História Ele - Capítulo 25


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Trama
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Palavras 2.286
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - Não quero ser um inútil


Fanfic / Fanfiction Ele - Capítulo 25 - Não quero ser um inútil

Os lapsos de memórias era poucos. Chris conseguia fixar com mais facilidade as memórias recentes e, embora esquecesse uma coisa ou outra, quando era lembrado, raramente esquecia novamente.

A cama havia sido erguida em quase 90° naquela manhã, mas ele ainda dormia, agora totalmente sentado. June sorria, ao ver que finalmente ele poderia sair dali para uma cadeira de rodas e tomar seu tão sonhado banho.  

Chris abriu os olhos devagar e deu de cara com June. O médico estava mais ao lado e sua mãe também. – O que está acontecendo aqui? É alguma festa? – brincou, esfregando os olhos com os dedos.

- Sweet, você está sentado – June chamou sua atenção e Chris tirou as mãos dos olhos, os abrindo mais e olhando ao redor, parecendo incrédulo. Ficou calado por vários minutos, olhando ao redor.

- Eu não estou tonto. Nem sinto vontade de vomitar. Me sinto bem – constatou, sério. - Eu estou sentado – repetiu as palavras do outro, abrindo finalmente um largo sorriso e os braços, como se pedisse um abraço a June, que se aproximou e o abraçou carinhoso, beijando sua testa.

- Estou orgulhoso do meu noivo – brincou, se afastando um pouco.

- Eu posso tomar banho? – o rapaz perguntou ao médico, que se voltou para June e riu, quando ele deu de ombros, rindo também.

- Ele disse que essa seria sua primeira pergunta. E sim, você pode. Quando sair daqui vou pedir ao enfermeiro que providencie isso.

- Eu faço isso – June atalhou. – Eu o ajudarei no banho – foi taxativo. Não era comum um acompanhante agir daquela maneira, mas June tinha suas vantagens, por ser um dos maiores doadores àquele hospital, atualmente. Recusar uma solicitação dele estava fora de cogitação, como os diretores da instituição deixaram claro ao médico.

- Cuide do noivo dele com o melhor que temos e o deixe fazer o que quiser, dentro do possível, é claro. Este homem derramou caminhões de dinheiro neste hospital neste último mês – foram as palavras exatas do diretor, quando chamou o médico para saber o estado geral de Chris, que era o paciente mais importante do hospital, sem nem saber.

- Ok, mas antes de fazer isso, chame o enfermeiro. Ele pode lhe orientar sobre os cuidados. Não seria interessante que Chris se machucasse – ele levantou uma sobrancelha.

- Eu cuidarei dele – o mais velho foi enfático, mas sorriu, para não parecer presunçoso.

- Eu volto mais tarde, para conversar com Chris sobre o tratamento. Vou deixá-los um pouco à vontade. Mas, se sentir algo, não deixe de falar e me chamar – o médico preveniu e Chris assentiu.

Cristine foi ao armário, pegou uma toalha limpa e entregou nas mãos de June, que sorriu e olhou para Chris. – Vamos tomar banho, sweet? – ergueu uma sobrancelha sexy.

- Se comportem, por favor – Cristine avisou e Chris, que tinha um sorriso maroto no rosto, a encarou tão inocente que June mordeu o lábio para não rir.

- Mãe... estamos em um hospital e eu estou enfermo. Mal me ergui nessa cama – disse com a mão sobre o peito.

- Estou lendo nos olhos de vocês – ela disse erguendo dois dedos e apontando dos olhos dela para os deles. – Eu não nasci ontem – riu. – Vou tomar um café no restaurante do hospital e volto mais tarde – avisou, saindo em seguida.

June caiu na gargalhada. – Fomos pegos! – apontou, e Chris gargalhou também, mas logo estendeu os braços, o chamando, como uma criança que quer colo.

- Vai me carregar? – perguntou, quando o outro se aproximou.

- Sim, a cadeira de banho já está no box. Mas, primeiro, vou despi-lo – as últimas palavras tinham um tom bem especial e Chris mordeu o lábio inferior, sentindo-se excitado com aquelas palavras.

O mais velho afastou as cobertas, tirou a camisa e abriu a fralda de Chris, deixando-o exposto e visivelmente excitado. O sorriso satisfeito de June fez o rapaz sorrir, tímido, quando ele o carregou nos braços fortes, nu. – Vamos ao seu banho de beleza, sweet – sussurrou no ouvido do rapaz, que fechou os olhos em antecipação, respirando mais pesado, ao enlaçar os braços no pescoço do outro.

O clima era de pura sedução, mesmo que fossem apenas para um banheiro de hospital, tomar um banho de chuveiro, depois de um mês de banho de leito. A proximidade, estar na vertical novamente, tudo era novo para eles naquele momento.

Suas bocas se uniram quando entraram no confinamento e a porta se fechou. As línguas brincaram. As respirações se misturaram.

- Ainda não quero tomar banho – a voz murmurada na boca de June o fez sorrir e ele apenas respondeu.

- Ainda não vou dar banho em você.

O mais velho sentou Chris sobre a bancada, mas nunca o soltou, apenas se colocou entre suas pernas, e sentiu as mãos do mais novo deslizarem por sua camisa, a tirando. Ele ajudou e logo estava sem ela. Abraçou o rapaz e voltou a beijá-lo, o puxando devagar para a borda do balcão.

- Acha que pode ficar assim? – perguntou baixinho, abrindo o zíper da calça e se despindo, com o outro abraçado a si.

- Sim. Só não me solte. Tenho medo de cair – pediu e o outro o encarou de perto de sorriu.

- Eu nunca vou soltá-lo, sweet – a afirmativa foi mais profunda do que sobre aquele momento e Chris sorriu.

Ele abriu mais as pernas do rapaz ao lado do seu corpo e pediu que o abraçasse com mais força.

- Estou com medo – Chris assumiu, apertando o pescoço de June entre os braços e escondendo o rosto em seu pescoço.

- Não tenha medo. Vamos tentar uma coisa. Se não der certo, tentamos outra... feche os olhos e só abra quando eu disser que pode – pediu carinhoso. – Confie em mim.

- Eu confio – o rapaz disse, apertando os olhos fechados.

June o ergueu do balcão, o segurando pela parte de trás das coxas e o levando para outro lugar. Chris sentiu suas costas sendo prensadas na parede e logo June o penetrando, devagar. O prazer foi grande com aquela sensação de preenchimento e a dor inicial logo se foi, o fazendo gemer contra o ombro do outro.

O rapaz manteve os olhos fechados, porque aumentava as sensações e ele se sentia menos vulnerável. Apenas afastou o rosto do ombro do outro, sentindo logo a boca necessitada dele tomar a sua, em um beijo lascivo. Chris se entregou. O peito duro de June contra o seu, a pele roçando, o calor que apenas aumentava ali e as sensações crescentes de prazer e desejo, o enlouquecendo.

O golpes eram ritmados e fortes. June se arremetia ansioso dentro do rapaz, enquanto o segurava e prensava contra a parede. Eles gemiam e murmuravam palavras ininteligíveis, sob o efeito inebriante do prazer.

Claro que poderia ser mais confortável para June se Chris enlaçasse seus quadris, mas o rapaz não tinha força nas pernas. Mal sentia o começo das coxas e ele era apenas agradecido por poderem fazer amor como estavam fazendo ali, naquele momento, no box do banheiro. Ele nunca reclamaria de nada. E se esforçaria para dar sempre o máximo a Chris. Sempre e sempre.

O rapaz suava e pedia mais, mais e mais e ele dava. Dava tudo de si e ficou satisfeito ao ver o rapaz deitar a cabeça contra a parede com os olhos ainda fechados e a boca entreaberta, em êxtase, derramando-se contra seu abdômen, sem nenhum estímulo externo. Foi o suficiente para que encontrasse sua libertação e entrasse em êxtase também, tomando aquela boca sexy e doce na sua, entre gemidos e declarações de amor.

Os pingos de água começaram a cair sobre os cabelos, rosto e corpo de Chris e June riu quando ouviu sua risada. – Abra os olhos, sweet – ainda tinham as respirações agitadas e seus corpos unidos.

O rapaz os abriu, percebendo que estava sob o chuveiro e abraçou mais forte o outro, o enchendo de beijos. Ficaram sob a ducha, se encharcando por vários minutos. Era bom sentir a água escorrer pelo seu corpo quando ainda tinha June dentro de si. Quando tinha segurança que ele nunca o deixaria cair.

Namoraram por mais algum tempo, então o outro o colocou na cadeira de banho, para poder lavar os cabelos e passar o sabonete liquido em seu corpo. June fez questão de massagear o couro cabeludo de Chris, que fechou os olhos satisfeito com o carinho.

Depois ele pediu para fazer o mesmo no outro, que se ajoelhou ao seu lado, deixando que colocasse o shampoo em seus cabelos e depois esfregasse seu peito e ombros com sabonete. Trocaram carinhos e tomaram banho juntos, pela primeira vez em meses. Estavam felizes com o que tinham naquele momento.

Após tomar banho e escovar os dentes, Chris foi enxuto e levado de volta para o quarto. June o colocou na cama e pegou uma boxer para ele, depois de vestir a sua. – Meu noivo já está crescidinho e não precisa mais de fraldas. Se precisar ir ao banheiro, eu mesmo o levarei – afirmou, com um sorriso e lhe dando um beijo casto. Chris assentiu e ele o vestiu, colocando uma camisa e uma calça de pijama em seguida. Penteou os cabelos de Chris com os dedos e o cheirou profundamente no pescoço. – Não precisa de perfume. Seu cheiro já é tão gostoso – murmurou e o outro riu, sentindo cócegas.

Se afastou e o rapaz ficou apreciando seu noivo apenas de boxer no quarto, enquanto pegava a roupa para se vestir. Ele era másculo e alto. Um homem perfeito e viril. O homem vestiu seu jeans gasto e uma camisa simples.

Era assim que se vestia desde que passou a conviver com Chris. Quando aprendeu que marcas não eram tão importantes, como se sentir confortável. Calçou uma bota e destrancou a porta, saindo em seguida e voltando tão rápido quanto se foi.

- Fui perguntar porque ainda não trouxeram o desjejum do príncipe – sorriu. – Mas já tinham vindo e a porta estava fechada – sorriu malicioso.

Em poucos minutos uma funcionária entrou com a bandeja e a deixou lá, pedindo desculpas pelo atraso. Chris agradeceu e disse a June que estava faminto. Era café para os dois, que comeram juntos.

Naquela tarde, Chris começou a fazer a fisioterapia na sala de exercícios. Pode passear no corredor na cadeira de rodas e foi cumprimentado pelos funcionários que o viam e acompanhavam seu restabelecimento. June estava orgulhoso do seu garoto, que parecia feliz, com um sorriso largo, sentado na cadeira, quando iam para a fisioterapia.

June ficou do lado de fora e voltou para buscá-lo uma hora depois, mas encontrou Chris calado e sério. Quando o colocou na cama, ele ficou quieto. – O que foi, sweet? Estava tão animado quando saímos? Aconteceu algo que não gostou?

- Não respondi bem aos exercícios. Pensei que seria mais fácil – disse, sincero e abatido.

- Ei... – o outro se aproximou do seu rosto e deu um beijo casto. – Foi só o primeiro dia. Seus músculos estão fracos e seu corpo acostumado a ficar em repouso. Vai melhorar logo – encorajou em tom baixo, mas firme. – Não pode desanimar na primeira. Não desista. Nós desistimos do que sentíamos, porque não acreditávamos que poderíamos ficar juntos. Mas aqui estamos, juntos de novo e vamos nos casar. Apenas acredite – pediu e Chris o abraçou e chorou em seu ombro.

- Não quero ficar em uma cadeira de rodas para sempre – choramingou. – Não quero depender dos outros para tudo. Ocupar seu tempo mais do que necessário. Não quero ser um inútil – soluçou.

- Você não é e nem será nada disso. Vai voltar a andar. Mas, vai aprender a se virar sozinho enquanto isso. Vamos aprender juntos – decretou.

Nos dias que se seguiram June, os enfermeiros, as enfermeiras e os profissionais de reabilitação trabalharam com Chris para que ele se tornasse mais independente.

- Bom dia, moço bonito. Saia desta cama, porque hoje vamos para o jardim do hospital – June acordou Chris duas semanas depois de iniciada a fisioterapia, com um beijo casto.

- Eu vou poder ir lá fora, jura? – ele abriu os olhos preguiçosamente, com um sorriso nos lábios.

- Sim, mas primeiro vá tomar banho. Vamos tomar café ao ar livre. Agora se apresse – disse, se sentando no sofá e apenas observando os movimentos de Chris, que estendeu o braço e puxou a cadeira para mais perto da cama, passando para ela em seguida, sem muita dificuldade.

Ele foi para o banheiro sozinho e escovou os dentes, mas chamou June em determinado momento, que atendeu ao chamado rapidamente. O rapaz ainda tinha dificuldade para passar da cadeira de rodas para a de banho, e apenas olhou para o outro, que entendeu o recado e juntou as duas cadeiras, segurando a de banho.

- Passe. Eu estou segurando – avisou. Chris inspirou e se equilibrou, passando com alguma dificuldade. Depois ele tirou a roupa e foi tomar banho. June sentou no vaso fechado e ficou assistindo ao banho do outro, que sorriu maroto quando percebeu.

- Por que não toma banho comigo? – perguntou.

- Tomei banho no hotel – June respondeu, cínico, recostando-se e abrindo as pernas, em um pose que chamou a atenção de Chris.

O rapaz não se conteve e foi em sua cadeira até onde o mais velho estava e o acariciou entre as pernas, vendo o sorriso dele aumentar. Ele se aproximou o máximo possível e abriu o zíper do outro, enfiando a mão dentro da boxer e o encontrando duro. O libertou da peça e o tomou na mão. Os dois se encaravam em silêncio quando Chris o levou à boca.

Os olhos de June se fecharam e ele acariciou os cabelos molhados de Chris. Aquele garoto era a sua perdição.



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