se aproximar, apoiando uma das mãos sobre o ombro dela para recuperar o fôlego. Anya resolveu aproveitar a oportunidade e principalmente que Nevra não a percebera.

– Bell está levando Elina pra enfermaria; Chrome ficou pra trás por precaução; acho que só temos mais cinco dias até a chegada do exército humano, no máximo, e precisamos reunir a Reluzente urgente para eu repassar o que descobrimos. – respondeu Nevra. Anya andava de costas com extremo cuidado sem deixar de prestar atenção às palavras do líder vampiro. Pois sabia que também a afetaria.

– Nevra, você está me assustando. O que foi que lhes aconteceu? – Perguntou Erika preocupada, sem perceber Anya desaparecendo por entre os arbustos.

– Me ajude a reunir a Reluzente o mais rápido possível e saberá. – disse ele sério.

– Certo. Então An... – Erika finalmente percebeu o sumiço de Anya – Anya? Onde você está?!

– Qual o problema?

– Anya! Ela estava aqui agora mesmo... e sumiu!

– É uma menina elfa de cabelos azulados? – Erika concordou com a cabeça ainda a procurando com os olhos – Aaff! Não temos tempo a perder com aquela elfinha escorregadia! – declarou ele irritado.

– Conhece ela?

– Sim. Não vejo a hora de ela crescer e fazer parte da minha guarda, que é onde tenho certeza que ela vai se encaixar. Mas agora temos que reunir a Reluzente, !!

 

***

 

Anya chegou cedo dessa vez, e com cara de quem correu uma maratona.

– O que aconteceu com você Anya? – perguntei desviando de um golpe no último segundo e removendo a venda em seguida. Normalmente Absol me repreenderia por deixar o treino assim, mas ele parecia tão preocupado com Anya quanto eu.

– Nevra... ele finalmente... exército... cinco dias...

– Calma! Sente, respire e explique direito.

Ela sentou sobre uma das pedras da clareira, respirou umas três ou quatro vezes, e falou: – Nevra que foi atrás de informações sobre o exército humano, chegou agora a pouco.

– E... – disse oferecendo a ela minha garrafa d’água, com ela tomando um gole.

– Eu não pude ouvir muita coisa porque Erika quase descobriu a passagem do chafariz e eu aproveitei que Nevra a distraiu para vir. Parece que o exército humano vai chegar em Eel em cinco dias no máximo. – ela tomou outro gole de agua – Alguém se machucou e Nevra parece desesperado para reunir a Reluzente e repassar o que descobriu.

Já esperava coisa ruim ao vê-la daquele jeito, mas não esperava por isso. E agora que me toquei! Esse exército humano está usando armas brancas ou... Ai. Prefiro nem pensar.

– Acho melhor irmos à minha morada agora, não concorda Absol? – Absol fez um positivo com a cabeça e pediu para os alcopafeis e crowmeros irem embora (sim, estava enfrentando adversários por terra e por ar, e sim, com os olhos vendados. Eu já falei que Absol às vezes me parece um tanto sádico?) e seguimos em direção à caverna.

Caminhamos em silencio até a caverna, chegando lá dentro, eu sentei Anya em um dos bancos de pedra com almofadas (que eu mesma costurei) de estofado e comecei a falar.

– Deixa eu ver se eu entendi direitinho... – Anya me observava – Você estava a caminho da passagem que te levava até a clareira, mas Erika acabou te surpreendendo, correto? – olhava para ela que me confirmou com a cabeça, continuei – Para a sua sorte, o tal Nevra que havia viajado pra espionar os exércitos humanos chegou, lhe dando uma chance pra fugir, certo? – mais uma vez, ela assentiu. Continuei – Mas antes de você entrar na passagem, você o ouviu dizer que alguém acabou ferido e que o exército chegaria aqui em uns cinco dias, é isso?

– Quando a essa parte, tem mais.

– Mais o que?

– O grupo que foi os espionar era de quatro pessoas, uma ficou pra trás para continuar espionando enquanto outra ficou ferida, como eu não sei. Nevra parecia desesperado para repassar o que descobriu durante esse tempo.

– Olha, eu até tenho medo de pensar, mas acho que sei aos menos uma parte do porque desse Nevra estar desesperado.

– Você sabe?!? – assenti com a cabeça – E qual é?!

– Armas de fogo.

– Armas de fogo? Tá certo que o fogo é perigoso, mas porque armas feitas de fogo causaria uma grande preocupação?

Revirei os olhos. – Não é armas de fogo, e sim armas com poder de fogo – às vezes Anya era lenta...! – Você viu exemplos quando assistiu Black Cat e Versailles no Bara.

– Mas... uma armadura completa e grossa não seria o suficiente para encara-las?

Jesus, me ajude aqui, por favor. – Se fosse como as armas antigas, até que esse seu método poderia funcionar. Maaas, infelizmente, os seres humanos se aprimoraram muito na “arte” da destruição. Os exemplos que você viu em meus animes até agora, são coisa de criança se comparado ao que se tem nos dias de hoje! – acho que agora ela entendeu de verdade, pois quando terminei de explicar, ela ficou boquiaberta e de olhos arregalados.

– Então... – começou ela – ...você está dizendo que só um daqueles humanos pode ser capaz de... – ela engoliu seco – ...destruir vários faerys?

Eu sentei em minha poltrona, cansada psicologicamente e com um longo suspiro – Sim. É possível.

Agora Anya realmente entendeu de verdade, ela estava claramente assustada. Talvez tanto quando Nevra. Eu posso não conhecer o pessoal de Eel, mas me importo com Anya e acho que tenho um pouco de compaixão com aquela gente também. Tenho que dar um jeito de ao menos atrapalhar esse exército ainda na floresta.

– Anya... – minha voz soou cansada e preocupada (o que de fato eu estava) – ...acho melhor cancelarmos minhas aulas por um tempo. As coisas aqui podem ficar bastante feias e é melhor você ficar dentro das muralhas de Eel, onde deve ser mais seguro.

– Aaah não! Depois do que você me disse, agora que preciso mesmo lhe ensinar alquimia. Ainda temos cinco dias!

– Ei pensei ter ouvido que tínhamos no máximo cinco dias. E nisso já estou contando hoje.

– Por favor, me deixe ensina-la por mais três dias então. Eu até deixo de assistir os animes pra me dedicar às suas aulas, mas deixa, vai. – ela implorou. Eu realmente não estava me sentindo confortável com isso, e pela expressão de Absol... nem ele.

Mãe, nos cubra com teu manto, por favor. – Três dias! – acabei por ceder porque sei que ela ia acabar vindo mesmo – Já contanto por hoje, e depois de amanhã é o último dia que você bota os pés nesta floresta. Até esse exército ter se mandado daqui! Aceita?

– Comecemos a aula! – disse ela correndo pegar o livro de alquimia com um sorriso enooorme, e eu fui preparar o not para escrever as novas receitas (e já separar as de cura, que sinto que irei precisar).

 

 

 


Notas Finais


OBS.2: Black Cat é um anime de 23 episódios + um especial (dub/leg) de uns 25min, gênero aventura e +14. Alguns episódios podem parecer meio confusos, mas é devido à complexidade da historia.
Versailles no Bara (ou Rosa of Versailles) é um anime de 41 episódios (leg) de uns 25 min, gênero drama histórico e +14. Quem gosta de historias envolvendo a revolução francesa e eventos que a anteciparam, vai gostar provavelmente.

Até o próximo capitulo!


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