História Ele - Capítulo 26


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Drama, Linguagem Imprópria, Nudez, Romance, Sexo, Trama
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Palavras 2.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - Vamos para casa?


Fanfic / Fanfiction Ele - Capítulo 26 - Vamos para casa?

Para Chris, tomar café no jardim do hospital foi como ser libertado de uma gaiola. Sentir o vento nos cabelos, o perfume das flores e plantas, da grama úmida pelo orvalho, ver tudo ao seu redor, o sol batendo em seu rosto, era um sonho. E o sorriso não saía do seu rosto, contagiando todos que estavam por perto.

- Eu deveria tomar café aqui todos os dias. Não acha? – perguntou, de olhos fechados, voltados para o sol.

- Não vai dar – June respondeu e ele abriu os olhos e voltou-se para o outro, confuso.

- Por quê? – indagou, surpreso com a negativa, uma vez que June sempre se esforçava para lhe dar tudo o que pedia.

- Porque... – fez silêncio e sorriu.

Chris riu. – Fale logo... não faça isso comigo.

- Porque amanhã você vai tomar café em casa – disse, finalmente, fazendo o outro arregalar os olhos.

- Eu vou para casa? – perguntou sorrindo, e em seguida pareceu confuso. - Que casa? Eu vou para o Novo México? Mas, e o tratamento?

- Calma... – June o tranquilizou, pegando em sua mão. – Você vai para nossa casa. A casa que eu aluguei aqui perto do hospital, para que fique mais à vontade. Sua mãe já está lá há alguns dias, providenciando todas as modificações necessárias e hoje à tarde você já vai poder ir. O médico vai lhe dar alta da internação, mas o tratamento continua. Todas as manhãs você vem fazer a fisioterapia. Vai almoçar aqui e volta para casa às 15h. Assim vai ser a nossa nova rotina.

Chris abriu um sorriso enorme. – Eu vou para casa. Nossa casa, em Hamburgo – falou apertando a mão do outro.

- Sim, sweet. Depois da sua fisioterapia, nós vamos para casa.

Chris terminou seu café da manhã com aquele gigante sorriso no rosto. Não aguentava mais ficar trancado no hospital. Precisava de ar puro e de menos olhos o cercando. Queria apenas June ao seu lado. Apesar da insegurança que ainda o dominava vez por outra, sabia que podia se virar sozinho, mesmo na cadeira de rodas, porque o outro mostrou que ele era capaz.

Se esforçava ao máximo na fisioterapia e já conseguia perceber melhora na sensibilidade. Sentia as agulhas no solado dos pés, embora inda não sentisse nos dedos e tornozelos. O fisioterapeuta o tranquilizava e eles seguiam, fazendo exercícios exaustivamente. Ele sempre pedia para ficar mais tempo do que o estipulado no treino. Tinha pressa. Não queria casar em uma cadeira de rodas, embora visse que aquilo acabaria acontecendo.

- Quando é mesmo que você pretendem casar? – o fisioterapeuta perguntou e ele não soube responder.

- Não lembro – disse, confuso. Já havia percebido que toda vez que ficava ansioso ou nervoso, esquecia de coisas importantes. – Eu esqueci... mas é em breve – disse desconsertado.

- Não se preocupe com isso, Chris. Você só precisa se exercitar – o homem riu.

- É que hoje eu vou para casa. Estou ansioso.

- Entendo... Vai ficar tudo bem – o tranquilizou.

Chris almoçou com a mãe no quarto, porque June havia sumido, depois de o deixar na fisioterapia, afirmando que tinha uma reunião. – É você que vai me levar para casa? Ele não vem? Por que não me disse que ele havia alugado uma casa?

Ela suspirou. – Não contei, porque ele pediu que fosse uma surpresa. Está se esforçando, como sempre, para agradá-lo. Por isso, pare de reclamar como um bebê chorão.

Chris fez um bico. - Eu não estou reclamando. Apenas perguntei, porque vou voltar para a fisioterapia agora e queria saber se ele ainda vem hoje. Só isso.

- Não sei se ele vem. Ficou de ligar. Está atarefado, porque deixou de se reunir nos últimos dias, se desdobrando entre ficar aqui com você e arrumar a casa para atender as suas necessidades. 

- Já vi que sou o grande culpado por ele nunca descansar, entendi – ele revirou os olhos, ainda emburrado. – Se eu pudesse, não estaria aqui sentado vendo tudo passar ao meu redor. Não pense que eu gosto disso.

Ela suspirou mais uma vez. – Não estou dizendo isso, filho. Imagino como se sente incomodado em não poder fazer tudo o que quer. Mas tenha paciência. Logo estará bom e isso não passará de uma lembrança. E quando se casarem, estará completamente bom.

- Quando vou casar? - perguntou de repente.

- Bem, de acordo com o prazo que June estipulou, em dois meses. Por isso, mãos à obra – disse, empurrando a cadeira dele de volta a sala de exercícios.

- Dois meses. Eu tenho dois meses para andar – disse ao fisioterapeuta, quando ficaram apenas os dois no espaço. – É quando eu devo me casar. Acha que eu consigo?

- Vamos ser realistas. Em dois meses você não vai estar correndo – ele ergueu as sobrancelhas e Chris pareceu entristecer. – Mas... acredito que, com algum esforço extra, você possa estar de pé, de muletas ou até uma bengala, apenas. Vai se esforçar?

- Muito! – ele abriu um sorriso doce e gigante.

Às 16h June entrou no quarto de Chris, que já estava de banho tomado, e pronto, em um conjunto de moletom vermelho e tênis, para ir para casa. O médico já havia dado todas as recomendações e Cristine havia saído, dizendo a ele que June iria buscá-lo.

- Meu Deus, que homem lindo e penteado é esse que está me encarando tão sério? – ele já entrou provocando, erguendo o capuz do outro, que estava sentado na borda da cama, e o beijando castamente, ao se colocar entre suas pernas.

- Você demorou – fez um bico infantil.

- Desculpe, sweet. Eu estava resolvendo umas coisinhas para o seu conforto. Vamos para casa? – perguntou baixinho, mordiscando o lábio do rapaz, que enlaçou o braço no pescoço dele, o puxando mais para si.

- Vamos, dream. Mas antes, me beije, porque estou muito ansioso – pediu e o outro o beijou. Aquele beijo calmo, que inspirava confiança e que dizia que tudo ia ficar bem. Que acalmava e fazia tudo ser esquecido.

Quando as bocas se separaram, Chris ainda estava e olhos fechados, deleitando-se daquele sabor. – Eu vou buscar a cadeira – June falou baixinho.

- Mas ela está aqui – disse, olhando para o lado.

- Essa é do hospital. Eu comprei uma para você – falou e o rapaz ficou sério.

- Eu não vou ficar em uma cadeira para sempre – reclamou, zangado.

- Tudo bem, então eu levo você carregado em meus braços até em casa e o trago assim todos os dias. Não tem importância nenhuma. Podemos também pedir emprestada a cadeira do hospital, ou ainda alugá-la. Eu comprei uma cadeira apenas para que tenha mobilidade e independência enquanto não anda. Não me entenda mal, não estou dizendo que vai ficar nela para o resto da vida. A única coisa aqui para o resto da vida é o nosso amor – respondeu com seriedade e firmeza.

Chris abaixou o rosto, envergonhado. – Desculpe. Você tem razão, eu estou nervoso. Estou ansioso e com medo de esquecer as coisas, porque estou assim. Obrigado por pensar em minha mobilidade e independência – falou, cabisbaixo e envergonhado com seu rompante.

June ergueu seu queixo entre os dedos e o beijou com amor. – Eu amo você, sweet – disse apenas e o rapaz sorriu. – Vamos para casa?

- Vamos.

June saiu do quarto e voltou com uma cadeira de rodas simples, praticamente igual a do hospital. Mas quando Chris desceu sobre ela e rodou um pouco, percebeu que era mais leve e fácil de girar, demandando menos força. Seu noivo pensava em tudo mesmo.

Chris recebeu tapinhas nas costas, apertos de mão e afagos ao longo do corredor. Todos estavam felizes, porque ele estava vencendo mais uma etapa da recuperação, finalmente saindo do hospital.

Quando chegaram do lado de fora, ele respirou fundo. Viu a rua, movimento de carros e barulho. Sorriu e virou-se para olhar June, que o observava em silêncio.

- Vamos para o estacionamento. A casa fica a duas quadras daqui, e até dá para vir a pé, mas hoje nós vamos dar um passeio de carro – o mais velho disse, sorrindo, e empurrando a cadeira para a área. Chegando lá, pararam diante de um jipe.   

- Esse é o seu carro? – Chris riu, porque June sempre lhe pareceu um homem de Mercedes ou BMWs e não de jipes.

- Na verdade, esse é o seu carro – o outro falou, tirando as chaves do bolso e as segurando diante de Chris. – Ele é todo automático e adaptado, com os comandos no volante. Muito fácil de dirigir. Acho até que vou adaptar meu carro assim. É tão mais simples de viver quando temos tudo à mão – ele riu.

- Meu? Está dizendo que esse carro é meu? – ergueu as sobrancelhas, com seu sorriso curioso no rosto.

- Sim, e espero que não faça um escândalo por isso. Só quero que seja independente – ergueu as mãos em defesa.

- Pensei que ia me trazer todos os dias para a fisioterapia – Chris fez o biquinho.

- Eu posso fazer isso e vai me dar um prazer enorme. Mas você tem a opção de vir e ir sozinho. De sair para passear e fazer compras, o que quiser, e sempre que quiser.

- Estou brincando. Eu adorei – riu divertido. – Eu posso dirigir?

- Claro, ele é seu. – Eles foram até a lateral do carro e Chris abriu a porta, passou da cadeira para o banco, com certa facilidade. June lhe ensinou como fechar a cadeira e a colocou no banco de trás, junto com a mochila. Deu a volta e sentou ao seu lado, colocando o cinto. – Vamos sair daqui.

Chris suspirou e sorriu. Colocou o cinto de segurança e ligou o carro. June explicou os comandos e ele não teve dificuldade em sair do estacionamento. Em alguns minutos estavam rodando pelas ruas de Hamburgo.

O mais velho mostrava a direção e Chris dirigia feliz. Antes de irem para casa pararam na frente de uma lanchonete e desceram. Comeram hambúrgueres, com batata frita, e o mais novo revirou os olhos de prazer, pelo tempo que ficou sem comer fast food. – Eu precisava disso! – suspirou, vendo o outro rir.

June passou a língua no canto da bocado rapaz, suja de catchup, e o clima ficou quente, quando seus olhares se encontraram. – Vamos para casa? – June sugeriu.

- Sim... – a voz quase sumida.

Voltaram para o carro e June mais uma vez orientou o caminho o qual Chris deveria seguir. Entraram em uma via residencial de alto padrão, com casas grandes e avarandadas, e grandes jardins verdes e floridos. No fim da rua, viraram à esquerda e June disse que parasse diante da casa azul.

– É aqui? – Chris perguntou, surpreso com a casa do mesmo padrão das anteriores, porém, sem escada na varanda. Ela era baixa e com a porta larga.

- Não gostou? Foi a mais fácil de adaptar que encontrei, o mais perto possível do hospital. Ela pode parecer grande demais, austera demais, mas primeiro entre e depois diga se gostou. Não crie um juízo de valor antes de entrar, por favor – o homem parecia preocupado e o rapaz riu.

- Eu não disse que não gostei. Só perguntei se era aqui – deu de ombros. – Ela me parece linda – elogiou. – Pode pegar minha cadeira para eu poder entrar e ver tudo de perto? – pediu.

O outro saiu apressado do carro e fez o que o rapaz pediu. Subiram a rampa juntos e quando June abriu a porta, Chris abriu a boca em um ‘ó’. Uma sala ampla, com bastante espaço para passar com sua cadeira por entre eles. Sala de jantar com mesa adaptada para receber a cadeira de rodas. Corredores largos. As portas de todos os quatro quartos eram largas e ele teria acesso total a casa e aos banheiros, pois todos eram adaptados.

A porta de acesso à varanda era larga, de vidro e lá havia espreguiçadeiras e espaço para que pudesse circular com sua cadeira. Chris poderia, inclusive colocar a roupa na máquina de lavar, porque a área de serviço também era adaptada, assim como tudo na cozinha, onde sua mãe estava terminando de fazer o jantar.

- Pensei que não viessem mais para casa hoje – ela reclamou, mas tinha um sorriso no rosto. – Gostou da casa nova e do carro?

- Eu...eu adorei – o rapaz falou, parecendo extasiado e June sentiu-se satisfeito e com o dever cumprido, porque estava apavorado de Chris reclamar por todo aquele gasto.

- Já viu o seu quarto?

- Não.

- É o do fim do corredor. June disse que era o melhor e você iria gostar, porque tem saída para a varanda. O quarto dele fica ao lado direito e o meu do esquerdo – ela disse, provando a comida, e Chris olhou questionador para June, mas o homem apenas deu de ombros desconfiado, como se dissesse “sua mãe quem fez isso”.

- Mãe, eu não vou dormir sozinho – decretou, emburrado. June apertou os lábios e virou o rosto para não rir.

- Por acaso quer que eu vá dormir com você? – ela indagou inocente.


Notas Finais


Acho que até o capítulo 30, encerramos esta história de amor, que era para ser uma short fic e eu me empolguei...


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